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Entre olhares(fundo)

O Labirinto de Marcas e Obsessão

A seda azul do pijama de Luna agora estava em total desalinho, deslizando pelos seus ombros pálidos como se a própria peça de roupa reconhecesse que não tinha mais lugar ali. O ar no quarto estava saturado com o cheiro de testosterona e a fragrância doce e levemente metálica da antecipação. Titan não era apenas um homem sobre ele; era uma força da natureza, uma montanha de músculos e intenção que bloqueava qualquer visão do mundo exterior. E Luna, em sua loucura devocional, não queria ver mais nada além daquele olhar predatório.

— Você está tremendo, Luna — observou Titan, sua voz soando como um trovão baixo e contido. — É medo ou é a necessidade de ser quebrado que finalmente está transbordando?

Luna soltou uma risada anasalada, um som que misturava escárnio tsundere com uma vulnerabilidade absoluta. Ele arqueou as costas, sentindo o calor do corpo de Titan contra o seu, e envolveu as pernas ao redor da cintura do alfa, prendendo-o.

— Medo? — Luna sibilou, seus olhos brilhando com uma intensidade maníaca. — Eu sinto medo de que um dia você acorde e perceba que pode ter qualquer um. Mas enquanto você estiver aqui, me olhando como se quisesse me devorar... eu sinto que sou o centro do seu universo. E eu não aceito nada menos do que isso, Titan.

Titan apertou o aperto em torno dos pulsos de Luna, sentindo a fragilidade dos ossos do menor sob sua palma. Ele amava como Luna podia ser tão pequeno e, ao mesmo tempo, carregar uma escuridão tão vasta.

— Você sabe que ninguém mais conseguiria sobreviver a você — Titan murmurou, inclinando-se para morder o lóbulo da orelha de Luna, sentindo o corpo do twink ter um espasmo de prazer. — Esse seu ciúme doentio, essa sua mania de querer controlar cada respiração minha... Qualquer outro homem fugiria. Mas eu? Eu prospero nisso. Eu quero que você me vigie. Eu quero que você enlouqueça se eu demorar cinco minutos a mais para chegar em casa.

— Eu mataria você — Luna sussurrou, a voz subitamente séria, os olhos fixos nos de Titan. — Se eu descobrisse que outra pessoa tocou na sua pele, eu primeiro destruiria essa pessoa, e depois cortaria você em pedaços para que você nunca mais pudesse se afastar de mim. Você entende, não entende?

Titan sorriu, um sorriso sombrio que mostrava os dentes. Ele não se sentia ameaçado; ele se sentia adorado.

— Eu entendo perfeitamente — respondeu Titan. — E para garantir que você se lembre de que esse corpo pertence apenas a você, e que o seu pertence apenas a mim... eu vou deixar marcas que não vão sumir tão cedo.

Com um movimento brusco, Titan rasgou o primeiro botão do pijama de Luna. O som do fio se rompendo pareceu um tiro no silêncio do quarto. Luna soltou um gemido agudo, o rosto enterrado no travesseiro enquanto sentia as mãos grandes de Titan despojarem-no da seda azul. Agora, ele estava exposto, sua pele alva contrastando violentamente com os lençóis escuros e a pele bronzeada do alfa.

Titan não perdeu tempo. Ele desceu o corpo, distribuindo beijos que rapidamente se transformavam em mordidas e sucções intensas ao longo do peito e do abdômen de Luna. Cada marca deixada era um selo de propriedade. Luna retorcia-se sob ele, as mãos agora livres agarrando os cabelos de Titan, puxando-os com força, alternando entre empurrá-lo para longe em um reflexo de dor e puxá-lo para mais perto em um grito de desejo.

— Isso... dói... — Luna ofegou, as lágrimas escorrendo livremente agora. — Mais, Titan... por favor, mais.

— Você é tão ganancioso — disse Titan, parando por um segundo para olhar para a obra de arte que estava criando no corpo de Luna. — Quer toda a minha atenção, quer toda a minha força. Olhe para você, Luna. Você está marcado de cima a baixo. Amanhã, todos que olharem para o seu pescoço saberão que você tem um dono.

— Eu não tenho um dono — Luna retrucou, sua faceta tsundere dando um último suspiro de resistência. — Eu tenho um parceiro que eu escolhi para ser meu escravo pessoal. Você é meu, Titan. Tanto quanto eu sou seu.

Titan riu, a vibração de seu peito ecoando contra o de Luna. Ele adorava como, mesmo na posição mais submissa possível, Luna ainda tentava ditar as regras. Era essa chama, esse espírito indomável e possessivo, que o mantinha preso ao menor.

— Então, meu pequeno mestre — provocou Titan, deslizando uma das mãos para a parte interna da coxa de Luna, apertando a carne macia com força suficiente para deixar hematomas. — Como você quer que eu te sirva agora? Quer que eu continue sendo gentil ou quer ver o que acontece quando eu paro de me segurar?

Luna sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Ele sabia que Titan estava no limite. O alfa possessivo estava lutando para não perder completamente o controle e simplesmente tomar Luna com a brutalidade que sua natureza exigia. E Luna, em sua sede masoquista, desejava exatamente isso.

— Eu quero que você me mostre o quão possessivo você pode ser — Luna desafiou, as unhas cravando-se nas costas musculosas de Titan, deixando sulcos vermelhos. — Esqueça a gentileza. Eu quero sentir cada grama do seu peso. Eu quero que você me possua de um jeito que me faça esquecer como se respira sozinho.

O olhar de Titan mudou. O dourado em suas íris pareceu queimar com uma chama fria e perigosa. Sem dizer mais uma palavra, ele prendeu as pernas de Luna sobre seus ombros, expondo-o completamente. A vulnerabilidade da posição fez Luna soltar um soluço baixo, mas ele não desviou o olhar.

— Você pediu por isso — rosnou Titan.

O que se seguiu foi uma dança de poder e entrega. Titan não era apenas um amante; ele era um conquistador. Cada movimento era calculado para extrair o máximo de reação de Luna. Ele usava suas mãos, seus lábios e seu peso para dominar cada centímetro do corpo do menor. Luna, por sua vez, era um poço sem fundo de necessidade. Ele recebia a intensidade de Titan com uma devoção que beirava o religioso.

— Titan... Titan... — o nome saía dos lábios de Luna como uma oração desesperada. — Eu te amo... eu odeio você... não pare... nunca pare...

— Eu nunca vou parar — prometeu Titan, sua voz rouca de luxúria e possessividade. — Você está preso a mim, Luna. Neste quarto, nesta cama, nesta vida. Eu vou te caçar em todos os seus sonhos e vou te reivindicar em cada despertar.

Luna sentiu o clímax se aproximando, uma onda avassaladora que ameaçava afogá-lo. Ele agarrou o rosto de Titan com ambas as mãos, forçando o alfa a olhar diretamente em seus olhos marejados.

— Prometa — Luna exigiu, a voz falhando. — Prometa que, se você algum dia pensar em me deixar, você vai me matar primeiro. Eu não vou viver em um mundo onde você não me pertence.

Titan sentiu um aperto no coração, não de medo, mas de uma conexão tão profunda que doía. Ele sabia que Luna falava a verdade. Eles eram duas metades de uma laranja envenenada, perfeitamente compatíveis em sua toxicidade e paixão.

— Eu prometo — disse Titan, selando o pacto com um beijo que tinha gosto de posse e eternidade.

Quando a onda finalmente os atingiu, o quarto pareceu girar. Luna gritou, um som puro de êxtase e dor, enquanto seu corpo se arqueava violentamente sob o de Titan. O alfa o segurou com firmeza, protegendo-o da própria intensidade do momento, enquanto também se entregava ao abismo.

Minutos depois, o silêncio retornou, quebrado apenas pela respiração pesada e descompassada dos dois. Luna estava deitado, os membros moles, o corpo coberto de marcas vermelhas e roxas que brilhavam sob a luz suave do abajur. Titan estava deitado ao seu lado, um braço possessivo jogado sobre a cintura de Luna, puxando-o para perto.

Luna encostou a cabeça no peito de Titan, ouvindo o coração do alfa desacelerar gradualmente. Ele passou os dedos pelas marcas de unhas que havia deixado nos ombros de Titan, sentindo uma satisfação doentia por ter marcado o seu território.

— Você está bem? — perguntou Titan, sua voz voltando ao tom grave e calmo de antes, embora ainda carregada de uma autoridade protetora.

Luna deu uma mordidinha leve no peito de Titan antes de responder.

— Eu estou perfeito — sussurrou Luna. — Mas se você pensar que isso significa que pode falar com aquela garota da conveniência amanhã sem eu estar por perto, você está muito enganado.

Titan soltou uma gargalhada baixa, beijando o topo da cabeça de Luna.

— Eu não esperava nada diferente de você, meu pequeno yandere.

— Bom — disse Luna, fechando os olhos e se aninhando mais profundamente no calor de Titan. — Porque eu estou de olho em você. Sempre.

A festa do pijama havia terminado há muito tempo, mas para Luna e Titan, a noite estava apenas começando. Eles sabiam que o amanhã traria mais ciúmes, mais brigas e mais demonstrações obsessivas de afeto. E, para eles, não havia nada mais reconfortante do que saber que estavam condenados um ao outro para sempre.

Luna adormeceu com um sorriso satisfeito, sentindo o peso do braço de Titan como uma corrente de ouro — preciosa, inquebrável e inteiramente sua. Titan, por sua vez, permaneceu acordado por mais algum tempo, vigiando o sono de sua possessão mais valiosa, pronto para destruir qualquer coisa que ousasse ameaçar a paz distorcida que haviam construído entre quatro paredes.