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intenso

Labaredas sob a Água

O vapor já começava a embaçar o vidro do box antes mesmo de eles cruzarem o batente do banheiro. O ambiente era amplo, revestido de ardósia escura, mas parecia pequeno demais para a voltagem que emanava de Heloísa e Bernardo. Ela ainda estava com o vestido preto desalinhado, a barra subida até as coxas, enquanto ele mantinha a camisa aberta, revelando o peito que subia e descia em uma respiração pesada.

Bernardo não esperou. Ele a prensou contra a parede fria do banheiro, mas o choque térmico foi anulado pelo calor absurdo da palma de sua mão, que subiu pela perna dela, tateando a pele macia até encontrar a calcinha de renda, já encharcada.

— Você não tem ideia do que faz comigo — rosnou Bernardo, a voz vibrando contra o pescoço de Heloísa. — Cada centímetro seu parece feito para me incendiar.

Heloísa jogou a cabeça para trás, expondo a garganta, as mãos perdidas nos cabelos escuros dele, puxando-os com força.

— Então para de falar e me consome, Bernardo — desafiou ela, a voz entrecortada. — Eu quero sentir sua língua em cada parte de mim.

Ele obedeceu. Com uma agilidade voraz, ele a despiu, deixando o vestido de seda cair no chão como uma sombra descartada. Heloísa estava nua, a pele alva brilhando sob a luz dicroica do teto, os mamilos já rígidos, apontando para ele como pequenos faróis de desejo. Bernardo ajoelhou-se diante dela, seus olhos morenos devorando as curvas do quadril largo e a cintura fina da loira.

Ele começou pelos pés. Seus lábios trilharam um caminho lento pelos tornozelos, subindo pelas panturrilhas e chegando às coxas grossas. Heloísa tremia, as mãos apoiadas nos ombros largos dele para não cair. Quando Bernardo alcançou a parte interna de suas coxas, ele soprou o ar quente ali, fazendo-a dar um sobressalto.

— Bernardo... por favor — implorou ela, sentindo o latejar entre as pernas tornar-se insuportável.

Ele não respondeu com palavras. Ele abriu as pernas dela com firmeza, expondo a fenda rosada e úmida que brilhava sob a luz. Bernardo mergulhou o rosto ali, sua língua quente e ágil encontrando o clitóris de Heloísa com uma precisão cirúrgica. Ela soltou um grito agudo, os dedos cravando-se no couro cabeludo dele, enquanto ele a devorava, sugando e massageando a carne sensível com uma fome que parecia não ter fim.

O som do prazer de Heloísa ecoava nos azulejos, um misto de gemidos e preces desconexas. Ela sentia as ondas de choque percorrerem sua espinha toda vez que a ponta da língua dele circulava o botão de seu prazer. Bernardo subiu as mãos, apertando as nádegas dela, puxando-a para mais perto de seu rosto, querendo provar cada gota de seu mel.

— Você é deliciosa — murmurou ele contra a pele úmida, a voz abafada. — Tem gosto de pecado e de urgência.

Ele se levantou, os olhos injetados de tesão, e ligou o chuveiro. A água quente caiu sobre eles, mas em vez de esfriar os ânimos, pareceu lubrificar ainda mais o desejo. Bernardo girou Heloísa, forçando-a a apoiar as mãos na parede do box. A visão era de tirar o fôlego: as costas arqueadas dela, as gotas de água escorrendo pelo sulco de sua coluna e o balanço de seus seios fartos enquanto ela respirava com dificuldade.

Bernardo posicionou-se atrás dela. Ele estava completamente nu agora, seu membro latejando, rígido e imponente, roçando contra as nádegas de Heloísa. Ele deslizou as mãos pela frente do corpo dela, cobrindo os seios loiros com as palmas grandes, apertando-os com força, enquanto seus polegares provocavam os mamilos eretos.

— Sente o que você faz comigo? — perguntou ele, colando o peito peludo nas costas dela, sentindo o coração de Heloísa martelar.

— Sinto... eu sinto tudo — respondeu ela, virando o rosto para encontrar a boca dele em um beijo selvagem, as línguas se entrelaçando em uma dança frenética enquanto a água lavava seus corpos.

Bernardo segurou o quadril dela com as duas mãos, os dedos afundando na carne macia, e com um movimento potente, ele a penetrou por trás. Heloísa soltou um gemido gutural, a cabeça pendendo para a frente enquanto sentia a plenitude dele preenchê-la por completo. Era uma sensação de invasão e entrega total.

O ritmo no chuveiro era impiedoso. Bernardo estocava com força, o som dos corpos se chocando misturando-se ao barulho da água batendo no chão. A cada movimento, Heloísa sentia o atrito delicioso, a temperatura subindo a níveis perigosos. Ela movimentava o quadril para trás, buscando mais, querendo que ele chegasse ao fundo, onde o prazer era quase doloroso de tão intenso.

— Mais forte, Bernardo! Não para... — gritava ela, as unhas arranhando o rejunte da parede.

Ele a puxou pelo cabelo, inclinando a cabeça dela para trás para beijar seu pescoço enquanto continuava o movimento rítmico e bruto.

— Você é minha, Heloísa — ele declarou, a voz carregada de uma posse primitiva. — Inteira minha.

— Sou... — ela arquejou, sentindo o clímax começar a se formar como uma tempestade dentro de seu ventre. — Sou toda sua. Me quebra, Bernardo... me incendeia!

O prazer veio como uma avalanche. Heloísa sentiu as paredes de sua intimidade se contraírem violentamente ao redor dele, espasmos de puro êxtase que a fizeram perder o fôlego. Bernardo sentiu o aperto e entregou-se também, aumentando a velocidade das estocadas até que soltou um rugido baixo, seu corpo retesando-se enquanto ele despejava todo o seu desejo dentro dela.

Eles ficaram ali por longos minutos, abraçados sob a água que agora começava a esfriar, os corpos trêmulos e exaustos. Heloísa virou-se nos braços dele, o rosto corado, os olhos azuis nublados de satisfação.

— Eu disse que o chuveiro tinha algo a dizer — sussurrou ela, passando a mão pelo peito molhado dele.

Bernardo sorriu, um sorriso genuíno e ainda carregado de promessas.

— Ele disse que, se dependesse de mim, a gente nunca mais sairia daqui.

Ele a pegou no colo, as pernas dela enlaçando sua cintura naturalmente, e a levou para fora do box. O fogo de Heloísa era real, e Bernardo era o único homem capaz de queimar junto com ela, sem nunca querer se apagar. A noite ainda era uma criança, e o quarto, com seus lençóis de linho, aguardava o próximo capítulo daquele incêndio indomável.