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É só chegar nela

O Eco dos Gemidos entre Bolas e Giz

A quinta-feira arrastava-se com a lentidão de uma tortura medieval. O ar na sala de aula estava saturado com o cheiro de pó de giz e o zumbido monótono do ventilador de teto, que parecia incapaz de dissipar a tensão elétrica que emanava do fundo da sala. Sua tentava, com todas as suas forças, manter os olhos fixos no livro de álgebra, mas as letras pareciam dançar em um borrão sem sentido. O formigamento entre suas pernas, resquício do encontro na biblioteca, era um lembrete constante de que sua vida pacata havia sido sequestrada por um furacão de cabelos rosa.

Do outro lado da sala, Mizi estava a personificação do descaso. Ela girava uma caneta entre os dedos longos, observando Sua com um olhar que não escondia absolutamente nada. Para Mizi, a sala de aula era apenas um cenário, e Sua era a única protagonista que importava. Com um movimento ágil, ela rabiscou algo em um pedaço de papel arrancado do caderno, dobrou-o em um quadrado minúsculo e, aproveitando o momento em que o professor se virou para o quadro, lançou-o com precisão cirúrgica na mesa de Sua.

Sua estremeceu ao ver o papel pousar sobre suas equações. Com o coração martelando contra as costelas, ela o abriu discretamente sob a mesa.

"O gosto na biblioteca foi só a entrada. Mas o cheiro que ficou nos meus dedos... você está deliciosa hoje, nuvenzinha. Consigo sentir daqui."

O rosto de Sua entrou em combustão instantânea. O papel parecia queimar seus dedos. Como Mizi podia ser tão... tão despudorada? Tão pervertida em plena luz do dia? Ela amassou o bilhete com força, sentindo uma mistura de indignação e um desejo traidor que a fazia querer desaparecer. Ela olhou de relance para trás e encontrou Mizi sorrindo, um sorriso de lado, predatório e absurdamente atraente. Sua desviou o olhar, tentando inutilmente voltar para os logaritmos.

Quando o sinal para o intervalo finalmente tocou, o caos habitual se instalou. Till levantou-se num salto, bufando algo sobre como precisava de cafeína para não socar ninguém, enquanto Luka e Hyuna começavam a discutir sobre o cardápio da cantina. Ivan, como sempre, aproximou-se do grupo dos quatro, tentando puxar assunto com um Till claramente irritado.

— Ei, revoltado, ouvi dizer que a torta de hoje está menos pior — disse Ivan, exibindo um sorriso largo.

— Não me dirige a palavra, Ivan. Minha paciência acabou no primeiro período — rebateu Till, embora não se afastasse tanto quanto costumava fazer.

Enquanto a distração entre os meninos e Hyuna acontecia, Sua sentiu uma mão firme envolver seu pulso. Antes que pudesse processar, Mizi a puxou para fora da sala por uma saída lateral, movendo-se com a furtividade de um gato.

— Mizi! O pessoal vai notar... — Sua sussurrou, tentando resistir, mas seus pés seguiam o ritmo de Mizi quase por vontade própria.

— Eles estão ocupados demais com o Ivan e o Till tentando não se matar — Mizi respondeu, a voz carregada daquela sedução rouca que tirava o chão de Sua. — E eu tenho assuntos pendentes com você.

Elas atravessaram o corredor que levava ao complexo esportivo. A quadra principal estava trancada para manutenção, um segredo que Mizi parecia conhecer bem. Ela tirou uma chave mestra do bolso — provavelmente "emprestada" de algum zelador distraído — e abriu a porta lateral, puxando Sua para dentro da penumbra do ginásio. O cheiro de verniz e borracha queimada pairava no ar.

Mizi não parou na quadra. Ela levou Sua até o quartinho de materiais de educação física, um espaço apertado repleto de redes de vôlei, bolas de basquete e colchonetes empilhados. Assim que entraram, Mizi trancou a porta e a escuridão só não era total por causa de uma pequena fresta de luz que vinha do alto.

Sem aviso, Mizi empurrou Sua contra a parede de alvenaria. O impacto foi firme, mas não bruto.

— Mizi, a gente não pode... — a voz de Sua falhou quando Mizi a virou de costas, prensando o peito da garota menor contra a parede fria.

— Shhh... — Mizi sussurrou, colando o corpo ao dela. — Eu disse que ia terminar o que comecei.

Sua apoiou as mãos espalmadas na parede, a respiração saindo em espasmos. Ela sentiu as mãos de Mizi descerem com autoridade, segurando o cós de sua saia plissada e baixando-a sem cerimônia, junto com a calcinha, até a altura dos joelhos. O ar frio do quartinho atingiu a pele exposta de Sua, criando um contraste violento com o calor que emanava de Mizi atrás dela.

— Você está tremendo, nuvenzinha — Mizi comentou, a voz vibrando contra a nuca de Sua. — Gosta de ser pega, não gosta?

Mizi não esperou por uma resposta. Com uma mão, ela afastou as pernas de Sua e enfiou dois dedos na intimidade já úmida da garota. O contato súbito fez Sua soltar um gemido alto, um som agudo e necessitado que ecoou entre as bolas de basquete.

— M-Mizi... ah... — Sua arqueou as costas, a testa encostada na parede.

Os movimentos de Mizi eram ritmados, precisos. Ela bombeava os dedos com uma cadência que misturava urgência e domínio. Sua começou a gemer de forma fofa, sons desconexos que não carregavam palavras obscenas, mas sim a mais pura vulnerabilidade. Ela chamava o nome de Mizi em pedaços, entre soluços de prazer.

— Mizi... por favor... Mizi...

Percebendo que o volume dos gemidos estava aumentando, Mizi usou a mão livre para tampar a boca de Sua. A palma da mão de Mizi, com o leve cheiro de perfume e giz, abafou os sons, transformando os gemidos em vibrações quentes contra sua pele.

— Silêncio, pequena — Mizi sussurrou, intensificando o ritmo. — Se alguém ouvir, a culpa vai ser toda sua por ser tão barulhenta.

Mizi inclinou-se para frente, beijando o pescoço de Sua com mordidas leves, marcando o território que já considerava seu.

— Você é tão apertada... — Mizi murmurou, a voz carregada de uma perversidade adolescente que fazia o sangue de Sua ferver. — Aposto que estava pensando nisso a aula inteira, não estava? Imaginando meus dedos dentro de você enquanto o professor falava de números chatos.

Sua não conseguia responder. Ela estava entregue. Seus gemidos abafados contra a mão de Mizi tornaram-se mais graves, mais desesperados. Mizi adicionou um terceiro dedo, expandindo a sensação até o limite. As pernas de Sua começaram a fraquejar, os joelhos batendo um contra o outro, a saliva escorrendo levemente por entre os dedos de Mizi enquanto a garota menor perdia completamente o controle de si mesma.

— Isso... aproveita para mim, Sua — Mizi incentivou, os movimentos agora rápidos e profundos.

O ápice atingiu Sua como uma onda de choque. Ela gozou com força, o corpo retesando contra a parede enquanto gemidos abafados e desesperados saíam por entre os dedos de Mizi. Suas pernas finalmente cederam, e se não fosse por Mizi a segurando pela cintura, ela teria desabado no chão sujo do depósito.

Mizi esperou que os tremores de Sua diminuíssem. Ela retirou os dedos, observando o brilho da lubrificação sob a luz fraca. Com uma calma desconcertante, ela levou os dedos à boca, lambendo-os com um olhar fixo nas costas de Sua.

— Doce — Mizi comentou, a voz voltando ao tom casual.

Ela pegou um pano de limpeza