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Fanfic

O Doce Alento da Calmaria

A semana de Louis havia sido um turbilhão exaustivo. Entre a promoção intensa de seu novo projeto e as longas horas de gravações adicionais, o jovem ator sentia que sua energia estava sendo drenada gota a gota. O peso da fama, que muitas vezes ele carregava com uma elegância natural, agora parecia uma armadura de chumbo sobre seus ombros. Quando ele chegou ao apartamento de S/n naquela noite de sexta-feira, seus olhos castanhos, geralmente brilhantes e atentos, estavam nublados por uma névoa de exaustão e tensão.

S/n percebeu o estado dele no momento em que ele cruzou a porta. O corpo musculoso de Louis estava rígido, e a covinha em seu queixo, que costumava aparecer em sorrisos fáceis, estava escondida por uma expressão de pura ansiedade. Ele mal conseguiu dizer "oi" antes de se deixar cair no sofá, escondendo o rosto nas mãos trêmulas.

— Louis, meu amor... — sussurrou S/n, aproximando-se com passos leves. Ela se ajoelhou entre as pernas dele, afastando suas mãos com delicadeza para encontrar seu olhar. — O que foi? O que está acontecendo aí dentro?

— É muita coisa, S/n — ele desabafou, a voz saindo em um tom agoniado. — Parece que eu não consigo respirar. As vozes, as expectativas, as câmeras... eu sinto que estou sufocando.

S/n sentiu a pulsação dele acelerada através do toque em seus pulsos. Louis estava à beira de uma crise de pânico. O ar entrava em seus pulmões de forma curta e ruidosa, e o suor frio começava a brotar em sua têmpora. Ela sabia que as palavras, por mais doces que fossem, não seriam suficientes naquele momento. Ele precisava de uma âncora física, algo que o trouxesse de volta para a terra, para o aqui e o agora.

— Olhe para mim, Louis — pediu ela com firmeza, mas com uma doçura infinita. — Respire comigo. Bem devagar.

Ele tentou, mas um soluço seco escapou de sua garganta. O pânico estava vencendo a batalha. Sem hesitar, S/n tomou as mãos dele e as beijou, guiando-o para o quarto. O ambiente estava na penumbra, iluminado apenas por uma pequena luminária de sal que emitia um brilho alaranjado e reconfortante. Ela o ajudou a se sentar na cama e, em seguida, acomodou-se atrás dele, puxando-o para o seu colo.

— Você lembra do que te acalmou da última vez? — perguntou ela, acariciando os cabelos castanhos dele.

Louis assentiu levemente, o rosto esquentando apesar da crise. A memória daquela noite em que ele se permitiu ser cuidado de forma tão primitiva era o seu único pensamento feliz em meio ao caos.

— Eu... eu tenho medo de estar abusando da sua bondade — murmurou ele, a voz falhando. — Mas eu sinto que é a única coisa que pode me fazer parar de tremer.

— Shhh... nunca diga isso — respondeu S/n. — Eu sou sua namorada, Louis. Cuidar de você não é um fardo, é o meu desejo mais profundo.

Com movimentos lentos e deliberados, para não assustá-lo, S/n afastou a gola de sua blusa de algodão macio. Ela não esperou que ele pedisse novamente; ela ofereceu o conforto de forma espontânea, sabendo que a timidez dele ainda era uma barreira difícil de cruzar em momentos de crise. Ela o guiou suavemente, trazendo a cabeça dele para o calor de seu seio.

— Venha aqui, meu querido. Deixe tudo lá fora. Aqui dentro, só existe você e eu.

Louis soltou um suspiro trêmulo e se entregou. No momento em que seus lábios tocaram a pele macia de S/n, o mundo exterior pareceu emudecer. Ele fechou os olhos com força, deixando que as lágrimas de tensão finalmente rolassem por seu rosto, molhando a pele dela. Ele começou a sugar, um movimento instintivo, rítmico e profundamente calmante.

S/n sentiu uma onda de ternura percorrer seu corpo atlético. Era uma sensação indescritível: sentir a boca de Louis, tão delicada e ao mesmo tempo firme, prendendo-se ao seu mamilo. Ela sentia cada movimento da língua dele, cada sucção suave que parecia drenar a dor do peito dele para dentro dela, onde ela a transformava em amor e proteção.

— Isso... — sussurrou ela, passando a mão pelas costas largas dele, sentindo os músculos finalmente começarem a relaxar sob seu toque. — Deixe sair. Eu estou segurando você.

Eles ficaram assim por um longo tempo. O quarto estava imerso em um silêncio sagrado, quebrado apenas pelo som da respiração de Louis, que passava de arfadas curtas para um ritmo profundo e estável. Para S/n, a sensação física era de uma intimidade que ultrapassava o sexual. Havia uma volúpia silenciosa, sim, mas era envolta em uma camada de santidade. O calor da boca dele em seu seio farto trazia uma sensação de plenitude, como se ela tivesse sido feita exatamente para aquele propósito: ser o sustento emocional do homem que amava.

Louis, por sua vez, sentia-se flutuar em um mar de serenidade. O gosto da pele dela, o calor que emanava de seu corpo e o aroma natural de S/n eram os melhores remédios do mundo. Depois de algum tempo, ele diminuiu o ritmo, mas não se afastou. Ele permaneceu ali, com o rosto pressionado contra ela, sentindo-se finalmente em paz.

— S/n... — murmurou ele, a voz agora calma, mas carregada de uma nova descoberta.

— Sim, meu amor?

Ele se afastou apenas alguns milímetros, o suficiente para olhá-la, mas mantendo o contato físico. Seus olhos estavam úmidos, mas brilhantes.

— É a coisa mais estranha e bonita do mundo — disse ele, a covinha no queixo reaparecendo timidamente. — Quando eu estou assim, cuidando de você e sendo cuidado... eu juro que sinto um gosto.

S/n arqueou as sobrancelhas, curiosa, continuando o carinho em sua nuca.

— Um gosto? Mas não há lactação, Louis. Você sabe disso.

— Eu sei — ele sorriu, um sorriso doce e genuíno. — Mas na minha mente, ou talvez no meu coração... eu sinto um gosto doce. É macio, como se eu estivesse bebendo a própria paz. É como se o seu amor tivesse um sabor, e ele é a coisa mais doce que já provei.

S/n sentiu as bochechas corarem. A sinceridade de Louis sempre a desarmava. Ela o puxou para um beijo na testa, sentindo uma imensa gratidão por ele ser capaz de expressar sentimentos tão profundos.

— Você é um poeta, Louis Partridge — disse ela, rindo suavemente. — Mas fico feliz que sinta isso. Para mim... a sensação também é especial.

— É? — perguntou ele, interessado, aninhando-se novamente no colo dela. — O que você sente?

S/n hesitou por um segundo, tentando encontrar as palavras certas para descrever a mistura de sensações.

— É uma ternura que dói, de um jeito bom — começou ela. — Sentir sua boca em mim, de um jeito tão delicado... me faz sentir poderosa e vulnerável ao mesmo tempo. É como se eu fosse a sua fonte de vida, o seu lugar seguro. Eu sinto cada movimento seu, e isso me traz uma paz imensa. É uma conexão que eu não sabia que era possível existir entre duas pessoas.

Louis pegou a mão dela e a beijou, os dedos longos dele entrelaçados aos dela.

— Eu nunca imaginei que encontraria alguém que me entendesse assim — confessou ele. — Às vezes eu me sinto um alienígena por ter essas necessidades, por querer esse tipo de carinho. Mas com você, tudo parece tão certo. Tão natural.

— Porque é natural, Louis. O amor não tem regras sobre como deve ser demonstrado, desde que traga paz e respeito. E nós temos de sobra.

Ele olhou para o seio dela, ainda exposto na penumbra alaranjada, e sentiu uma onda de gratidão. Ele se aproximou novamente, desta vez apenas para depositar um beijo casto e demorado sobre o mamilo dela, um gesto de agradecimento silencioso. S/n estremeceu levemente, uma sensação de eletricidade doce percorrendo sua espinha.

— Você está melhor agora? — perguntou ela, puxando o edredom para cobrir os dois, mantendo-o colado ao seu corpo.

— Eu estou maravilhoso — respondeu ele, e pela primeira vez naquela noite, sua voz estava firme. — A ansiedade sumiu. É como se você tivesse reiniciado o meu sistema.

— O mundo lá fora continua o mesmo, Louis — lembrou ela com cautela. — Amanhã as pressões ainda estarão lá.

— Eu sei — ele concordou, fechando os olhos e descansando a cabeça no ombro dela. — Mas agora eu sei que, não importa o quão barulhento o mundo fique, eu tenho o meu silêncio doce aqui com você. Eu sei que posso voltar para este lugar e ser curado.

S/n sorriu, sentindo o peso relaxado do corpo dele contra o seu. Louis Partridge, o ator que encantava multidões, era, naquele momento, apenas o seu Louis. Um homem que não tinha medo de ser pequeno para se tornar gigante novamente.

— Durma, meu amor — sussurrou ela. — Eu vou estar aqui quando você acordar.

— Eu te amo, S/n. Mais do que qualquer roteiro poderia descrever.

— Eu também te amo, Louis.

Enquanto o sono finalmente o vencia, S/n permaneceu acordada por mais alguns minutos, velando o sono do namorado. Ela pensava no que ele havia dito sobre o "gosto doce". Ela sorriu para a escuridão, percebendo que, para ela, o gesto também tinha um sabor: o sabor da entrega absoluta.

Naquela noite, não houve pesadelos. Não houve flashes de câmeras ou gritos de fãs. Houve apenas o som da chuva que começava a cair lá fora, batendo suavemente no vidro da janela, e a respiração sincronizada de dois corações que haviam descoberto que a cura para a alma muitas vezes reside nos gestos mais simples, mais puros e mais corajosos de afeto.

Louis dormia com um leve sorriso nos lábios, a covinha finalmente visível, enquanto S/n o abraçava, sentindo-se a mulher mais afortunada do mundo por ser o porto seguro de um coração tão nobre. O doce alento da calmaria havia chegado, e ali, naquele casulo de amor, nada mais importava.