Kozume Kenma e Sn
Sete Minutos de Pura Estratégia
A música eletrônica pulsava nas paredes do casarão alugado pela república de estudantes de tecnologia. O ar estava pesado, saturado com o cheiro de álcool barato, perfumes caros e o calor humano de dezenas de universitários tentando esquecer que a semana de provas se aproximava. Kenma Kozume, vestindo um moletom preto largo que parecia engolir sua estrutura magra, estava encostado em um canto escuro, os olhos fixos na tela do celular, mas seus sentidos estavam em outro lugar.
Ele sabia que ela estaria lá. Ele sentiu o perfume de baunilha e coco antes mesmo de vê-la.
Sn atravessou a sala como se fosse a dona do lugar. Seus cachos morenos saltavam a cada passo, e o vestido curto realçava suas pernas torneadas, um contraste gritante com a palidez de Kenma. Ela segurava um copo vermelho, os olhos brilhando com uma malícia que ele conhecia bem das madrugadas de mensagens trocadas no Discord.
— Achei que você fosse um 'boss' difícil de encontrar fora da caverna, Kenma — disse ela, parando bem na frente dele, forçando-o a desviar o olhar do jogo.
— O servidor estava em manutenção — ele respondeu, a voz arrastada, embora o canto de seus lábios tenha subido quase imperceptivelmente. — E eu ouvi dizer que o nível de dificuldade desta festa aumentaria se eu não viesse.
— Você ouviu certo — ela sussurrou, inclinando-se para frente. O decote do vestido revelava a curva de seus seios pequenos, e Kenma sentiu a garganta secar. — Eu estava pensando em testar algumas mecânicas novas hoje à noite.
A provocação pairou no ar por longos minutos enquanto eles circulavam um ao outro, trocando olhares furtivos e toques "acidentais" que faziam a pele de ambos queimar. O flerte entre eles era uma guerra de atrito, uma partida de xadrez onde ninguém queria dar o primeiro xeque-mate, até que o grupo de amigos de Sn os arrastou para o centro da sala, onde uma garrafa de vodca vazia girava no chão de madeira.
— Verdade ou desafio, Sn? — perguntou uma de suas amigas, com um sorriso conspiratório.
— Desafio — Sn respondeu sem hesitar, os olhos fixos em Kenma, que estava sentado logo à frente, com os braços apoiados nos joelhos.
— Eu te desafio a passar sete minutos no paraíso... — A amiga apontou para o armário de vassouras debaixo da escada — ... com o Kozume.
Antes mesmo que a frase terminasse, Sn já estava de pé. Ela estendeu a mão para Kenma, um convite silencioso que ele aceitou no mesmo instante. Quando ele se levantou, a diferença de altura ficou evidente; ela precisava inclinar a cabeça para trás para encará-lo, e ele, com seu olhar de gato, parecia pronto para devorá-la.
— Sete minutos — disse alguém, fechando a porta do armário atrás deles e mergulhando-os na escuridão total.
O espaço era minúsculo, cheirando a produtos de limpeza e poeira, mas nada disso importava. Assim que a tranca estalou, o controle de Kenma evaporou. Ele a prensou contra a porta de madeira, as mãos grandes encontrando o caminho para a cintura dela, puxando-a para cima até que seus corpos estivessem colados.
— Você planejou isso — ele murmurou, a voz rouca contra o pescoço dela.
— Eu só facilitei o seu jogo — Sn respondeu, soltando um suspiro trêmulo quando sentiu o volume rígido dele pressionar contra sua coxa. — Você demora demais para agir, Kenma.
— Eu não demoro. Eu espero o momento de maior impacto.
O beijo que se seguiu foi faminto, uma colisão de línguas e dentes que refletia meses de tensão acumulada. Kenma a beijava com uma urgência que contrastava com sua calma habitual, enquanto as mãos de Sn viajavam pelo peito dele, sentindo o coração batendo freneticamente sob o moletom.
Sn deslizou as mãos para baixo, alcançando o elástico da calça dele. Ela não perdeu tempo. Com uma agilidade que fez Kenma soltar um rosnado baixo, ela o libertou. Ele estava pulsante, pronto, e o toque das mãos pequenas e quentes de Sn fez seus olhos revirarem.
— Sn... — ele arquejou, as mãos apertando os cachos dela enquanto ela se ajoelhava no espaço reduzido.
Ela o envolveu com a boca, usando a língua com uma perícia que o deixou sem fôlego. Kenma encostou a cabeça na parede do armário, tentando manter o controle, mas o som úmido e o calor da boca dela eram demais. Ele sentia que ia atingir o limite em tempo recorde.
— Para... — ele pediu, a voz falhando. Ele a puxou pelos ombros, fazendo-a levantar. — Eu não vou deixar você ser a única a jogar aqui.
Ele a virou de costas, levantando o vestido dela até a cintura. Sn apoiou as mãos em algumas prateleiras velhas, soltando um gemido quando sentiu os dedos longos de Kenma mergulharem nela sem aviso. Ele não estava sendo gentil. Ele a explorava com a mesma inteligência estratégica que usava em seus jogos, encontrando cada ponto sensível, cada curva que a fazia estremecer.
— Você está tão molhada — ele sussurrou no ouvido dela, dando uma mordida provocante no lóbulo de sua orelha. — Está tentando inundar o armário, Sn?
— Cala a boca e continua — ela implorou, as pernas tremendo.
Kenma obedeceu. Ele usou a outra mão para estimular o clitóris dela com batidas rápidas, exatamente como fizera naquelas noites sob a mesa gamer, mas agora o contato era direto, pele na pele. Sn não conseguia mais conter os gemidos, abafando-os no próprio braço para que ninguém do lado de fora ouvisse.
O ápice veio rápido e violento. Sn arqueou as costas, sentindo as ondas de prazer inundarem seu corpo enquanto o líquido quente escorria pelos dedos de Kenma. Ele não parou até que ela estivesse completamente entregue, tremendo nos braços dele.
Sem perder o ritmo, ele a virou de frente novamente. Seus olhos dourados estavam escuros, predatórios. Ele se ajoelhou, ignorando o desconforto do chão duro, e retribuiu o favor. Sn sentiu a língua dele trabalhar com uma precisão cirúrgica, levando-a a um segundo orgasmo que a deixou sem forças. Quando ele terminou, Kenma limpou os lábios com as costas da mão, olhando para ela com um sorriso vitorioso.
— Acho que empatamos — disse ele.
Batidas fortes ecoaram na porta.
— Sete minutos, pombinhos! Saiam daí antes que a gente chame os bombeiros! — a voz de um veterano gritou lá fora.
Eles se separaram rapidamente, o coração de ambos ainda martelando. Sn tentou ajeitar o vestido e os cachos bagunçados, enquanto Kenma arrumava a calça e o moletom, tentando recuperar a expressão apática que era sua marca registrada.
Antes de abrir a porta, Kenma segurou o pulso dela, puxando-a para perto uma última vez.
— Você deveria ir para a minha casa agora — ele disse, o tom de voz não deixando espaço para discussões. — O armário é pequeno demais para o que eu ainda quero fazer com você.
Sn sorriu, um brilho de desafio nos olhos enquanto recuperava o fôlego.
— Você definitivamente deveria me levar para a sua casa, Kenma. Mas não espere que eu facilite a sua vitória na próxima rodada.
Ele abriu a porta e a luz ofuscante da sala os atingiu. Kenma saiu primeiro, com as mãos nos bolsos, parecendo o mesmo universitário desinteressado de sempre, se não fosse pelo brilho intenso em seus olhos. Sn o seguiu logo atrás, com um sorriso satisfeito que dizia a todos que, naquele jogo de sete minutos, ambos haviam saído como grandes vencedores.