← Voltar ao resumo

as fãs

Sombras e Segredos em Monza

O quarto de hotel em Milão estava mergulhado em uma penumbra estratégica, iluminado apenas pelas luzes distantes da cidade que filtravam através das cortinas de seda. O silêncio da suíte era um contraste absoluto com o caos ensurdecedor do paddock de Monza, mas a tensão que Alicia e Lando carregavam desde o incidente com a fã na grade ainda vibrava entre eles, como um motor em rotação máxima prestes a explodir.

Lando jogou a chave do quarto sobre a mesa de cabeceira e, antes mesmo que Alicia pudesse tirar os sapatos, ele a prensou contra a porta de carvalho. Não havia gentileza em seus olhos azuis; havia uma fome crua, uma necessidade de apagar cada vestígio do desrespeito que sofrera e do ciúme que vira nos olhos verdes dela.

— Eu não consegui parar de pensar em como você me olhou hoje — sussurrou Lando, a voz rouca, as mãos grandes descendo para apertar as coxas de Alicia por cima do jeans. — Você parecia querer me devorar na frente de todo mundo.

Alicia arquejou, sentindo o calor do corpo dele irradiar contra o seu. Ela passou os braços pelo pescoço de Lando, puxando-o para mais perto, sentindo a ereção dele pressionar contra seu ventre.

— Eu queria que eles soubessem, Lando — confessou ela, a voz carregada de uma urgência sombria. — Queria que aquela mulher visse o que você faz comigo quando as câmeras estão desligadas. Queria que ela soubesse que você é meu, e de mais ninguém.

Lando soltou um rosnado baixo e atacou os lábios dela. O beijo foi uma colisão de dentes e línguas, uma disputa por domínio que terminou com ele a pegando no colo e a levando para a cama king-size. Ele a jogou sobre os lençóis egípcios e, com uma agilidade que só um piloto de elite possuía, livrou-se das roupas, ficando apenas de cueca.

Alicia se despiu com pressa, a timidez habitual completamente esquecida. Quando ela ficou nua diante dele, a luz da lua delineando suas curvas loiras, Lando sentiu a garganta secar. Ele se ajoelhou na cama, puxando-a para que ela montasse em seu colo.

— Senta em mim, Alicia — ordenou ele, a voz grossa de desejo. — Quero ver você no controle. Quero sentir o peso da minha dona.

Alicia obedeceu, sentando-se sobre as coxas fortes dele. Ela sentia o calor da pele de Lando, o suor leve que começava a brotar. Ela começou a rebolar devagar, sentindo-o por baixo da cueca, provocando-o com movimentos circulares e lentos que faziam Lando fechar os olhos e apertar os lençóis.

— Você gosta disso, Norris? — provocou ela, inclinando-se para morder o lóbulo da orelha dele. — Gosta de saber que só eu posso te ter assim?

— Eu amo — ele gemeu, as mãos subindo para os seios dela. — Porra, Alicia, você está tão quente.

Lando não aguentou a provocação por muito tempo. Ele a segurou pela cintura e a inverteu, deitando-a de bruços na cama. Antes que ela pudesse protestar, ele desferiu um tapa firme e sonoro em sua nádega direita. O som ecoou no quarto, seguido pelo arquejo surpreso de Alicia.

— Isso é por ter me deixado louco o dia inteiro com esses olhares — disse Lando, antes de desferir outro tapa, desta vez mais forte, no lado esquerdo.

— Mais, Lando... — implorou ela, a voz abafada pelo travesseiro. — Não para. Bate mais forte.

Ele obedeceu, alternando tapas rítmicos que deixavam a pele clara de Alicia avermelhada, uma marca visual de sua posse. Entre um tapa e outro, ele puxava o cabelo loiro dela para trás, expondo a nuca para mordidas e beijos vorazes. Ele a virou novamente, segurando seus pulsos acima da cabeça e descendo para chupar seus seios, abocanhando os bicos já duros e sensíveis, puxando-os com os dentes até ouvi-la gemer o seu nome em um tom que beirava o desespero.

— Olha para você — murmurou Lando, afastando-se por um segundo para admirar a visão. — Você está toda melada, Alicia. Está tão excitada por mim que mal consegue respirar.

Ele desceu a mão, encontrando a umidade abundante entre as pernas dela. Com um movimento ágil, ele a virou de lado e, com uma das mãos, abriu as nádegas dela, expondo a entrada anal. Alicia sentiu um calafrio percorrer sua espinha quando sentiu o toque do dedo indicador de Lando, úmido com a própria lubrificação dela, pressionando a entrada sensível.

— Lando... — ela sussurrou, o corpo tremendo.

— Relaxa para mim, baby — ele disse, começando a estimular a entrada com movimentos circulares e lentos, antes de pressionar o dedo para dentro.

Alicia soltou um gemido alto, a cabeça jogada para trás, as unhas cravando-se no braço dele.

— Não para... por favor, Lando, não para! — ela pediu, a voz embargada pelo prazer avassalador que aquela nova sensação proporcionava.

Lando continuou a estimulá-la, usando o dedo para preparar o caminho enquanto a outra mão voltava a desferir tapas leves em sua bunda, mantendo-a em um estado de transe sensorial. Ele a puxou pelo cabelo, forçando-a a olhar para ele.

— Você é minha, não é? — ele perguntou, os olhos azuis faiscando.

— Sou sua... inteiramente sua — ela respondeu, a voz falhando.

Ele não esperou mais. Livrou-se da cueca e, com um movimento decidido, posicionou-se entre as pernas dela. A entrada foi intensa, profunda, preenchendo-a de uma forma que fazia o mundo ao redor desaparecer. Alicia envolveu a cintura dele com as pernas, puxando-o para que ele fosse ainda mais fundo.

— Isso... — ela arquejou. — É disso que eu precisava.

Lando começou a se mover com uma força bruta, cada estocada sendo acompanhada por um tapa ou por um puxão de cabelo. Ele a provocava, chamando-a de nomes sujos, dizendo o quanto ela era deliciosa e o quanto ele odiava que outros homens pudessem olhar para ela, mesmo que ela estivesse escondida atrás da lente.

— Ninguém te toca como eu, Alicia — ele rosnou, aumentando a velocidade. — Ninguém sabe o som que você faz quando eu te abro assim.

O clímax começou a se formar, uma onda de calor que subia dos pés à cabeça. Alicia sentia cada músculo do corpo de Lando trabalhar, a força do piloto sendo usada para levá-la ao ápice. Ela gritou o nome dele, as mãos apertando as costas dele, deixando marcas de unhas que ele levaria como troféus para a corrida do dia seguinte.

Lando atingiu o limite logo em seguida, derramando-se dentro dela com um grito gutural, o corpo tenso como uma mola. Eles desabaram juntos sobre os lençóis, os corações batendo em um ritmo frenético e sincronizado.

— Porra... — Lando respirou, o rosto enterrado na curva do pescoço dela. — Você vai me matar um dia desses.

Alicia sorriu, sentindo-se completa e, pela primeira vez desde o incidente no paddock, totalmente segura. Ela passou a mão pelos cabelos bagunçados dele, sentindo o suor esfriar em suas peles.

— Pelo menos você morreria feliz, Norris — brincou ela, a voz suave.

Lando levantou a cabeça, olhando-a com um carinho que contrastava com a selvageria de momentos atrás. Ele deu um beijo terno na ponta do nariz dela.

— Eu sou louco por você, Alicia. E eu sinto muito por hoje. Eu nunca quis que você se sentisse desrespeitada ou insegura.

— Eu sei — respondeu ela, puxando o lençol para cobri-los. — Mas acho que encontramos uma ótima maneira de resolver o problema.

Lando riu, puxando-a para mais perto, o braço pesado e protetor ao redor dela.

— Com certeza. Mas amanhã, se você me vir mancando um pouco no grid, a culpa é toda sua.

Alicia soltou uma risada cristalina, fechando os olhos e deixando-se embalar pelo som da respiração dele. O paddock podia ser um lugar de barulho, câmeras e intrusões, mas ali, naquele quarto, o foco era apenas um: o amor intenso e inabalável que eles protegiam com cada fibra de seus seres. E, para Alicia, aquela era a única imagem que realmente importava.

Entrar com Telegram

Confirme o login no bot.