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Kozume Kenma e Sn

Nível de Dificuldade: Hardcore

O silêncio que se seguiu à última frase de Kenma era denso, carregado pelo cheiro doce da sua excitação e pelo som da sua respiração descompassada. Você ainda sentia os espasmos rítmicos em seu ventre, uma ressaca de prazer que fazia suas pernas brasileiras, tão elogiadas por ele, tremerem como se tivessem corrido uma maratona. Kenma, por outro lado, parecia ter o controle absoluto da situação, embora o brilho em seus olhos dourados revelasse que ele estava longe de estar indiferente.

— Kenma... você é um idiota — você conseguiu balbuciar, tentando fechar as pernas apenas para ser impedida pelo joelho dele, que se posicionou firmemente entre suas coxas.

— Um idiota que acabou de ganhar a partida e deixou você nesse estado — ele retrucou com um meio sorriso, a voz ainda baixa e rouca. — Não me parece uma descrição precisa. Eu diria que sou... eficiente.

Ele se inclinou mais, o rosto ficando a poucos centímetros do seu. O contraste era gritante: você, uma bagunça de cachos morenos e pele suada, e ele, com aquele ar de quem mal tinha se esforçado, apesar de ter acabado de realizar uma das jogadas mais complexas da temporada enquanto te levava ao limite. Kenma estendeu a mão livre para afastar um cacho que caía sobre seus olhos, o toque agora surpreendentemente gentil.

— Você está muito sensível, Sn — ele observou, a ponta dos dedos roçando sua bochecha. — Eu consigo sentir o seu pulso daqui. É fascinante como o seu corpo reage a mim. É quase como um código que eu aprendi a hackear perfeitamente.

— Você não me "hackeou" — você protestou, embora o som tenha saído mais como um gemido do que como uma negação. — Você só... você sabe que eu não consigo resistir quando você fala desse jeito.

Kenma soltou uma risada nasalada, um som raro que sempre fazia seu coração disparar. Ele se levantou levemente, não para se afastar, mas para se sentar novamente na cadeira gamer, puxando você para cima. Com uma força que ele raramente demonstrava, ele te acomodou em seu colo, de frente para ele, com suas pernas contornando sua cintura fina. A umidade entre vocês era um lembrete constante do que havia acabado de acontecer debaixo daquela mesa.

— O chat vai começar a perguntar por que eu demorei tanto para entrar na próxima fila — ele disse, olhando para os monitores por cima do seu ombro, mas sem fazer menção de colocar os fones de ouvido novamente. — Mas eu acho que eles podem esperar. O "conteúdo secundário" está muito mais interessante agora.

— Você não vai abrir a câmera, vai? — você perguntou, os olhos arregalados, sentindo o pânico e a excitação se misturarem.

— Talvez — ele provocou, as mãos descendo para apertar suas nádegas torneadas com possessividade. — Eu poderia deixar o microfone aberto. Deixar que eles ouçam o quão alto você consegue ficar quando eu decido que você ainda não gozou o suficiente. O que você acha dessa estratégia?

— Kenma, não ouse... — você o ameaçou, mas suas mãos já estavam subindo pela nuca dele, os dedos se perdendo na raiz escura do seu cabelo loiro.

— Você fica tão brava quando está excitada — ele murmurou, aproximando os lábios do seu pescoço, onde deixou um beijo úmido e uma mordida leve que te fez arquear as costas. — É uma das minhas partes favoritas. Você tenta manter a dignidade enquanto está derretendo nos meus braços.

Ele começou a se movimentar levemente sob você, o atrito das roupas sendo a única coisa que separava a urgência de ambos. Kenma era conhecido por sua paciência no vôlei e nos jogos, sua capacidade de esperar pelo momento exato para atacar. E ali, no ambiente controlado do seu quarto, ele estava aplicando a mesma lógica. Ele queria ver até onde você aguentava antes de implorar novamente.

— Sabe, Sn — ele começou, a voz vibrando contra a sua pele —, eu andei pesquisando sobre limites sensoriais. Dizem que, após um ápice como o seu, o corpo fica em um estado de hipersensibilidade. Cada toque é amplificado.

Ele deslizou a mão novamente para baixo, mas desta vez não foi direto ao centro. Ele acariciou a parte interna das suas coxas, subindo lentamente, apenas roçando a pele com as pontas dos dedos, fazendo você se arrepiar inteira.

— Por favor, Kenma... não brinca assim — você implorou, a voz falhando.

— Eu não estou brincando — ele corrigiu, o olhar subindo para encontrar o seu. — Eu estou analisando os dados. E os dados dizem que você quer mais, mesmo que diga o contrário.

Ele se inclinou para trás na cadeira, mantendo você equilibrada em seu colo, e estendeu a mão para o mouse. Com alguns cliques rápidos, ele desativou as notificações de sua live e fechou o lobby do jogo. O silêncio no quarto agora era absoluto, quebrado apenas pelo zumbido dos coolers do computador e pelo som das respirações pesadas.

— Eu decidi que a live acabou por hoje — ele anunciou, voltando toda a sua atenção para você. — Eu tenho uma missão muito mais importante para completar.

— E qual seria essa missão? — você perguntou, sentindo o calor dele emanar através do tecido.

— Levar você ao colapso total — ele respondeu com uma sinceridade assustadora. — Eu quero ver o quanto mais de suco você consegue produzir para mim. Eu quero ver se consigo fazer você esquecer o próprio nome enquanto eu te degrado e te adoro ao mesmo tempo. Porque, no final das contas, Sn... você é minha.

Ele te beijou então, um beijo faminto e profundo que cortou qualquer protesto que você pudesse ter. A língua dele era ágil, explorando sua boca com a mesma maestria com que ele explorava os mapas virtuais. Enquanto isso, suas mãos voltaram a trabalhar, sem a distração do jogo agora, focadas unicamente em destruir sua resistência.

— Você é tão pequena — ele murmurou entre os beijos, as mãos subindo para apertar seus seios pequenos, que cabiam perfeitamente na palma da mão dele. — Mas faz um barulho tão grande.

Você sentiu o dedo dele encontrar novamente o caminho para o seu centro, que ainda pulsava. Quando ele entrou, você soltou um grito abafado contra os lábios dele. Ele não foi gentil; ele sabia que, naquele ponto, a gentileza não era o que você buscava. Ele usou o polegar para pressionar o seu clitóris com força, girando-o de uma forma que fazia faíscas explodirem diante dos seus olhos.

— Olha para mim — ele ordenou, e você obedeceu, encontrando aqueles olhos de gato que brilhavam com uma luxúria fria e calculista. — Eu quero que você se lembre exatamente de quem está fazendo isso com você. Quem é que te deixa assim, toda aberta e molhada em cima de uma cadeira de mil dólares?

— É você... Kenma... só você — você gemeu, a cabeça caindo para trás enquanto ele aumentava a intensidade dos movimentos.

— Isso mesmo — ele disse, a voz ficando mais profunda. — Sou eu. E eu não vou parar até que você não consiga mais ficar de pé. Eu vou sugar cada gota de prazer que você tiver para oferecer, e depois vou fazer você produzir mais.

O ritmo dele se tornou frenético, uma cadência que você não conseguia acompanhar. Você sentiu a pressão subindo novamente, o líquido se acumulando, a sensação de que ia explodir a qualquer segundo. E Kenma, como o estrategista que era, sabia exatamente quando dar o golpe final.

Ele parou o movimento dos dedos por um segundo, apenas para te dar um tapa leve e estalado na vulva, um choque térmico e sensorial que te fez perder o fôlego.

— Agora, Sn. Esguicha para mim de novo. Mostra o quanto você é minha vadiazinha brasileira.

A ordem foi o gatilho. Seu corpo arqueou violentamente, e você sentiu o prazer te atingir como uma onda de choque. O líquido saiu em jatos, molhando a mão dele, a cadeira e o moletom que ele usava. Você gritou o nome dele, repetidamente, enquanto sua visão ficava branca e seus músculos se contraíam em um êxtase insuportável.

Kenma não desviou o olhar. Ele assistiu a cada segundo da sua ruína, um sorriso de satisfação genuína brincando em seus lábios. Ele continuou a te estimular, mesmo durante o orgasmo, garantindo que cada nervo do seu corpo fosse levado ao limite máximo.

Quando você finalmente desabou contra o peito dele, ofegante e sem forças, ele te abraçou com força, enterrando o rosto em seus cachos. O cheiro de vocês dois preenchia o ar, um troféu da vitória que ele acabara de conquistar.

— Bom trabalho, Sn — ele sussurrou em seu ouvido, a voz agora suave e quase carinhosa. — Acho que essa foi a minha melhor pontuação até hoje.

Ele afastou um pouco o corpo para olhar para o estrago que haviam feito. Suas mãos estavam brilhando, o líquido secando em sua pele. Ele novamente levou os dedos à boca, limpando o rastro do seu prazer com uma lentidão provocante.

— Realmente... — ele disse, saboreando o gosto — ... o melhor sabor do mundo.

Ele te ajeitou melhor em seu colo, puxando um cobertor que estava por perto para cobrir vocês dois, embora não parecesse ter pressa de te soltar.

— Agora descanse — ele comandou, voltando a ser o Kenma preguiçoso de sempre, mas com um brilho de posse ainda latente. — Temos outra rodada em breve. E eu não aceito nada menos que a perfeição de você.

Você apenas assentiu, exausta demais para falar, fechando os olhos enquanto sentia o coração dele bater contra o seu, sabendo que, no jogo de Kenma Kozume, você sempre seria a peça mais valiosa.