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O Ventre da Bailarina e o Trono do Tatuador
A mansão de Emanuel, situada no topo de uma das colinas mais exclusivas da cidade, havia se transformado em um santuário de luxo, hormônios e desejos intensos. O silêncio da noite era apenas quebrado pelo som do sistema de climatização central, mas dentro da suíte master, a atmosfera estava carregada. Emanuel estava sentado em uma poltrona de couro envelhecido, observando as duas mulheres que agora compunham o centro de seu universo.
Sara, com sete meses de gestação, exibia o barrigão de Ágata com orgulho. Ela usava um baby-doll de renda preta que mal continha seus seios siliconados, agora ainda mais volumosos e sensíveis. Ela estava sentada na beirada da cama, lixando as unhas com uma indiferença calculada, enquanto observava Eduarda.
Eduarda, por sua vez, estava no chão, aos pés de Emanuel. A gravidez de gêmeos, Maya e Arthur, completava seis meses, e a barriga da bailarina estava pontuda e firme, contrastando com sua estrutura ainda esguia e delicada. Ela usava apenas uma camisola de seda branca, curta o suficiente para mostrar que não usava calcinha. A timidez de meses atrás fora substituída por uma carência física que beirava o delírio.
— Ela está choramingando de novo, Manu — disse Sara, soltando uma risada rouca e provocante. — Acho que a sua bailarina não aguenta mais dez minutos sem você.
Emanuel não respondeu de imediato. Ele passou a mão grande pelos cabelos castanhos de Eduarda, que fechou os olhos, esfregando o rosto na coxa dele como um gato carente.
— É verdade, Duda? — perguntou Emanuel, a voz grave vibrando no peito. — Você está sendo uma menina manhosa de novo?
Eduarda levantou os olhos, que estavam úmidos e brilhantes. A pureza de seus traços agora era maculada por uma expressão de luxúria faminta que só Emanuel conseguia despertar.
— Dói, Manu... aqui dentro — sussurrou ela, levando a mão dele para entre suas pernas, onde a umidade já manchava a seda branca. — Eu quero você. Eu não consigo pensar em mais nada. Eu sinto os bebês chutando toda vez que ouço sua voz. Eles também querem o pai deles.
— Você ouviu isso, Sara? — Emanuel olhou para a esposa, um sorriso de satisfação nos lábios. — Ela diz que são os bebês, mas eu sei que é a putinha manhosa que ela se tornou.
Sara levantou-se e caminhou até eles, parando atrás de Emanuel e envolvendo o pescoço dele com os braços, deixando seus seios pesados pressionarem as costas do marido.
— Ela se revelou, não foi? — Sara disse, olhando para Eduarda com uma mistura de diversão e posse. — Quem diria que a professora de ballet, a menina de História da Arte, seria a que mais choraria pelo seu pau, Manu? Ela é pior do que eu.
— Eu não sou pior... — Eduarda protestou, a voz falhando enquanto Emanuel começava a massagear seu clitóris por cima da seda. — Eu só... eu preciso dele. Eu amo o jeito que ele me preenche.
Emanuel a puxou para cima, fazendo-a sentar-se em seu colo, de frente para ele. A barriga de Eduarda pressionava a dele, e ele podia sentir a movimentação dos gêmeos. Era uma sensação divina e profana ao mesmo tempo.
— Você quer que eu tire a dor, Duda? — Emanuel perguntou, roçando o nariz no dela. — Quer que eu te use até você não conseguir mais dizer o próprio nome?
— Por favor, Manu... — Eduarda começou a soluçar baixo, a necessidade física tornando-se uma dor emocional. — Me usa. Me marca. Eu sou sua puta, sua bailarina, o que você quiser... só me dá o que eu preciso.
Sara, observando a cena, sentiu o próprio desejo inflamar. Ela não sentia ciúmes; ela sentia triunfo. Ela havia moldado aquela dinâmica. Ela pegou a mão de Eduarda e a colocou sobre sua própria barriga, onde Ágata se movia.
— Sinta, Duda — disse Sara. — Somos nós três. E ele é o nosso dono. Não tenha vergonha de querer o que é seu por direito.
Eduarda olhou para Sara, encontrando apoio naquela mulher que o mundo chamaria de vulgar, mas que para ela era o pilar de sua nova existência. Eduarda não sentia desejo sexual por Sara — o toque entre as duas era sempre de cumplicidade, de cuidado feminino —, mas ela amava a forma como Sara a incentivava a se entregar ao homem que ambas adoravam.
— Eu quero ele dentro de mim, Sara — confessou Eduarda, as lágrimas escorrendo livremente. — Eu quero sentir o peso dele.
Emanuel levantou-se, carregando Eduarda com facilidade, e a deitou na imensa cama. Sara acomodou-se ao lado, recostada nos travesseiros, assistindo a tudo como uma rainha em seu trono.
— Mostra para ela, Manu — ordenou Sara, a voz carregada de antecipação. — Mostra para a sua putinha o que acontece quando ela chora pelo que não consegue ter sozinha.
Emanuel despiu-se com movimentos lentos, revelando o corpo robusto e as tatuagens que pareciam ganhar vida sob a luz âmbar do quarto. Quando ele se posicionou entre as pernas de Eduarda, a bailarina arqueou as costas, os dedos dos pés se contraindo em antecipação.
— Olha para mim, Eduarda — disse Emanuel, segurando o rosto dela com firmeza. — O que você é?
— Eu sou sua... — ela ofegou, o quadril subindo em busca de contato. — Sua puta... sua mulher... a mãe dos seus filhos.
O impacto da entrada de Emanuel foi recebido com um grito de alívio por parte de Eduarda. Ela se agarrou aos braços dele, as pernas envolvendo a cintura larga, enquanto ele começava um ritmo possessivo e profundo. A gravidez parecia ter tornado tudo mais sensível, mais urgente.
— Isso... Manu... meu Deus... — Eduarda gemia, a cabeça balançando de um lado para o outro. — Mais... mais fundo...
Sara estendeu a mão e começou a acariciar o cabelo de Eduarda, limpando as lágrimas que caírem.
— Viu só, pequena? — sussurrou Sara. — É disso que você gosta. É por isso que você chora todas as noites. Você foi feita para ser preenchida por ele.
A cena era um quadro de luxúria e fertilidade. Emanuel, o centro de poder, movendo-se entre as duas mulheres que ele amava. Sara, a loira siliconada e confiante, assistindo e incentivando a entrega da outra. E Eduarda, a bailarina sensível que descobrira sua verdadeira natureza no calor dos braços de Emanuel.
— Eu te amo, Manu... eu te amo tanto... — Eduarda dizia entre espasmos de prazer. — Não para... nunca para...
— Eu nunca vou parar, Duda — Emanuel respondeu, a voz rouca de esforço e desejo. — Você e a Sara são as minhas vidas. Eu vou dar a vocês tudo o que pedirem.
O clímax veio como uma explosão coordenada. Eduarda sentiu as paredes de seu corpo se contraírem ao redor de Emanuel, enquanto ele despejava sua essência dentro dela, um selo de posse que se repetia quase todas as noites. Ela desabou nos lençóis, a respiração entrecortada, sentindo-se completa e exausta.
Sara aproximou-se e beijou a testa de Eduarda, depois os lábios de Emanuel.
— Ela está satisfeita agora? — perguntou Sara com um sorriso malicioso.
— Por enquanto — Emanuel respondeu, deitando-se entre as duas e puxando ambas para o seu peito. — Mas você sabe como ela é. Daqui a algumas horas ela vai estar manhosinha de novo, pedindo por mais.
Eduarda aninhou-se no lado esquerdo de Emanuel, a mão repousando sobre a barriga de Sara, sentindo a pequena Ágata chutar.
— Eu não tenho culpa — sussurrou Eduarda, a voz sonolenta e doce. — Você me viciou, Manu. Você e a Sara me mostraram que eu não preciso ter medo do que eu sinto.
— E você nunca mais terá — afirmou Emanuel, fechando os olhos enquanto sentia o peso das duas mulheres e o futuro de seus três filhos ao seu redor.
Naquela casa, o que o mundo chamaria de escândalo era apenas a rotina de um amor que transbordava. A bailarina, a administradora e o tatuador haviam criado um mundo próprio, onde a única lei era a satisfação mútua e a proteção da família que crescia a passos largos. Eduarda, a "putinha manhosa" de Emanuel, finalmente encontrara a paz no caos do desejo, sabendo que, nos braços dele e sob o olhar de Sara, ela sempre teria o pau pelo qual chorava e o amor pelo qual vivia.