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Amor quenre

Sombras e Promessas

O silêncio no quarto de Kevin era tão denso que Marcelle jurava poder ouvi-lo. A luz da lua, filtrada pelas persianas semiabertas, criava um padrão de listras prateadas sobre a pele dela, como se a estivesse marcando antes mesmo dele o fazer. A presença dele era esmagadora; não era apenas o tamanho ou a força, mas a aura de autoridade que ele exalava, algo que parecia deslocado para um jovem de dezessete anos, mas que nela despertava uma submissão instintiva e eletrizante.

Kevin inclinou-se para frente, os dedos longos traçando o contorno do maxilar de Marcelle. O toque era leve, quase carinhoso, mas a pressão que ele exercia com o polegar em seu lábio inferior dizia outra coisa. Ele estava testando os limites dela, saboreando o tremor que percorria o corpo da garota.

— Você está respirando muito rápido, pequena — observou ele, um sorriso de canto surgindo em seus lábios. — O que está passando por essa sua cabeça cheia de cachos agora?

Marcelle tentou encontrar a voz, mas ela parecia ter fugido para algum lugar profundo em seu peito.

— Eu... eu só não sabia que seria assim — sussurrou ela, as mãos apoiadas timidamente nos joelhos de Kevin. — Tão intenso.

— Intensidade é a única forma de viver que eu conheço — respondeu ele, a voz soando como veludo sobre pedra. — Se for para ser morno, prefiro o gelo. Comigo, Marcelle, tudo é ao extremo. O prazer, a entrega... e a obediência.

Ele se levantou da beirada da cama, deixando-a em uma posição de vulnerabilidade que a fazia sentir-se pequena, mas estranhamente protegida. Kevin caminhou até uma escrivaninha de madeira escura no canto do quarto e abriu uma gaveta. O som do