King K.rool e Diddy Kong
Borbulhas e Risadas no Lago Tropical
O sol da tarde brilhava intensamente sobre a Ilha Donkey Kong, filtrando-se através das copas das árvores gigantescas e refletindo na superfície cristalina do lago secreto. Era um refúgio perfeito, longe das batalhas por bananas ou das disputas por território. Ali, naquele pequeno paraíso isolado, o Rei K. Rool não era o vilão temido que liderava os Kremlings, mas sim um pai adotivo protetor e extremamente brincalhão.
Diddy Kong saltitava de um lado para o outro na margem, seus olhos brilhando de antecipação. Ele amava o jeito como K. Rool, apesar de seu tamanho intimidador e sua armadura dourada (que agora estava largada na grama), se transformava em uma criança gigante quando estavam sozinhos.
— Vamos, K. Rool! A água está ótima! — gritou Diddy, dando um salto mortal para trás e mergulhando com um "tchibum" perfeito.
O grande crocodilo soltou uma risada profunda que fez o chão vibrar. Ele caminhou pesadamente até a borda, sua barriga enorme balançando a cada passo. K. Rool adorava a sensação da água fresca em suas escamas, mas adorava ainda mais ver a alegria do pequeno macaco que ele decidira acolher sob sua proteção.
— Calma, pequeno! Um rei sempre faz uma entrada triunfal — anunciou K. Rool, estufando o peito e mergulhando de barriga, criando uma onda gigante que quase lançou Diddy de volta para a terra firme.
Quando a água baixou, Diddy estava rindo, agarrado a uma vitória-régia flutuante. K. Rool emergiu logo em seguida, bufando água pelas narinas como um chafariz.
— Você quase me afogou! — exclamou Diddy, nadando rapidamente em direção ao crocodilo.
— Foi apenas um pequeno maremoto real — brincou K. Rool, boiando de costas. Sua barriga verde e arredondada sobressaía da água como uma ilha de couro macio.
Diddy não perdeu tempo. Ele escalou o corpo do rei e sentou-se bem em cima do umbigo de K. Rool. Começou a pular suavemente, sentindo a elasticidade da barriga do crocodilo. Era como o melhor pula-pula do mundo. K. Rool soltou um grunhido de satisfação, fechando os olhos enquanto sentia as patinhas de Diddy massageando sua pele escamosa.
— Sabe, Diddy... — começou o rei, com a voz rouca de relaxamento — ...eu nunca pensei que a vida de aposentado das vilanias seria tão confortável.
— É porque você tem a melhor companhia, majestade — respondeu Diddy, começando a fazer cócegas nas laterais da barriga de K. Rool.
O crocodilo começou a se contorcer, fazendo a água ao redor borbulhar com seus movimentos.
— Pare com isso! Você sabe que sou sensível nessa área! — K. Rool ria, uma gargalhada que parecia um trovão amigável.
Depois de alguns minutos de brincadeiras na água, K. Rool decidiu que era hora de elevar o nível da diversão. Ele girou o corpo na água, ficando de bruços, deixando sua parte traseira maciça boiando logo abaixo da superfície. Diddy, sempre curioso e pronto para a próxima travessia, nadou até lá.
— O que você está planejando agora? — perguntou o macaco, desconfiado e animado ao mesmo tempo.
K. Rool olhou por cima do ombro, com um brilho travesso em seu olho avermelhado.
— Prepare-se para o redemoinho real, Diddy!
O crocodilo começou a mover o quadril de um lado para o outro debaixo d'água. Ele se aproximou de Diddy e começou a esfregar sua bunda enorme contra o macaco, empurrando-o suavemente de um lado para o outro. Diddy ria descontroladamente, tentando se segurar nas escamas grossas enquanto era "atropelado" pela maciez musculosa do rei.
— É como ser atingido por uma montanha de gelatina! — gritou Diddy, tentando nadar para longe, apenas para ser puxado de volta pelo vácuo que K. Rool criava com seus movimentos.
K. Rool continuou a brincadeira, usando seu tamanho para encurralar Diddy contra um banco de areia submerso, esfregando-se nele com um carinho bruto que só um crocodilo gigante poderia oferecer. Diddy adorava; ele se sentia seguro e amado naquela interação física caótica.
— Sinta o poder do trono! — exclamou K. Rool, girando e dando uma leve "bundada" que lançou Diddy alguns metros para o lado.
Diddy voltou nadando rápido, subindo novamente nas costas de K. Rool. Ele começou a tamborilar na bunda do rei como se fossem bongôs.
— O som é muito bom! Você devia entrar para a banda da selva — sugeriu o macaco, rindo.
K. Rool parou por um momento, um sorriso malicioso cruzando seu rosto. Ele sentiu uma pressão familiar em seu estômago, resultado de todas as bananas e peixes que havia comido no almoço.
— Ah, Diddy... acho que a orquestra real tem um instrumento de sopro para apresentar agora — disse K. Rool, com a voz carregada de ironia.
Diddy parou de batucar, inclinando a cabeça para o lado.
— O quê?
Antes que o macaco pudesse reagir, K. Rool relaxou os músculos. De repente, uma série de bolhas enormes e barulhentas começou a emergir debaixo da água, bem onde Diddy estava posicionado. O som foi um "pum" subaquático profundo e prolongado que fez a água vibrar violentamente.
— Eca! K. Rool! — gritou Diddy, tentando nadar para longe das bolhas que subiam.
O cheiro, felizmente atenuado pela água, ainda era perceptível, e as bolhas faziam cócegas em todo o corpo de Diddy enquanto ele tentava escapar da zona de impacto. K. Rool caiu na gargalhada, batendo a cauda na água e criando ainda mais confusão.
— Isso foi um ataque químico! — reclamou Diddy, embora não conseguisse parar de rir. — Você quebrou as regras de Genebra!
— Eu sou um rei, Diddy! Eu faço as minhas próprias regras! — rebateu K. Rool, limpando uma lágrima de riso do olho. — E essa foi a "Saudação de Vinte e Um Gases".
Diddy mergulhou e voltou à tona com um punhado de lama do fundo do lago, jogando-a na barriga de K. Rool.
— Ah, é assim? Guerra de lama então! — o rei declarou, voltando a nadar em direção ao macaco.
Eles passaram o resto da tarde daquela forma: entre mergulhos, brincadeiras de lutinha e muitas risadas. K. Rool continuava a usar sua bunda e sua barriga como ferramentas de diversão, ora esmagando Diddy carinhosamente contra a areia, ora deixando-o usar sua barriga como um navio pirata.
Sempre que Diddy baixava a guarda, K. Rool soltava outro pum "surpresa", fazendo o macaco saltar da água como se tivesse visto um tubarão.
— Você é o pior pai do mundo e o melhor ao mesmo tempo — disse Diddy, exausto, enquanto se deitava na barriga de K. Rool que flutuava como uma balsa no centro do lago.
K. Rool suspirou, o som saindo como um vento quente. Ele colocou uma de suas garras enormes sobre as costas de Diddy, mantendo-o firme e seguro.
— Ser um vilão é fácil, Diddy. Mas fazer um macaco rir até ele perder o fôlego... isso sim é um desafio digno de um rei.
O sol começou a se pôr, pintando o céu de laranja e roxo. O lago, antes agitado pelas brincadeiras, agora estava calmo. Diddy acabou pegando no sono ali mesmo, embalado pelo movimento rítmico da respiração de K. Rool e pelo calor daquela barriga imensa que ele tanto gostava de abraçar.
K. Rool olhou para o pequeno primata e sorriu. Ele sabia que, no dia seguinte, talvez tivessem que fingir que eram inimigos novamente para manter as aparências na ilha, mas ali, naquele momento, eles eram apenas uma família estranha e feliz, unida por risadas, água e alguns puns barulhentos.
— Durma bem, pequeno príncipe — sussurrou o rei, antes de fechar os olhos e deixar que a correnteza suave os levasse para a margem.