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Seda, Vidro e o Limite do Proibido

A manhã seguinte em Los Angeles nasceu sob uma névoa dourada, mas para Julian Vance e Elena Hayes, o tempo parecia ter estagnado naquela bolha de luxúria e excessos. Após uma madrugada de entrega total, Julian decidiu que o jogo de poder e provocação estava longe de terminar. Ele havia passado o dia em reuniões remotas em seu escritório de carvalho, mas sua mente estava presa à imagem de Elena flutuando na piscina. Para a segunda noite, ele não aceitaria nada menos que a rendição absoluta dela.

Elena estava no closet da suíte master, o vapor do banho ainda perfumando o ar com notas de baunilha e sândalo. Sobre a otomana de veludo, um novo pacote de uma boutique exclusiva de Beverly Hills repousava. Ao abri-lo, ela sentiu o sangue subir para as maçãs do rosto. Se o biquíni branco da noite anterior era uma provocação, o que estava em suas mãos agora era uma declaração de guerra sensorial. Era um conjunto de micro-fios em tom bordô profundo, quase da cor de vinho tinto. O tecido não passava de pequenos triângulos de renda francesa, tão minúsculos que caberiam na palma de sua mão. As tiras eram elásticos invisíveis, projetados para desaparecer contra a pele.

— Ele só pode estar brincando — sussurrou ela para o próprio reflexo.

Ao vestir a peça, Elena percebeu que a cobertura era meramente ilustrativa. O top mal cobria a base de seus seios, deixando a maior parte da curvatura inferior e as aréolas latentes à mostra. A parte de baixo era um desafio à gravidade; um fio-dental tão baixo que exigia que ela se depilasse com perfeição milimétrica, revelando cada contorno de seus quadris e a curva perigosa de seu monte de vênus.

Lá fora, a lua já ocupava seu trono. Julian a esperava à beira da piscina, mas desta vez, ele havia preparado o cenário. Tochas de fogo real ladeavam a área gourmet, e a água da piscina exalava um vapor denso sob a luz rubra dos LEDs submersos.

Quando Elena deslizou a porta de vidro, o som do motor da cidade lá embaixo pareceu silenciar. Ela caminhava com passos incertos, os braços cruzados sobre o peito em uma tentativa fútil de esconder o que o bordô escandaloso revelava.

— Julian... — a voz dela saiu como um suspiro quebrado.

Julian, vestindo apenas um robe de seda preta entreaberto que deixava seu abdômen definido à mostra, virou-se lentamente. Ele segurava um charuto apagado entre os dedos, mas seus olhos queimavam com um fogo mais intenso que qualquer chama.

— Aproxime-se, Elena. Quero ver se o meu investimento em seda valeu a pena.

— É pequeno demais, Julian. Eu sinto como se estivesse nua. — Ela parou a dois metros dele, as mãos pressionadas contra os seios, tentando fechar o tecido que insistia em escorregar.

— Esse é o objetivo — disse ele, caminhando em direção a ela com a elegância de um predador. — Eu quero que você se sinta exposta. Quero que cada brisa que toque sua pele lembre você de que eu sou o único que pode cobri-la. Tire as mãos.

— Por favor, Julian... as luzes estão fortes.

— Tire. As. Mãos. — A ordem foi dada em um tom baixo, carregado de uma autoridade que fez o ventre de Elena se contrair em um espasmo de antecipação.

Ela obedeceu. Lentamente, seus braços caíram ao lado do corpo. O biquíni bordô era tão escasso que, sob a luz das tochas, ela parecia pintada com sangue e desejo. Os mamilos, reagindo ao ar fresco e ao olhar intenso de Julian, romperam a barreira da renda fina, apontando para ele como pequenos botões de urgência.

Julian soltou um suspiro pesado, o maxilar travado. Ele estendeu a mão e tocou a tira lateral da calcinha, um fio tão fino que parecia prestes a arrebentar sob sua força.

— Você está maravilhosa, Elena. Tão indecente que dói olhar.

Ele a conduziu para a água, mas não para a parte rasa. Ele a levou para a jacuzzi acoplada, onde os jatos de alta pressão já criavam uma turbulência de bolhas e calor. À medida que entravam, a água quente subia pelas pernas dela, atingindo a fenda entre suas coxas e arrancando-lhe um gemido súbito.

— A água está... tão quente — ofegou ela, sentindo o calor do líquido se misturar ao calor que emanava de dentro de si.

— Não tanto quanto você — respondeu Julian, puxando-a para o seu colo dentro da jacuzzi.

Elena sentiu o robe de Julian flutuar ao redor deles antes de ele descartá-lo no deck. Agora, era pele contra pele. Ela sentia a textura áspera dos pelos do peito dele contra seus seios sensíveis. Julian segurou o rosto dela com as duas mãos, forçando-a a olhar em seus olhos enquanto ele começava a mover os quadris sob a água.

— Sente isso, Elena? Sente o quanto eu quero você?

— Sim... ah, Julian, sim! — Ela envolveu o pescoço dele, as unhas cravando-se nos ombros largos enquanto ele a beijava com uma possessividade selvagem.

As línguas se entrelaçavam em uma batalha por domínio, enquanto as mãos de Julian desciam para a parte de baixo do biquíni. Com um movimento bruto, ele não desamarrou as tiras; ele as rompeu. O som do elástico estalando foi abafado pelo borbulhar da água. O biquíni bordô agora era apenas um pedaço de pano inútil flutuando entre eles.

— Agora você é minha — rosnou ele contra o ouvido dela. — Sem barreiras. Sem seda. Apenas você e eu.

Julian a ergueu levemente e a posicionou sobre seu membro ereto, que pulsava com uma necessidade desesperada. Elena soltou um grito agudo quando ele a penetrou de uma vez só, o calor da água intensificando a sensação de preenchimento a um nível quase insuportável.

— Ah, meu Deus! É demais... Julian, é muito! — Ela arqueou as costas, os seios balançando livremente sob a luz da lua, as gotas de água escorrendo por sua pele como suor.

— Aguente, Elena. Sinta cada centímetro — disse ele, segurando-a pela cintura e ditando um ritmo frenético.

A jacuzzi era um caldeirão de luxúria. O som da água sendo chicoteada pelos movimentos rítmicos de Julian misturava-se aos gemidos constantes de Elena. Ele a puxava para baixo a cada estocada, garantindo que a conexão fosse a mais profunda possível. A pressão dos jatos de massagem contra as costas dela e contra sua intimidade criava uma sobrecarga sensorial que a fazia ver flashes de luz branca.

— Eu vou... eu vou chegar lá, Julian! Eu não consigo segurar! — Ela gritava, a cabeça jogada para trás, o pescoço exposto.

— Não segure. Quero que você exploda aqui, nos meus braços, sob este céu.

Julian aumentou a velocidade, suas mãos agora apertando as nádegas de Elena, puxando-a contra si com uma força que beirava a violência erótica. Ele podia sentir as paredes internas dela se contraindo, abraçando-o com uma força incrível, sinalizando que o fim estava próximo.

Elena atingiu o clímax com um grito que rasgou a noite de Los Angeles. Seu corpo inteiro estremeceu, e ela se agarrou a Julian como se ele fosse sua única âncora em um mar revolto. O prazer era tão intenso que ela sentiu as lágrimas arderem em seus olhos. Segundos depois, com um rosnado gutural, Julian seguiu-a, seu corpo retesando-se enquanto ele se derramava dentro dela, cada estocada final sendo um tributo à sua capitulação.

Eles ficaram ali, envoltos pelo vapor e pelo silêncio que se seguiu, os corações batendo tão forte que pareciam um só. A água da jacuzzi continuava a borbulhar, mas o fogo entre eles havia sido temporariamente saciado.

— Você... você rasgou o biquíni — sussurrou Elena, a voz rouca, a cabeça apoiada no ombro dele.

— Eu compro outro — disse Julian, beijando o topo da cabeça dela. — Um ainda menor. Se é que isso é possível.

Ele a tirou da água, envolvendo-a em uma toalha felpuda e aquecida, mas não a levou para o quarto. Ele a sentou na mesa de mármore da área externa, abrindo uma garrafa de champanhe gelado que estava à espera em um balde de gelo.

— Beba — ordenou ele, oferecendo a taça. — Você vai precisar recuperar as energias.

Elena tomou um gole longo, sentindo as bolhas geladas contrastarem com o calor de seu corpo. Ela olhou para Julian, que agora estava de pé diante dela, nu e magnífico sob o luar, sem qualquer traço de cansaço.

— O que você está planejando agora? — perguntou ela, um sorriso desafiador começando a surgir em seus lábios.

Julian aproximou-se, colocando as mãos entre as pernas dela, afastando a toalha para revelar a pele ainda rosada e sensível.

— Eu tenho uma suíte com paredes de vidro que dá para toda a cidade, Elena. E eu quero ver como você fica quando o sol começar a nascer e eu ainda estiver dentro de você.

Ele a pegou no colo, carregando-a como se ela não pesasse nada. Elena envolveu as pernas na cintura dele, sentindo o desejo renascer com uma força renovada. Ela sabia que a noite de Julian Vance nunca terminava na primeira rodada.

Ao entrarem na suíte, ele a colocou contra o vidro frio da janela panorâmica. O contraste térmico a fez estremecer, mas o calor das mãos de Julian logo a envolveu. Ele começou a beijar suas costas, descendo pela coluna até alcançar a base de seu quadril.

— Você é minha obra de arte, Elena. E eu sou um homem muito ganancioso.

As horas seguintes foram um borrão de movimentos coreografados pelo desejo. Julian a explorou em cada canto daquele quarto luxuoso — na poltrona de couro, no tapete de pele de carneiro e, finalmente, na imensa cama king-size. Cada vez que ela achava que tinha atingido seu limite, ele encontrava uma nova forma de fazê-la implorar por mais.

Quando os primeiros raios de sol começaram a pintar o horizonte de laranja e púrpura, Julian estava novamente atrás dela, suas mãos firmes em seus quadris enquanto eles observavam o despertar da cidade. A luz da manhã revelava cada marca de dente, cada arranhão de paixão em suas peles.

— Olhe para o mundo, Elena — sussurrou ele, o ritmo de seus corpos agora lento e hipnótico. — Eles estão começando o dia, enquanto nós acabamos de conquistar a noite.

Elena fechou os olhos, entregando-se ao ritmo final. Ela não era apenas uma mulher em um biquíni minúsculo ou uma conquista de uma noite. Naquele momento, sob o sol nascente de Los Angeles, ela era o centro do universo de Julian Vance, e não havia lugar no mundo onde ela preferisse estar.

O clímax final veio com a luz do dia, suave e duradouro, deixando-os finalmente exaustos e em paz nos lençóis de seda egípcia. Julian a puxou para perto, cobrindo-os, enquanto o silêncio da manhã se instalava.

— Amanhã — murmurou ele, quase dormindo — eu quero ver você de azul.

Elena sorriu, fechando os olhos. Ela mal podia esperar para ver o quão pequeno aquele azul seria.