intenso
O Altar da Alvura
O quarto estava mergulhado em uma penumbra púrpura, o único som sendo o da chuva que agora açoitava o vidro da janela com uma violência que mimetizava a tempestade dentro de Heloísa. Ela estava deitada de costas, os braços abertos, a respiração ainda ruidosa. Bernardo, no entanto, não parecia satisfeito em apenas descansar. Ele se ergueu sobre os cotovelos, os olhos morenos percorrendo o corpo da loira com uma fome que desafiava a lógica biológica.
— Você acha que terminamos? — perguntou ele, a voz tão grave que parecia vibrar no colchão.
Heloísa abriu os olhos, um sorriso desafiador curvando seus lábios úmidos.
— Eu nunca acho que terminamos, Bernardo. Mas meu corpo está começando a se perguntar se você é humano ou uma máquina.
Ele soltou um riso curto, deslizando o corpo para cima, mas desta vez ele não buscou a entrada dela. Ele se posicionou de joelhos, pairando sobre o tronco de Heloísa. Com uma mão, ele puxou os travesseiros, empilhando-os sob as costas dela até que o busto da loira ficasse projetado para cima, tenso e magnífico sob a luz fraca.
— Hoje eu quero algo diferente — sussurrou ele. — Quero que você sinta o quanto eu adoro cada curva sua, sem pressa de chegar ao fim.
Bernardo segurou o próprio membro, que já estava novamente rígido e latejante, a pele morena esticada pela pressão do sangue. Ele o posicionou bem no centro do peito de Heloísa, no vale profundo entre os seus seios fartos. O contraste era uma obra de arte erótica: o músculo escuro e potente dele contra a brancura nívea e as veias azuladas que transpareciam na pele sensível dela.
Heloísa soltou um suspiro entrecortado quando sentiu o calor da cabeça do pau dele roçar o esterno.
— Bernardo... o que você está fazendo? — murmurou ela, as mãos subindo para agarrar os lençóis.
— Vou fazer você gozar sem nem tocar onde você espera — respondeu ele, os olhos fixos na reação dela.
Ele começou a deslizar. Um movimento lento, rítmico, de cima para baixo. Ele usava a própria lubrificação dela e o suor que os unia para facilitar o deslize. A cada movimento, o membro dele pressionava as laterais internas dos seios de Heloísa, esmagando a carne macia e fazendo os mamilos dela apontarem para o teto, excitados pela pressão indireta.
— Meu Deus... — Heloísa arquejou, fechando os olhos. — É tão... quente.
Bernardo aumentou a pressão. Ele usava as mãos para juntar os seios dela com força ao redor do seu pau, criando um canal de carne viva e pulsante. O atrito da pele com pele era elétrico. Ele subia até o pescoço dela, sentindo o pulso acelerado na jugular, e descia até a boca do estômago, nunca perdendo o contato com o busto.
— Olha para isso, Heloísa — comandou ele, a voz carregada de uma autoridade que a fazia estremecer. — Olha como você me aperta.
Ela abriu os olhos, a visão nublada pelo desejo. Ver o pau dele subindo e descendo entre seus seios, desaparecendo na fenda que ele mesmo criava com as mãos e reaparecendo brilhante de desejo, era demais para seus sentidos. O fogo no seu ventre, que ela achava ter sido controlado, explodiu em uma labareda incontrolável.
— Mais rápido, Bernardo — implorou ela, as pernas se agitando levemente na cama. — Não para... eu sinto... eu sinto tudo aqui dentro.
Ele obedeceu. O ritmo tornou-se frenético. O som do membro dele deslizando contra a pele dela era um chiado úmido e sujo que preenchia o silêncio do quarto. Bernardo estava em transe, focado na forma como os seios dela reagiam a cada estocada entre eles. Ele se abaixava para lamber os mamilos dela enquanto continuava o movimento, alternando entre a sucção voraz e o deslize potente.
Heloísa começou a arquear as costas. Ela sentia uma pressão crescendo não apenas no peito, mas em todo o seu sistema nervoso. Era uma sobrecarga sensorial. O peso dele, o cheiro de sexo, o som da carne se chocando e a visão daquela possessão visual a estavam levando a um lugar onde ela nunca estivera.
— Eu vou... eu vou... — as palavras dela se perderam em um gemido gutural.
Sem que ele precisasse tocá-la lá embaixo, o corpo de Heloísa entrou em curto-circuito. A intensidade do estímulo nos seios e a carga psicológica da cena foram o gatilho. Ela soltou um grito longo, as unhas arranhando o peito de Bernardo, enquanto seu corpo inteiro se retorcia. O orgasmo veio em ondas, uma atrás da outra, fazendo sua intimidade pulsar no vazio e seu peito subir e descer violentamente contra o membro dele.
Bernardo sentiu o momento exato da explosão dela. O calor que emanava da pele de Heloísa parecia ter dobrado. Ele deu mais três estocadas rápidas e profundas entre os seios dela, sentindo a própria urgência atingir o ápice.
— Recebe isso, Heloísa! — rugiu ele.
Ele se retirou do vale de carne apenas o suficiente para que, no momento do jato, sua semente atingisse o alvo. O líquido quente e alvo disparou contra o peito dela, pintando a pele branca com marcas de posse. Um, dois, três jatos espessos cobriram o colo de Heloísa, escorrendo pelos lados de seus seios e se misturando ao suor.
Bernardo desabou sobre ela, mas não pesadamente. Ele ficou observando o resultado do que haviam feito. Heloísa estava em êxtase, o peito ainda subindo e descendo freneticamente, decorado pelo sêmen dele como se fosse uma joia líquida.
— Você é linda assim — sussurrou ele, passando o polegar por uma das gotas que escorria em direção ao mamilo dela.
Heloísa abriu os olhos lentamente, um sorriso lânguido e vitorioso no rosto. Ela estava exausta, mas havia algo nela que ainda brilhava.
— Você disse que queria me marcar — disse ela, a voz fraca. — Acho que conseguiu.
Bernardo não respondeu com palavras. Ele desceu o rosto até o peito dela. Com uma reverência quase religiosa, ele começou a lamber o próprio gozo da pele de Heloísa. Sua língua traçava caminhos lentos, limpando a alvura do busto dela, saboreando o gosto salgado de seu próprio prazer misturado ao perfume natural dela.
Heloísa sentia cada lambida como um novo carinho, um selo de intimidade que ia além do ato sexual em si. Quando ele terminou de limpar o peito dela, Bernardo desceu ainda mais.
— O que você está fazendo? — perguntou ela, sentindo um novo tipo de antecipação.
— Eu disse que queria sentir cada gota sua — respondeu ele, mergulhando o rosto entre as pernas dela.
Heloísa ainda estava úmida, o fluido de seu orgasmo recente brilhando em suas coxas. Bernardo não hesitou. Ele usou a língua para recolher cada vestígio do prazer dela, chupando e saboreando o gozo feminino com uma devoção que fez Heloísa chorar de emoção. Era cru, era intenso e era a prova final de que não havia barreiras entre eles.
Quando ele finalmente voltou para cima, deitando-se ao lado dela e puxando-a para um abraço apertado, o mundo lá fora parecia ter deixado de existir.
— Agora... — sussurrou Heloísa, fechando os olhos contra o ombro moreno dele. — Agora eu acho que podemos descansar por alguns minutos.
Bernardo sorriu, sentindo o calor dela invadir sua alma.
— Cinco minutos, Helô. No sexto, eu vou querer descobrir o que acontece se eu começar tudo de novo pelos seus pés.
Ela riu, uma risada doce e cansada, sabendo que ele falava a verdade. O fogo entre a loira insaciável e o moreno sedento era uma chama eterna, e nenhum dos dois tinha a menor intenção de buscar um extintor.