Bellingham
O Altar de Grama e o Espetáculo da Posse
O Estádio Santiago Bernabéu estava mergulhado no silêncio espectral das madrugadas sem jogo. As luzes de serviço projetavam sombras longas sobre o gramado impecável, um tapete verde que, para Jude Bellingham, agora parecia um altar de sacrifício. Ele foi conduzido até o centro do campo por Kylian Mbappé e Erling Haaland, seus passos ainda um pouco incertos devido à fraqueza da febre recente, mas seu corpo já respondia com uma antecipação pavloviana ao toque possessivo de seus mentores.
— Olhe para este lugar, Jude — sussurrou Mbappé, sua voz ecoando levemente nas arquibancadas vazias. — Milhares de pessoas gritam seu nome aqui. Eles te adoram. Mas nenhum deles sabe a quem você realmente pertence quando as luzes se apagam.
Jude estremeceu quando Haaland o segurou pelos ombros, forçando-o a se ajoelhar no círculo central. O orvalho da noite penetrou o tecido fino de seu calção, um choque térmico que o fez arfar.
— Hoje, o gramado não é para gols, pequeno — disse Haaland, sua mão descendo para a nuca de Jude, apertando com uma força controlada. — É para a sua submissão.
Sem aviso, Mbappé puxou o calção de Jude para baixo, expondo-o ao ar frio da noite. O inglês soltou um gemido baixo, uma mistura de vergonha e excitação que ele não conseguia mais esconder. Ele sentiu os dedos de Kylian, ágeis e impiedosos, lubrificados com um óleo caro, pressionarem a entrada de seu canal.
— Você sentiu falta disso, não foi? — perguntou Mbappé, inserindo o primeiro dedo com uma pressão firme.
— Ah... Kylian... — Jude jogou a cabeça para trás, os olhos revirando enquanto o francês começava um movimento de gancho, buscando o ponto exato que fazia as pernas de Jude fraquejarem.
— Responda, Jude — rosnou Haaland, inclinando-se para morder o lóbulo da orelha do jovem. — Diga o quanto você precisava ser preenchido.
— Eu... eu senti falta... por favor... — Jude gemia alto, o som subindo para as cadeiras numeradas, um segredo compartilhado apenas com o concreto do estádio.
Mbappé inseriu o segundo, depois o terceiro dedo, alargando-o com uma eficiência bruta. Jude arqueava as costas, as mãos enterradas na grama, arrancando pequenos tufos de solo enquanto o prazer começava a nublar sua mente. Ele estava sendo preparado, aberto como um livro para que seus donos escrevessem neles sua história de domínio.
— Você vai gemer para este estádio vazio, Jude — disse Mbappé, retirando os dedos e posicionando-se atrás dele. — Você vai deixar que o eco da sua dor e do seu prazer seja a única coisa que resta aqui esta noite.
O que se seguiu foi uma demonstração de força. Mbappé o possuiu ali mesmo, no coração do Real Madrid, com estocadas violentas que faziam o corpo de Jude deslizar sobre a grama úmida. Haaland permanecia à frente dele, forçando Jude a olhar para as arquibancadas, a imaginar a multidão assistindo à sua queda.
— Grite, Jude! — comandava Haaland. — Deixe que o Bernabéu saiba quem é o dono do seu corpo!
Jude não conseguia mais conter os gritos. Eram sons roucos, desesperados, que se perdiam na imensidão do estádio. Ele estava sendo marcado, não com tatuagens, mas com a memória muscular daquela invasão. Quando Mbappé terminou, Jude estava exausto, o cheiro de suor e grama impregnado em sua pele, mas a noite estava longe de acabar.
— Amanhã é o dia da coletiva de imprensa oficial, Jude — disse Mbappé, limpando o rosto suado do garoto com uma ternura que era mais assustadora que a agressão. — E nós vamos garantir que você se lembre de cada segundo desta noite enquanto olha para as câmeras.
No dia seguinte, a sala de imprensa do Real Madrid estava lotada de jornalistas de todo o mundo. Jude Bellingham estava sentado no painel central, ladeado por Kylian Mbappé e pelo capitão Luka Modric. Jude vestia o terno oficial do clube, parecendo a imagem perfeita do profissionalismo, mas por baixo do tecido caro, seu corpo escondia um segredo vibrante.
Antes de entrarem, no vestiário privado, Mbappé havia inserido um novo dispositivo em Jude. Era menor, mais potente e controlado inteiramente pelo celular que agora repousava no bolso do francês.
— Mantenha a coluna ereta, Jude — sussurrou Mbappé, aproximando o microfone. — E tente não gaguejar.
A entrevista começou com perguntas triviais sobre a saúde de Jude e seu retorno após a "gripe". Jude respondia com polidez, mas sua voz vacilava ocasionalmente. Ele sentia o dispositivo dentro dele, uma presença silenciosa que aguardava o comando.
— Jude, como você se sente voltando ao time após esses dias de ausência? — perguntou um jornalista da BBC.
Kylian sorriu discretamente e deslizou o dedo pela tela do celular sob a mesa.
Instantaneamente, o dispositivo dentro de Jude saltou para a potência máxima. O zumbido era inaudível para os microfones, mas para Jude, era como se um trovão tivesse sido aprisionado em seu ventre.
— Eu... eu me sinto... — Jude travou, suas mãos agarrando a borda da mesa com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos. Seus olhos se arregalaram e sua respiração tornou-se curta. — Sinto-me... muito... grato... ah...
— O que foi, Jude? — perguntou Mbappé, com uma voz carregada de falsa preocupação, enquanto aumentava ainda mais a frequência da vibração. — O calor de Madri está te afetando novamente?
Jude soltou um gemido baixo, que foi captado pelo microfone como um suspiro sofrido. Ele estava tremendo visivelmente. O prazer forçado estava subindo por sua espinha, ameaçando fazê-lo ejacular ali mesmo, na frente de centenas de câmeras.
— Sim... o calor... — balbuciou Jude, o suor começando a brotar em sua testa.
Os jornalistas se entreolharam, confusos com a reação intensa do jogador. Mbappé, sentindo que era hora do golpe final de humilhação, levantou-se.
— Com licença, senhores — disse Kylian, contornando a mesa. — Acho que o nosso Jude ainda está um pouco sensível. Deixe-me ajudá-lo.
Mbappé parou atrás de Jude. Para o público, parecia um gesto de apoio de um colega de equipe. No entanto, Kylian colocou a mão pesada no ombro de Jude e, com a outra, deu um tapa sonoro e forte na bunda do inglês, por cima do terno. O som estalou na sala silenciosa.
Jude deu um pulo na cadeira, um grito de surpresa e dor escapando de seus lábios.
— Oh, parece que ele está realmente tenso — riu Mbappé.
Então, em um movimento audacioso que chocou a todos, Mbappé inclinou Jude para frente e, com uma agilidade calculada, puxou levemente a parte de trás da calça e da cueca de Jude, revelando para a câmera mais próxima o fio preto que saía de seu corpo, conectado ao dispositivo que vibrava de forma frenética.
— Vejam só — disse Mbappé para a câmera, com um brilho sádico nos olhos. — Jude nunca está sozinho. Ele sempre carrega uma parte do nosso controle com ele.
A sala explodiu em murmúrios e cliques de câmeras. Jude escondeu o rosto nas mãos, o choro de humilhação finalmente rompendo. Ele estava exposto para o mundo, não como um herói, mas como a propriedade sexual da elite do futebol.
Mbappé voltou ao seu lugar, mas não desligou o dispositivo. Pelo contrário, colocou-o no modo pulsante, garantindo que Jude continuasse a gemer baixinho durante o resto da conferência.
— Como eu disse — concluiu Mbappé, olhando diretamente para a lente da câmera principal —, Jude Bellingham é o futuro do Real Madrid. E o futuro está sob o nosso comando absoluto.
Quando a entrevista terminou e os jornalistas foram escoltados para fora, Jude ainda estava colapsado na cadeira, o corpo sacudindo com os espasmos do dispositivo. Luka Modric aproximou-se e tocou o topo da cabeça de Jude.
— Você foi muito bem, pequeno — disse o croata, sem um pingo de ironia. — O mundo agora sabe a quem você serve. Não há mais espaço para dúvidas ou para Harry Kanes na sua vida.
— Por favor... desliguem... — implorou Jude, a voz quebrada pela exaustão sensorial.
— Só quando chegarmos em casa — respondeu Mbappé, pegando o celular e guardando-o. — Agora, levante-se. Temos um treino e você vai caminhar até o ônibus com isso ligado. Quero que cada funcionário deste estádio ouça o som da sua submissão.
Jude levantou-se, as pernas trêmulas, o rosto vermelho de vergonha. Ele caminhou pelo corredor do Bernabéu, o zumbido constante entre suas pernas servindo como um metrônomo para sua nova vida. Ele era o príncipe de ouro da Inglaterra, o prodígio de Madri, mas acima de tudo, ele era o brinquedo favorito de deuses que nunca se cansariam de brincar. E enquanto ele cruzava o túnel em direção ao ônibus, Jude percebeu que, no fundo, ele não queria mais que o zumbido parasse. A dor e a humilhação haviam se tornado seu único oxigênio, e Kylian Mbappé era o único homem que segurava a máscara.