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Frutos Proibidos e o Cálice de Seda
A noite caiu sobre a mansão com a densidade de um segredo mal guardado. O silêncio era interrompido apenas pelo som rítmico dos grilos nos jardins e pelo tique-taque metálico do relógio na sala de estar. Eduarda estava sentada no sofá de veludo, ainda vestindo o biquíni vermelho que fora o estopim da discórdia. Sara já havia se recolhido, talvez por tédio, talvez por saber que o espetáculo que se seguiria não teria espaço para plateia.
O som do motor da Ferrari ecoou no pátio de cascalho, seco e agressivo. Eduarda sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Ela conhecia aquele som. Era o som do homem que não aceitava ser desafiado.
Quando a porta principal se abriu, Emanuel entrou como uma sombra física. Ele não acendeu as luzes. A penumbra da sala, cortada apenas pelo brilho da lua que atravessava as vidraças, destacava a rigidez de seus ombros e o maxilar travado. Ele jogou as chaves sobre o aparador de mármore — um estalo seco que fez Eduarda sobressaltar-se.
— Você ainda está com essa coisa — disse ele, a voz tão baixa e rouca que parecia vir do fundo de uma caverna.
Emanuel caminhou até o centro da sala, parando a poucos metros dela. Ele ainda exalava o cheiro de asfalto e adrenalina. Seus olhos cinzentos estavam quase pretos, fixos no corpo de Eduarda, que brilhava levemente sob a luz lunar.
Eduarda levantou-se devagar. A coragem rebelde da tarde havia se dissipado, dando lugar à sua natureza manhosa e dependente. Ela deu um passo em direção a ele, as mãos unidas na frente do corpo, os olhos grandes e úmidos.
— Emanuel... — ela sussurrou, a voz carregada de uma doçura súplice. — Por favor, não fique assim. Eu não queria que você fosse embora.
— Você queria me testar, Eduarda — ele rebateu, a voz gélida. — Você queria ver até onde a minha paciência ia. Pois bem, você viu.
— Eu só queria que você me olhasse com desejo, não só com proteção — ela disse, aproximando-se mais, até sentir o calor emanando do corpo dele. — Eu me senti bonita e queria que você sentisse orgulho de me ter, assim como sente da Sara.
Emanuel soltou uma risada amarga, segurando o queixo dela com uma firmeza que beirava o desconforto, forçando-a a olhar para ele.
— Orgulho? Eu sinto posse, Eduarda. Eu sinto que cada centímetro dessa pele que você decidiu expor para o sol e para o mundo me pertence. E ver você desafiando isso me dá vontade de trancar você neste quarto e nunca mais deixar você ver a luz do dia.
Eduarda estremeceu, mas não de medo. Havia uma eletricidade sombria nas palavras dele que a excitava de uma forma que ela mal compreendia. Ela era a menina sensível, a estudante de arte que buscava o belo, e Emanuel era a força bruta que moldava sua realidade. Ela sabia como desarmá-lo. Ela sabia que a única coisa que vencia a fúria de Emanuel era a sua completa rendição.
— Então me tranca — ela murmurou, roçando os lábios nos nós dos dedos dele. — Me tranca e faz o que você quiser. Eu sou sua, Emanuel. Eu só queria... que você me perdoasse.
Ela se afastou lentamente, caminhando em direção à mesa de centro onde havia uma fruteira de cristal. Com dedos trêmulos, ela pegou uma tigela de morangos maduros e um pequeno jarro de suco concentrado da mesma fruta que Sara havia deixado ali.
Emanuel a observava, imóvel, como um predador avaliando o próximo movimento da presa. Ele não entendia o que ela estava fazendo, mas a aura de submissão que emanava dela estava começando a corroer sua raiva, transformando-a em algo muito mais urgente e faminto.
Eduarda voltou para o sofá e sentou-se na borda. Com um movimento deliberado, ela desamarrou as tiras laterais do biquíni vermelho. A peça caiu no chão, deixando-a completamente nua diante dele. Ela abriu as pernas devagar, expondo sua intimidade rosada e úmida para o olhar faminto do homem à sua frente.
— O que você está fazendo, Duda? — a voz dele falhou por um milésimo de segundo.
— Eu estou pedindo desculpas do meu jeito — ela respondeu, a voz manhosa, quase um ronronar.
Ela pegou um morango grande e suculento. Com os olhos fixos nos dele, ela esmagou a fruta contra a própria pele, esfregando a polpa vermelha e doce em seus pequenos seios, deixando o caldo escorrer pelo abdômen plano. Em seguida, ela levou as mãos mais para baixo.
Emanuel sentiu o ar faltar em seus pulmões. Ele observou, paralisado, enquanto Eduarda passava o morango esmagado entre as dobras de sua vulva, tingindo sua pele alva com o carmesim da fruta. O cheiro doce do morango começou a se misturar ao aroma natural e excitante dela.
Não satisfeita, ela pegou o jarro de suco e, com uma mão trêmula de antecipação, derramou o líquido gelado diretamente sobre seu clitóris e sua entrada. O suco escorreu pelas suas coxas, criando um rastro pegajoso e brilhante.
— Está doce, Emanuel... — ela sussurrou, arqueando as costas e oferecendo-se a ele. — Vem tirar o gosto amargo da nossa briga. Vem me chupar. Por favor... eu preciso sentir você.
O controle de Emanuel rompeu-se como uma represa atingida por um raio. Ele atravessou o espaço entre eles em um segundo, caindo de joelhos entre as pernas abertas de Eduarda. Suas mãos grandes e tatuadas agarraram as coxas dela, apertando-as com uma força que deixaria marcas, mas ela apenas soltou um suspiro de prazer.
— Você é uma criaturinha perversa, Eduarda — ele rosnou, o rosto a centímetros da intimidade dela, sentindo o perfume inebriante do morango e do desejo. — Você usa essa carinha de anjo para me destruir.
— Me destrói primeiro — ela implorou, enterrando os dedos nos cabelos curtos dele.
Emanuel não esperou mais. Ele mergulhou o rosto entre as pernas dela, sua língua larga e quente encontrando o rastro de suco de morango. O contraste entre o doce da fruta e o sabor salgado e metálico da excitação de Eduarda o fez perder a razão. Ele lambia com voracidade, sugando o suco e a polpa que haviam ficado presos entre os lábios dela.
Eduarda soltou um grito agudo, sua cabeça caindo para trás no encosto do sofá. A língua de Emanuel era experiente, técnica e bruta ao mesmo tempo. Ele a tratava como se estivesse tatuando uma obra-prima, com uma precisão que a levava ao limite do delírio.
— Sim... oh, Deus, Emanuel! — ela gemia, o corpo tremendo violentamente. — Mais... usa a língua... assim!
Ele a ignorou, concentrado em sua tarefa. Ele queria limpá-la por completo, queria que não restasse nenhum vestígio do morango, apenas o gosto dela em sua boca. Seus dedos penetraram-na com força, encontrando-a excessivamente úmida e pronta, enquanto sua boca trabalhava incansavelmente em seu clitóris, sugando-o com uma pressão que a fazia ver estrelas.
Emanuel era um homem sombrio, e sua forma de amar refletia isso. Não havia delicadeza naquele momento; havia uma necessidade visceral de reafirmar seu domínio. Ele a beijava ali embaixo com uma fome que dizia "você é minha", e Eduarda respondia com espasmos de pura entrega.
Quando o orgasmo a atingiu, foi como uma explosão de cores atrás de suas pálpebras. Ela travou as pernas ao redor da cabeça de Emanuel, soluçando enquanto seu corpo era sacudido por ondas rítmicas de prazer. Ele não parou. Ele continuou a sugá-la através do clímax, saboreando cada gota de sua rendição, até que ela estivesse exausta e ofegante.
Emanuel levantou o rosto. Seus lábios estavam manchados de vermelho — uma mistura de suco de morango e do prazer dela. Ele parecia um demônio que acabara de se banquetear, e o brilho em seus olhos era de pura satisfação possessiva.
Ele se levantou, puxando-a para cima pelo braço e colando o corpo dela ao seu. Eduarda estava mole, os olhos semicerrados, completamente entregue.
— Você está limpa agora? — ele perguntou, a voz vibrando contra o pescoço dela.
— Sim... — ela sussurrou, escondendo o rosto no peito dele. — Desculpa, Emanuel. Desculpa por ser teimosa.
— Não peça desculpas por ser quem você é, Duda — ele disse, sua voz voltando a ter aquele tom protetor, embora ainda carregada de luxúria. — Mas nunca mais esconda nada de mim. E nunca mais use esse biquíni fora desta casa.
— Eu prometo — ela disse, manhosa, esfregando-se contra a ereção dele que pulsava contra sua coxa. — Mas... você ainda não terminou comigo, não é?
Emanuel sorriu, um sorriso raro e genuíno que iluminou seu rosto sombrio por um instante. Ele a pegou no colo, como se ela não pesasse nada, e começou a caminhar em direção às escadas.
— A noite está apenas começando, minha pequena artista — ele disse. — E eu ainda tenho muito o que "estudar" na sua anatomia.
No corredor, eles passaram pela porta do quarto de Sara. A loira estava encostada no batente, usando uma camisola de renda preta e fumando um cigarro fino. Ela olhou para o estado de Eduarda — nua, manchada de suco e nos braços de Emanuel — e soltou uma fumaça lenta.
— Pelo visto, o morango estava bom — Sara comentou com um sorriso cínico. — Sobrou algum para mim, ou o patrão comeu tudo sozinho?
Emanuel parou por um segundo, olhando para Sara com um desejo renovado. O caos que ele tanto amava estava ali, completo.
— Entre no quarto, Sara — ele ordenou. — Eu vou colocar a Eduarda na cama e depois eu vou querer que você me mostre se a sua administração é tão eficiente quanto a sedução da Duda.
Sara deu uma piscadela para Eduarda e entrou no quarto, deixando a porta entreaberta. Emanuel continuou seu caminho, levando sua protegida para o santuário onde a fúria se transformava em fogo.
Naquela noite, as paredes da mansão testemunharam a união profana entre a doçura e a luxúria. Emanuel governava seu reino com mãos de ferro e lábios de mel, sabendo que, apesar de todas as brigas e de todos os morangos esmagados, aquelas duas mulheres eram os pilares que sustentavam o seu império de sombras e luz. E enquanto Eduarda adormecia exausta em seus braços, ele sabia que a paz era apenas um intervalo entre dois incêndios, e ele não escolheria viver de outra forma.