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Loucos

O Altar da Carne e o Pacto das Sombras

A escuridão de Royale High não era mais um inimigo para Izabelle Mariana; era o seu manto. Já se passara uma semana desde que o sangue de Hiro havia manchado o mármore do Casarão 13, e a transformação da garota estava completa. Ela não era mais a estudante que buscava doses de tequila para esquecer; agora, ela buscava o toque de Tobio Kageyama para se sentir real. O isolamento forçado havia se tornado um isolamento desejado.

Izabelle estava parada diante do grande espelho de moldura dourada no quarto principal. Ela usava apenas uma lingerie de renda preta, fina o suficiente para que a pele alva e as curvas generosas de seus seios fartos transparecessem. O peso de seu busto, que sempre chamara a atenção por onde passava, agora parecia clamar pelo aperto das mãos de Tobio. Ela observou as marcas roxas em seu pescoço e coxas — selos de posse que ela exibia como joias valiosas.

A porta se abriu. Kageyama entrou, mas não havia pressa em seus passos. Ele carregava uma garrafa de cristal com um líquido âmbar e duas taças. Ele parou na porta, seus olhos azuis percorrendo o corpo de Izabelle com uma fome que nunca parecia saciada.

— Você está cada dia mais parecida com uma deusa caída, Izabelle — disse ele, fechando a porta e trancando-a com aquele clique metálico que antes a apavorava, mas que agora a excitava. — O medo finalmente deu lugar à devoção?

— O medo e a devoção são a mesma coisa nas suas mãos, Tobio — respondeu ela, virando-se para ele. O movimento fez com que seus seios balançassem pesadamente sob a renda, e ela viu o pomo de adão dele saltar enquanto ele engolia em seco. — Você me quebrou apenas para me reconstruir à sua imagem.

Kageyama caminhou até ela, deixando a garrafa sobre a mesa de cabeceira. Ele envolveu a cintura dela com um braço, puxando-a para o seu corpo rígido. Com a outra mão, ele segurou um de seus seios, apertando a carne macia com uma possessividade bruta que arrancou um gemido baixo de Izabelle.

— Eu não quero apenas o seu corpo, Izabelle. Eu quero a sua alma manchada pela minha — ele sussurrou, mordendo o lóbulo da orelha dela. — Hoje, o Conselho declarou oficialmente que você e o "desaparecido" Hiro foram vítimas de um acidente fora do campus. Você não existe mais para o mundo. Você é apenas minha prisioneira... minha rainha secreta.

— Então me governe — ela desafiou, passando as mãos pelo peito dele, sentindo os batimentos cardíacos acelerados sob a camisa social. — Me mostre que o sangue que derramamos valeu a pena.

Tobio não precisou de mais nenhum convite. Ele a jogou sobre a cama de cetim, subindo por cima dela com uma urgência predatória. Ele rasgou a renda preta da lingerie com as mãos, expondo totalmente o corpo dela à luz da lua que filtrava pela janela. A visão de Izabelle — com seus seios grandes e fartos arqueando-se para ele, os mamilos já rígidos pelo desejo, e o quadril largo convidando-o ao abismo — fez com que qualquer resquício de controle de Kageyama se dissolvesse.

— Você é magnífica — ele murmurou, descendo o rosto para os seios dela.

Ele abocanhou um dos mamilos, sugando com força enquanto sua mão massageava o outro seio com violência e prazer. Izabelle arqueou as costas, cravando as unhas nos ombros largos de Tobio. A sensação da língua dele contra sua pele sensível era como fogo líquido. Ela sentia o volume rígido dele pressionando sua intimidade, e a umidade entre suas pernas era um testemunho de sua rendição total.

— Tobio... por favor... agora! — ela implorou, a voz embargada pela luxúria.

Ele se afastou apenas o suficiente para se livrar das calças. Quando se posicionou entre as pernas dela, Izabelle viu a intensidade nos olhos dele — uma mistura de loucura, amor obsessivo e uma necessidade visceral de domínio.

— Olhe para mim, Izabelle — comandou ele, segurando o rosto dela com força. — Quero que você veja exatamente quem está te destruindo e te dando vida.

Ele a penetrou com um golpe único e profundo. Izabelle soltou um grito que foi abafado pelo beijo faminto de Tobio. Ele era enorme, preenchendo-a de uma forma que a fazia sentir que suas entranhas pertenciam a ele. O ritmo que ele impunha era implacável, uma cadência de estocadas violentas que faziam a cama ranger e os seios de Izabelle balançarem freneticamente.

— Você é minha! — ele rosnava a cada movimento. — Diga!

— Eu sou sua! — ela gritava, as lágrimas de êxtase escorrendo pelos cantos dos olhos. — Sempre sua, meu mestre, meu assassino!

A conexão entre eles era quase sobrenatural. No clímax do ato, Izabelle sentiu como se as sombras do quarto — os fantasmas de Haru e Hiro — estivessem observando, não mais com terror, mas com a aceitação de que aquele lugar pertencia agora a uma nova dinastia de horror e paixão. Tobio a virou de costas, puxando-a pelo quadril para que ela ficasse de quatro, expondo sua nudez completa ao seu olhar devasso.

Ele a possuía por trás com uma ferocidade animal, suas mãos apertando seus seios fartos por baixo, puxando-os enquanto ele se enterrava nela repetidamente. Izabelle sentia que ia desfalecer; o prazer era uma tortura doce, uma agonia que ela não queria que terminasse nunca. Quando o ápice finalmente os atingiu, foi como uma explosão de sentidos que os deixou trêmulos e exaustos sobre os lençóis negros.

Minutos depois, ainda ofegantes, Tobio se deitou ao lado dela, puxando-a para o seu peito. Ele acariciava o cabelo loiro e suado de Izabelle com uma ternura que contrastava violentamente com a brutalidade de instantes atrás.

— Não há volta, Izabelle — disse ele, a voz rouca. — Nós estamos ligados pelo sangue e pelo pecado. Royale High pode pensar que governa este lugar, mas este casarão é o nosso reino.

— Eu não quero voltar — ela respondeu, aninhando-se nele, sentindo o cheiro de sândalo e sexo. — O mundo lá fora é sem cor. Aqui, com você, tudo é intenso. Tudo é real.

Kageyama levantou-se e pegou a adaga que sempre deixava por perto. Ele fez um pequeno corte na palma da própria mão e, em seguida, pegou a mão de Izabelle, repetindo o gesto. Ele uniu as duas palmas, deixando que o sangue de ambos se misturasse.

— Um pacto — disse ele, os olhos brilhando com uma luz possessiva. — Até que a morte nos leve, ou até que nós levemos a morte a quem ousar nos separar.

Izabelle sorriu, um sorriso que continha a mesma pitada de loucura de Tobio. Ela levou a mão ensanguentada dele aos lábios, beijando a ferida.

— Até o fim, Tobio.

Naquela noite, o Casarão 13 finalmente silenciou. Os fantasmas pareciam ter encontrado um novo propósito: serem as testemunhas silenciosas de um amor que floresceu no necrotério da moralidade. Izabelle Mariana, a garota extrovertida, agora era a sombra perfeita para o esgrimista sombrio.

Eles não precisavam de luz. Eles tinham o fogo um do outro, e esse fogo queimaria Royale High até as cinzas se fosse necessário para mantê-los juntos. O mistério fora resolvido, o crime fora cometido, e o final feliz era escrito com sangue e prazer absoluto nas profundezas da ala masculina, onde ninguém ousaria procurar pela garota que o mundo esqueceu, mas que Tobio Kageyama jamais deixaria partir.