as fãs
Possessão em Monza
O calor de Monza parecia ter se transferido integralmente para dentro daquele motorhome privativo da McLaren. O isolamento acústico das paredes era a única coisa que protegia a reputação de Lando Norris e a discrição de Alicia Garcia, pois, naquele momento, o que acontecia entre eles era tudo, menos silencioso. A raiva latente que Alicia sentira ao ver aquela fã invadir o espaço pessoal de Lando, tocando-o de forma tão vulgar, havia se transformado em um combustível altamente inflamável.
Alicia estava de joelhos sobre a cama estreita do alojamento, com as mãos espalmadas contra o colchão, o corpo arqueado em uma posição de entrega absoluta. Ela sentia o peso de Lando atrás dela, uma presença dominante que contrastava com a imagem de "bom garoto" que ele projetava para o mundo. Ele não era o piloto carismático ali; ele era um homem reivindicando o que era seu por direito.
Lando a segurava pelos quadris com firmeza, os dedos se enterrando na pele clara de Alicia, deixando marcas que certamente durariam até a manhã seguinte. A cada estocada profunda que ele dava na buceta dela, ele desferia um tapa firme na nádega direita, o som do estalo ecoando no espaço reduzido.
— Você gosta disso, não gosta? — Lando rosnou perto do ouvido dela, a voz carregada de uma rouquidão que Alicia nunca ouvira em público. — Gosta de saber que ninguém mais pode chegar perto assim.
— Mais forte, Lando... — Alicia ofegou, a cabeça pendida para a frente, o cabelo loiro caindo como uma cortina sobre o rosto. — Bate mais forte. Eu quero sentir que você é meu.
Ele obedeceu, a mão subindo para desferir um tapa ainda mais sonoro, enquanto aumentava o ritmo das estocadas. A pele de Alicia ardia, mas a dor era apenas um condutor para um prazer muito mais sombrio e intenso. O ciúme que a consumira no paddock estava sendo purgado a cada movimento bruto dele. Ela queria ser marcada, queria ser usada, queria apagar a memória daquela mulher com a realidade do toque de Lando.
— Aquela vadia na grade... — Lando disse entre dentes, puxando o cabelo de Alicia para trás com força suficiente para fazê-la olhar para o teto. — Ela não tem a menor ideia do que eu faço com você aqui dentro.
Alicia sentiu uma onda de eletricidade percorrer sua espinha. O domínio dele a excitava de uma forma que a deixava sem defesas. Ela se empurrou para trás contra ele, buscando mais, querendo preencher cada centímetro do seu ser com a presença dele.
— Lando... — ela chamou, a voz trêmula, o desejo atingindo um ponto de ebulição. — Eu quero mais. Eu quero que você me tome por completo.
— O que você quer, Alicia? — ele perguntou, a respiração quente contra a nuca dela, sem diminuir o ritmo. — Diz para mim.
Alicia fechou os olhos com força, a mente nublada pelo prazer, mas o desejo que vinha guardando desde o incidente na grade finalmente encontrou voz.
— Eu quero que você me coma por inteiro... — ela sussurrou, a voz carregada de luxúria. — Coloca o dedo atrás, Lando... me fode por trás enquanto mete na minha buceta. Eu quero sentir tudo ao mesmo tempo.
Lando soltou um rosnado animal. A audácia do pedido dela foi o gatilho final para que ele perdesse o pouco controle que ainda lhe restava. Sem interromper o movimento rítmico e vigoroso na buceta dela, ele deslizou uma das mãos para baixo, entre as nádegas dela, buscando a entrada pequena e apertada do seu cuzinho.
Alicia soltou um grito abafado contra o travesseiro quando sentiu a ponta do polegar dele pressionar a abertura sensível. Lando não foi hesitante; ele usou a própria lubrificação dela para preparar o caminho, pressionando o dedo para dentro com uma firmeza que a fez arquear as costas violentamente.
— É isso que você quer? — Lando perguntou, a voz vibrando de excitação. — Quer que eu te abra assim?
— Sim! — ela gritou, as unhas cravando-se nos lençóis. — Por favor, Lando, não para!
Ele começou a trabalhar o dedo dentro dela, em movimentos circulares e profundos, enquanto continuava a estocá-la com força por baixo. A sensação de ser preenchida duplamente, daquela forma tão possessiva e crua, levou Alicia ao limite absoluto da sanidade. O contraste entre a plenitude na buceta e a pressão invasiva e deliciosa no cuzinho criou um curto-circuito em seus sentidos.
Lando estava fora de si. Ele a puxava pelos quadris com tanta força que os corpos se chocavam com um som úmido e rítmico. Ele começou a alternar os dedos, abrindo-a, preparando-a, enquanto seus dentes buscavam a pele do ombro dela, deixando marcas de mordidas que seriam o segredo deles sob as roupas no dia seguinte.
— Você é minha, Alicia — ele repetia, como um mantra, cada palavra sendo selada com uma estocada mais profunda. — Só minha.
— Eu sou sua... — ela soluçou, o clímax começando a se formar na base de sua coluna, uma explosão iminente que ela não conseguia mais conter. — Lando, eu vou... eu vou...
— Vem para mim, baby — ele incentivou, a voz falhando enquanto ele também se aproximava do seu limite. — Vem toda para mim.
O ápice atingiu Alicia como um choque de alta voltagem. Ela sentiu as paredes de sua buceta se contraírem violentamente ao redor dele, enquanto o dedo de Lando dentro de seu cuzinho parecia tocar sua alma. Ela gritou o nome dele, um som de puro êxtase que ecoou pelas paredes do motorhome, enquanto seu corpo era sacudido por espasmos incontroláveis.
Lando não ficou atrás. Ao sentir o orgasmo dela, ele perdeu o último resquício de controle. Ele se enterrou nela com uma força final, a mão que estava atrás dela se fechando em um punho enquanto ele se derramava profundamente dentro dela. Ele soltou um rugido gutural, a testa encostada nas costas de Alicia, o corpo tenso como uma corda de violão prestes a arrebentar.
Por vários minutos, o silêncio só foi quebrado pelo som das respirações pesadas e erráticas. Lando desabou sobre ela, mantendo-se unido a ela, o calor de seus corpos fundindo-se em um só. Ele beijou o ombro dela, onde a marca de seus dentes ainda estava vermelha e vívida.
— Você está bem? — ele sussurrou depois de um tempo, a voz voltando à suavidade carinhosa que Alicia tanto amava, embora o brilho de possessão ainda estivesse lá.
Alicia virou a cabeça para o lado, encontrando os olhos azuis dele. Ela sorriu, uma expressão de exaustão e satisfação completa.
— Eu nunca estive melhor, Lando — ela respondeu, a voz fraca. — Acho que agora eu consigo esquecer o que aconteceu lá fora.
Lando a girou devagar, puxando-a para seus braços e cobrindo ambos com o edredom fino. Ele a apertou contra o peito, sentindo o coração dela desacelerar junto com o dele.
— Eu sinto muito por aquilo — ele disse seriamente, acariciando o cabelo loiro dela. — Eu odiei que você tivesse que ver aquilo. Eu odiei que ela tenha me tocado.
— Eu sei — Alicia disse, escondendo o rosto no pescoço dele. — Mas a forma como você me tomou agora... isso apagou tudo. Você me mostrou a quem pertence, Lando. E eu mostrei que sou sua.
Lando beijou o topo da cabeça dela, fechando os olhos.
— Você não tem ideia do quanto eu te amo, Alicia Garcia. E do quanto eu sou grato por você ser a única que realmente me conhece.
— E você não tem ideia — ela brincou, levantando o rosto com um brilho travesso nos olhos verdes — do quanto eu vou adorar ver você tentando esconder esses arranhões nas costas durante a coletiva de imprensa amanhã.
Lando soltou uma risada curta e genuína, o tipo de som que ele só guardava para ela.
— Valeu cada segundo — ele afirmou, puxando-a para um beijo final, calmo e profundo, antes que o cansaço do dia finalmente os vencesse.
Naquela noite, no coração de Monza, não importavam os tempos de volta, os pneus ou a pressão do campeonato. O único pódio que importava para Lando Norris era aquele quarto, onde ele e Alicia eram os únicos vencedores, unidos por um segredo que o mundo jamais seria capaz de capturar em uma fotografia.