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Depois do treino

O Santuário do Desejo Silencioso

A luz do centro de treinamento estava quase toda apagada, restando apenas um refletor solitário sobre o ringue, criando sombras longas e dramáticas que dançavam pelas paredes repletas de pôsteres de grandes lutadores. O silêncio era absoluto, interrompido apenas pelo estalo ocasional do metal esfriando. No centro do tatame, Lívia estava de pé, ainda ofegante, sentindo o suor secar em sua pele morena. Ela sabia que eles estavam vindo.

Uerick e Henrique surgiram das sombras como dois deuses da guerra retornando do campo de batalha. Eles não vestiam camisas, apenas calças de moletom largas que mal escondiam a tensão em seus corpos. Uerick, com sua presença maciça e o peito tatuado brilhando sob a luz fraca, parou a poucos metros dela. Henrique, com seus cabelos ondulados soltos sobre os ombros e aquele sorriso predatório, circulou-a, avaliando cada curva de sua silhueta.

— Você lutou bem hoje, Lívia — disse Uerick, sua voz grave ressoando no peito dela. — Mas eu sinto que ainda há muita energia acumulada nesse corpo. Muita tensão que não foi liberada nos sacos de pancada.

Lívia sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ela conhecia aquele tom. Era o tom de quem não aceitava nada menos que a rendição total.

— Eu... eu ainda estou um pouco agitada — confessou ela, a voz saindo mais baixa do que pretendia.

Henrique parou atrás dela, mas não a tocou. Ele apenas se inclinou, deixando que sua respiração quente batesse na nuca de Lívia, misturando-se ao perfume doce que ela exalava.

— Nós decidimos que hoje o treino será diferente — sussurrou Henrique. — Hoje, nós não vamos encostar em você. Hoje, o show é seu. Mas sob o nosso comando.

Lívia franziu a testa, confusa e excitada ao mesmo tempo.

— Como assim?

Uerick deu um passo à frente, dominando seu espaço pessoal.

— Tire o top e o short, Lívia. Fique apenas com o que a natureza te deu. Nós queremos ver como você se deseja. Queremos ver como você se toca quando pensa em nós dois.

A ordem foi direta, sem espaço para hesitação. Com as mãos trêmulas, Lívia obedeceu. Ela deslizou o top de compressão para cima, revelando seus seios fartos e firmes, e depois desceu o short, revelando a curva generosa de sua bunda e as pernas torneadas. Ela estava nua, vulnerável e intensamente observada.

— Deite-se no centro do tatame — ordenou Henrique, caminhando para o lado de Uerick. — Agora.

Lívia deitou-se de costas, o couro frio do tatame em contraste com sua pele febril. Ela se sentia como uma oferenda. Uerick e Henrique sentaram-se em bancos de madeira trazidos para a beira do tatame, posicionando-se de forma que pudessem ver cada detalhe. Ambos abriram as calças, libertando seus membros grandes e pulsantes, começando a se masturbar lentamente enquanto mantinham os olhos fixos nela.

— Comece, Lívia — disse Uerick, sua mão fechando-se com força em torno de si mesmo. — Mostre-nos o quanto você está molhada.

Lívia levou as mãos aos próprios seios, apertando os mamilos que já estavam eretos. Ela fechou os olhos por um momento, imaginando as mãos grandes de Uerick ali, mas Henrique a interrompeu.

— Olhos abertos, morena. Olhe para nós enquanto faz isso. Quero que você veja o que está causando.

Ela abriu os olhos e encontrou o olhar intenso de Henrique. Ele se masturbava com um ritmo frenético, as veias de seu braço musculoso saltando. Lívia deslizou uma das mãos para baixo, passando pelo ventre liso até encontrar sua intimidade. Ela estava encharcada. O som de seus dedos encontrando a própria lubrificação ecoou no silêncio do galpão.

— Isso... — gemeu Uerick, aumentando a velocidade de sua própria mão. — Use dois dedos, Lívia. Explore-se como se fosse a primeira vez.

Lívia obedeceu, introduzindo dois dedos em si mesma enquanto o polegar encontrava o clitóris inchado. Ela começou a se masturbar, arqueando as costas e soltando gemidos baixos. Ver os dois homens que ela tanto admirava e desejava, ali, masturbando-se apenas para ela, era o combustível mais potente que já havia experimentado.

— Mais rápido, Lívia! — Henrique exclamou, a voz carregada de luxúria. — Imagine que é o meu pau entrando em você. Imagine que o Uerick está puxando o seu cabelo enquanto você se toca.

A sugestão mental foi poderosa. Lívia acelerou o movimento, seus dedos trabalhando freneticamente em seu clitóris. Ela começou a ofegar, as pernas tremendo.

— Eu quero ver você gozar, Lívia — disse Uerick, sua voz agora um rosnado. — Mas não ainda. Pare.

Ela parou instantaneamente, o corpo latejando de frustração e desejo.

— Agora, sente-se — ordenou Uerick. — De frente para nós. Abra bem as pernas.

Lívia sentou-se, apoiando as mãos atrás do corpo, abrindo as coxas o máximo que podia. Ela estava completamente exposta, sua vulva morena brilhando sob a luz do refletor.

— Use a mão esquerda para puxar o seu próprio cabelo — disse Henrique, os olhos fixos na fenda dela. — E a direita para se estimular. Quero ver você sofrer um pouco de prazer.

Lívia agarrou seus longos cachos com a mão esquerda, puxando a cabeça para trás, expondo o pescoço, enquanto a mão direita voltava ao clitóris com uma urgência renovada.

— Sim... assim mesmo — murmurou Uerick. — Você é tão linda quando está desesperada, Lívia. Olhe para o meu pau. Veja como ele está pronto para você, mas você só pode tocar a si mesma.

A tortura psicológica era deliciosa. Lívia via o pênis grande de Uerick, as tatuagens em seu peito subindo e descendo com a respiração pesada. Ela via Henrique, o corpo esguio e musculoso tenso, a mão subindo e descendo com força.

— Eu não aguento mais... — soluçou Lívia, os quadris movendo-se sozinhos.

— Agenta sim — disse Henrique, com um sorriso cruel. — Você vai gozar para nós dois agora. Quero que você use as duas mãos. Uma dentro de você e a outra no clitóris. Agora!

Lívia entrou em um transe de puro prazer. Ela usava os dedos de uma mão para se penetrar profundamente, simulando as estocadas que recebia nos treinos, enquanto a outra mão esmagava seu clitóris em um ritmo alucinante. Ela começou a gritar, o som ecoando pelas vigas do teto.

— Isso, garota! Goza! — gritou Uerick, chegando ao seu próprio limite. — Goza olhando para mim!

Lívia sentiu a onda de choque começar na base de sua coluna e se espalhar por cada nervo. Ela arqueou o corpo, os dedos cravados em si mesma, e explodiu em um orgasmo violento. Ela jorrou no tatame, seu corpo tremendo em espasmos incontroláveis, enquanto seus olhos permaneciam fixos em Uerick.

No mesmo instante, Uerick e Henrique atingiram seus próprios ápices. Uerick descarregou com força, seu sêmen atingindo o tatame a poucos centímetros de Lívia. Henrique, com um rugido, também gozou, cobrindo a própria mão e o abdômen.

O silêncio voltou ao galpão, mas agora era um silêncio de exaustão e satisfação. Lívia deitou-se de lado, encolhida, tentando recuperar o fôlego.

— Muito bem, Lívia — disse Uerick, limpando-se com uma toalha que estava por perto. — Você provou que é nossa, mesmo quando não estamos tocando em você.

Henrique aproximou-se dela, ajoelhando-se e passando a mão pelos cabelos suados da jovem.

— Você foi perfeita. O seu prazer é o nosso combustível.

Lívia olhou para os dois, sentindo um amor e uma possessão que transcendiam o físico.

— Eu sou de vocês — sussurrou ela, com a voz rouca. — Em cada toque, em cada pensamento... eu sou sempre de vocês.

Uerick levantou-se e estendeu a mão para ajudá-la.

— Vá se lavar. Amanhã o treino será físico de verdade. E eu espero que você esteja pronta para usar essa força que demonstrou hoje.

Lívia sorriu, sabendo que, naquele centro de treinamento, ela havia encontrado muito mais do que técnica de luta; ela havia encontrado o seu lugar no mundo, entre a força de Uerick e a paixão de Henrique.