Kozume Kenma e Sn
Sincronia de Hardware e Software
O ambiente do bar universitário era uma cacofonia de risadas altas, tilintar de copos e música pop genérica que Kenma Kozume normalmente filtraria com seus fones de cancelamento de ruído. Ele estava ali por pura coerção. Kuroo e os outros tinham insistido que o "esquadrão" precisava de uma noite de folga dos treinos e das lives, e o suborno — uma edição de colecionador importada que ele cobiçava há meses — fora alto demais para recusar.
— Ela está vindo, Kenma. Tenta não parecer que está calculando a rota de fuga mais próxima — sussurrou Kuroo, dando uma cotovelada no amigo.
Kenma suspirou, os olhos fixos na tela do seu Nintendo Switch, tentando ignorar o burburinho. Ele ouviu falar da "estrangeira brasileira" que andava comentando com as amigas que o tipo dele — quieto, inteligente e com aquele ar de quem precisava de doze horas de sono — era exatamente o que ela procurava. Ele achou que era uma piada de mau gosto, uma desculpa para tirá-lo de casa.
Mas então, o perfume chegou antes dela. Uma mistura de baunilha, coco e algo quente, como o sol.
— Oi. Você deve ser o Kenma — disse uma voz com um sotaque suave, arrastado e profundamente charmoso.
Kenma levantou os olhos, pronto para dar uma resposta curta e voltar ao seu jogo, mas o sistema operacional do seu cérebro pareceu travar. À sua frente estava Sn. Ela era uma explosão de cores e curvas que desafiavam a geometria simples do bar. O vestido justo de tricô abraçava seu corpo, destacando pernas que pareciam intermináveis e um bumbum que desafiava a gravidade. O decote, estrategicamente baixo, oferecia uma visão parcial de seios pequenos e firmes que faziam as mãos de Kenma formigarem involuntariamente.
— Sou — respondeu ele, a voz saindo mais rouca do que o planejado. Ele fechou o console, algo que raramente fazia por cortesia.
— As meninas disseram que você era difícil de tirar da toca — Sn disse, sentando-se ao lado dele. A proximidade fez com que a coxa dela roçasse na dele, e Kenma sentiu uma descarga elétrica percorrer sua espinha. — Mas eu gosto de desafios. Especialmente os que parecem ter muito conteúdo escondido.
Durante a hora seguinte, Kenma esqueceu completamente de seus amigos. Sn era magnética. Ela não falava apenas por falar; ela fazia perguntas sobre seus jogos, sobre sua lógica de estratégia, e o olhava nos olhos com uma intensidade que o fazia querer se esconder e, ao mesmo tempo, nunca desviar o olhar. O jeito como ela pronunciava o nome dele — *Ken-ma* — com uma ênfase suave no final, era como música.
— Posso provar o seu suco? — perguntou ela, apontando para o copo dele.
— Claro.
Ela pegou o copo e bebeu diretamente do mesmo canudo que ele, mantendo o contato visual. Kenma observou, hipnotizado, quando uma pequena gota de suco escapou do canto da boca dela e começou a escorrer em direção ao queixo. Sem pensar, agindo por um instinto que desconhecia, ele estendeu a mão. Seus dedos tocaram a pele macia de Sn, enxugando a gota, e seus polegares demoraram-se nos lábios dela por um segundo a mais do que o necessário.
— Obrigada — sussurrou ela, e o sorriso que ela deu foi o golpe final na sanidade dele.
Quando o grupo começou a se dispersar, as amigas de Sn demonstraram preocupação com o trajeto dela para casa. Antes que Sn pudesse abrir a boca, Kenma se levantou, a postura subitamente assertiva.
— Eu acompanho ela. Moramos na mesma direção — mentiu ele, já que o apartamento dele era para o lado oposto, mas ele não se importava.
O caminho até o prédio de Sn foi preenchido por uma tensão palpável. Assim que cruzaram a porta do apartamento dela, o "modo passivo" de Kenma foi desativado. Sn não perdeu tempo; ela o empurrou contra a porta fechada e o selou com um beijo faminto. Kenma, inicialmente travado pela surpresa, logo correspondeu com uma urgência que o surpreendeu.
— Você está tenso, Kozume — murmurou ela entre beijos, levando as mãos dele até o seu bumbum e apertando-as ali. — Pode tocar. Onde você quiser. Eu sou toda sua esta noite.
O toque na carne firme e macia dela fez com que o membro de Kenma ficasse duro como pedra instantaneamente. Eles tropeçaram em direção ao quarto, as roupas sendo descartadas pelo caminho como obstáculos em um mapa de RPG. Quando caíram na cama, Kenma parou por um segundo, a respiração errática.
— Sn... eu não tenho muita experiência com... isso — confessou ele, a honestidade cortante de sempre. — Mas eu aprendo rápido. Eu analiso dados.
Sn soltou uma risada cafajeste, subindo sobre ele e sentando-se em seu colo, o vestido já na altura da cintura.
— Eu não duvido da sua capacidade de aprendizado, Kenma. Mostre-me o que você já descobriu.
Kenma levantou o vestido dela por completo, revelando a pele morena e impecável. Seus olhos brilharam ao ver os seios pequenos, os mamilos já escurecidos e eretos. Ele os abocanhou com a fome de quem esteve em jejum a vida toda, sugando e mordiscando com uma técnica que fez Sn arquear as costas e gritar o nome dele.
— Meu Deus, Kenma! — ela exclamou, as mãos puxando o cabelo loiro dele.
Sn deslizou para baixo, querendo retribuir. Quando ela o libertou da cueca, soltou um assobio baixo.
— Você é maior do que eu imaginava, gatinho — provocou ela, antes de envolvê-lo com a boca.
O rosnado que saiu da garganta de Kenma foi puramente animal. Ele a puxou para cima, sentindo o corpo dela contra o seu, a umidade dela lubrificando a junção de suas coxas. Ele a jogou de costas na cama, abrindo suas pernas e mergulhando o rosto entre elas. A língua de Kenma trabalhava com a mesma precisão que seus dedos no teclado, encontrando o clitóris dela e estimulando-o até que Sn estivesse à beira de um colapso.
— Kenma, por favor! — ela implorou, as pernas tremendo. — Agora!
Ele parou abruptamente, saboreando o olhar de desespero dela. Com uma calma calculada, ele pegou um preservativo na gaveta da cabeceira e se protegeu. Quando ele entrou nela, foi em um movimento único e profundo, preenchendo-a completamente.
— Ah! — Sn soltou um suspiro longo, mas logo recuperou o controle. Ela inverteu as posições, sentando-se sobre ele e começando a cavalgar com um ritmo frenético.
Ela pegou a mão de Kenma e a colocou sobre seu próprio seio, enquanto a outra mão dele era guiada para o seu clitóris, onde ele deveria continuar o estímulo.
— Você é bom... tão bom... o melhor — ela gemia, os olhos revirando enquanto o movimento de Kenma embaixo dela a levava ao limite.
Kenma não parou. Ele observava cada expressão dela, cada contração, ajustando seu ritmo para maximizar o prazer de Sn. Quando ela finalmente atingiu o clímax, o corpo dela deu espasmos violentos sobre o dele, e Kenma a segurou firme, gozando logo em seguida, sentindo a conexão total de seus sistemas.
Depois de alguns minutos de silêncio e respirações pesadas, Sn se afastou levemente, sentando-se sobre o abdômen dele enquanto se ajeitava, o cabelo cacheado bagunçado e um brilho de satisfação nos olhos.
— Sabe, Kozume — disse ela, inclinando-se para frente com um sorriso charmoso —, você deveria me chamar para sair de novo. Definitivamente, você faz o meu tipo.
Kenma sorriu de canto, puxando-a para um beijo calmo.
— Eu já estou planejando a próxima rodada, Sn. E acredite, eu nunca perco quando o prêmio é esse.