Duas namoradas
O Labirinto de Vidro e Pele
A viagem para a casa de campo, que deveria ser o refúgio de Emanuel contra o estresse da cidade, transformou-se em um confinamento de alta tensão em menos de duas horas. O trajeto de carro fora um exercício de resistência mental. No banco do carona, Sara reclamava do ar-condicionado e da música, enquanto, no banco de trás, Eduarda soluçava baixinho, limpando lágrimas que pareciam brotar de uma fonte inesgotável de mágoa.
Agora, dentro da sala ampla com paredes de vidro que davam para a floresta, o conflito atingia o ápice.
— Eu não vou ficar no mesmo andar que essa garota, Emanuel! — Sara gritou, jogando sua mala de grife no chão de madeira. — Ela exala esse cheirinho de baunilha barato e essa aura de "vítima do mundo" que me dá náuseas. Você viu como ela me olhou quando paramos no posto?
— Eu não olhei de jeito nenhum... — Eduarda rebateu, a voz pequena, escondida atrás de uma mecha de cabelo. Ela estava sentada na ponta de uma poltrona, abraçando as próprias pernas. — Eu só queria que você parasse de falar tão alto. Minha cabeça dói.
— Sua cabeça dói? Ah, que novidade! — Sara soltou uma gargalhada escandalosa, o busto siliconado subindo e descendo sob o decote profundo do vestido de seda. — A princesinha está com enxaqueca porque não aguenta a verdade. Você é uma parasita, Eduarda. Vive de sugar a energia do Emanuel com essa sua carência patética.
— Chega! — O grito de Emanuel ecoou pela casa, fazendo o silêncio cair como uma guilhotina.
Ele estava parado perto da lareira apagada, as veias do pescoço saltadas. O rosto, geralmente sereno, estava transfigurado pela irritação. Ele olhou para Sara, cujos olhos brilhavam com o desafio da briga, e depois para Eduarda, que se encolheu ainda mais, parecendo querer desaparecer entre as almofadas.
— Eu trouxe vocês aqui para termos paz — Emanuel disse, a voz agora baixa, mas perigosamente fria. — Eu trabalho doze horas por dia, sustento este teto e o luxo de vocês, e a única coisa que recebo em troca é o barulho dessa guerra estúpida. Se vocês não conseguirem se respeitar por um final de semana, eu juro que coloco as duas no carro agora mesmo e deixo cada uma em uma ponta diferente da cidade.
Sara cruzou os braços, bufando, mas o tom de Emanuel a fez recuar um passo. Ela conhecia aquele olhar; era o limite dele. Eduarda apenas baixou a cabeça, deixando uma lágrima solitária cair sobre o joelho.
— Eu vou tomar um banho — anunciou Sara, quebrando o silêncio com seu tom autoritário de sempre. — E espero que, quando eu sair, o jantar esteja pronto e essa... coisa... esteja longe da minha vista.
Ela subiu as escadas com passos pesados, os saltos batendo com força nos degraus de madeira, uma última provocação antes de desaparecer no corredor do segundo andar.
Emanuel soltou um suspiro longo, sentindo o peso do mundo em sua nuca. Ele caminhou até o sofá grande e se jogou nele, cobrindo os olhos com as mãos. O som da água do chuveiro começando a cair no andar de cima era o único ruído na casa.
Foi então que ele sentiu um movimento sutil ao seu lado.
Eduarda se aproximou com a leveza de um espectro. Ela não disse nada. Simplesmente se ajoelhou entre as pernas dele, no chão, e apoiou o queixo em sua coxa. Seus olhos grandes e úmidos buscavam os dele, pedindo perdão, pedindo conforto, pedindo tudo.
— Desculpa, Manu... — ela sussurrou, a mão pequena e fria subindo pelo braço dele. — Eu estraguei tudo, não foi? Eu sou um fardo para você.
Emanuel olhou para ela, e a raiva começou a se dissipar, substituída por aquela proteção instintiva que Eduarda sempre despertava. Ela parecia tão pequena, tão frágil diante da agressividade de Sara.
— Você não é um fardo, Duda. Mas eu não aguento mais essa briga.
— Eu sei... — Ela começou a desabotoar o cinto dele com uma lentidão calculada, os dedos trêmulos, mas precisos. — Deixa eu cuidar de você. Deixa eu mostrar que eu sou a única que realmente sabe do que você precisa.
Emanuel sentiu o sangue latejar. A audácia de Eduarda era sempre silenciosa, mas profunda. Enquanto Sara era o fogo que queimava por fora, Eduarda era a água que infiltrava nas fendas e dominava tudo por dentro. Ela puxou o zíper da calça dele, liberando seu pau que já estava rígido pela tensão da briga.
Lá em cima, o som do chuveiro continuava. Sara estava lavando o cabelo, alheia ao que acontecia na sala.
Eduarda não hesitou. Ela deslizou a língua pela extensão dele, fechando os olhos em um deleite quase religioso. Ela se esfregava nele com uma fome silenciosa, sua buceta já encharcada sob a saia leve de algodão. Ela queria marcar território. Queria que o cheiro dele ficasse nela antes que a outra descesse.
— Ela é tão barulhenta — murmurou Eduarda contra a pele dele, a voz manhosa e carregada de uma malícia que poucos conheciam. — Ela só quer aparecer. Mas eu... eu quero você aqui dentro. Só meu.
Emanuel segurou o cabelo dela, puxando levemente a cabeça de Eduarda para trás para olhar em seu rosto. A expressão dela era de pura adoração. Ele a levantou do chão e a sentou no sofá, abrindo as pernas dela com brutalidade súbita, contrastando com a doçura do momento anterior.
— Você é uma sonsa, Eduarda — ele rosnou, a mão apertando a coxa macia dela.
— Sou a sua sonsa — ela respondeu, puxando-o para cima de si.
Ele entrou nela sem preliminares longas. A buceta de Eduarda estava, como sempre, gananciosa, sugando-o para o fundo, apertando-o com uma força que desmentia sua aparência frágil. Emanuel se movia nela com uma urgência desesperada, tentando abafar os sons para que Sara não ouvisse, o que tornava tudo mais intenso. Eduarda enterrava as unhas nas costas dele, abafando os gemidos no ombro de Emanuel, o corpo arqueado, recebendo cada estocada como se fosse uma benção.
A cada movimento, ela sussurrava promessas de submissão, mas seus olhos brilhavam com o triunfo de quem sabia que, naquele momento, Sara era apenas um ruído de fundo.
O som do chuveiro parou.
Emanuel congelou por um segundo, mas a urgência de Eduarda era maior. Ela o puxou com as pernas, prendendo-o em seu corpo, a buceta gulosa pulsando rítmica ao redor dele.
— Não para... — ela implorou, o rosto vermelho de prazer. — Goza em mim, Manu. Faz eu ser sua de novo.
Ele não conseguiu se segurar. A pressão de Eduarda, física e emocional, era um vácuo que ele não conseguia evitar. Ele atingiu o ápice, gozando fundo dentro dela, sentindo o calor do próprio sêmen preencher o útero daquela mulher que o tratava como um deus. Eduarda sorriu contra o pescoço dele, uma expressão de pura vitória.
Eles se recompuseram às pressas quando ouviram os passos de Sara no corredor superior. Quando a loira desceu as escadas, envolta em um roupão de seda vermelha, exalando o perfume forte de seus cremes caros, encontrou Emanuel sentado na poltrona, lendo um livro, e Eduarda na cozinha, de costas, começando a preparar o jantar.
— O banho estava ótimo — disse Sara, caminhando até Emanuel e sentando-se no colo dele, sem pedir licença. Ela espalhou o cabelo loiro e úmido sobre o peito dele, esfregando os seios siliconados contra sua camisa. — Agora eu quero a minha recompensa por ter sido tão paciente com aquela ali.
Emanuel sentiu o cheiro de Sara, agressivo e artificial, mas seu corpo ainda respondia ao rastro de Eduarda. Ele a segurou pela cintura, sentindo a firmeza do corpo de Sara, a resistência que ela sempre oferecia.
— Você não sabe o que é paciência, Sara — ele disse, a voz rouca.
— Eu sei o que é desejo — ela rebateu, puxando o rosto dele para um beijo voraz, a língua explorando a dele com uma vulgaridade que buscava domínio. — E eu sei que você me quer assim, sem joguinhos de menina romântica.
Sara se levantou, puxando-o pela mão em direção à mesa de jantar, mas parou no meio do caminho, olhando para Eduarda.
— Ei, sonsa! O jantar vai demorar? Eu estou com fome de algo de verdade.
Eduarda se virou devagar. Seu rosto estava calmo, mas seus olhos encontraram os de Emanuel por um breve segundo, carregados de um segredo compartilhado.
— Já está quase pronto, Sara — disse Eduarda, com uma voz doce que escondia o veneno. — Espero que você tenha apetite.
A noite caiu sobre a casa de campo, e o jantar foi uma sucessão de farpas veladas. Sara exibia suas conquistas, falava de festas e de como ela era a mulher que Emanuel precisava para brilhar na sociedade. Eduarda permanecia em silêncio, servindo o vinho, tocando o ombro de Emanuel sempre que passava por ele, um toque leve que o lembrava do calor que ainda estava dentro dela.
Emanuel sentia-se como um prêmio sendo disputado por duas leoas de espécies diferentes. Uma queria sua pele; a outra queria sua alma.
Quando o jantar terminou, a tensão sexual na sala era quase sólida. Sara não aguentava mais a passividade de Eduarda e Emanuel não aguentava mais a disputa. Ele se levantou, pegando uma garrafa de vinho e caminhando para o quarto principal.
— As duas. Agora — ordenou.
O quarto era amplo, com uma cama king-size voltada para a floresta escura. Emanuel sentou-se na beira da cama, observando as duas entrarem. Sara foi a primeira, deixando o roupão cair no chão, revelando um conjunto de lingerie de couro que realçava cada curva de seu corpo trabalhado. Ela era um monumento ao excesso, à luxúria descarada.
Eduarda entrou logo atrás, ainda com seu vestido simples de algodão, parecendo uma criança perdida ao lado da exuberância de Sara. Mas, ao despir-se, a maciez de sua pele e a harmonia natural de seus seios médios criavam um contraste que hipnotizava Emanuel.
— Eu vou mostrar para ele quem manda aqui — Sara sibilou, empurrando Eduarda para o lado e montando em Emanuel.
Ela começou a rebolar com força, os gemidos altos e vulgares preenchendo o quarto. Sara queria ser ouvida, queria que a floresta inteira soubesse que ela estava possuindo aquele homem. Emanuel apertava os seios siliconados dela com força, sem a menor delicadeza, respondendo à agressividade que ela exigia. O sexo com Sara era um esporte, uma descarga de adrenalina pura.
— Isso! Me usa, Emanuel! — ela gritava, jogando a cabeça para trás.
Eduarda assistia de perto, ajoelhada na cama, suas mãos pequenas acariciando as pernas de Emanuel enquanto ele estocava Sara. Ela não sentia nojo; sentia uma fome competitiva. Quando Sara atingiu o orgasmo, gritando o nome dele de forma estridente e caindo exausta sobre o peito de Emanuel, Eduarda se aproximou.
Ela afastou Sara com uma suavidade firme e ocupou o lugar.
O clima mudou instantaneamente. Emanuel, que segundos antes era bruto e impiedoso com a loira, tornou-se um homem de toques cuidadosos. Ele a deitou e entrou nela como se estivesse entrando em um santuário.
— Manu... — Eduarda suspirou, as pernas envolvendo a cintura dele, os olhos fixos nos dele.
— Só você, Duda — ele sussurrou, ignorando a presença de Sara ao lado.
A buceta de Eduarda parecia ainda mais faminta agora. Ela o apertava em ondas rítmicas, uma ganância que parecia querer extrair dele cada gota de vida. Com ela, não havia gritos vulgares, apenas o som da respiração ofegante e o sussurro de nomes e promessas. Emanuel se sentia completo no aperto de Eduarda, uma sensação de pertencimento que Sara nunca conseguiria proporcionar.
Sara observava, a respiração ainda pesada, o ciúme queimando em seus olhos loiros. Ela via a diferença no modo como ele a tocava. Ela via a devoção.
E, quando Emanuel chegou ao seu limite final, ele não se retirou. Ele se pressionou contra Eduarda, sentindo a pulsação dela, e gozou profundamente, despejando tudo dentro de sua "menina manhosa".
Eduarda abraçou-o com força, um sorriso de pura satisfação no rosto enquanto sentia o calor dele preenchê-la. Ela olhou para Sara por cima do ombro de Emanuel, um olhar frio e vitorioso.
Sara podia ter o barulho, o couro e o silicone. Mas Eduarda tinha o que realmente importava. Ela tinha o futuro de Emanuel guardado dentro de si, e, naquela casa de campo isolada, ela era a verdadeira rainha do labirinto.