intenso
O Eclipse da Carne
Bernardo a carregou para fora do banheiro enquanto a água ainda escorria pelos seus corpos, traçando caminhos brilhantes sobre a pele morena dele e a brancura febril de Heloísa. Ele a depositou no centro da cama king-size com uma urgência que beirava o desespero. O lençol de linho escuro logo ficou manchado pela umidade, mas nenhum dos dois se importava. Heloísa se esparramou sobre o colchão, os cabelos loiros úmidos espalhados como fios de ouro sobre o travesseiro, as pernas entreabertas em um convite mudo que fazia o sangue de Bernardo latejar em suas têmporas.
Ele se posicionou entre as pernas dela, ajoelhado, observando a visão predatória. Heloísa tinha o rosto corado, os lábios inchados pelos beijos brutos e os olhos azuis dilatados, fixos no membro dele que se erguia, rígido e latejante, com uma gota de desejo na ponta.
— Você não tem fim, não é? — murmurou Bernardo, a voz tão rouca que parecia vir do fundo de uma caverna. — Eu sinto que posso te possuir a noite inteira e ainda assim vou acordar com fome de você.
Heloísa soltou uma risada curta, carregada de malícia, e levou a mão até o próprio sexo, acariciando-se lentamente diante dele.
— Então para de olhar, Bernardo. Eu não quero ser admirada como uma estátua. Eu quero ser usada. Eu quero que você me preencha até eu esquecer meu próprio nome.
Bernardo rosnou, avançando sobre ela. Ele segurou os pulsos de Heloísa e os prendeu acima da cabeça dela com apenas uma das mãos, usando a outra para explorar o corpo dela com uma possessividade renovada. Seus dedos desceram pelos seios fartos, apertando os mamilos com força, arrancando um gemido agudo da loira. Ele desceu a boca, abocanhando um dos mamilos e sugando-o com violência, enquanto sua língua trabalhava em círculos, provocando uma corrente elétrica que fazia o ventre de Heloísa se contrair em espasmos.
— Bernardo... — ela arquejou, tentando soltar as mãos para arranhá-lo. — Mais... morde.
Ele obedeceu, cravando os dentes levemente na carne macia do seio dela, ouvindo-a ganir de prazer. O cheiro de sexo e de pele molhada impregnava o ar, tornando o ambiente sufocante. Bernardo soltou os pulsos dela e desceu o corpo, beijando o rastro de água que ainda restava em seu umbigo, antes de mergulhar novamente entre suas pernas.
Desta vez, ele não foi gentil. Ele usou os dedos para abrir as pétalas de sua intimidade, expondo o clitóris que pulsava desesperado por atenção. Com a língua esticada e firme, ele começou a fustigar o pequeno botão, alternando entre lambidas longas e sucções profundas que faziam Heloísa perder o controle de seus movimentos. Ela enterrou os dedos nos cabelos dele, puxando-o contra si, enquanto seus quadris subiam da cama em busca de mais contato.
— Eu vou gozar... meu Deus, Bernardo, eu vou... — ela soluçava, a respiração vindo em golfadas curtas.
— Ainda não — disse ele, afastando-se bruscamente, deixando-a em um abismo de carência. — Eu quero que você implore por isso. Eu quero que o seu corpo inteiro trema antes de eu deixar você chegar lá.
Bernardo se levantou, puxando-a para a beirada da cama. Ele a virou de costas, deixando-a de joelhos, com o bumbum empinado e o rosto enterrado nos travesseiros. A visão de Heloísa naquela posição, vulnerável e oferecida, fez o tesão de Bernardo atingir um ponto de não retorno. Ele segurou a cintura dela com tanta força que sabia que deixaria marcas, e posicionou a cabeça de seu membro na entrada já excessivamente lubrificada.
Ele entrou de uma vez. Um golpe seco e profundo que fez Heloísa soltar um grito abafado contra o travesseiro.
— Isso! — gritou ela, a voz saindo em um chiado desesperado. — Mais fundo! Me rasga, Bernardo!
Ele começou um ritmo frenético, quase animal. O som da carne batendo contra a carne ecoava pelo quarto, um ritmo hipnótico e sujo. Bernardo não poupava forças; cada estocada era dada com o peso total de seu corpo, atingindo o colo do útero de Heloísa e fazendo-a ver estrelas. Ele a segurava pelos cabelos loiros, puxando sua cabeça para trás para que pudesse ver o rosto dela retorcido em uma máscara de puro êxtase.
— Você gosta assim, não gosta? — ele perguntou, atingindo-a com um golpe ainda mais forte que a fez deslizar para frente na cama. — Gosta de se sentir preenchida por mim, de sentir que eu sou o dono de cada gemido seu?
— Sim! — ela berrou, as mãos tateando os lençóis, buscando apoio. — Eu sou sua... faz o que quiser... só não para!
Bernardo sentia a pressão aumentar. O calor dentro dela era como um forno, as paredes vaginais de Heloísa o apertavam a cada movimento, ordenhando-o, desafiando sua resistência. Ele sentia o suor escorrer por suas costas, a tensão acumulada em seus músculos prestes a explodir. Ele mudou o ângulo, inclinando o corpo dela para baixo enquanto continuava a possuí-la com uma fúria renovada.
Heloísa estava no limite. O prazer era tanto que se tornava uma espécie de dor deliciosa, um curto-circuito em seus sentidos. Ela sentia o clímax subindo como uma maré alta, inundando seu cérebro e tirando qualquer resquício de racionalidade.
— Bernardo, agora! Por favor, agora! — ela implorou, a voz falhando.
Ele soltou os cabelos dela e levou a mão até a frente, encontrando o clitóris dela que estava túmido e sensível. Enquanto continuava a estocá-la por trás com uma velocidade sobre-humana, ele começou a estimular o botão de prazer dela com o polegar, pressionando-o com força rítmica.
O efeito foi imediato. Heloísa soltou um rugido que não parecia humano, seu corpo inteiro entrou em convulsão. As paredes internas de seu sexo começaram a se contrair em ondas violentas, esmagando o membro de Bernardo. Ela gozou com tanta intensidade que sua visão escureceu por um segundo, o fluido de seu prazer jorrando e lubrificando ainda mais o encontro de seus corpos.
Bernardo não aguentou. Ao sentir o aperto final e o calor do orgasmo dela, ele soltou um rosnado profundo, enterrando-se nela até a base. Ele empurrou uma última vez, mantendo-se lá dentro enquanto seu próprio clímax o atingia como uma explosão de lava. Ele sentiu o jato quente de sua semente preenchê-la, uma, duas, três vezes, em pulsações longas e dolorosas de tão boas.
Ele desabou sobre as costas dela, ambos ofegantes, o coração de um batendo contra o corpo do outro em um ritmo descompassado. O suor os unia como uma cola natural. O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som da respiração pesada, o ar no quarto parecendo subitamente mais frio em contraste com o calor que acabara de ser liberado.
Lentamente, Bernardo se retirou, sentindo o vácuo que o movimento deixava. Heloísa se virou de lado, encolhendo-se levemente, um sorriso de completa exaustão e triunfo no rosto.
— Você tentou me matar — sussurrou ela, a voz quase sumindo.
Bernardo deitou-se ao lado dela, puxando-a para o seu peito, os dedos traçando desenhos aleatórios nos ombros loiros.
— Eu avisei que não ia sobrar nada de você quando eu terminasse — ele respondeu, beijando o topo da cabeça dela.
— Quem disse que terminamos? — perguntou Heloísa, abrindo um olho e olhando para ele com uma centelha de fogo que nem mesmo aquele orgasmo fora capaz de apagar. — Só preciso de cinco minutos. E depois, eu quero que você me mostre o que mais esse seu tesão é capaz de fazer.
Bernardo riu, uma risada baixa e carregada de desejo. Ele sabia que, com Heloísa, o fogo não era algo que se controlava; era algo em que se aprendia a viver. E ele estava mais do que disposto a queimar para sempre.