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Loucos

Mel, Pecado e a Gaiola de Seda

O mármore frio da mesa da cozinha contrastava violentamente com o calor que emanava do corpo de Tobio. Izabelle sentia cada terminação nervosa de seu corpo disparar conforme a língua dele traçava caminhos lentos e tortuosos pela sua pele melada. O cheiro de chocolate e mel pairava no ar, misturando-se ao perfume inebriante que ele exalava — algo que lembrava floresta úmida e uma masculinidade selvagem que a deixava tonta.

Ele desceu o rastro de beijos, ignorando qualquer pressa. Quando a língua dele encontrou o metal frio do piercing no umbigo de Izabelle, ela soltou um suspiro entrecortado, as mãos enterrando-se nos cabelos negros e sedosos dele. Tobio parecia adorar o contraste do metal contra a pele macia, brincando com a joia enquanto suas mãos grandes e possessivas apertavam as coxas dela, mantendo-as bem abertas.

— Você é minha, Izabelle — murmurou ele contra o ventre dela, a voz vibrando de um jeito que a fez estremecer. — Cada gota desse mel, cada centímetro dessa pele... tudo me pertence.

Ela queria protestar, queria dizer que não era um objeto, mas as palavras morriam em sua garganta. A intensidade do olhar de Kageyama, aquele azul profundo e obsessivo, a desarmava completamente. Ele não esperou por uma resposta. Com um movimento ágil, ele puxou a saia dela, revelando a lingerie de renda que ele mesmo devia ter escolhido para ela usar.

O beijo que se seguiu foi urgente, faminto. As bocas se encontraram com o gosto residual do doce, uma mistura de açúcar e luxúria. Tobio a possuía com o olhar antes mesmo de tocá-la onde ela mais desejava. Quando a mão dele finalmente deslizou para baixo, encontrando a umidade que denunciava o quanto ela o queria, Izabelle jogou a cabeça para trás, soltando um gemido que ecoou pela cozinha silenciosa.

— Tobio... por favor — implorou ela, sem saber exatamente o que estava pedindo, apenas sentindo que precisava de mais.

Ele sorriu, aquele sorriso de quem tem o controle absoluto da situação. Seus dedos começaram um movimento rítmico e experto, explorando-a com uma precisão que a fazia ver estrelas. Ele a conhecia, ou pelo menos estava aprendendo a conhecer cada reação de seu corpo com uma rapidez assustadora. Izabelle sentia-se como um instrumento sendo tocado por um mestre cruel e apaixonado.

A tensão subiu até um ponto insuportável. Quando ele finalmente se livrou das próprias roupas e a possuiu ali mesmo, entre os livros de receitas e as manchas de farinha, o mundo ao redor de Izabelle simplesmente deixou de existir. Não havia mais sequestro, não havia mais amigas preocupadas, não havia festival ou coreografias de New Jeans. Só existia o impacto, o ritmo frenético e a possessividade de Kageyama.

Eles se moviam como animais, uma dança de corpos que buscavam desesperadamente preencher o vazio um do outro. Tobio a segurava como se ela fosse escapar a qualquer momento, marcando seus ombros com beijos que logo se tornariam hematomas arroxeados. Izabelle, por sua vez, arranhava as costas dele, deixando trilhas de desejo na pele alvo.

O clímax veio como uma explosão, deixando os dois ofegantes e suados sobre a mesa de pedra. Por alguns minutos, o único som na cozinha era a respiração pesada de ambos. Tobio não se afastou; ele a manteve por perto, escondendo o rosto no pescoço dela, sentindo as batidas aceleradas de seu coração.

— Vamos — disse ele finalmente, a voz rouca. — Você ainda está toda suja de mel.

Ele a pegou no colo como se ela não pesasse nada. Izabelle sentia-se mole, os sentidos ainda nublados pelo prazer. No banheiro, a cena se repetiu, mas de uma forma ainda mais intensa. Sob o jato de água quente, Kageyama parecia estar em uma espécie de transe, um cio que não tinha fim.

— Tobio, a gente acabou de... — ela começou a dizer, mas foi silenciada por um beijo que roubou todo o seu fôlego.

As mãos dele não paravam. Ele ensaboava o corpo dela com uma urgência quase violenta, seus dedos apertando seus seios com força, deixando marcas claras que contrastavam com a pele rosada pelo calor da água. Ele parecia obcecado em marcar cada espaço, em garantir que, mesmo quando ele não estivesse tocando-a, ela sentisse a marca de sua presença.

— Eu não consigo parar — confessou ele, os olhos fixos nos dela enquanto a prendia contra o azulejo frio do box. — Eu olho para você e sinto que vou enlouquecer se não tiver você de novo. E de novo.

Izabelle sentiu um calafrio que não tinha nada a ver com a temperatura da água. Era assustador e, ao mesmo tempo, estranhamente viciante. Ela sabia que aquilo era errado, que a situação era doentia, mas quando ele a possuía daquela forma, com aquela fome desesperada, ela se sentia a pessoa mais importante e desejada do mundo.

— Você é um louco, Kageyama — sussurrou ela, puxando-o para mais um beijo.

— Por você, eu sou — respondeu ele, antes de perdê-la novamente em meio ao vapor e ao som da água caindo.

Depois do que pareceu uma eternidade de carícias e possessividade no banho, eles finalmente saíram. Tobio a secou com uma delicadeza que contrastava com a brutalidade de minutos atrás. Ele a vestiu com uma de suas camisetas grandes, que ficava larga e curta nela, exalando o cheiro dele.

Eles caminharam até o quarto, e a exaustão finalmente começou a cobrar seu preço. O dia tinha sido uma montanha-russa de emoções — desde o choque da percepção de seu cativeiro até a entrega total na cozinha.

Ao deitarem na cama imensa, Tobio a puxou para seus braços, envolvendo-a como se fosse um tesouro precioso. Ele não a deixava dormir longe; ela tinha que estar colada a ele, sentindo o calor de seu peito contra suas costas.

— Durma, Iza — murmurou ele, beijando o topo de sua cabeça. — Amanhã será um novo dia. Só nosso.

Izabelle fechou os olhos, sentindo o peso do braço dele sobre sua cintura. Ela pensou nas amigas, em Rana, Iris e Stay, e sentiu uma pontada de culpa. Mas, conforme o sono a vencia, uma percepção perturbadora se instalou em sua mente. Ela não estava apenas aceitando aquela vida; ela estava começando a amá-la. A segurança daquela gaiola, a atenção absoluta de Tobio e a intensidade daquela paixão doentia estavam criando raízes em seu coração.

Ali, no escuro do quarto, abraçada pelo seu captor, Izabelle Mariana finalmente entendeu que talvez não quisesse mais ser resgatada. O doce cativeiro tinha o gosto viciante do mel, e ela estava disposta a se afogar nele.