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hot jikook

O Trono de Vidro e Luxúria

O som dos sapatos de grife de Jimin ecoava com uma audácia desnecessária pelos corredores de mármore do último andar da Jeon Enterprises. Ele não tinha uma reunião marcada, não carregava documentos e, certamente, não estava vestido para negócios. Sob o sobretudo de lã bege, ele usava apenas uma camisa de seda branca entreaberta e calças de couro pretas que abraçavam suas coxas grossas de forma indecente.

Ao passar pela mesa da secretária, ele apenas baixou os óculos escuros e deu um sorriso ladino que fez a mulher gaguejar qualquer tentativa de protesto. Ele empurrou as portas duplas da sala da presidência sem bater.

Lá dentro, o cenário era de pura autoridade. Jungkook estava de pé, de costas para a porta, observando a linha do horizonte de Seul através da parede de vidro que ia do chão ao teto. Ele estava sem o paletó, apenas com o colete do terno ajustado ao corpo forte e as mangas da camisa social dobradas até os cotovelos, revelando as tatuagens que subiam por seus braços.

— Eu disse que não queria ser interrompido, Seulgi — Jungkook disse, a voz grave e fria, sem se virar.

— Nem por mim, Kookie? — Jimin perguntou, fechando as portas e girando a tranca com um clique seco que ecoou pelo escritório vasto.

Jungkook estacou. Ele reconheceria aquela voz em qualquer lugar do mundo. Ele se virou lentamente, os olhos escuros percorrendo a figura de Jimin com uma mistura de irritação e um desejo que ele não conseguia — ou não queria — esconder.

— O que você está fazendo aqui, Jimin? Eu tenho uma conferência com investidores de Tóquio em vinte minutos.

Jimin caminhou lentamente até a mesa de carvalho maciço, jogando as chaves e o celular sobre os relatórios de logística. Ele se sentou na borda da mesa, cruzando as pernas de modo que o couro das calças rangesse de forma provocante.

— Vinte minutos é tempo mais do que suficiente para o que eu tenho em mente — Jimin disse, desabotoando o sobretudo e deixando-o escorregar pelos ombros, revelando o quanto a camisa de seda era transparente sob a luz forte do escritório. — Além disso, você me deixou esperando a manhã inteira. Achei que precisava de um incentivo para terminar o dia com mais... energia.

Jungkook soltou um suspiro pesado, mas seus pés já o levavam em direção à mesa. Ele parou entre as pernas abertas de Jimin, as mãos grandes encontrando apoio na borda da mesa, prendendo o loiro em seu espaço pessoal. O cheiro de Jimin — aquele perfume doce misturado com o aroma de pele quente — atingiu Jungkook como um soco.

— Você é um perigo para os meus negócios — Jungkook sibilou, aproximando o rosto do de Jimin até que suas respirações se misturassem. — Você sabe o que eu faço com quem interrompe o meu trabalho?

— Eu espero que você me mostre — Jimin sussurrou, passando os braços pelo pescoço de Jungkook e puxando-o para um beijo faminto, carregado de língua e dentes.

Jungkook rosnou contra os lábios de Jimin, a mão subindo para agarrar a nuca do loiro com força, puxando os fios loiros para trás para expor o pescoço alvo. Ele desceu os beijos para a mandíbula de Jimin, mordendo a pele macia antes de descer para a clavícula.

— Você quer brincar no meu escritório? — Jungkook perguntou, a voz vibrando contra a pele de Jimin. — Então vamos brincar do meu jeito.

Com um movimento brusco, Jungkook limpou a mesa. Notebook, tablets, pastas de couro e canetas tinteiro foram jogados ao chão com um estrondo de metal e plástico. Jimin soltou uma risada curta e excitada enquanto era empurrado de costas para cima da superfície de madeira fria.

— Deita aí e abre essas pernas — Jungkook ordenou, a voz agora desprovida de qualquer paciência.

Ele abriu o cinto e baixou o zíper da calça social, libertando seu membro que já latejava desesperadamente. Jimin, ofegante, puxou as calças de couro para baixo junto com a cueca, revelando a bunda farta e a entrada que já brilhava de antecipação. Ele apoiou as costas na mesa e puxou as coxas contra o peito, oferecendo-se totalmente.

— Olha pra essa porra... — Jungkook murmurou, observando como Jimin ficava obsceno em cima de sua mesa de trabalho. — Você veio preparado, não foi? Já está todo molhado pra mim.

— Eu estava pensando em você desde que acordei, Jungkook — Jimin confessou, a voz falhando enquanto via o tamanho da ereção do moreno. — Me fode logo. Me fode antes que alguém bata nessa porta.

— Deixa baterem — Jungkook disse, segurando as pernas de Jimin com firmeza. — Eu quero que eles ouçam o que eu estou fazendo com você. Quero que saibam quem é que manda nessa porra toda.

Sem mais avisos, Jungkook se posicionou e entrou. Ele não foi gentil. A primeira estocada foi profunda e violenta, fazendo a mesa de carvalho ranger e Jimin soltar um grito que certamente foi ouvido no corredor.

— CARALHO! — Jimin gritou, a cabeça jogada para trás, os olhos revirando. — Jungkook! Puta que pariu!

— Cala a boca e recebe, Jimin! — Jungkook rosnou, começando um ritmo impiedoso.

Ele usava a mesa como apoio para ganhar impulso, enterrando-se em Jimin com uma força que parecia querer atravessar o corpo do loiro. A cada impacto, os objetos que restavam na mesa tremiam. Jimin agarrava as bordas da madeira, os nós dos dedos brancos, enquanto seu corpo era jogado para frente e para trás.

— Você gosta disso, não gosta? — Jungkook perguntou, dando um tapa forte na nádega de Jimin, o som estalado ecoando pelo escritório luxuoso. — Gosta de ser fodido como uma puta na mesa do presidente?

— Eu amo... ah, Deus... mais forte! — Jimin implorava, as pernas tremendo nos ombros de Jungkook. — Me arromba, Jungkook! Me deixa marcado pra eu lembrar de você na reunião!

Jungkook mudou a posição, virando Jimin de costas na mesa, deixando-o de quatro com a bunda empinada na direção da parede de vidro. Qualquer pessoa nos prédios vizinhos com um binóculo teria a visão mais pecaminosa de Seul.

— Olha pra lá, Jimin — Jungkook ordenou, segurando o loiro pelos cabelos e forçando-o a olhar para a cidade lá fora enquanto o penetrava por trás com estocadas longas e pesadas. — Olha o tamanho desse império. Tudo o que você está vendo é meu. Mas você... você é a minha posse favorita.

— Sim... eu sou seu... ah, porra! — Jimin soluçava, o prazer sendo tão intenso que suas pernas começaram a ceder.

Jungkook era um animal. Ele não se importava com o terno caro que agora estava amarrotado, nem com o suor que pingava de seu rosto no edredom de couro da cadeira da presidência que Jimin chutara para o lado. Ele só queria sentir Jimin se contraindo ao redor dele, implorando por mais.

— Você mandou aquela foto ontem... — Jungkook disse, a voz entrecortada pelo esforço físico. — Achou que eu ia esquecer? Eu vou te encher de tanta porra que você vai ter que andar devagar o resto da semana.

— Faz isso! Me enche, Jungkook! — Jimin gritava, a mão descendo para se masturbar freneticamente enquanto o moreno massacrava sua entrada.

O ritmo chegou ao ápice. Jungkook segurou Jimin pela cintura, as mãos deixando marcas roxas imediatas na pele pálida, e acelerou até que tudo o que restasse fosse o som da carne batendo e os gemidos desesperados.

— Eu vou gozar! — Jimin avisou, a voz subindo uma oitava.

— Goza pra mim, Jimin! Agora! — Jungkook rugiu.

Jimin explodiu, o sêmen sujando o tampo da mesa de carvalho e os relatórios financeiros que Jungkook tanto prezava. Segundos depois, Jungkook soltou um grito gutural, enterrando-se o mais fundo que podia, e descarregou dentro de Jimin em jatos quentes e violentos.

O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som das respirações pesadas. Jungkook desabou sobre as costas de Jimin por um momento, sentindo o coração do loiro bater contra a madeira da mesa.

Ele se retirou lentamente, limpando-se com um lenço de seda que tirou do bolso, enquanto observava Jimin tentar se recompor. O loiro estava um caos: o cabelo desgrenhado, a camisa de seda rasgada em um dos ombros e o sêmen escorrendo por suas coxas.

— Você... você é um bruto — Jimin murmurou, um sorriso satisfeito nos lábios enquanto se sentava e tentava fechar a calça de couro.

Jungkook deu um sorriso de lado, ajeitando a própria roupa e fechando o zíper com uma calma assustadora. Ele caminhou até a cadeira, sentou-se e pegou o telefone fixo.

— Seulgi? — Ele disse, a voz novamente fria e profissional. — Pode conectar a chamada de Tóquio. E mande alguém limpar a minha mesa. Imediatamente.

Ele desligou e olhou para Jimin, que ainda estava tentando recuperar o equilíbrio.

— Agora saia daqui, Jimin. Antes que eu decida que vinte minutos não foram suficientes e te prenda aqui até amanhã.

Jimin riu, pegou o sobretudo e as chaves, e caminhou até a porta. Antes de sair, ele se virou e mandou um beijo para Jungkook.

— Boa reunião, senhor Presidente. Tente não pensar muito no gosto da minha bunda enquanto fecha o contrato.

Jungkook apenas balançou a cabeça, um brilho perverso nos olhos, enquanto via o loiro sair. Ele sabia que, assim que a porta se fechasse, ele teria que se concentrar em números e ações, mas o calor de Jimin ainda queimava em seu colo, e ele mal podia esperar para chegar em casa e terminar o que começaram em cima daquele carvalho.