Depois do treino
O Batismo de Suor e Rendição
O vestiário do centro de treinamento estava mergulhado em uma penumbra estratégica, iluminado apenas por uma lâmpada fluorescente que piscava no fundo do corredor. O cheiro de linimento, borracha e o perfume doce de Lívia criavam uma atmosfera densa, quase sólida. Ela mal tinha dado cinco passos em direção aos chuveiros quando sentiu a mão pesada de Uerick envolver seu braço, girando-a com uma força que a fez arfar.
— Onde você pensa que vai, morena? — perguntou Uerick, a voz ecoando nas paredes de azulejo. — O treino só acaba quando nós dissermos que você está liberada. E eu ainda sinto o seu corpo tremendo.
Lívia encostou as costas nos armários de metal frio, o contraste térmico fazendo seus mamilos endurecerem instantaneamente sob o top de compressão úmido. Henrique apareceu logo atrás, fechando a porta do vestiário com um estalo metálico que selou o destino daquela noite. Ele se aproximou devagar, os cabelos ondulados caindo sobre os ombros, os olhos fixos na boca entreaberta de Lívia.
— Você achou que ia embora tão cedo? — Henrique sussurrou, deslizando os dedos pelas costelas dela até encontrar a barra do short. — Depois de nos deixar nesse estado? Olhe para nós, Lívia.
Ela baixou o olhar e viu o volume impaciente nas calças de ambos. O desejo que sentia era uma chama que se recusava a apagar, uma fome que o cansaço físico apenas alimentava. Uerick não perdeu tempo; ele segurou o rosto dela com uma mão, forçando-a a olhar para cima, enquanto a outra mão descia para a nuca, puxando seus cachos com força.
— De joelhos. Agora — ordenou Uerick.
Lívia sentiu os joelhos cederem antes mesmo de processar o comando. O chão de cimento do vestiário era áspero, mas ela não se importava. À sua frente, Uerick libertou seu pênis grande e latejante, as veias saltadas contando a história de sua urgência. Ao mesmo tempo, Henrique se posicionou logo atrás dela, ajoelhando-se também para que pudesse morder a pele sensível de seu pescoço.
— Chupa, Lívia. Quero sentir essa sua língua quente circulando cada centímetro — disse Uerick, guiando a cabeça dela.
Lívia envolveu o membro dele com os lábios, sentindo o gosto salgado de pele e adrenalina. Ela se dedicou a ele com uma entrega total, enquanto Henrique, atrás dela, usava as mãos para apertar seus seios com força por cima do tecido fino. A mão de Henrique desceu, infiltrando-se por baixo do short dela, encontrando sua intimidade que ainda escorria do orgasmo anterior no tatame.
— Você está encharcada, morena... — Henrique murmurou, a voz rouca contra o ouvido dela. — Parece que o tatame não foi o suficiente para acalmar essa sua bucetinha faminta.
Henrique começou a estimular o clitóris dela com o polegar, fazendo movimentos rápidos e precisos que faziam Lívia engasgar levemente com o pênis de Uerick. A coordenação entre os dois era perfeita. Uerick ditava o ritmo do oral, empurrando com firmeza enquanto Henrique acelerava o toque lá embaixo.
— Isso... chupa mais fundo — rosnou Uerick, sentindo as paredes da boca dela o apertarem.
Lívia sentia que ia perder os sentidos. O prazer era um turbilhão. Ela acelerou o movimento da cabeça, as mãos cravadas nas coxas musculosas de Uerick. Henrique, percebendo que ela estava subindo de novo, inclinou-se para frente, beijando a nuca dela enquanto seus dedos não davam trégua.
— Goza para ele, Lívia. Goza na boca dele enquanto eu te levo ao limite — provocou Henrique, desferindo um tapa estalado na nádega dela que ecoou pelo vestiário.
O impacto do tapa pareceu disparar um gatilho. Lívia sentiu o clitóris pulsar tão forte que a visão nublou. Ela gozou ali mesmo, de joelhos, sentindo as pernas fraquejarem. O jato de seu prazer banhou os dedos de Henrique, enquanto ela continuava a sugar Uerick com um desespero renovado.
Uerick soltou um gemido gutural, segurando o topo da cabeça dela.
— Minha vez de entrar nesse paraíso — disse Henrique, levantando-se e puxando Lívia pelos braços.
Ele a virou de costas para Uerick e a inclinou sobre um banco de madeira comprido que ficava no centro do vestiário. Henrique abaixou o short dela completamente, revelando a bunda redonda e marcada pelos tapas anteriores. Uerick posicionou-se à frente dela, sentando-se no banco para que Lívia ficasse com o rosto na altura de sua cintura.
— Você sabe o que fazer, morena — disse Uerick, segurando os cabelos dela para mantê-la focada em seu pênis.
Enquanto Lívia voltava a dar atenção a Uerick, Henrique se posicionou atrás dela. Ele cuspiu na mão, lubrificando a entrada dela com uma pressa selvagem, e entrou com uma única estocada profunda. Lívia soltou um grito abafado, a boca cheia por Uerick, enquanto Henrique a preenchia por completo.
— Você é tão apertada, porra! — exclamou Henrique, começando um movimento rítmico e bruto. — Parece que é a primeira vez, toda vez.
Uerick não era um espectador passivo. Enquanto recebia o oral de Lívia, ele usava as mãos livres para alcançar o clitóris dela por baixo, entre as pernas, trabalhando em sincronia com as estocadas de Henrique. Era um cerco total. Lívia sentia o pênis de Henrique batendo no fundo de seu útero, enquanto os dedos de Uerick esmagavam seu clitóris com uma precisão que a fazia revirar os olhos.
— Olha para mim, Lívia! — comandou Uerick, afastando-se um pouco para que ela pudesse falar. — De quem é essa buceta que está sendo esfolada agora?
— É de vocês... ah! — ela gritou, a voz falhando enquanto Henrique a puxava pelos quadris com agressividade. — É de vocês, Uerick... Henrique... por favor, não parem!
Henrique desferiu uma sequência de tapas no rosto dela, leves mas humilhantes, que serviam apenas para aumentar o fluxo de sangue e excitação.
— Mais forte, Henrique! — ordenou Uerick. — Ela aguenta. Ela é uma lutadora, não é?
Henrique obedeceu, aumentando a velocidade das estocadas até que o som da carne batendo fosse a única coisa audível além dos gemidos de Lívia. O suor de Henrique pingava nas costas dela, misturando-se ao dela. Uerick voltou a oferecer seu membro para ela, e Lívia o aceitou com voracidade, querendo ser preenchida em todos os orifícios possíveis.
— Eu vou gozar dentro, Lívia! — Henrique avisou, a voz carregada de urgência. — Eu vou te marcar por dentro!
— Eu também estou no limite — disse Uerick, a voz falhando.
Uerick tirou o pênis da boca dela e, com uma rapidez impressionante, trocou de lugar com Henrique. Agora era Uerick quem a penetrava por trás, com a força de um homem de 33 anos que sabia exatamente como usar seu tamanho. Henrique ajoelhou-se à frente dela, segurando o rosto de Lívia com as duas mãos, forçando-a a lamber sua pele suada enquanto ele usava os dedos para levar o clitóris dela ao ápice final.
— Agora, Lívia! Goza no meu pau! — gritou Uerick, desferindo estocadas que faziam o banco de madeira ranger.
Lívia explodiu. Foi um orgasmo violento, que fez todo o seu corpo entrar em convulsão. Ela sentiu o jato quente de Uerick preenchê-la por trás, enquanto Henrique, vendo a entrega dela, também descarregava em sua boca, cobrindo sua língua e lábios com sua semente.
Ela desabou sobre o banco, ofegante, o peito subindo e descendo com força. Uerick e Henrique permaneceram ali, segurando-a, como dois predadores que acabavam de compartilhar a presa mais valiosa de suas vidas.
— Agora sim — sussurrou Henrique, limpando uma gota de suor do queixo de Lívia. — O treino está oficialmente encerrado.
Uerick beijou a nuca dela, um gesto de posse final.
— Mas lembre-se, morena: seu corpo pertence a este tatame. E este tatame pertence a nós.
Lívia não disse nada; não precisava. O brilho em seus olhos e o tremor em suas pernas eram a única resposta que eles queriam. Ela sabia que, a partir daquela noite, o muaythai seria apenas o pretexto para a verdadeira luta que ela ansiava perder todas as noites.