King K.rool e Diddy Kong
O Trono de Carne e Escamas
A humilhação de Diddy Kong era quase tão pesada quanto o próprio Rei dos Kremlings. Preso sob o peso colossal de King K. Rool, o pequeno macaco sentia cada respiração profunda do vilão como uma onda de pressão que o afundava mais e mais no solo úmido da selva. O cheiro de pântano e couro velho que emanava das escamas do rei era sufocante.
— Por favor, K. Rool... — Diddy tentou falar, mas sua voz saiu como um guincho esmagado. — Isso... isso é jogo sujo!
K. Rool soltou um suspiro de puro êxtase, ignorando completamente o apelo. Ele se inclinou para trás, apoiando o peso de suas costas largas contra o tronco de uma árvore próxima, o que só serviu para transferir ainda mais pressão para o seu traseiro, esmagando Diddy de forma impiedosa.
— Jogo sujo? — K. Rool repetiu, soltando uma risada que fez sua barriga dourada sacudir como uma gelatina gigante. — Meu caro macaquinho, na monarquia, o que importa é a posição. E a minha posição atual é extremamente confortável, enquanto a sua... bem, digamos que você está servindo a um propósito maior finalmente.
O rei começou a se balançar deliberadamente. Ele movia os quadris de um lado para o outro, sentindo a resistência pequena e inútil de Diddy lá embaixo. Para K. Rool, era como ter uma almofada vibratória personalizada. Ele fechou os olhos, apreciando a sensação de poder.
— Pare com isso! — gritou Diddy, agitando os braços que ainda estavam livres, tentando desesperadamente encontrar algum ponto sensível nas pernas grossas do crocodilo. — Você é um covarde! Lute como um rei de verdade!
K. Rool abriu um de seus olhos injetados, a pupila dilatada de puro prazer malicioso.
— Mas eu estou lutando, pequeno Diddy. Estou usando a minha maior arma: a gravidade. E o meu peso real, é claro. — Ele deu um tapinha sonoro na própria barriga, que emitiu um som oco e metálico. — Sabe, eu passei anos tentando roubar as bananas de vocês. Mas percebi que ter um de vocês sob o meu domínio, literalmente, é muito mais satisfatório.
Diddy tentou uma última manobra desesperada. Ele usou suas pernas, que estavam presas em um ângulo estranho, para tentar empurrar o chão e criar uma alavanca, mas K. Rool sentiu o movimento. Com um sorriso cruel, o rei levantou-se apenas alguns centímetros, o suficiente para Diddy pensar que teria uma chance de escapar, apenas para se soltar com força total novamente.
O impacto fez Diddy soltar todo o ar de seus pulmões de uma só vez. *Oof!*
— Hahaha! — K. Rool gargalhou, batendo as palmas das mãos nos joelhos. — Você achou mesmo que eu ia deixar você escorregar? Você é meu prisioneiro, meu banquinho, minha propriedade!
— O Donkey Kong... ele vai... — Diddy tentava recuperar o fôlego, o rosto ficando vermelho sob o boné amassado.
— O Donkey Kong está ocupado demais procurando bananas para notar que o seu pequeno mascote virou um acessório de mobília — interrompeu K. Rool, voltando a rebolar o traseiro sobre o macaco, garantindo que Diddy não tivesse um segundo de descanso. — Na verdade, eu acho que vou levar você de volta para o meu navio. Imagine só: o grande King K. Rool entrando no Gang-Plank Galleon com um macaco vivo servindo de almofada para o seu trono. Meus súditos ficariam impressionados!
Diddy sentiu um pavor genuíno. Ser humilhado na floresta era uma coisa, mas ser levado para o navio pirata dos Kremlings como um troféu vivo era um destino pior que a derrota. Ele tentou morder a cauda de K. Rool, que passava perto de seu rosto, mas o rei foi mais rápido e usou a ponta da cauda para cutucar o nariz de Diddy de forma provocativa.
— Não seja mal-educado — sibilou o crocodilo. — Um bom banquinho deve ser silencioso e imóvel.
K. Rool então decidiu aumentar a tortura. Ele começou a cantarolar uma melodia sombria e vitoriosa, acompanhando o ritmo com batidas pesadas de seu traseiro contra o corpo de Diddy. Cada "batida" enterrava o boné vermelho de Diddy mais fundo na lama.
— Sabe o que é o mais engraçado, Diddy? — K. Rool perguntou, inclinando a cabeça para trás para olhar o céu através da copa das árvores. — É que você é tão macio. Eu sempre achei que vocês, primatas, fossem apenas ossos e pelos, mas você oferece um suporte lombar excelente.
— Eu vou... acabar com você... — Diddy murmurou, a exaustão começando a vencer sua vontade de lutar.
— Shhh... descanse agora — zombou o rei. — Você tem um longo dia de trabalho pela frente. Afinal, um rei nunca se levanta antes de estar plenamente satisfeito.
K. Rool soltou um longo suspiro de contentamento, acomodando todo o seu peso massivo e relaxando os músculos, deixando que a gravidade fizesse o resto. Diddy Kong, o ágil e destemido aventureiro, estava agora reduzido a nada mais do que uma camada de conforto para o seu maior inimigo, enquanto as risadas de K. Rool continuavam a ecoar pela selva, marcando sua vitória mais esmagadora e literal até então.