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Bellingham teimosia

Fome de Obediência e o Espetáculo do Consumo

A luz da manhã entrava pelas janelas do centro de treinamento, mas para Jude Bellingham, o brilho parecia excessivamente agressivo. Ele estava sentado na maca da sala de exames, balançando as pernas nervosamente enquanto o médico do clube, acompanhado por um nutricionista e o olhar severo de Cristiano Ronaldo e Lewandowski, revisava os resultados dos seus últimos exames de sangue.

— Os níveis de ferro estão baixíssimos, a glicose está no limite e a massa magra está começando a ser consumida — explicou o doutor, fechando a pasta com um estalo seco. — Jude, você não está apenas cansado. Você está desnutrido.

O silêncio que se seguiu foi pesado. Lewandowski deu um passo à frente, cruzando os braços poderosos.

— Como isso é possível? — perguntou o polonês, sua voz carregada de uma decepção que doeu mais em Jude do que qualquer bronca. — Nós monitoramos as refeições no clube.

— Ele joga a comida fora quando não estamos olhando — interrompeu Cristiano, sua voz fria como gelo. — Eu verifiquei as câmeras do refeitório e falei com os funcionários da limpeza. O "menino de ouro" tem escondido comida nos guardanapos e evitado o jantar nas concentrações.

Jude baixou a cabeça, as bochechas corando de vergonha.

— Eu não sinto fome... — murmurou Jude, a voz quase inaudível. — O estresse, a pressão... eu sinto que se eu comer muito, vou ficar pesado, vou perder a velocidade...

— Você vai perder a carreira se continuar assim! — rugiu Ibrahimovic, entrando na sala com Mbappé ao seu lado. — Um soldado que não se alimenta é um soldado morto. E você é o nosso soldado.

— Nós fomos gentis com você sobre a lesão — disse Mbappé, aproximando-se e segurando o queixo de Jude, forçando-o a olhar para cima. — Mas mentir sobre a sua saúde? Colocar seu corpo em risco por uma vaidade boba de peso? Isso é inaceitável.

— Eu sinto muito — soluçou Jude, as lágrimas começando a brotar.

— Sentir muito não enche o seu estômago — sentenciou Cristiano. — Hoje é dia de folga do elenco, mas você não vai descansar. Nós vamos sair. E você vai comer até que eu diga que chega.

O destino escolhido foi o shopping mais luxuoso de Madri, um centro de consumo onde a elite se encontrava. O plano era simples e cruel: Jude seria levado a público, onde sua imagem de perfeição seria testada pela sua capacidade de obedecer sob os olhos de quem quisesse ver.

Ao chegarem na praça de alimentação VIP, o grupo — composto por CR7, Mbappé, Lewandowski, Haaland e Modric — ocupou uma mesa central, cercada por vitrines de grifes famosas. Jude foi sentado entre Haaland e Mbappé, sentindo-se minúsculo.

— Peçam o menu degustação completo. Carne, carboidratos, vegetais. Tudo — ordenou Lewandowski ao garçom, que reconheceu as estrelas e apressou-se em servir.

Quando os pratos chegaram, o cheiro da comida fez o estômago de Jude revirar, mas não de fome, e sim de ansiedade.

— Coma — disse Haaland, empurrando um prato de risoto de açafrão com medalhões de filé.

Jude pegou o garfo com a mão trêmula. Ele levou uma pequena porção à boca, mastigando devagar, sentindo o olhar de cinco lendas do futebol sobre ele. Após três garfadas, ele pousou o talher.

— Eu não consigo mais. Estou cheio.

— Você não comeu nem duzentas calorias, Jude — observou Modric, seu tom de voz perdendo a doçura habitual. — Pegue o garfo. Agora.

— Não! — Jude explodiu em um pequeno acesso de rebeldia, empurrando o prato. — Vocês não podem me obrigar a comer como se eu fosse um ganso de foie gras!

O barulho do prato batendo na mesa atraiu olhares de mesas vizinhas. Turistas e locais começaram a sussurrar, reconhecendo Bellingham e os outros.

— Você quer fazer uma cena em público, Jude? — perguntou Mbappé, um brilho perigoso nos olhos. — Ótimo. Se você não quer ser um homem e comer à mesa, será tratado como a criança desobediente que está provando ser.

Sem qualquer aviso, Mbappé e Haaland seguraram os braços de Jude. Cristiano Ronaldo, com a autoridade de quem manda no ambiente, fez um sinal para os seguranças do shopping, que imediatamente criaram um perímetro discreto, mas que ainda permitia que quem estivesse por perto visse a dinâmica de poder.

— Deite-o no banco — ordenou Cristiano.

Jude foi forçado a se deitar de bruços no banco estofado da praça de alimentação, com o rosto pressionado contra o couro frio. As pessoas ao redor pararam para olhar. Algumas pegaram celulares, mas foram rapidamente impedidas pelos seguranças. No entanto, a sensação de ser observado era o que tornava tudo pior.

— Como você não quer alimentar sua boca, vamos alimentar sua memória com um pouco de disciplina — disse Mbappé, baixando o calção de Jude ali mesmo, expondo seu bumbum ao ar condicionado do shopping e aos olhares curiosos que espreitavam de longe.

— Não! Por favor, papai, aqui não! — Jude implorou, a voz abafada pelo banco. — Todo mundo está vendo!

— Exatamente — respondeu Lewandowski, aproximando-se. — Eles estão vendo o que acontece com um jogador que não cuida de si mesmo.

Mbappé começou a desferir palmadas pesadas e rítmicas. O som — *pá! pá! pá!* — ecoava no teto alto do shopping. Cada golpe deixava uma marca vermelha na pele pálida de Jude, que começou a soluçar de vergonha e dor.

— Isso é por cada refeição que você jogou fora! — gritou Mbappé, alternando a mão aberta com tapas rápidos que faziam a carne de Jude vibrar.

— Aaah! Desculpa! Eu como! Eu juro que como! — Jude gritava, os pés chutando o ar em agonia.

— Agora é tarde para juras — disse Modric, inclinando-se sobre ele. — Você precisa sentir a consequência da sua teimosia.

Enquanto Mbappé continuava a castigar o bumbum de Jude com palmadas que já somavam dezenas, Cristiano Ronaldo decidiu elevar o nível da punição. Ele se aproximou e, com uma mão, começou a massagear a nuca de Jude, enquanto a outra deslizava para baixo.

— Você está muito tenso, Jude — sussurrou Cristiano. — Talvez uma estimulação ajude você a relaxar e a abrir o apetite.

Cristiano introduziu dois dedos de forma brusca na entrada de Jude, que estava lubrificada apenas pelas lágrimas que escorriam pelo seu corpo. O jogador deu um grito agudo, um som que chamou a atenção de toda a ala VIP.

— Olhe para eles, Jude — comandou Mbappé, parando as palmadas por um momento para levantar o rosto de Jude pelos cabelos. — Olhe para as pessoas nas lojas. Elas estão vendo o grande Bellingham gemer como um bebê porque não quis comer o jantar.

Jude abriu os olhos e viu, através das vitrines da Gucci e da Prada, pessoas paradas, observando a cena com uma mistura de choque e fascínio. A humilhação era total. Cristiano começou a mover os dedos lá dentro, atingindo pontos que faziam Jude perder o controle sobre seus próprios gemidos.

— Hummm... ahn... papai... para... — Jude gemia, o prazer involuntário se misturando à dor das palmadas que Mbappé retomou com força total.

A dualidade das sensações — a queimação das palmadas e a invasão prazerosa dos dedos de Cristiano — deixou Jude em um estado de transe. Ele não era mais o jogador caro; ele era apenas um corpo sendo moldado pela vontade de seus superiores.

— Diga para todos ouvirem — exigiu Haaland, segurando as pernas de Jude para que ele não se fechasse. — Diga por que você está sendo punido.

— Porque... ahn... porque eu fui teimoso... — Jude soluçava, a saliva escorrendo no banco. — Porque eu não comi... e porque eu sou o brinquedo dos meus papais...

— Mais alto! — ordenou Mbappé, desferindo uma palmada tão forte que Jude sentiu que ia desmaiar.

— EU SOU UM BEBÊ DESNUTRIDO QUE PRECISA DE DONOS! — Jude gritou a plenos pulmões, sua voz ecoando por todo o corredor do shopping.

Satisfeitos com a rendição, Cristiano retirou os dedos e Mbappé deu um último tapa de aviso. O bumbum de Jude estava em um tom de roxo e escarlate, pulsando visivelmente. Eles o ajudaram a se levantar e a recompor a roupa, embora ele mal conseguisse ficar de pé, as pernas tremendo como gelatina.

— Agora — disse Cristiano, apontando para a mesa onde a comida ainda estava posta, embora agora estivesse morna —, sente-se. E coma cada grama deste prato. Se você vomitar, nós voltamos para o banco e dobramos o tempo.

Jude sentou-se com extrema dificuldade, a dor no bumbum tornando quase impossível encostar no assento. Mas ele não ousou reclamar. Ele pegou o garfo e, sob o olhar atento de seus cinco "papais", começou a comer. Cada garfada era acompanhada de um soluço, mas ele engoliu tudo: o risoto, a carne, os legumes e até a sobremesa rica em calorias.

Ao final, ele estava com a barriga estufada e o rosto inchado de tanto chorar.

— Bom menino — disse Modric, limpando os lábios de Jude com um guardanapo de linho. — Viu como não foi tão difícil?

— Agora você vai para casa e vai dormir — disse Mbappé, pegando Jude no colo ali mesmo na praça de alimentação, ignorando os flashes que agora brilhavam à distância. — Amanhã, o café da manhã será servido por mim. E se o prato não estiver limpo, temos um shopping inteiro para visitar novamente.

Jude Bellingham apenas fechou os olhos, escondendo o rosto no pescoço de Mbappé. Ele estava exausto, humilhado e dolorido, mas, pela primeira vez em semanas, sentia-se estranhamente satisfeito. A fome de comida havia sido saciada, mas a fome de pertencer a algo maior, de ser cuidado e disciplinado por aqueles que ele admirava, era o que realmente o sustentava enquanto era carregado para fora, sob o luar de Madri e os sussurros de um público que jamais esqueceria o dia em que o Rei se rendeu.