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Bellingham

O Aroma da Traição e o Peso da Coroa

O Estádio Al Bayt fervilhava. O calor do deserto catari parecia insignificante diante da eletricidade que emanava das arquibancadas. Em campo, a Inglaterra acabara de consolidar sua vantagem, e o nome que ecoava nos alto-falantes era o dele: Jude Bellingham. O jovem prodígio havia deslizado pela defesa adversária como uma sombra, finalizando com a precisão de um veterano. Mas, enquanto a torcida delirava, o verdadeiro drama se desenrolava no gramado, longe das lentes principais das câmeras.

Assim que a bola balançou as redes, Harry Kane não apenas correu para comemorar; ele praticamente reivindicou o corpo de Jude. O capitão inglês envolveu o pescoço do mais jovem com um braço possessivo, puxando-o para perto, colando seus rostos enquanto gritava palavras de incentivo que soavam íntimas demais. Kane deslizou a mão pela nuca de Jude, apertando o cabelo suado, e manteve o contato físico muito além do tempo protocolar de uma celebração de gol.

Nas tribunas VIP e nas áreas de aquecimento do outro lado do túnel, os olhos de certos espectadores não estavam na bola.

— Ele está fazendo de propósito — rosnou Kylian Mbappé, sentado no banco de reservas da França, que jogaria a seguir. Seus dedos cravavam-se no tecido do agasalho oficial. — Olhe para o Kane. Ele sabe. Ele está marcando território como um animal.

Ao lado dele, Luka Modric, que viera assistir ao jogo antes de seu próprio compromisso com a Croácia, mantinha uma expressão gélida.

— Jude é ingênuo — murmurou Modric, a voz carregada de uma decepção perigosa. — Ele acha que é apenas carinho de capitão. Ele não percebe que Harry está esfregando a proximidade deles na nossa cara.

A partida terminou, e a Inglaterra saiu vitoriosa. No entanto, a "resenha" pós-jogo, um evento privado organizado em um dos salões luxuosos do hotel da FIFA onde as estrelas de várias seleções se cruzavam, prometia ser mais tensa que qualquer disputa de pênaltis.

O salão estava decorado com opulência árabe, luzes baixas e sofás de couro que exalavam o perfume de homens poderosos. Jude entrou no recinto ainda inebriado pela adrenalina da vitória, mas seu corpo travou assim que sentiu a atmosfera. Ali, espalhados como deuses em um Olimpo moderno, estavam eles.

Erling Haaland estava encostado em uma mesa de bilhar, segurando um taco com uma força desnecessária. Zlatan Ibrahimovic ocupava uma poltrona central, parecendo um imperador prestes a ditar uma sentença de morte. E, claro, Mbappé e Modric, que não tiravam os olhos da porta.

Mas quem entrou logo atrás de Jude, com a mão firmemente pousada na base das costas do garoto, foi Harry Kane.

— Você foi brilhante hoje, Jude — disse Kane, a voz ressoando pelo salão silencioso. Ele se inclinou, sussurrando algo no ouvido do jovem que o fez rir timidamente. — Eu disse que se você seguisse o meu ritmo, o gol sairia.

— Obrigado, Harry. Eu não teria conseguido sem o seu passe — respondeu Jude, tentando manter a compostura.

— Venha aqui, pequeno pônei — a voz de Ibrahimovic cortou o ar como uma lâmina. — O rei quer parabenizá-lo. Ou talvez... inspecioná-lo.

Jude sentiu um calafrio. Ele tentou se desvencilhar de Kane, mas o capitão inglês não soltou. Pelo contrário, Kane apertou o passo e caminhou junto com ele até o centro do círculo formado pelos outros jogadores.

— Ele está cansado, Zlatan — interveio Kane, com um sorriso desafiador que não condizia com sua imagem pública de "bom moço". — Foi um jogo duro. Ele precisa de descanso, não de provocações.

— O que ele precisa — disse Mbappé, levantando-se lentamente e caminhando até ficar a poucos centímetros de Jude, ignorando Kane completamente — é lembrar-se de quem cuida dele quando as luzes do estádio se apagam. Você parece ter esquecido as lições de Madri, Jude.

O rosto de Bellingham empalideceu. A lembrança do vibrador, das palmadas e da posse brutal de Mbappé no hotel em Madri voltou com força total. Ele sentiu um latejar fantasma lá embaixo, uma memória muscular da humilhação e do prazer.

— Kylian, aqui não... — Jude sussurrou, os olhos implorantes.

— Por que não? — Haaland se aproximou, sua estatura imponente fazendo sombra sobre o trio. — O Harry parece estar muito interessado no que é nosso, Kylian. Talvez devêssemos mostrar a ele como o Jude se comporta quando não está sob as câmeras da seleção.

Kane franziu o cenho, a tensão subindo para seus ombros.

— Eu não sei do que vocês estão falando, mas o Jude é meu companheiro de equipe. Eu cuido dos meus.

— Você cuida? — Modric soltou uma risada seca, levantando-se também. — Você o abraça no campo, Harry. Mas nós o possuímos no vestiário. Existe uma diferença abismal entre o seu carinho fraternal e a marca que deixamos nele.

A atmosfera no salão tornou-se asfixiante. Ibrahimovic levantou-se, sua presença preenchendo o espaço. Ele caminhou até Kane e colocou uma mão pesada no ombro do inglês.

— Harry, você é um bom atacante. Mas você é um amador em jogos de posse. O garoto exala o cheiro de Mbappé e o controle de Modric. Se você continuar se esfregando nele, eu vou ter que ensinar a você como o Zlatan lida com intrusos.

Kane olhou para Jude, buscando alguma negação, mas o jovem inglês apenas baixou a cabeça, os dedos tremendo levemente.

— Jude? — chamou Kane, a voz tingida de dúvida.

— Ele não vai responder, Harry — disse Mbappé, estendendo a mão e segurando o queixo de Jude, forçando-o a olhar para cima. — Ele sabe que pertence a este círculo. Ele sabe que cada gol que ele faz é um tributo a nós, os seus donos.

Mbappé virou-se para os outros, um brilho possessivo e cruel nos olhos.

— O Harry quer tanto participar da comemoração? Então vamos dar a ele um lugar na primeira fila.

— O que você vai fazer? — perguntou Jude, a voz falhando.

— O que deveríamos ter feito assim que você entrou aqui com o cheiro desse inglês em você — rosnou Haaland.

Sem aviso, Mbappé empurrou Jude em direção ao sofá de couro fundo. Antes que Kane pudesse reagir, Ibrahimovic bloqueou seu caminho com um braço de ferro.

— Fique onde está, capitão — ordenou Ibra. — Assista e aprenda.

Modric aproximou-se de Jude, que estava encolhido no sofá, cercado por Mbappé e Haaland. O croata começou a desabotoar a camisa social que Jude usava para a resenha.

— Você foi muito exibido hoje, Jude — murmurou Modric, a voz agora suave e perigosa. — Deixou que ele te tocasse na frente de milhões. Você precisa ser purificado.

— Por favor... o Harry está vendo... — Jude soluçou, olhando para o seu capitão, que estava sendo mantido à força por Zlatan do outro lado da sala.

— É exatamente por isso que vamos fazer isso — disse Mbappé, retirando o cinto com um estalo seco. — Ele precisa ver o que acontece com quem tenta roubar o que é nosso. E você precisa sentir o peso da sua traição.

Mbappé virou Jude de bruços no sofá. O couro frio contrastava com a pele quente e suada do rapaz. Haaland segurou os pulsos de Jude acima da cabeça dele, prendendo-o com facilidade.

— Harry! — gritou Jude, mas o grito foi interrompido pelo som agudo do cinto de Mbappé atingindo suas nádegas.

— Silêncio! — ordenou o francês. — Cada vez que você chamar o nome dele, serão dez golpes a mais.

Kane tentou se soltar, mas Ibrahimovic o manteve no lugar com uma facilidade humilhante.

— Olhe para ele, Harry — sibilou Zlatan no ouvido de Kane. — Veja como o corpo dele reage ao nosso toque. Ele não quer você. Ele quer a dor que nós damos a ele. Ele quer ser dominado.

As palmadas e os golpes de cinto começaram a cair ritmadamente. Jude gemia, o rosto enterrado nas almofadas do sofá, as lágrimas molhando o couro. A cada impacto, Haaland apertava mais seus pulsos, e Modric acariciava suas costas, um contraste bizarro entre tortura e conforto.

— Você é de quem, Jude? — perguntou Mbappé, parando por um segundo, o cinto erguido.

— De... de vocês... — Jude arquejou, o corpo tremendo violentamente.

— De quem? Diga os nomes! — exigiu Haaland, inclinando-se para morder o lóbulo da orelha de Jude.

— De Kylian... de Luka... de Erling... de Zlatan... — Jude soluçava, a voz quebrada.

Kane assistia a tudo, o rosto vermelho de fúria e impotência. Ele via o garoto que ele tentava proteger ser reduzido a um objeto de prazer e punição diante de seus olhos.

— Agora — disse Modric, retirando um pequeno frasco de lubrificante do bolso —, vamos tirar o gosto do Harry de dentro de você.

O que se seguiu foi uma demonstração brutal de posse coletiva. Enquanto Kane era forçado a assistir, os quatro jogadores se revezaram em marcar Jude de formas que nenhuma câmera de TV jamais captaria. Não havia delicadeza. Era uma reivindicação de território.

Mbappé foi o primeiro, entrando em Jude com uma fúria que fez o inglês gritar o nome do francês em agonia e êxtase. Haaland veio a seguir, sua força bruta fazendo Jude sentir que seria partido ao meio. Modric e Ibrahimovic observavam, comentando sobre a performance do jovem, humilhando-o com palavras enquanto ele era usado.

Horas depois, quando o salão estava mergulhado em um silêncio exausto, Jude jazia no chão, coberto apenas por um lençol de seda que alguém jogara sobre ele. Kane fora liberado por Ibrahimovic há muito tempo, tendo saído do salão destruído, incapaz de olhar para Jude novamente sem ver as marcas daquela noite.

Mbappé sentou-se ao lado de Jude, passando a mão pelo cabelo bagunçado do inglês.

— Amanhã temos treino, Jude — sussurrou o francês. — E eu espero que, quando você vir o Harry no corredor, você se lembre exatamente de como o seu corpo lateja agora.

Jude não respondeu. Ele apenas fechou os olhos, sentindo o sêmen de quatro homens diferentes escorrer por suas coxas, sabendo que, embora fosse o herói da Inglaterra no campo, ele era apenas o escravo daqueles monstros fora dele. E o pior de tudo, no fundo de sua alma quebrada, ele sabia que a vibração do prazer forçado ainda era a única coisa que o fazia se sentir verdadeiramente vivo.