Amor quente
Além da Genética
A caminhada da escola até a casa de Augusto foi envolta em uma atmosfera de cumplicidade que nenhum dos dois conseguia disfarçar. O sol começava a se pôr, pintando o céu com tons de laranja e violeta, mas os olhos de Augusto estavam fixos apenas no perfil de Rafaella enquanto caminhavam lado a lado. Suas mãos permaneciam entrelaçadas, um contato simples que agora carregava o peso de tudo o que havia acontecido na biblioteca e a promessa silenciosa do que ainda estava por vir.
— Meus pais foram viajar para o sítio, só voltam amanhã — comentou Augusto, a voz soando um pouco mais grave à medida que se aproximavam do portão de sua casa.
Rafa sentiu um frio na barriga, uma mistura deliciosa de nervosismo e antecipação. Ela apertou levemente a mão dele, um gesto de confiança que sempre fora a marca registrada da relação deles.
— Então, o capitão do time realmente planejou tudo? — brincou ela, tentando dissipar a tensão elétrica que ameaçava fazê-la tropeçar nos próprios pés.
— Eu sou um estrategista, Rafa. Mas, com você, nenhum plano sobrevive ao meu coração — ele respondeu, parando em frente à porta e olhando-a com aquela intensidade romântica que sempre a desarmava.
Assim que entraram, o silêncio da casa vazia pareceu amplificar o som das batidas do coração de Rafaella. Eles subiram as escadas em silêncio, mas a urgência era palpável. Assim que cruzaram o batente do quarto de Augusto, o mundo lá fora deixou de existir. O clique da porta se fechando foi o sinal que ambos esperavam.
Augusto não perdeu tempo. Com um movimento ágil e decidido, ele a conduziu até a parede mais próxima. Rafa sentiu as costas encontrarem a superfície fria, mas o calor que emanava de Augusto era o que realmente a consumia. Ele a cercou com os braços, apoiando as mãos na parede, mantendo-a prisioneira de seu olhar faminto.
— Eu não consegui pensar em outra coisa desde que saímos daquela biblioteca — sussurrou ele, aproximando o rosto do dela.
Sem esperar por uma resposta, as mãos de Augusto desceram para os botões da blusa do uniforme de Rafa. Seus dedos, geralmente firmes e precisos, tremiam levemente, denunciando que, apesar de toda a sua popularidade e confiança, ela ainda o deixava vulnerável. Um a um, os botões foram cedendo, revelando a pele alva e a renda delicada da lingerie que ela usava por baixo.
Quando a blusa finalmente caiu no chão, Augusto deu um passo para trás por um breve segundo. Ele a olhou de cima a baixo, os olhos percorrendo cada curva, cada detalhe da garota que ele sempre admirou de longe e que agora estava ali, entregue a ele. Um sorriso de canto, safado e claramente faminto, surgiu em seus lábios.
— Você é muito mais bonita do que eu imaginei nos meus melhores sonhos, Rafa — ele disse, a voz rouca de desejo.
Rafa sentiu o rosto queimar, mas não desviou o olhar. Ela se sentia desejada, amada e, acima de tudo, segura com ele. Augusto aproximou-se novamente e começou a passear as mãos pelo corpo dela. Suas palmas eram grandes e quentes, subindo pelas coxas, apertando levemente a cintura e subindo para as costelas. Ele a apalpava com uma mistura de reverência e possessividade, sentindo a textura da pele dela sob seus dedos.
— Ah... Augusto... — o gemido escapou dos lábios de Rafa sem que ela pudesse controlar. Era uma sensação avassaladora ser tocada daquela forma por ele.
Ele se ajoelhou diante dela, mantendo o contato visual por um instante antes de começar a beijar o corpo dela. Seus beijos começaram na altura do umbigo, subindo lentamente, deixando um rastro de calor por onde passava. Quando ele alcançou a curva de sua cintura, as mãos de Augusto se firmaram em seus quadris, puxando-a para mais perto.
Rafaella jogou a cabeça para trás, os dedos se perdendo nos cabelos de Augusto enquanto ele continuava sua exploração. No entanto, quando ele começou a depositar beijos rápidos e úmidos na lateral de seu abdômen, uma sensação diferente se misturou ao prazer.
— Hahaha... Augusto, para! — Rafa soltou uma risadinha entre os gemidos, contorcendo-se levemente. — Isso... isso faz cócegas!
Augusto parou por um segundo, olhando para cima com um brilho travesso nos olhos.
— Ah, é? Então eu encontrei seu ponto fraco? — ele perguntou, voltando a atacar a mesma região com beijos e leves sopros.
— Não! — ela ria e gemia ao mesmo tempo, uma melodia confusa e adorável que preenchia o quarto. — É sério, vai mais para cima... por favor...
Ele obedeceu, levantando-se e voltando a focar no pescoço dela, o lugar onde sabia que ela perdia totalmente a compostura. Augusto enterrou o rosto na curva entre o ombro e a orelha de Rafa, alternando entre beijos profundos, mordidas leves e o roçar de seu nariz contra a pele sensível.
— Você geme tão alto, Rafa... — ele murmurou contra a pele dela, sentindo a vibração da voz dela contra seu peito. — Eu amo o som que você faz quando eu te toco aqui.
— É porque... porque você sabe exatamente o que está fazendo — ela respondeu, a voz fraca, as pernas começando a vacilar sob o peso do prazer. — Augusto, eu não aguento... vai com calma...
— Eu estou tentando — ele confessou, subindo as mãos para o rosto dela e forçando-a a olhá-lo. — Mas eu esperei tanto por isso, por você, que é difícil não querer tudo de uma vez.
Rafa sorriu, um sorriso doce que contrastava com a situação intensa em que estavam. Ela o puxou para um beijo profundo, um beijo que selava não apenas o desejo físico, mas todo o carinho e o romantismo que os trouxe até ali. Naquele momento, o trabalho de biologia, a escola e o resto do mundo eram apenas ruídos distantes. Ali, no quarto de Augusto, a única ciência que importava era a química inegável que existia entre os dois.
— Então não vá com tanta calma assim — sussurrou ela contra os lábios dele, desafiando-o com o olhar.
Augusto não precisou de um segundo convite. Ele a pegou no colo, sentindo o peso leve e perfeito dela contra seu corpo, e a levou em direção à cama, onde a noite estava apenas começando a revelar todos os seus segredos.