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Lobo guloso

Sussurros de Pele e Floresta

O ronco da motocicleta de Jacob era uma vibração que eu sentia menos nos ouvidos e mais no fundo do meu baixo ventre. Eu estava agarrada à sua cintura, minhas mãos espalmadas contra o abdômen rígido e quente, sentindo cada músculo dele trabalhar enquanto ele manobrava pelas trilhas sinuosas que levavam para longe das luzes de La Push. O vento frio da noite batia contra meu rosto, mas as costas de Jacob eram uma muralha de calor absoluto, um escudo contra o mundo.

Quando ele finalmente desligou o motor em uma clareira isolada, onde as árvores eram tão altas que pareciam tocar as estrelas, o silêncio que se seguiu foi quase ensurdecedor. Jacob desceu da moto com uma agilidade predatória e, antes que eu pudesse sequer colocar os pés no chão, ele me puxou pela cintura, me tirando do assento e me prensando contra o tronco rugoso de um cedro antigo.

— Você não faz ideia do quanto eu esperei por esse momento — Jacob rosnou, a voz tão baixa que era quase um vibração física contra a minha pele.

— Você é um convencido, Black — eu arfei, sentindo o calor dele me envolver como um cobertor pesado. — Quem disse que eu ia aceitar vir até aqui?

— Seus olhos disseram — ele retrucou, aproximando o rosto do meu pescoço, aspirando meu cheiro com uma fome que me fez estremecer. — O jeito que você me tocou na caminhonete disse. Você está pegando fogo, e eu sou o único que sabe como apagar esse incêndio.

— Ou o único que sabe como aumentá-lo — corrigi, minhas mãos subindo para os seus ombros, apertando os músculos firmes que pareciam feitos de pedra aquecida.

Jacob soltou uma risada curta e sombria antes de atacar meus lábios novamente. Não havia nada de hesitante naquele beijo; era uma reivindicação. Suas mãos, grandes e calejadas, desceram para a barra da minha blusa, subindo pela minha pele com uma urgência que me fazia perder o fôlego. Onde ele tocava, parecia deixar um rastro de brasas.

— Jacob... — meu sussurro foi um gemido quando senti seus dentes roçarem o lóbulo da minha orelha.

— Eu sou seu, não sou? — ele perguntou, a voz carregada de uma possessividade que, em qualquer outro homem, seria assustadora, mas vindo dele, era apenas a verdade. — Diz que você ainda sente que eu sou seu.

— Você sabe que sim — admiti, desistindo de qualquer resistência. — Sempre foi você.

Ele me levantou com uma facilidade absurda, minhas pernas se entrelaçando automaticamente em sua cintura. Jacob me carregou para uma pequena área onde a grama era alta e macia, mas ele não me colocou no chão com delicadeza. Ele me deitou e se posicionou sobre mim, um peso bem-vindo que me ancorava à terra.

A camiseta dele foi descartada em um movimento rápido, revelando o peito largo e bronzeado que subia e descia com uma respiração pesada. À luz da lua, Jacob parecia uma divindade antiga, esculpida em bronze e desejo. Quando suas mãos voltaram para o meu corpo, desabotoando meu jeans com dedos que tremiam levemente — a única prova de que ele não estava tão calmo quanto fingia —, eu senti uma onda de antecipação que me fez arquear as costas.

— Você está tremendo — ele murmurou, os olhos escuros fixos nos meus, brilhando com aquela intensidade de lobo.

— É a sua culpa — respondi, puxando-o para baixo para que sua pele nua finalmente encontrasse a minha.

O contato foi elétrico. A temperatura corporal de Jacob era muito mais alta que a de um humano normal, e o contraste com o ar frio da noite de Washington criava uma névoa de luxúria ao nosso redor. Ele deslizou as mãos pelas minhas coxas, explorando cada centímetro com uma reverência pecaminosa, antes de se livrar do resto de nossas roupas.

Quando ele se posicionou entre minhas pernas, Jacob parou por um segundo, os braços musculosos sustentando seu peso acima de mim. Ele me olhou como se estivesse memorizando cada detalhe do meu rosto, sua expressão oscilando entre a ternura de quem me protegia e a selvageria de quem me desejava mais do que a própria vida.

— Eu vou te levar à loucura — ele prometeu, a voz rouca.

— Menos conversa, Black — eu desafiei, puxando-o pelo pescoço.

Ele entrou em mim com um impulso firme e profundo, arrancando um grito da minha garganta que se perdeu na vastidão da floresta. Foi intenso demais, real demais. Jacob soltou um rosnado baixo, a cabeça caindo na curva do meu ombro enquanto ele começava a se mover. Cada estocada era carregada de uma força bruta, mas perfeitamente controlada, uma pegada que só ele tinha.

— Jacob... meu Deus — eu choraminguei, minhas unhas cravando-se em suas costas, deixando marcas que eu sabia que desapareceriam em minutos devido à sua cura acelerada, mas que naquele momento eram troféus da minha entrega.

— Olha para mim — ele ordenou, a voz vibrando dentro do meu peito.

Eu abri os olhos, encontrando os dele. Havia uma conexão ali que ia além do físico, algo que o término do namoro nunca conseguiu quebrar. Era o magnetismo que ele mencionara; éramos duas forças destinadas a colidir. Ele acelerou o ritmo, o som de nossa pele se encontrando e nossas respirações aceleradas preenchendo o espaço entre as árvores.

Jacob era incansável. Ele me virou, me puxou, me possuiu com uma fome que parecia acumulada de séculos, não apenas de meses. Sua pele estava suada, escorregadia contra a minha, e o cheiro de floresta e homem era inebriante. Eu estava perdida em um labirinto de sensações, onde o único guia era o calor que emanava dele.

— Você é minha — ele rugiu, o som reverberando na clareira quando ele atingiu o próprio limite, me levando junto em uma explosão de cores e prazer que fez o mundo desaparecer.

Ficamos ali, emaranhados um no outro, enquanto o ritmo de nossos corações voltava lentamente ao normal. O peso de Jacob sobre mim era reconfortante, uma lembrança constante de que ele ainda estava ali, de que ele sempre estaria. Ele rolou para o lado, mas não me soltou, puxando-me para o seu abraço e cobrindo nossos corpos com sua jaqueta grande que estava jogada por perto.

— Eu te disse — ele sussurrou, beijando o topo da minha cabeça enquanto eu tentava recuperar o fôlego. — O desastre mais gostoso da sua vida.

— Você é um idiota — respondi, encostando a cabeça em seu peito, ouvindo a batida forte e rítmica do seu coração de lobo.

— Mas sou o seu idiota — ele sorriu, e eu podia sentir o orgulho em sua voz. — E agora, como é que a gente volta para a fogueira com essa cara?

— A gente não volta — eu disse, fechando os olhos e me aconchegando mais ao seu calor. — Pelo menos não agora.

Jacob soltou uma risada baixa e vitoriosa, apertando-me mais contra si. A tensão sexual podia ter sido aliviada, mas a ligação entre nós, aquela eletricidade perigosa e protetora, estava mais forte do que nunca. Em La Push, o sangue sempre fervia, e enquanto Jacob Black estivesse por perto, eu sabia que nunca sentiria frio novamente.