Kozume Kenma e Sn
Nível de Dificuldade: Mundo Aberto e Marcas de Sol
O som das ondas quebrando na areia servia como uma trilha sonora constante e relaxante, um contraste gritante com os bips eletrônicos e as explosões sintéticas que costumavam preencher o quarto de Kenma em Tóquio. A casa de praia alugada pelo grupo de amigos era espaçosa, arejada e cheia de vida, mas para Kozume Kenma, o mundo ainda se resumia ao pequeno raio de alcance onde Sn estivesse.
Sn havia planejado cada detalhe daquelas férias com uma empolgação contagiante. Ela tinha uma lista mental — e provavelmente uma física, salva em algum bloco de notas no celular — de tudo o que queria experimentar com seu namorado gamer sob o sol do verão. Kenma, que normalmente odiaria a ideia de trocar seu ar-condicionado pela umidade litorânea, aceitava cada sugestão com uma complacência rara. Se fosse para vê-la sorrir daquele jeito, ele enfrentaria até o boss final mais difícil: a luz solar direta.
Quando finalmente desceram para a areia, o impacto foi imediato. Sn usava um biquíni de amarrar que parecia ter sido esculpido em seu corpo. As cores vibrantes destacavam sua pele morena, e o corte valorizava cada curva das pernas torneadas e do bumbum que Kenma conhecia tão bem pelo tato.
Kenma, usando uma camisa de proteção UV e óculos escuros, sentou-se sob o guarda-sol, mas seus olhos não estavam no mar. Ele agia como um sentinela em um jogo de torre de defesa. Cada vez que um veranista passava perto demais ou ousava olhar por mais de dois segundos para a silhueta de Sn, a mandíbula de Kenma travava.
— Kenma, você está com uma cara de quem vai banir alguém do servidor — brincou ela, ajoelhando-se na areia ao lado dele com um frasco de protetor solar. — Relaxa. Vem cá, deixa eu passar isso em você.
— As pessoas não têm senso de espaço pessoal aqui — resmungou ele, mas inclinou-se para frente, permitindo que ela trabalhasse.
As mãos de Sn, pequenas e macias, começaram a espalhar o creme pelos ombros pálidos dele. Ela fazia movimentos circulares, lentos e deliberadamente provocantes, deixando a ponta dos dedos roçar a nuca dele e a linha da coluna. Kenma soltou um suspiro pesado, sentindo o corpo reagir instantaneamente ao toque dela, mesmo sob o calor de trinta graus.
— Minha vez — disse ele, pegando o frasco da mão dela com uma autoridade silenciosa.
Sn virou-se de costas, e Kenma começou a aplicar o protetor. Seus dedos longos e ágeis, acostumados à precisão milimétrica dos controles, mapearam cada centímetro da pele quente de Sn. Ele demorava-se propositalmente na base da lombar e na curva interna das coxas, sentindo-a estremecer sob seu toque. Para quem olhasse de longe, era apenas um namorado cuidadoso; para Sn, era uma declaração de posse silenciosa.
— Olha só o que eu fiz — sussurrou ela, virando-se de frente e puxando levemente o top do biquíni para baixo, apenas o suficiente para revelar uma pequena área de pele que ela havia protegido com um adesivo antes de se bronzear.
Ali, entre seus seios pequenos e firmes, havia uma marquinha de sol perfeita: a letra "K".
Kenma sentiu o sangue latejar nas têmporas. O "K" de Kozume. O "K" de Kenma. Ver sua inicial marcada na pele dela, como um selo de propriedade permanente para aquele verão, despertou um instinto possessivo que ele mal conseguia conter. Ele estendeu a mão, o polegar traçando o contorno da letra com uma pressão que fez Sn arfar.
— Você é inacreditável — murmurou ele, a voz perigosamente baixa. — Agora eu realmente não posso deixar ninguém chegar perto de você.
— Então me leva para o mar — desafiou ela, sabendo que ele odiava a sensação da água salgada, mas que faria qualquer coisa para tê-la só para si. — Você sabe que eu não sei nadar direito. Vou precisar de um suporte.
Kenma levantou-se, estendendo a mão para ela.
— Modo cooperativo, então. Eu não vou deixar você afundar.
Eles caminharam até a beira da água. Sn hesitou quando a primeira onda atingiu seus tornozelos, mas Kenma a puxou para perto, envolvendo a cintura dela com um braço firme. Conforme avançavam, o nível da água subia, e Sn, sentindo-se insegura com o movimento das ondas, enlaçou as pernas ao redor da cintura dele e os braços em seu pescoço.
Kenma a levou para onde a água batia em seu peito, um lugar onde os outros amigos não podiam ouvi-los e onde a profundidade tornava Sn totalmente dependente dele.
— Kenma, está ficando fundo... — ela sussurrou, apertando-o mais, sentindo o peito dele contra o seu.
— Eu estou segurando você, Sn. Você não vai a lugar nenhum — disse ele, os olhos dourados brilhando com a reflexão da água.
Ali, protegidos pelo volume do oceano, Kenma iniciou uma sessão de amassos que tirou o fôlego de Sn mais do que qualquer onda. Seus beijos eram profundos e salgados, e suas mãos, escondidas sob a superfície da água, exploravam as curvas dela com uma liberdade que a areia pública não permitia. Sn sentia-se segura e, ao mesmo tempo, perigosamente exposta à vontade dele.
Mais tarde, quando o sol começou a se pôr e o grupo retornou para a casa, o ritual do banho tornou-se o momento mais sagrado do dia. No banheiro privativo do quarto deles, o vapor subia enquanto a água morna lavava o sal e a areia.
— Deixa que eu ajudo — disse Kenma, pegando a esponja com sabonete líquido.
Ele a lavou com uma meticulosidade técnica, checando cada parte de seu corpo como se estivesse revisando um código em busca de erros. Quando chegou ao peito dela, ele parou, observando novamente a letra "K" que agora se destacava contra a pele levemente avermelhada pelo sol.
— Ficou perfeito — comentou ele, passando a esponja suavemente sobre a marca.
Sn, por sua vez, também cuidou dele. Kenma estava com os ombros e o nariz rosados, uma prova de que ele realmente tinha passado tempo demais fora de sua "caverna" por ela. Ela passou um gel pós-sol com carinho, rindo baixo quando ele resmungava sobre a ardência.
— Você está lindo assim, Kenma. Parece um personagem que levou um debuff de fogo, mas sobreviveu — brincou ela, ajudando-o a se vestir.
Ela havia preparado as malas de ambos com roupas que combinavam. Para aquela noite, escolheram tons de azul escuro e branco. Kenma de camisa de linho aberta e Sn com um vestido leve que realçava seu bronzeado.
No restaurante à beira-mar, a atmosfera era sofisticada e agitada. Kenma percebeu que, se Sn estava bonita na praia, sob a luz das velas e com a pele brilhando pelo hidratante, ela estava simplesmente letal. Ele mal conseguia tocar na comida, ocupado demais em observar a maneira como os homens nas mesas vizinhas desviavam os olhos para ela.
Sn, percebendo a tensão crescente de seu namorado gamer, decidiu que era hora de marcar seu próprio território. Quando notou uma cliente em uma mesa próxima lançando olhares interessados para o perfil sério e misterioso de Kenma, ela agiu.
— Kenma, está calor aqui, não acha? — perguntou ela, inclinando-se para o lado dele.
Ela passou o braço pelo pescoço dele, puxando-o para um beijo lento e possessivo bem na frente de todos. Enquanto o beijava, Sn deslizou a outra mão por baixo da mesa, encontrando a coxa de Kenma e subindo perigosamente perto de sua intimidade, apertando o tecido da calça dele.
Kenma soltou um rosnado baixo contra os lábios dela, os olhos se arregalando por um segundo antes de se fecharem em puro deleite.
— Sn... — ele alertou, a voz falhando. — Estamos em público.
— Eu sei — sussurrou ela no ouvido dele, a voz carregada de promessas. — Só queria lembrar a todos de quem você é. E lembrar você de que eu não aguento mais esperar para estarmos sozinhos.
Kenma pagou a conta em tempo recorde.
De volta à casa, eles não chegaram à cama. A varanda do quarto deles dava de frente para o mar, banhada pela luz prateada de uma lua cheia que transformava o oceano em um espelho de mercúrio. O vento soprava suave, trazendo o cheiro do sal e o som das ondas.
— Você queria uma recompensa por ter sido uma boa garota hoje? — perguntou Kenma, prensando-a contra o parapeito de madeira da varanda.
— Eu quero tudo o que você planejou, Kenma — respondeu ela, os olhos brilhando.
Ele a levantou, sentando-a no parapeito largo. As pernas de Sn se abriram instantaneamente, envolvendo a cintura dele. Kenma abriu o vestido dela, revelando a marquinha de sol que brilhava sob o luar. Ele inclinou a cabeça, beijando o "K" com uma reverência quase religiosa antes de subir para o pescoço dela.
— Você marcou o meu nome no seu corpo — sussurrou ele, as mãos apertando as coxas dela com força. — Agora eu vou marcar o meu prazer na sua memória.
Ali, sob as estrelas e diante da imensidão do mar, Kenma a possuiu com uma intensidade que superava qualquer partida que ele já tivesse jogado. Não havia telas, não havia controles, apenas o calor da pele morena de Sn, os gemidos que se perdiam no vento e a certeza de que, naquele mundo aberto, eles eram os únicos jogadores que importavam.
Quando finalmente voltaram para dentro, exaustos e satisfeitos, Kenma a puxou para o seu peito, observando o reflexo da lua sumir no horizonte.
— Sabe, Sn... — começou ele, a voz sonolenta mas feliz. — Eu acho que posso me acostumar com esse tipo de evento sazonal.
— É? — perguntou ela, quase dormindo. — Mesmo com o sol e a areia?
— Mesmo com tudo isso. Contanto que o prêmio final seja sempre você.