Voltar ao resumo

Gay love

O Santuário Proibido e o Xeque-Mate do Coração

A nona noite carregava um peso diferente. Não era apenas o desejo acumulado de uma semana de excessos, mas a sensação de que as paredes do quarto de Luiz haviam ficado pequenas demais para a imensidão do que eles estavam construindo. Quando Luiz guiou Lizanes pelo corredor, passando pela porta de seu próprio quarto e parando diante da imponente porta de madeira escura no fim do corredor, o loiro sentiu um frio na espinha.

— Luiz, esse é... — Lizanes hesitou, a voz falhando enquanto olhava para a maçaneta dourada.

— O quarto dos meus pais — completou Luiz, um sorriso de lado, quase pecaminoso, iluminando seu rosto bronzeado. — Eles só voltam depois de amanhã. O colchão é melhor, o espaço é maior e... tem algo especial que eu comprei para nós hoje.

Luiz abriu a porta, revelando um ambiente luxuoso, com cheiro de lavanda e madeira cara. No centro, uma cama king-size com lençóis de seda negra parecia um altar para o que estava por vir. Sobre a colcha, havia uma caixa pequena, decorada com ilustrações provocantes.

— Um jogo? — perguntou Lizanes, aproximando-se da cama e pegando a caixa. — "Desafios do Prazer: Edição para Casais". Luiz, você não existe.

— Achei que a gente precisava de uma estrutura para a nossa "revisão de biologia" de hoje — Luiz brincou, aproximando-se por trás e colando o corpo ao dele. — Cada carta é um desafio. Quem perder, obedece. Quem ganhar... bom, quem ganhar recebe o que quiser.

Lizanes sentiu o volume de Luiz já rígido contra suas nádegas, mesmo por cima das roupas. Ele se virou nos braços do moreno, os olhos castanhos brilhando com o desafio.

— Eu nunca perco, Luiz.

— Veremos, loirinho.

Eles se sentaram no tapete felpudo aos pés da cama. Luiz tirou a primeira carta.

— "O perdedor deve despir o vencedor usando apenas os dentes". — Luiz leu, a voz grave vibrando no ar. — O desafio é: quem conseguir manter o contato visual por mais tempo sem piscar.

Eles se encararam. O castanho escuro de Luiz contra o castanho mel de Lizanes. O silêncio era absoluto, quebrado apenas pela respiração pesada de ambos. Lizanes tentou resistir, mas a intensidade do olhar de Luiz, carregada de uma possessividade que o despia antes mesmo do toque, foi demais. Ele piscou.

— Ganhei — sussurrou Luiz, um brilho vitorioso no olhar. — Tira minha camisa. Com os dentes.

Lizanes se ajoelhou entre as pernas de Luiz. Com o coração martelando, ele se aproximou, prendendo a barra da camiseta preta de Luiz entre os dentes e puxando-a lentamente para cima. O cheiro da pele bronzeada de Luiz, levemente salgada e quente, invadiu seus sentidos. Enquanto subia o tecido, Lizanes roçava a ponta do nariz e os lábios nos músculos definidos do abdômen do moreno, ouvindo os rosnados baixos de aprovação que escapavam de Luiz.

Quando a camisa finalmente foi jogada de lado, Luiz não esperou pela próxima carta. Ele puxou Lizanes para cima da cama, derrubando-o nos lençóis de seda.

— Minha vez de jogar — disse Luiz, ignorando o baralho. — O desafio agora é ver quanto tempo você aguenta sem gritar meu nome.

Luiz não perdeu tempo com preliminares sutis. Ele abriu o zíper da calça de Lizanes com uma urgência bruta, livrando o loiro de suas roupas em movimentos rápidos. Quando ambos estavam nus, a visão era de tirar o fôlego. Luiz, com sua pele bronzeada e cabelos pretos bagunçados, parecia um deus antigo sobre a pele alva e delicada de Lizanes.

— Abre para mim, loirinho — comandou Luiz.

Lizanes obedeceu, sentindo-se completamente vulnerável naquele quarto que exalava autoridade. Luiz se posicionou e, com um movimento firme e carregado de desejo, colocou o pau dentro de Lizanes sem aviso.

— Porra, Luiz! — o grito escapou antes que Lizanes pudesse conter.

— Você perdeu o desafio — provocou Luiz, começando a se mover com estocadas longas e profundas que faziam a cama de casal ranger contra a parede. — Agora você é meu escravo pelo resto da noite.

O ritmo era frenético. Luiz segurava os pulsos de Lizanes acima da cabeça, prendendo-o contra a seda negra enquanto o possuía com uma fome que parecia querer fundir seus corpos. Lizanes arqueava as costas, as pernas envoltas na cintura de Luiz, sentindo cada centímetro do moreno preenchê-lo. O prazer era tão intenso que beirava a dor, uma eletricidade que percorria sua coluna e explodia em sua mente.

— Você gosta assim, não gosta? — perguntou Luiz, a voz falhando enquanto o suor pingava de seu rosto no peito de Lizanes. — Gosta de sentir como eu te preencho?

— Sim... mais, Luiz, por favor, mais! — Lizanes implorava, a cabeça balançando de um lado para o outro.

Luiz mudou a posição, puxando Lizanes para o seu colo enquanto permanecia sentado. Agora, o loiro tinha o controle do ritmo, descendo e subindo no pau de Luiz com uma luxúria que surpreendeu o próprio moreno. Lizanes gemia alto, sem se importar se alguém pudesse ouvir, entregue ao momento, ao calor e ao cheiro de Luiz.

— Você está quase lá, não está? — Luiz murmurou, as mãos apertando as nádegas de Lizanes, guiando o movimento.

— Eu vou... eu vou... — Lizanes não conseguia terminar a frase.

Luiz acelerou o movimento final, uma mão descendo para estimular Lizanes enquanto a outra o segurava firme pela nuca, trazendo-o para um beijo profundo e desesperado. Em um espasmo violento, Lizanes gozou nele, o líquido quente sujando o abdômen de ambos, enquanto seu corpo tremia em ondas de êxtase. Segundos depois, Luiz soltou um rosnado animal e gozou dentro de Lizanes, sentindo a pulsação do loiro ao seu redor, uma conexão tão profunda que parecia transcendental.

Eles desabaram nos lençóis de seda, os corações batendo como tambores em uma guerra que finalmente havia encontrado a paz. O silêncio do quarto dos pais de Luiz agora era preenchido apenas pelo som das respirações recuperadas.

Depois de alguns minutos, Luiz se levantou, mas não para se vestir. Ele foi até a mochila que havia deixado no canto do quarto e voltou com uma pequena caixa de veludo azul. Lizanes, ainda tentando recuperar o fôlego, observou-o com curiosidade.

— O jogo acabou, Luiz? — perguntou o loiro, a voz rouca.

Luiz se sentou ao lado dele, a expressão séria, algo que Lizanes raramente via naquele rosto sempre tão confiante e brincalhão.

— Na verdade, Lizanes... eu cansei de jogos — começou Luiz, abrindo a caixinha para revelar dois anéis de prata simples e elegantes. — Essa semana foi a melhor da minha vida. Eu achei que queria apenas alguém para passar o tempo, mas eu percebi que não quero passar meu tempo com mais ninguém além de você.

Lizanes sentiu as lágrimas arderem em seus olhos castanhos. A vulnerabilidade de Luiz era o golpe final em suas defesas.

— Eu não quero que você saia por aquela porta e eu tenha que inventar desculpas sobre "biologia" — continuou Luiz, segurando a mão de Lizanes. — Eu quero que você seja meu. De verdade. Na frente de todo mundo. Lizanes, você quer namorar comigo?

O loiro não conseguiu responder com palavras imediatamente. Ele apenas se atirou nos braços de Luiz, escondendo o rosto em seu pescoço enquanto assentia freneticamente.

— Sim, sim, mil vezes sim — soluçou Lizanes, rindo entre as lágrimas.

Luiz deslizou o anel no dedo de Lizanes e deixou que o loiro fizesse o mesmo com ele. Eles se deitaram novamente, agora não apenas como dois corpos em busca de prazer, mas como algo muito mais sólido.

— Sabe de uma coisa? — disse Lizanes, olhando para o anel brilhando sob a luz da lua.

— O quê? — perguntou Luiz, abraçando-o por trás.

— Eu acho que tirei nota dez nessa matéria de anatomia.

Luiz riu, beijando o ombro de seu agora namorado.

— Nota dez é pouco, loirinho. Você ganhou o diploma com honras. E a melhor parte é que as aulas práticas acabaram de se tornar permanentes.

Sob o teto proibido do quarto dos pais, entre lençóis de seda e promessas de prata, a semana de luxúria se transformou na primeira noite de uma vida inteira. O jogo havia terminado, e ambos haviam saído vencedores.