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D70

O Trono de Marfim e a Fome do Imperador

O silêncio nos corredores do palácio de Helheim era algo que Qin Shi Huang geralmente apreciava, pois permitia que ele caminhasse com a imponência de um soberano sem as interrupções de servos ou deuses menores. No entanto, naquele dia em particular, o silêncio era seu maior inimigo. Hades, seu amado Rei do Submundo, fora convocado para uma reunião de emergência com Zeus e Poseidon sobre a reconstrução de certas áreas afetadas pelo Ragnarok. O dever chamava o Deus dos Mortos, e Qin, embora compreendesse a nobreza e a responsabilidade de seu parceiro, sentia-se abandonado por uma necessidade carnal que queimava em seu sangue como fogo líquido.

Desde que acordara, Qin sentia um latejar constante entre as pernas. Talvez fosse o resíduo da luxúria da noite anterior, ou talvez seu corpo tivesse se acostumado tanto à presença massiva de Hades que a ausência do deus causava uma espécie de abstinência física. Ele tentou se distrair com pergaminhos, com o jardim de flores pálidas e até com a degustação de vinhos raros, mas nada acalmava o tesão que fazia sua pele pinicar e sua respiração ficar curta. Ele precisava ser preenchido. Ele precisava sentir algo grande e impiedoso esticando suas paredes internas.

Frustrado e bufando com uma arrogância que apenas um imperador poderia sustentar em tamanha carência, Qin caminhou até o quarto real. Ele se dirigiu ao armário de ébano onde Hades guardava certos "mimos" que haviam acumulado ao longo do tempo. Ao abrir as portas, seus olhos brilharam ao ver a coleção de brinquedos de luxo. Seus dedos percorreram várias opções até pararem em um objeto específico: um dildo de silicone negro, denso e realista, que fora feito sob medida. Era apenas um pouco menor que o membro de Hades, medindo cerca de vinte e três centímetros, com uma espessura que intimidaria qualquer um que não fosse Qin Shi Huang.

— Se o meu Rei não está aqui para cumprir seu dever, eu mesmo tomarei o que é meu por direito — sussurrou Qin para o quarto vazio, um sorriso desafiador brincando em seus lábios.

Ele se despiu rapidamente, jogando suas vestes imperiais no chão sem qualquer cuidado. Nu, ele se sentou na beira da cama, pegando um frasco de lubrificante viscoso. Ele espalhou o líquido generosamente pelo dildo e depois em si mesmo, gemendo baixo quando seus próprios dedos tocaram a entrada ainda sensível das foderas recentes. O contraste do frio do gel com o calor de seu corpo o fez estremecer.

Qin posicionou a base do dildo firmemente contra o colchão e, segurando-o pela base, começou a descer sobre ele. O primeiro contato foi um choque. A espessura do objeto forçava sua entrada a se dilatar ao máximo, e ele soltou um arquejo alto, a cabeça pendendo para trás.

— Ah... maldição... é quase como ele...

Lentamente, Qin foi se sentando, sentindo o nódulo do brinquedo passar pelo seu esfíncter e começar a preencher o canal que Hades costumava dominar. Quando finalmente encostou a base na cama, ele estava completamente empalado. O Imperador não perdeu tempo. Ele começou a quicar, subindo e descendo com uma força que fazia a cama ranger. Ele rebolava, girando o quadril para que as texturas do dildo atingissem seu ponto de prazer interno, aquele lugar que apenas Hades sabia encontrar com precisão cirúrgica.

Ele estava perdido em seu próprio mundo de luxúria, os olhos vendados pela própria excitação, quando a porta do quarto se abriu silenciosamente.

Hades havia retornado mais cedo do que o esperado. Ele parou no batente da porta, sua expressão nobre e calma sendo substituída por uma de puro fascínio e possessividade. Ele viu seu Imperador, o homem que desafiara os deuses, entregue a um pedaço de silicone, suado, ofegante e quicando com uma vontade que beirava o desespero. A visão de Qin Shi Huang se auto-penetrando com algo tão grande, as nádegas se abrindo e fechando ao redor do objeto negro, fez o sangue de Hades ferver instantaneamente.

O Rei do Submundo permaneceu em silêncio por alguns minutos, apenas observando. Ele viu como Qin agarrava os próprios lençóis, como sua pele estava vermelha e como ele clamava baixinho, quase em um delírio.

— Qin.

A voz de Hades ecoou pelo quarto, profunda e vibrante como o som de um trovão distante.

Qin congelou no topo do dildo, seus olhos se arregalando enquanto ele virava a cabeça em direção à porta. O choque de ser pego foi rapidamente substituído por uma onda de luxúria ainda mais forte. Ele não tentou se cobrir. Em vez disso, ele deu um sorriso provocador, embora estivesse tremendo.

— Você demorou, Hades — disse Qin, a voz rouca e falha. — Eu tive que encontrar um substituto à altura. Mas ele não tem o seu calor.

Hades caminhou em direção a ele, desabotoando sua túnica com movimentos lentos e deliberados. Seus olhos nunca deixaram os de Qin.

— Um substituto? — Hades parou diante da cama, sua presença dominando o ambiente. — Um Rei não deveria se contentar com imitações, Qin. Levante-se.

Qin obedeceu, deslizando para fora do dildo com um som úmido e obsceno. O líquido e o lubrificante escorreram por suas pernas, brilhando sob a luz fraca de Helheim. Ele caminhou até Hades, sentindo-se pequeno diante da imponência do deus, mas mantendo seu orgulho real.

— Então me mostre o original — desafiou o Imperador, encostando o peito no de Hades.

Hades não respondeu com palavras. Ele segurou o rosto de Qin com uma das mãos, dando-lhe um beijo profundo e possessivo, enquanto a outra mão descia para apertar a bunda de Qin, sentindo o quanto ele estava relaxado e pronto. O deus se livrou do restante de suas roupas, revelando sua própria ereção, que já pulsava com uma intensidade violenta. Os vinte e cinco centímetros de Hades pareciam ainda maiores sob a luz das velas, uma arma de prazer feita para domar o Imperador.

— Vire-se — ordenou Hades, sua voz deixando claro que não era um pedido. — Fique de pé e segure-se na coluna da cama.

Qin obedeceu prontamente, sua submissão a Hades sendo sua forma mais alta de confiança. Ele se inclinou para frente, agarrando os ornamentos de ouro da coluna da cama, empinando o traseiro para o deus. Ele estava exposto, vulnerável e ansioso.

Hades posicionou-se atrás dele. Ele não usou mais lubrificante; a preparação que Qin fizera consigo mesmo era mais do que suficiente. O Rei do Submundo apoiou as mãos nos quadris de Qin, os dedos enterrando-se na pele, e pressionou a ponta de seu membro contra a entrada do humano.

— Você queria o original, Qin Shi Huang? — sussurrou Hades no ouvido dele, sua respiração quente enviando arrepios por todo o corpo do Imperador. — Pois aqui está.

Com um impulso único e poderoso, Hades se enterrou completamente em Qin.

O grito que escapou de Qin foi agudo, uma mistura de dor inicial e um prazer tão avassalador que sua visão escureceu por um momento. Ele foi empurrado para frente, seus pés perdendo o contato firme com o chão enquanto ele era impalado pela estocada bruta do deus.

— Oh deuses! Hades! — Qin gritou, as unhas arranhando o metal da coluna da cama.

Hades não deu tempo para ele se recuperar. Ele começou a foder Qin ali mesmo, em pé. O ritmo era implacável. A cada estocada, Hades levantava Qin ligeiramente pelos quadris, fazendo com que o Imperador ficasse apenas na ponta dos pés, tentando desesperadamente encontrar equilíbrio enquanto era estraçalhado por dentro. O som da carne batendo contra a carne era alto, rítmico, um eco constante de possessão.

— Olhe para baixo, Qin — comandou Hades, forçando o rosto do humano para que ele visse o encontro de seus corpos. — Veja como eu estou dentro de você. Veja como você se abre para o seu Rei.

Qin olhou, o coração saltando no peito ao ver o membro de Hades desaparecendo completamente dentro dele a cada movimento. Ele se sentia preenchido até o âmago, como se o pau de Hades estivesse alcançando seus órgãos internos, marcando seu território. O prazer era tão intenso que Qin começou a soluçar, sua arrogância desmoronando diante da força bruta do amor e do desejo de Hades.

Hades era impiedoso. Ele sabia exatamente onde bater, inclinando o corpo de Qin para que cada estocada atingisse o ponto mais sensível do Imperador. Ele puxava Qin para trás com força, fazendo com que o corpo do humano colidisse violentamente contra o seu, para logo em seguida empurrá-lo novamente, mantendo-o naquele estado de quase suspensão, impalado e dominado.

— Você é meu — rosnou Hades, sua voz perdendo a calma habitual e tornando-se puramente animal. — Cada centímetro desse corpo pertence a Helheim. Pertence a mim.

— Sim... sou seu... — Qin gemia, a saliva escorrendo pelo canto da boca enquanto ele revirava os olhos. — Foda-me... quebre-me, Hades!

Atendendo ao pedido, Hades aumentou a velocidade. Seus movimentos tornaram-se borrões de força e precisão. Ele segurava Qin com tanta firmeza que suas mãos deixariam marcas roxas nos quadris do Imperador, mas nenhum dos dois se importava. Qin estava no limite, suas pernas tremendo tanto que ele mal conseguia se manter na ponta dos pés. Ele sentia que ia desmaiar a qualquer momento, mas o prazer o mantinha ancorado na realidade.

Hades sentiu o aperto de Qin aumentar, as paredes internas do humano espasmando ao redor de seu membro em um convite silencioso para o ápice. O deus soltou um rosnado baixo, enterrando-se uma última vez com toda a sua força, o impacto fazendo Qin soltar um grito que ecoou por todo o palácio.

O sêmen de Hades jorrou dentro de Qin em ondas quentes e abundantes, preenchendo o Imperador até que ele se sentisse transbordar. Qin também chegou ao seu limite, seu próprio prazer sujando a coluna da cama e o chão abaixo dele, seu corpo relaxando completamente nos braços de Hades.

Por longos minutos, o único som no quarto era a respiração pesada de ambos. Hades não se retirou imediatamente; ele gostava de sentir o pulsar de Qin ao seu redor, o calor da união que os definia. Ele beijou o ombro suado de Qin, um gesto de carinho após a tempestade.

Lentamente, Hades se retirou, e Qin caiu de joelhos no chão, incapaz de sustentar o próprio peso. O sêmen começou a escorrer imediatamente de sua entrada arreganhada, sujando o tapete luxuoso, mas Qin apenas sorriu, exausto e satisfeito.

Hades se ajoelhou atrás dele, envolvendo-o em um abraço protetor.

— O substituto não chega nem perto, não é? — perguntou o deus, com um toque de diversão na voz.

Qin inclinou a cabeça para trás, apoiando-a no ombro de Hades, os olhos brilhando com o fogo da satisfação imperial.

— O trono de Helheim é seu, Hades... mas você deve saber que o meu corpo é o único reino que você realmente conquistou por completo.

Hades riu baixo, beijando a testa de seu Imperador. Ele o pegou nos braços, carregando-o para a cama para que pudessem descansar, sabendo que, em Helheim, a eternidade era feita de momentos como aquele: de poder, de rendição e de um amor que nem mesmo a morte ou o Ragnarok poderiam apagar.