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hot jikook

O Ritmo da Raiva e o Sabor do Pecado

O som do trap nacional ecoava pelas paredes revestidas de isolamento acústico da cobertura de Jungkook, as batidas graves fazendo o chão de porcelanato vibrar sob os pés de Jimin. Era sábado à noite, e o clima entre os dois estava carregado com uma eletricidade perigosa. Jimin não tinha vindo para uma conversa mansa; ele estava com raiva. Raiva porque Jungkook passara a semana mergulhado em reuniões, raiva porque o moreno mal respondera suas mensagens provocativas, e, principalmente, raiva porque sabia que Jungkook adorava vê-lo naquele estado de fúria contida.

Jimin estava encostado no balcão da cozinha americana, vestindo apenas uma camiseta larga da Grizzly que mal cobria suas coxas grossas e uma calça de moletom caída nos quadris. Ele segurava um copo de cristal com whisky e gelo, observando Jungkook, que estava sentado no sofá de couro, fumando um baseado de *lemon haze* que perfumava o ambiente com um aroma cítrico e denso.

— Você acha que pode me ignorar a semana toda e depois me chamar aqui como se nada tivesse acontecido? — Jimin perguntou, a voz saindo em um tom baixo, perigoso, antes de virar o resto do whisky de uma vez.

Jungkook soltou a fumaça lentamente, os olhos escuros brilhando com um divertimento cruel. Ele estava sem camisa, exibindo o peitoral marcado e as tatuagens que pareciam ganhar vida sob a iluminação neon roxa da sala.

— Eu não te chamei aqui para discutir agenda, Jimin — Jungkook disse, a voz rouca provocando arrepios no loiro. — Eu te chamei porque sabia que você ia chegar exatamente assim: com essa cara de quem quer me matar e essa bunda gigante implorando por um tapa.

Jimin largou o copo com força no balcão e caminhou em direção ao sofá. Ele não parou até estar entre as pernas abertas de Jungkook. Ele agarrou o rosto do moreno, cravando as unhas curtas na mandíbula definida.

— Você é um desgraçado, Jeon Jungkook.

— E você está louco para sentar nesse desgraçado, não está? — Jungkook rebateu, soltando o baseado no cinzeiro e agarrando a cintura de Jimin, puxando-o para cima de seu colo com uma brutalidade possessiva. — Eu vi nas suas postagens, Jimin. Vi o gif que você postou, aquela foto do seu piercing... você estava me chamando.

Jimin não respondeu com palavras. Ele atacou os lábios de Jungkook em um beijo que era pura agressão, uma disputa de línguas e dentes que buscava punição. Jungkook rosnou, as mãos grandes descendo para apertar a bunda de Jimin por cima do moletom, sentindo a maciez da carne que ele tanto cobiçava.

— Tira essa calça — Jungkook ordenou entre o beijo. — Agora.

Jimin se afastou apenas o suficiente para se livrar do moletom, revelando que não usava nada por baixo. A visão de sua pele alva, contrastando com o preto do sofá, fez o membro de Jungkook pulsar dolorosamente contra o jeans. O loiro se posicionou, sentando-se sobre o colo de Jungkook, mas ele não se moveu. Ele apenas encarou o moreno com um olhar de puro desprezo fingido.

— O que foi? — Jungkook perguntou, as mãos subindo para apertar os mamilos de Jimin, que ostentavam pequenos piercings de prata. — Perdeu a coragem, loirinho?

— Eu vou te mostrar quem tem coragem aqui — Jimin sussurrou, a voz carregada de uma promessa sombria.

Ele se impulsionou para cima e desceu de uma vez, engolindo o comprimento de Jungkook sem qualquer hesitação. O grito de prazer de Jimin foi abafado pelo som do grave da música que falava sobre "sentar com raiva". E era exatamente isso que ele estava fazendo.

Jimin começou a cavalgar com uma fúria primitiva. Seus movimentos eram rápidos, agressivos, cada descida acompanhada pelo som úmido da carne se chocando. Ele não estava sendo carinhoso; ele estava descontando cada hora de espera, cada mensagem visualizada e não respondida.

— Porra, Jimin! — Jungkook exclamou, as veias de seu pescoço saltando enquanto ele segurava o quadril do loiro para tentar ditar o ritmo, mas Jimin o empurrou de volta contra o encosto do sofá.

— Não! — Jimin rosnou, os fios loiros grudados na testa pelo suor. — Hoje eu mando. Hoje você só serve de apoio para o meu prazer.

Jimin rebolava com uma força que fazia o sofá ranger. Ele jogava o corpo para o lado, olhando para a parede de vidro da cobertura, fingindo que o prazer não o estava destruindo por dentro.

— Olha pra mim quando estiver me apertando assim! — Jungkook comandou, desferindo um tapa estalado na nádega direita de Jimin. — Para de fingir que não está gozando mentalmente a cada estocada minha.

— *Personnalité*, Jungkook — Jimin provocou, soltando um gemido em francês que fez o moreno perder a linha. — Você gosta dessa minha pose de intocável enquanto eu te uso, não gosta?

— Eu gosto de ver você perdendo essa pose — Jungkook rebateu, invertendo as posições com uma agilidade surpreendente.

Em um segundo, Jimin estava deitado de costas no sofá, as pernas grossas abertas e jogadas para o ar, enquanto Jungkook se posicionava entre elas. O moreno não perdeu tempo. Ele começou a estocar com uma violência que fez Jimin perder o fôlego, cada movimento focado em atingir o fundo do loiro.

— Você quer sentar com raiva? — Jungkook perguntou, a voz saindo em um rosnado animal. — Então aguenta o meu revide.

O ritmo tornou-se insano. O quarto parecia uma *rave* particular, com as luzes neon piscando no ritmo da batida do trap. Jungkook era um animal tatuado, possuindo Jimin com uma fome que parecia insaciável. Ele mordia os lábios de Jimin, puxava seus cabelos e distribuía tapas que deixavam marcas vermelhas na pele pálida.

— Mais... mais forte, Jungkook! — Jimin gritava, as unhas cravadas nos ombros do moreno. — Me quebra! Me faz esquecer meu nome!

— Eu vou te fazer lembrar do meu nome a cada passo que você der amanhã — Jungkook disse, puxando Jimin para que ele ficasse de quatro no sofá, a bunda empinada para o vidro que mostrava toda a cidade de Seul. — Olha lá fora, Jimin. Olha como você está agora. Uma cadelinha safada de piercing no peito, sendo fodida pelo rapper que você diz que odeia, mas que não vive sem.

Jungkook entrou por trás, uma estocada tão profunda que Jimin sentiu o impacto em seu estômago. Ele começou a se mover com um vigor renovado, as mãos apertando a cintura de Jimin até os dedos deixarem marcas roxas.

— Geme pra mim, Jimin! — Jungkook exigiu. — Geme em francês, geme em coreano, geme do jeito que você quiser, mas deixa eu ouvir o quanto você está sendo preenchido!

Jimin soltou um grito gutural, a cabeça pendendo para frente enquanto Jungkook o massacrava. O prazer era tão intenso que o loiro começou a chorar involuntariamente, um choro de puro êxtase. Ele sentia cada veia do pau de Jungkook, cada movimento que parecia dilatá-lo além do possível.

— Eu vou... eu vou gozar! — Jimin avisou, a voz falhando, as pernas tremendo tanto que ele mal conseguia se manter de joelhos.

— Goza pra mim, loirinho! — Jungkook respondeu, aumentando a velocidade para um nível sobre-humano. — Goza enquanto eu te mostro quem é o dono dessa bunda!

Jimin atingiu o ápice de forma violenta, o sêmen espirrando no couro do sofá e em suas próprias mãos. Ele sentiu as paredes internas de seu corpo se contraírem desesperadamente ao redor de Jungkook, um aperto tão forte que foi o gatilho final para o moreno.

Jungkook rosnou, as costas arqueando enquanto ele descarregava jatos quentes e intermináveis dentro de Jimin. Ele não parou de se mover até que a última gota fosse expelida, enterrando-se o mais fundo possível, querendo marcar o interior de Jimin para sempre.

Eles ficaram ali, emaranhados, o som da música agora mais baixo, apenas as respirações pesadas preenchendo o espaço. Jungkook desabou sobre as costas de Jimin, o rosto enterrado na nuca suada do loiro.

— Você... você é um animal — Jimin sussurrou, a voz rouca e exausta.

Jungkook deu uma risada baixa, beijando a marca de mordida que ele mesmo deixara no ombro de Jimin.

— E você é a minha cavalona favorita. Sabe que eu me amarro nessa sua marra, mas na hora H, você vira um picolé na minha mão.

Jimin se virou com dificuldade, sentindo o líquido quente escorrer por suas pernas. Ele olhou para Jungkook, que agora acendia outro baseado com uma calma irritante.

— Eu ainda estou com raiva de você — Jimin disse, embora o sorriso em seus lábios o traísse.

— Eu sei — Jungkook respondeu, passando o baseado para Jimin. — Por isso que foi tão bom. Pode vir com raiva sempre, Jimin. Eu tenho o remédio certo para essa sua vitamina.

Jimin deu uma tragada longa, sentindo o efeito do *haze* relaxar seus músculos doloridos. Ele olhou para o próprio corpo marcado, para a camiseta da Grizzly jogada no chão e para o homem tatuado à sua frente.

— Sábado que vem, a gente faz doze horas de novo? — Jimin perguntou, arqueando uma sobrancelha.

Jungkook sorriu, um brilho perverso nos olhos.

— Se você trouxer essa calcinha de oncinha que eu sei que você tem guardada... a gente faz o final de semana inteiro.

Jimin riu, puxando Jungkook para um abraço suado. Ele sabia que aquela dinâmica viciante, feita de raiva, trap e possessividade, era a única coisa que realmente o fazia se sentir vivo. E Jungkook, observando o loiro em seus braços, sabia que tinha o mundo inteiro naquela cobertura, contanto que Jimin continuasse sentando com aquela raiva deliciosa.