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Dominação e Entrega
A chuva batia contra as janelas de vidro duplo da cobertura de Emanuel em São Paulo com uma violência que parecia ecoar o estado de espírito dele. O dia tinha sido um inferno. Problemas com o fornecimento de tintas em Londres, um processo trabalhista ridículo em Berlim e a pressão constante de investidores para que ele abrisse uma nova rede de estúdios em Tóquio. Emanuel sentia as têmporas latejarem. O estresse não era apenas mental; era físico, uma tensão acumulada na base da coluna e nos punhos que só tinha uma forma de ser expurgada.
Ele entrou no loft jogando a chave sobre a mesa de mármore com um estrondo. Sara estava no sofá, com um laptop no colo e uma taça de vinho na mão, vestindo apenas uma camisola de seda preta curtíssima que mal cobria as curvas generosas de seus quadris. Eduarda estava sentada no tapete felpudo, folheando um livro de arte, usando um pijama de cetim rosa claro, com aquele ar de menina inocente que sempre fazia o sangue de Emanuel ferver.
Emanuel não disse "boa noite". Ele não queria conversa, não queria relatórios de administração de Sara e não queria as manhas doces de Eduarda sobre como o dia dela na faculdade tinha sido cansativo. Ele queria carne. Queria silenciá-las com o peso do seu corpo.
— As duas. Pro quarto. Agora — a voz de Emanuel saiu como um rosnado, baixa e perigosa.
Sara levantou os olhos, um sorriso malicioso brincando nos lábios pintados de vermelho. Ela conhecia aquele tom. Era o tom de quando Emanuel perdia a paciência com o mundo e decidia descontar nelas. Eduarda, por outro lado, estremeceu levemente, fechando o livro com as mãos trêmulas.
— Manu? Aconteceu alguma coisa? — Eduarda perguntou com a voz pequena, levantando-se devagar.
— Eu não vou repetir, Duda — Emanuel caminhou até ela, segurando-a pelo queixo com uma firmeza que a fez arfar. — Eu estou perdendo a porra da cabeça e vocês duas vão me ajudar a encontrá-la. Sem perguntas.
Ele olhou para Sara, que já estava de pé, fechando o laptop com um estalo seco.
— Parece que o senhor das tatuagens está com os nervos à flor da pele — Sara provocou, caminhando em direção ao corredor com aquele rebolado que enfatizava o balanço de seus seios siliconados. — Vamos, Duda. Quando ele fica assim, é melhor não deixar ele esperando.
No quarto, a luz era baixa, apenas alguns LEDs embutidos no teto projetando uma penumbra âmbar. Emanuel tirou a camisa, revelando o peito largo e as costas totalmente cobertas por tatuagens negras e sombreadas, os músculos retesados como cordas de aço.
— Tirem tudo — ordenou ele, sentando-se na beira da cama, observando-as. — Eu quero as duas nuas. Agora.
Eduarda hesitou, as bochechas corando. Ela estava acostumada com a intensidade de Emanuel, mas geralmente ele a tratava como uma boneca de porcelana, com carícias lentas e sussurros. Ver aquela faceta brutal, quase animalesca, a assustava e, ao mesmo tempo, despertava um calor úmido entre suas pernas. Sara, sem qualquer pudor, deslizou a camisola pelos ombros, deixando-a cair no chão. Ela ficou ali, exibindo o corpo escultural, os mamilos já rígidos sob o olhar de Emanuel.
— Anda, Duda — Sara disse, com um tom de impaciência. — Não temos a noite toda.
Com as mãos instáveis, Eduarda tirou o pijama, revelando sua pele alva e os seios médios, macios, que subiam e desciam com sua respiração acelerada. Quando as duas estavam nuas diante dele, o contraste era absoluto: a loira exuberante e a morena delicada.
— Deitem-se — Emanuel comandou, a voz carregada de uma luxúria sombria. — De pernas abertas. Uma do lado da outra.
Elas obedeceram. O colchão king-size afundou sob o peso delas. Emanuel se posicionou entre as duas, ajoelhado, as mãos grandes espalmadas sobre as coxas de cada uma.
— Eu estou farto de problemas, de gente falando no meu ouvido, de decisões — ele disse, olhando de Sara para Eduarda. — Hoje eu só quero foder. Eu quero sentir o aperto de vocês até eu esquecer meu próprio nome. Entenderam?
— Sim, Manu... — sussurrou Eduarda, fechando os olhos enquanto sentia os dedos dele apertarem sua carne macia.
— Cala a boca e abre mais essas pernas, Duda — Emanuel rosnou, voltando sua atenção para Sara. — E você, para de me olhar assim, como se estivesse no controle. Você não manda em nada aqui dentro.
— Então me mostra, Emanuel — Sara desafiou, a voz rouca, puxando a mão dele para sua própria intimidade. — Me fode até eu não conseguir andar amanhã. Me usa para desestressar, caralho. É para isso que eu estou aqui.
Emanuel soltou um riso seco e desceu o corpo sobre as duas. Ele não queria que elas se tocassem; aquele era o seu momento de possessão absoluta. Ele começou com Eduarda, invadindo a boca dela com um beijo faminto, quase violento, enquanto sua mão direita trabalhava o clitóris de Sara com uma brutalidade calculada.
— Porra, Emanuel... — Sara gemeu alto, arqueando as costas, os seios balançando.
Ele se afastou de Eduarda, deixando-a ofegante e com os lábios inchados, e mergulhou o rosto entre as pernas de Sara, usando a língua com uma força que a fazia soluçar. Ao mesmo tempo, ele puxou Eduarda para perto, forçando a mão dela para baixo, para que ela sentisse o quanto ele estava duro e pulsante.
— Sente isso, Duda? — ele murmurou contra a pele úmida de Sara. — Sente o que você faz comigo?
— Sinto... — Eduarda gemeu, as lágrimas de excitação começando a brotar nos cantos dos olhos.
Emanuel não aguentou mais. Ele precisava estar dentro delas. Ele se posicionou sobre Eduarda primeiro, penetrando-a com uma estocada única e profunda que arrancou um grito agudo da garota.
— Porra, você é tão apertada — ele praguejou, o suor começando a brilhar em seus ombros. — Tão virinal, caralho.
Ele começou um ritmo frenético, os quadris batendo contra os dela com um som rítmico e carnal. Eduarda agarrava os lençóis, a cabeça jogada para trás, entregue totalmente ao domínio dele. Mas Emanuel não esqueceu Sara. Ele estendeu o braço, segurando o pescoço da loira com firmeza, puxando-a para que ela assistisse a tudo.
— Olha para ela, Sara — ele ordenou, bufando de esforço. — Olha como eu estou fodendo ela. Você é a próxima.
— Me fode também, Emanuel! — Sara gritou, a frustração e o desejo transbordando. — Eu quero agora!
Emanuel gozou dentro de Eduarda com um urro, sentindo as paredes dela se contraírem ao redor de seu membro. Mas ele não parou. A fúria ainda estava lá. Ele saiu de Eduarda, deixando-a trêmula e exausta, e virou Sara de quatro com um movimento brusco.
— De quatro, Sara. Agora — ele disse, a voz baixa, quase um sussurro de morte.
Ele a penetrou por trás sem qualquer delicadeza, a mão livre agarrando os cabelos loiros dela e puxando-os para trás. Sara soltou um grito que foi abafado pelo travesseiro.
— É assim que você gosta, não é? — ele rosnou no ouvido dela, as estocadas sendo tão fortes que o corpo de Sara era arremessado para frente a cada impacto. — Gosta de ser tratada como a puta que você finge que não é nos escritórios?
— Sim! — ela gritou, a vulgaridade que ela tanto escondia vindo à tona. — Me fode, seu animal! Me quebra no meio!
Eduarda observava de lado, ainda ofegante, o corpo coberto de suor e sêmen. Ela via a violência e a paixão crua entre os dois e sentia uma mistura de medo e adoração. Emanuel era um deus sombrio, e elas eram suas servas.
Ele continuou por longos minutos, o som da carne batendo ecoando pelo quarto luxuoso. Quando ele sentiu que estava prestes a explodir novamente, ele puxou Sara para cima, forçando-a a sentar em seu colo enquanto ele ainda estava dentro dela, e puxou Eduarda para que ela sentasse de frente para ele, sobre suas pernas.
— Eu quero as duas aqui — ele disse, a respiração curta, o rosto vermelho de esforço. — Eu quero ver o rosto de vocês enquanto eu tomo tudo o que vocês têm.
Ele segurou a nuca de cada uma, forçando-as a ficarem próximas, mas sem permitir que se tocassem. Ele queria ser o único ponto de contato. Ele recomeçou o movimento, uma dança caótica de corpos e fluidos.
— Vocês são minhas — ele repetia entre dentes, as palavras de baixo calão fluindo naturalmente em meio ao prazer. — Minhas vadias, minhas namoradas, minhas propriedades. Ninguém toca em vocês. Ninguém olha para vocês.
O clímax veio como uma avalanche. Emanuel sentiu os músculos travarem, o coração martelando contra as costelas. Ele despejou tudo dentro de Sara, enquanto suas mãos apertavam os seios de Eduarda com tanta força que deixariam marcas no dia seguinte.
O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som das três respirações descompassadas. Emanuel desabou para trás, levando as duas com ele. Eduarda se aninhou em seu lado direito, escondendo o rosto em seu pescoço, chorando baixinho de alívio e exaustão. Sara se jogou sobre o peito dele, o corpo ainda espasmando levemente.
Emanuel passou os braços ao redor delas, sentindo a fúria finalmente deixar seu corpo, substituída por um vazio calmo e pesado.
— Melhor? — Sara perguntou depois de um tempo, a voz rouca e sem fôlego.
Emanuel fechou os olhos, sentindo o perfume de cada uma se misturar ao cheiro de sexo que impregnava o quarto.
— Melhor — ele admitiu. — Agora durmam. Amanhã eu tenho um mundo para conquistar, e eu preciso que vocês duas estejam prontas para me seguir.
Eduarda beijou o ombro tatuado dele, um gesto de submissão carinhosa. Sara apenas sorriu contra a pele dele, sabendo que, apesar de toda a brutalidade, ela era a única que realmente entendia a escuridão que movia Emanuel.
Ali, naquela cama, o caos do mundo exterior não importava. Emanuel tinha seu império sob seus braços, e ele não pretendia soltá-lo nunca.