Descobrir

Narrandora O céu sobre o Rio de Janeiro parecia ter desabado. O que começou como uma garoa fina à tarde transformou-se, ao cair da noite, em um dilúvio torrencial que inundava as ruas e transformava o asfalto em um espelho escuro e perigoso. Raios cortavam as nuvens carregadas, iluminando momentaneamente a silhueta dos prédios, seguidos por trovões que faziam as janelas vibrarem. Maya estava parada no meio do estacionamento, ensopada. Ela girava a chave na ignição do seu carro pela décima vez, mas o motor apenas emitia um som engasgado e morria logo em seguida. — Não faz isso comigo agora... por favor — ela sussurrou, batendo no volante com frustração. Ela pegou o celular para ligar para o seguro, mas o sinal estava instável devido à tempestade. Tentou três vezes, e em todas a ligação caía antes mesmo de completar. O táxi? Nenhum aplicativo aceitava corridas naquela área com o clima naquele estado. Ela estava ilhada. cruzando os braços. — Senta aí. Vou pegar um café para você. — Eu não quero café, Giovanna. Eu quero entender por que você me tratou daquele jeito na frente da Mariana. Giovanna parou no meio do caminho, os ombros ficando tensos. Ela se virou devagar, os olhos escuros brilhando sob a luz fraca. — Eu tratei você com o profissionalismo que a situação exigia — mentiu Giovanna. — Mentira! — Maya deu um passo à frente. — Você foi sarcástica, possessiva e tentou me marcar como se eu fosse sua propriedade na frente de uma colega de trabalho. Você não tem esse direito. — Eu não gosto dela, Maya! — Giovanna explodiu, a voz ecoando na sala fechada. — Eu não gosto do jeito que ela te olha, eu não gosto do fato de ela ser a pessoa que está tentando ocupar um espaço que... que ainda dói em mim. — O espaço que você deixou vazio! — Maya rebateu, aproximando-se ainda mais, o dedo apontado para o peito de Giovanna. — Você me empurrou para fora da sua vida, Giovanna. Você escolheu o isolamento. E agora que eu tento respirar, você quer me sufocar de novo? — Eu nunca quis te sufocar! Eu queria te proteger! — Giovanna segurou os pulsos de Maya, a respiração ofegante. — Esse mundo é sujo, Maya. Mariana é parte disso. Eu não queria que você se contaminasse com a merda que eu lido todos os dias. — Mas eu já sou parte disso! Eu sou advogada criminalista, pelo amor de Deus! — Maya tentou se soltar, mas Giovanna a segurou firme, não com força para machucar, mas com a necessidade de quem não queria deixar o último fio de conexão escapar. — Me solta, Giovana. — Não. O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som da tempestade e pelas respirações descompassadas. Elas estavam tão perto que Maya conseguia sentir o calor emanando do corpo de Giovanna. O olhar da delegada desceu para os lábios de Maya, e a raiva no ambiente começou a se transformar em algo muito mais perigoso e familiar. — Você ainda me odeia tanto assim? — sussurrou Giovanna, sua voz agora rouca, perdendo toda a postura de delegada. — Eu não te odeio — Maya respondeu, a resistência minguando. — Esse é o problema. Eu não consigo te odiar, mesmo quando você me quebra em mil pedaços. Giovanna soltou os pulsos de Maya, mas apenas para levar as mãos ao rosto dela, acariciando as maçãs do rosto com os polegares. — Eu sinto sua falta todos os dias. Ver você com ela... foi como levar um tiro. — Gio... — O protesto de Maya morreu na garganta quando Giovanna eliminou o espaço restante e a beijou. Era um beijo faminto, carregado de meses de frustração, mágoa e um desejo que nunca tinha sido devidamente apagado. Maya gemeu contra a boca de Giovanna, suas mãos subindo para os ombros largos da outra, puxando-a para mais perto. O sabor de Giovanna era o mesmo, a mesma intensidade que sempre a fazia perder o chão. Giovanna a impulsionou para trás até que as costas de Maya batessem contra a porta fechada da sala. Uma das mãos de Giovanna desceu para a coxa de Maya, por baixo do moletom largo, sentindo a pele macia e quente. — A gente não devia... — Maya sussurrou entre beijos, embora suas pernas estivessem se abrindo para dar passagem à ex-mulher. — Eu sei — Giovanna murmurou, o nariz roçando o pescoço de Maya, distribuindo beijos úmidos que faziam a advogada arquear as costas. — Mas eu não consigo parar. Não hoje. Giovanna suspendeu Maya pela cintura, e Maya instintivamente entrelaçou as pernas ao redor do quadril da delegada. O volume entre as pernas de Giovanna pressionou-se contra a intimidade de Maya, um lembrete físico e potente do que as esperava. Giovanna sempre teve essa presença dominante, uma masculinidade inerente que se manifestava não apenas em sua postura, mas em seu corpo. Ela caminhou com Maya no colo até a mesa de carvalho, afastando os processos e papéis com um movimento brusco da mão, limpando o espaço necessário. Ela sentou Maya na borda da mesa e se posicionou entre suas pernas. — Você tem certeza? — perguntou Giovanna, olhando profundamente nos olhos de Maya, querendo a confirmação final. Maya não respondeu com palavras. Ela puxou a camisa de Giovanna para fora da calça e começou a abrir os botões com pressa, expondo o peito definido e a pele bronzeada. — Eu preciso de você, Gio. Só por hoje, esquece o mundo lá fora. Giovanna livrou-se da camisa e rapidamente desabotoou o cinto e a calça. Quando ela se libertou da roupa íntima, sua masculinidade se revelou, pulsante e pronta, um contraste rígido contra a suavidade das mãos de Maya que logo a envolveram. Giovanna soltou um rosnado baixo, a cabeça pendendo para trás enquanto Maya a acariciava com destreza. — Maya... por favor — suplicou Giovanna. Ela afastou o tecido do moletom e a calcinha rendada que Maya ainda usava, encontrando-a completamente encharcada. Giovanna usou dois dedos para provocá-la, explorando a umidade e o calor, ouvindo os suspiros curtos e sôfregos da mulher que ela nunca deixou de amar. Sem mais delongas, Giovanna se posicionou. Ela segurou as coxas de Maya firmemente e, com um impulso lento e decidido, penetrou-a. Maya soltou um grito abafado contra o ombro de Giovanna, as unhas cravando-se nas costas da delegada enquanto sentia-se preenchida por completo. — Você é tão apertada... — Giovanna arfou, começando a se mover. O ritmo era ditado pela urgência. A mesa de madeira rangia levemente acompanhando os movimentos vigorosos de Giovanna. Cada estocada era profunda, atingindo o colo do útero de Maya e fazendo-a ver estrelas. O som da pele batendo contra a pele misturava-se ao barulho da chuva lá fora, criando uma sinfonia particular de luxúria e entrega. Giovanna segurou o rosto de Maya, forçando-a a olhá-la enquanto a possuía. — você e uma puta de uma gostosa Manoela,porra — Sim... — Maya gemia, a cabeça balançando de um lado para o outro. — Mais forte, Gio... por favor. Chat quero um sexo sond d recaída