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Sussurros de Veludo e o Eco do Berço

A noite na cobertura de Emanuel tinha um peso diferente agora. O ar parecia mais denso, carregado não apenas pelo luxo onipresente, mas por uma tensão sexual que ele mal conseguia conter. Desde que Vanessa assinou os papéis e desapareceu na escuridão da própria ganância, Emanuel sentia que uma barreira invisível havia caído entre ele e Eduarda. Ela estava mais entregue, mais grata, e o olhar que ela lançava a ele através da mesa de jantar ou por cima da cabeça de Alice era um convite silencioso que ele estava pronto para aceitar com toda a sua intensidade.

Emanuel observava Eduarda da porta do quarto dela. Ela estava de costas, usando uma camisola de cetim pérola que ele mesmo havia escolhido, as alças finas contrastando com a pele macia dos ombros. Ela estava debruçada sobre o berço, ninando Alice pela décima vez naquela hora. A bebê estava inquieta, talvez sentindo a eletricidade que emanava do corpo de Emanuel, ou talvez apenas sofrendo com o nascimento de um novo dente.

— Ela não quer pegar no sono de jeito nenhum — sussurrou Eduarda, virando-se para ele com um sorriso cansado, mas doce. — Acho que ela sentiu que o dia foi agitado demais.

Emanuel caminhou até ela, seus passos silenciosos sobre o tapete felpudo. Ele parou atrás dela e circulou sua cintura com os braços fortes, sentindo o calor do corpo de Eduarda e o cheiro de lavanda que sempre a acompanhava. Ele inclinou a cabeça, beijando a curva do pescoço dela, sentindo-a estremecer em seus braços.

— Ela vai dormir, Duda — murmurou ele, a voz rouca, vibrando contra a pele dela. — E quando ela dormir, eu quero você só para mim. Sem bebês, sem advogados, sem interrupções.

Eduarda inclinou a cabeça para trás, apoiando-a no ombro de Emanuel. Ela fechou os olhos, perdendo-se na sensação de proteção que ele sempre oferecia.

— Você está carente hoje, Emanuel? — perguntou ela em um tom manhoso, provocando-o.

— Eu não estou carente — ele respondeu, virando-a de frente para ele. Seus olhos escuros ardiam com um desejo que ele não fazia questão de esconder. — Eu estou com fome de você. Faz tempo demais que eu espero por esse momento sem que o mundo esteja desabando lá fora. Eu quero te foder até você esquecer o próprio nome, Eduarda. Quero meter forte nessa sua bucetinha até você não conseguir mais pensar em nada além de mim.

Eduarda corou instantaneamente, o rubor espalhando-se por seu rosto e colo. Emanuel raramente era tão explícito com ela; ele costumava ser o protetor, o cavalheiro, mas naquela noite, o tatuador possessivo e rico queria reivindicar o que era seu. O contraste entre a timidez dela e a agressividade controlada dele era o que mais o excitava.

— Emanuel... — ela começou, mas foi interrompida por um grito agudo vindo do berço.

Alice estava sentada, os olhinhos marejados e o rosto vermelho. Ela esticou os braços para Eduarda, soltando um choro que partia o coração da mãe.

— Shhh, meu amor, a mamãe está aqui — disse Eduarda, soltando-se de Emanuel para pegar a bebê.

Emanuel soltou um suspiro pesado, passando a mão pelo cabelo curto em sinal de frustração. Ele amava Alice, mas o timing da pequena era, no mínimo, cruel. Ele observou Eduarda caminhar pelo quarto, balançando a bebê e cantando baixinho. O desejo em suas veias não diminuiu; pelo contrário, ver Eduarda naquela postura maternal, tão feminina e dedicada, só aumentava sua vontade de possuí-la.

— Ela vai demorar? — perguntou ele, encostando-se na cômoda, observando o movimento dos quadris de Eduarda sob o cetim.

— Eu espero que não — respondeu ela, lançando-lhe um olhar cúmplice por cima do ombro. — Mas ela está muito agitada.

Emanuel esperou. Dez minutos. Vinte minutos. Ele saiu do quarto para beber um copo de água, passando pelo corredor que dava para o quarto de Sara. A porta estava entreaberta e ele viu a silhueta da loira sentada na cama, usando fones de ouvido e trabalhando em seu laptop, alheia ao drama doméstico no quarto ao lado. Sara era a eficiência e a frieza; Eduarda era o caos doce e a paixão reprimida. E ele precisava do fogo de Eduarda agora.

Quando voltou, Eduarda estava colocando Alice de volta no berço. A bebê parecia finalmente ter cedido ao cansaço. Eduarda caminhou até Emanuel na ponta dos pés, o olhar brilhando de expectativa.

— Acho que agora foi — sussurrou ela.

Emanuel não perdeu tempo. Ele a pegou no colo, fazendo-a soltar um pequeno ganido de surpresa, e a levou para a cama king-size. Ele a deitou com cuidado, mas sua urgência era visível. Ele se livrou da camisa em um movimento rápido, revelando as tatuagens que cobriam seu peito e braços, obras de arte que contavam a história de um homem que lutou por tudo o que tinha.

Ele se posicionou entre as pernas dela, sentindo a umidade dela através da camisola. Eduarda estava ofegante, as mãos espalmadas no peito dele, sentindo os batimentos cardíacos acelerados.

— Eu vou te rasgar hoje, Duda — sussurrou ele, puxando a alça da camisola dela para baixo, expondo um seio médio, macio e com o bico já rígido. — Vou te foder com tanta força que você vai sentir o meu pau no seu útero.

Ele começou a beijá-la com uma fome selvagem, suas mãos explorando cada curva do corpo dela com uma possessividade que a fazia arder. Ele desceu os beijos pelo pescoço, mordiscando a clavícula, até chegar aos seios, onde se demorou, sugando e provocando-a até que ela estivesse arqueando as costas contra o colchão.

— Emanuel, por favor... — ela pediu, a voz sumindo.

Ele deslizou a mão por baixo da camisola, encontrando a calcinha de renda fina. Ele a rasgou sem hesitar, querendo o contato direto da pele. Seus dedos encontraram-na encharcada, pronta para ele. Ele penetrou-a com dois dedos, sentindo o aperto delicioso que só ela tinha.

— Você está tão molhada, minha pequena — ele gemeu, o rosto enterrado no pescoço dela. — Tão apertadinha. Eu vou me acabar dentro de você.

Ele se preparou para entrar, posicionando a cabeça do seu pau na entrada dela, saboreando o momento em que a sentiria envolver sua carne. Mas, exatamente quando ele ia dar o primeiro estocada, um som vindo do berço cortou o silêncio do quarto.

Não era um choro comum. Era um grito de protesto, seguido pelo som de Alice batendo as mãos na grade de madeira.

— Não pode ser — rosnou Emanuel, a testa encostada na de Eduarda.

— Emanuel, eu tenho que ir — disse Eduarda, tentando se levantar, a culpa lutando contra o desejo em seus olhos.

— Não, você não vai — ele segurou-a pelos ombros, mantendo-a presa sob seu peso. — Ela está segura, Duda. Ela só quer atenção. Ela precisa aprender que nós também temos uma vida.

— Mas ela está chorando, Emanuel! Ela pode se machucar — Eduarda estava dividida. O lado manhoso dela queria se perder nos braços dele, mas o instinto materno falava mais alto.

— Deixa ela chorar cinco minutos, Duda. Só cinco minutos — pediu ele, a voz suplicante, voltando a beijar o colo dela. — Eu não aguento mais esperar. Eu preciso me enfiar em você agora.

Ele tentou retomar o ritmo, movendo os quadris contra os dela, mas o choro de Alice escalou para um nível quase histérico. Eduarda não conseguia mais se concentrar. Cada grito da bebê era como um balde de água fria em sua excitação.

— Eu não consigo, Emanuel! Desculpa, eu não consigo ignorar ela — Eduarda empurrou-o com mais força, sentando-se na cama e tentando arrumar a camisola rasgada.

Emanuel sentou-se na beira da cama, as mãos enterradas no rosto. Ele sentia o sangue latejando em seu membro, uma dor física de frustração.

— Aquela garotinha vai ser a minha ruína — resmungou ele, embora houvesse um traço de carinho em sua voz.

Eduarda pegou Alice no colo e a trouxe para a cama. A bebê parou de chorar no instante em que sentiu o calor dos dois. Ela olhou para Emanuel com aqueles olhos grandes e curiosos, soltando um pequeno "pa-pa" e tentando agarrar uma das tatuagens no braço dele.

— Viu? Ela só queria estar com a gente — disse Eduarda, ninando a pequena entre eles.

Emanuel olhou para a cena. Eduarda com a camisola entreaberta, o cabelo bagunçado e o rosto corado, segurando a criança que ele havia acabado de legalizar como sua. A raiva se dissipou, substituída por um sentimento de derrota resignada, mas também de uma estranha felicidade.

— Ela é inteligente demais para o próprio bem — disse ele, esticando o braço para que Alice pudesse brincar com seus dedos. — Ela sabe exatamente como interromper o pai.

— Ela te ama, Emanuel. Ela sente quando você está por perto — Eduarda sorriu, encostando a cabeça no ombro dele. — Sinto muito pela... interrupção.

Emanuel olhou para Eduarda e depois para a pequena Alice, que agora bocejava, vitoriosa.

— Não se desculpe. Mas saiba de uma coisa: amanhã eu vou contratar uma babá noturna extra, ou vou levar a Alice para o quarto da Sara. Porque amanhã, Eduarda, eu não vou aceitar interrupções. Eu vou te foder até você não conseguir andar no dia seguinte. Eu vou meter tão fundo que você vai sentir cada centímetro do meu pau pulsando dentro de você. Entendeu?

Eduarda engoliu em seco, o desejo voltando a queimar em seu ventre diante da promessa sombria e deliciosa dele.

— Entendi — sussurrou ela.

— Ótimo — Emanuel beijou a testa de Eduarda e depois a de Alice. — Agora vamos dormir, antes que a Sara apareça aqui reclamando do barulho e eu decida que esta cobertura é pequena demais para nós cinco.

Eles se ajeitaram na cama, Alice no meio dos dois. Emanuel demorou a dormir, sentindo a ereção diminuir lentamente, mas a promessa de amanhã mantinha seu espírito alerta. Ele tinha o controle de seus estúdios, de sua fortuna e de sua imagem, mas ali, entre uma loira ambiciosa no quarto ao lado e uma morena doce com uma bebê manhosa em seus braços, Emanuel percebeu que o verdadeiro poder não estava no dinheiro, mas na capacidade de equilibrar o caos que ele mesmo havia criado.

A noite terminou em silêncio, mas as sombras da cobertura guardavam o eco de uma promessa que seria cumprida com toda a força e a possessividade que Emanuel Tattoo King possuía. A paz havia sido comprada, a família estava unida, e o desejo... bem, o desejo apenas esperava o momento certo para explodir.