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intenso

O Santuário dos Sentidos

O silêncio no quarto era denso, interrompido apenas pelo som rítmico da respiração de Bernardo e pelos batimentos cardíacos de Heloísa, que ainda ecoavam contra o peito dele. Ela estava deitada de lado, a cabeça repousada no braço musculoso do moreno, enquanto a luz da lua, filtrada pelas persianas entreabertas, desenhava listras de prata sobre a pele alva dela. Heloísa sentia cada músculo do seu corpo vibrar; o fogo que a consumia não havia sido apagado, apenas transformado em uma brasa latente, pronta para ser atiçada ao menor sopro.

Bernardo passou a mão pelos cabelos loiros dela, sentindo a textura sedosa e úmida. Ele a observava com uma intensidade que beirava a adoração. Para ele, Heloísa não era apenas uma mulher; era um fenômeno da natureza, uma tempestade de desejo que o arrastava para longe de qualquer racionalidade.

— Você é uma força perigosa, Helô — murmurou ele, a voz vibrando no peito, fazendo-a sentir um arrepio delicioso.

Heloísa levantou o rosto, apoiando o queixo no esterno dele. Seus olhos brilhavam com uma malícia renovada. Ela não queria descanso; ela queria a exaustão total, o eclipse completo da consciência através do prazer.

— Perigosa? — Ela sorriu, e o movimento fez com que seus seios fartos pressionassem as costelas de Bernardo. — Eu diria que sou apenas... dedicada. E você ainda não viu metade do que eu preparei para esta noite.

Com um movimento ágil, ela se sentou sobre ele, ficando de joelhos sobre as coxas fortes de Bernardo. A visão era hipnotizante. A coluna dela se arqueava graciosamente, e o movimento projetava seus seios para a frente, oferecendo-os à luz e ao olhar faminto do homem abaixo dela. Eram pesados, com auréolas rosadas que pareciam pulsar sob a atenção dele.

Bernardo sentiu o sangue ferver instantaneamente. Ele levou as mãos às costelas de Heloísa, subindo-as lentamente até que as palmas grandes envolvessem a base de seus seios. O contraste entre a pele morena dele e a brancura nívea dela era quase obsceno.

— Eles são perfeitos — disse ele, a voz falhando enquanto seus polegares começavam a circular os mamilos já rígidos. — Tão cheios, tão macios... parece que foram feitos para preencher as minhas mãos.

Heloísa soltou um suspiro longo, fechando os olhos e jogando a cabeça para trás. Ela adorava a sensação de ser tocada ali. Seus seios eram seu ponto mais sensível, o gatilho que disparava ondas de calor diretamente para o seu ventre.

— Então não pare — pediu ela, a voz rouca. — Use-os, Bernardo. Eu quero sentir o peso das suas mãos, o calor da sua boca... eu quero que você me marque.

Bernardo não precisou de um segundo convite. Ele se impulsionou para cima, sentando-se na cama enquanto Heloísa permanecia em seu colo, com as pernas enlaçadas em sua cintura. Ele mergulhou o rosto no decote dela, aspirando o perfume de pele e suor. Suas mãos apertavam a carne macia com uma urgência crescente, moldando os seios dela, elevando-os para que pudesse devorá-los.

Ele abocanhou o mamilo esquerdo, sugando-o com força, enquanto sua língua trabalhava em movimentos circulares e rápidos. Heloísa soltou um grito baixo, as unhas cravando-se nos ombros dele. A sensação era de que ele estava puxando o prazer diretamente do fundo de sua alma. Bernardo alternava entre mordidas leves e sucções profundas, tratando cada seio como se fosse o tesouro mais precioso do mundo.

— Bernardo... ah, meu Deus... — ela arquejava, sentindo a umidade entre suas pernas aumentar drasticamente.

Ele se afastou apenas o suficiente para olhar para ela, os olhos escuros brilhando com uma luxúria primitiva. Ele pegou os dois seios, juntando-os no centro do peito dela, criando um vale profundo e convidativo.

— Eu quero ver você — disse ele, a voz densa. — Quero ver como eles balançam quando eu te possuo. Quero ver você gozar enquanto eu te aperto assim.

Ele a deitou suavemente de costas, mas desta vez colocou vários travesseiros sob a parte superior de suas costas, deixando o busto de Heloísa em evidência, empinado e oferecido. Ele se posicionou sobre ela, mas em vez de penetrá-la imediatamente, ele usou o próprio membro, latejando de vontade, para roçar entre os seios dela.

O contato do calor dele com a pele sensível do seu busto fez Heloísa delirar. Ela levou as mãos aos próprios seios, ajudando Bernardo a deslizar entre eles, fechando a carne ao redor dele. O atrito era divino. Bernardo gemia, fechando os olhos enquanto sentia a maciez extrema envolver sua rigidez.

— Você é tão apertada... até aqui — ele rosnou, aumentando a velocidade do movimento, deslizando entre o vale de carne branca.

Heloísa observava a cena com uma fascinação febril. Ver o homem que ela desejava se perder de prazer entre seus seios era o combustível final para o seu próprio incêndio. Ela começou a se masturbar, os dedos ágeis encontrando o clitóris que gritava por atenção, enquanto Bernardo continuava a usar seu peito como um santuário de prazer.

— Olha para mim, Helô — comandou ele, a voz embargada.

Ela obedeceu, encontrando o olhar dele. No momento em que seus olhos se cruzaram, Bernardo mudou a posição. Ele a puxou para a beirada da cama, deixando as pernas dela penduradas, e entrou nela com uma estocada única e devastadora.

O grito de Heloísa ecoou pelo quarto. O preenchimento era total, bruto e necessário. Bernardo não parou; ele segurou os dois seios dela com as mãos, apertando-os ritmicamente a cada investida, como se estivesse bombeando o prazer para dentro dela.

— Isso! É isso! — Heloísa gritava, a cabeça balançando de um lado para o outro.

O movimento era frenético. Bernardo a possuía com uma fome que parecia insaciável, e o impacto de seus corpos fazia com que os seios de Heloísa balançassem violentamente, exatamente como ele queria ver. Ele se abaixava para beijá-los, para mordê-los, para deixar claro que cada parte dela pertencia a ele naquele momento.

— Você sente isso? — Bernardo perguntou entre dentes, a respiração curta. — Sente como eu estou fundo? Como o seu peito está quente sob as minhas mãos?

— Sinto... eu sinto que vou explodir! — respondeu ela, as pernas envolvendo o pescoço dele, puxando-o para ainda mais perto, se é que isso era possível.

O ritmo acelerou até se tornar um borrão de sensações. Heloísa sentia as ondas de prazer subirem de seu ventre, passando pelo seu peito apertado e explodindo em sua cabeça. Bernardo estava no limite, os músculos das costas retesados como cordas de aço.

— Goza para mim, loira! — ele ordenou, a voz carregada de autoridade e desejo. — Agora!

Heloísa não conseguiu segurar. O orgasmo a atingiu como um raio, começando nos seios que Bernardo apertava e descendo em uma cascata de espasmos por todo o seu corpo. Ela gritou o nome dele, a voz falhando, enquanto sua intimidade se contraía em torno dele com uma força incrível.

Bernardo soltou um rosnado animal e, com três estocadas finais e profundas, entregou-se ao seu próprio clímax. Ele desabou sobre ela, o rosto enterrado entre os seios que tanto o haviam provocado, sentindo o calor da pele dela e o batimento frenético do coração sob sua bochecha.

O silêncio voltou a reinar, quebrado apenas pelo som da chuva que começava a cair lá fora, batendo suavemente no vidro, como se o céu estivesse tentando apagar o incêndio que ocorrera naquele quarto.

— Você... você é incrível — sussurrou Bernardo, ainda recuperando o fôlego, a mão descansando suavemente sobre o seio esquerdo dela, sentindo-o subir e descer.

Heloísa sorriu, uma expressão de pura satisfação pintada em seu rosto. Ela passou a mão pelos cabelos escuros dele, puxando-o para um beijo lento e com gosto de conquista.

— Eu te disse, Bernardo — murmurou ela contra os lábios dele. — O fogo nunca apaga. Ele só muda de lugar.

Ele riu, abraçando-a com força, sabendo que aquela noite estava longe de ser a última. Porque, com Heloísa, cada centímetro de pele era um convite para o paraíso, e ele pretendia aceitar todos eles, repetidamente.