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Sinfonia de Carne e Vapor sob o Luar

A água da piscina de borda infinita ainda ondulava, enviando pequenos círculos concêntricos que se perdiam no horizonte iluminado de Los Angeles. O corpo de Elena Hayes estava em chamas, uma contradição deliciosa com a brisa noturna que soprava sobre a superfície aquecida. Julian Vance não era apenas um homem; ele era uma força da natureza que a consumia, e ali, prensada contra o vidro temperado da borda, ela sentia que o mundo inteiro poderia vê-los, mas a única coisa que importava era o peso dele contra suas costas.

Julian deslizou as mãos molhadas pela cintura de Elena, subindo até alcançar seus seios agora completamente livres do biquíni de seda branca que jazia em algum lugar no fundo da piscina. Ele apertou a carne macia, seus polegares provocando os mamilos que já estavam sensíveis e eretos. Elena soltou um gemido baixo, a testa encostada no vidro frio, enquanto sentia a rigidez de Julian renascer contra suas nádegas.

— Você achou que eu tinha terminado com você, Elena? — sussurrou Julian, sua voz uma vibração profunda que ela sentia em seus ossos. — Eu disse que a noite estava apenas começando.

— Julian... eu não sei se minhas pernas podem me segurar — ofegou ela, sentindo um novo formigamento começar entre suas coxas.

— Elas não precisam segurar você. Eu seguro — respondeu ele, virando-a de frente para ele com uma agilidade surpreendente dentro da água.

Ele a ergueu, sentando-a no parapeito estreito de mármore que margeava a parede de vidro. Elena estava agora em uma posição vulnerável e gloriosa, com as pernas abertas e o peito à altura dos olhos de Julian. A luz da lua transformava as gotas de água em sua pele em pequenos diamantes, e ele parecia um devoto diante de um altar profano.

— Olhe para você — murmurou Julian, passando a língua pelo sulco entre os seios dela. — Você é o pecado mais bonito que eu já cometi.

Ele desceu o rosto, beijando o abdômen dela, sentindo os músculos de Elena se contraírem a cada toque. Quando ele alcançou a junção de suas coxas, Elena arqueou as costas, as mãos enterradas nos cabelos úmidos dele, puxando-o para mais perto. Julian não hesitou. Ele usou a língua com uma precisão devastadora, explorando cada dobra, cada centímetro de sua intimidade que brilhava sob a luz prateada.

— Ah, meu Deus! Julian! — O grito de Elena foi levado pelo vento, um som de puro êxtase que ecoou pela propriedade isolada.

Ela sentia as ondas de prazer retornarem com uma força redobrada. O contraste entre o ar fresco da noite e o calor da boca dele era quase insuportável. Julian a devorava com uma fome que parecia insaciável, suas mãos segurando as coxas dela com firmeza, mantendo-a aberta e exposta ao seu desejo.

— Mais... por favor, mais — implorou ela, o quadril movendo-se em um ritmo involuntário, buscando o contato total.

Julian parou por um segundo, olhando para cima. Seu rosto estava marcado pela luxúria, os olhos escuros e intensos.

— Eu quero sentir você de todos os jeitos possíveis esta noite — disse ele, levantando-se e puxando-a para fora da água.

Eles saíram da piscina, a água escorrendo de seus corpos nus e criando uma trilha no deck de madeira escura. Julian não a levou para dentro; em vez disso, ele a conduziu até a espreguiçadeira de couro macio que ficava sob a pérgula. Ele a deitou ali, a pele dela contrastando violentamente com o material escuro.

Elena tentou se cobrir instintivamente, suas mãos buscando esconder o que restava de sua modéstia, mas Julian segurou seus pulsos e os prendeu acima da cabeça dela com apenas uma das mãos.

— Não se esconda de mim. Nunca — ordenou ele.

Com a mão livre, ele começou a acariciá-la de cima a baixo, seus dedos mapeando as curvas que ele conhecia tão bem, mas que pareciam novas a cada toque. Ele se posicionou entre as pernas dela, seu membro pulsando com uma urgência que fazia o ar parecer pesado.

— Você quer que eu pare? — perguntou ele, embora soubesse a resposta.

— Se você parar, eu morro — respondeu Elena, seus olhos fixos nos dele, desafiando-o a continuar.

Julian sorriu, um sorriso predatório e carregado de promessas. Ele entrou nela com um único impulso poderoso, preenchendo-a de uma forma que a fez perder o fôlego. O som do impacto de seus corpos era nítido no silêncio da noite, um ritmo carnal que ditava a música daquele momento.

— Você é minha — rosnou ele, as estocadas tornando-se rápidas e profundas. — Diga.

— Eu sou sua... toda sua, Julian! — Elena gritava, sem se importar se alguém pudesse ouvir. O prazer era uma chama que a consumia de dentro para fora.

Ele a soltou e apoiou as mãos ao lado da cabeça dela, aumentando a intensidade. A cada movimento, Elena sentia que estava sendo levada ao limite de sua sanidade. O suor misturava-se com a água da piscina que ainda não havia secado, criando uma película escorregadia entre eles. O cheiro de sexo, cloro e o perfume cítrico de Julian preenchia seus sentidos.

Julian mudou o ângulo, elevando as pernas de Elena sobre seus ombros, permitindo uma penetração ainda mais profunda. Ela sentia cada nervo de seu corpo vibrar. O clímax estava chegando como uma tempestade no horizonte, inevitável e devastador.

— Julian, agora! Eu vou... eu vou explodir! — Ela gemeu, as unhas cravando-se nos braços musculosos dele.

— Juntos, Elena. Agora! — Ele respondeu, a voz falhando enquanto ele perdia o controle.

O mundo desapareceu em uma explosão de cores e sensações. Elena sentiu as paredes de seu corpo se contraírem em espasmos rítmicos, enquanto Julian soltou um rugido de triunfo, seu corpo retesando-se enquanto ele se entregava completamente a ela. Eles ficaram ali, ofegantes, o único som sendo a respiração pesada um do outro e o barulho distante da cidade que nunca dorme.

Julian desabou sobre ela com cuidado, escondendo o rosto em seu pescoço, sentindo o pulsar acelerado da artéria carótida dela. Ele deixou beijos suaves na pele suada, uma ternura súbita que sempre seguia suas sessões mais intensas.

— Você está bem? — perguntou ele, a voz agora suave.

— Eu estou... flutuando — murmurou ela, os olhos ainda fechados, um sorriso de pura satisfação nos lábios.

Ele se afastou o suficiente para olhar em seus olhos.

— O biquíni foi uma boa ideia, não foi? — provocou ele, um brilho travesso voltando ao seu olhar.

— Foi uma tortura — corrigiu ela, rindo baixo — mas a recompensa valeu cada segundo de vergonha.

Julian levantou-se e ofereceu a mão para ela.

— Venha. O chuveiro externo tem jatos de massagem que você vai adorar. E eu ainda não terminei de explorar como você reage ao calor.

Elena aceitou a mão dele, levantando-se com as pernas ainda um pouco trêmulas. Ela olhou para a piscina, onde a seda branca do biquíni boiava como uma bandeira de rendição. Ela não precisava mais dele. Sob o céu de Los Angeles, envolvida pelos braços de Julian, ela nunca se sentira tão despida, mas também nunca se sentira tão poderosa.

Eles caminharam em direção ao chuveiro de pedra, onde a água quente começou a cair em uma cascata relaxante. Mas assim que Julian a puxou para baixo do jato e suas mãos começaram a ensaboar o corpo dela com uma lentidão provocante, Elena soube que o relaxamento teria que esperar. A noite ainda era jovem, e Julian Vance tinha muitos outros planos para ela.