Love Propice
Toque de Seda e Fogo
A madrugada avançava, mas dentro da suíte, o tempo parecia ter se dissolvido em uma névoa de desejo e entrega. O som das ondas quebrando na praia, logo ali embaixo, já não era mais o som dominante; agora, o que preenchia cada canto do quarto eram os suspiros pesados, o roçar da pele úmida e os gemidos que Rafaella não fazia a menor questão de conter.
Augusto a possuía com uma fome que parecia inesgotável. Cada vez que ele pensava ter alcançado o ápice da sua conexão com ela, Rafa o surpreendia com um novo toque, um novo olhar intenso que o arrastava de volta para o abismo da paixão. Ela estava entregue, com os cabelos espalhados pelo travesseiro de seda, os olhos semicerrados e a boca entreaberta, buscando o ar que parecia lhe faltar a cada investida dele.
— Augusto... — ela murmurou, a voz saindo como um arranhão de prazer na quietude do quarto. — Mais... não para.
— Eu não vou parar, Rafa — respondeu ele, a voz rouca, vibrando contra o pescoço dela. — Eu nunca vou ter o suficiente de você.
Ele aumentou a intensidade, seus movimentos tornando-se mais firmes, ditados por uma urgência que só três anos de espera e uma cerimônia de casamento perfeita poderiam justificar. Rafa sentia cada músculo dele tensionar-se sob suas mãos, e a força com que ele a segurava a fazia sentir-se a mulher mais desejada do mundo. A cada gemido mais alto dela, Augusto respondia com mais vigor, sentindo o corpo dela estremecer e se arrepiar por completo sob o seu comando.
Era uma dança de poder e entrega. Rafaella, intensa por natureza, envolvia-o com as pernas, puxando-o para mais perto, querendo que não houvesse nem um milímetro de espaço entre eles. Ela amava o jeito como ele a dominava, mas também amava como ele se perdia nela.
Depois de um longo tempo, quando o ápice finalmente os atingiu como uma onda avassaladora, eles desabaram nos braços um do outro, os corações martelando em um ritmo frenético e sincronizado. O suor brilhava em suas peles sob a luz prateada da lua que entrava pela varanda.
Augusto beijou a testa de Rafa, sentindo o calor que emanava dela. Ele se afastou levemente, apoiando-se nos cotovelos para observar o rosto da esposa. Ela estava radiante, com as bochechas coradas e um sorriso de satisfação que o fazia se sentir o homem mais sortudo da Terra.
— Você está bem? — perguntou ele, a voz ainda carregada de emoção.
— Melhor do que nunca — suspirou ela, fechando os olhos por um momento. — Você me deixa sem forças, Guto.
Augusto sorriu e, ao se sentar na beira da cama para recuperar o fôlego, seus olhos foram atraídos por algo em cima da cômoda de madeira escura ao lado da cama. Era um kit de boas-vindas do hotel, mas não um qualquer. A embalagem de veludo preto continha frascos de cristais lapidados, cheios de óleos massageadores luxuosos, com essências de sândalo, baunilha e flores exóticas.
Um brilho travesso surgiu nos olhos dele.
— Sabe, Rafa... acho que a nossa noite ainda tem um capítulo especial.
Ela abriu um olho, curiosa.
— O que você está tramando, senhor meu marido?
Augusto pegou um dos frascos, sentindo o peso do vidro frio em suas mãos quentes.
— Digamos que eu quero garantir que você relaxe completamente depois de tudo o que eu fiz com você.
Ele voltou para o centro da cama e fez um sinal para que ela se virasse. Rafa, sempre pronta para as investidas dele, obedeceu prontamente, deitando-se de bruços e sentindo a expectativa crescer em seu peito.
Augusto derramou um pouco do óleo nas palmas das mãos, esfregando-as para aquecer o líquido. O aroma doce e levemente amadeirado imediatamente invadiu o ambiente, tornando a atmosfera ainda mais inebriante.
— Está morno? — perguntou ele, antes de tocar a pele dela.
— Só faz, Guto. Eu confio em você.
Quando as mãos grandes e firmes de Augusto tocaram a base da coluna de Rafa e subiram lentamente pelas costas dela, ela soltou um suspiro longo, relaxando cada músculo. O óleo deslizava com perfeição, permitindo que ele explorasse cada centímetro da pele bronzeada dela.
— Você é tão macia, Rafa — murmurou ele, concentrando-se nos ombros dela, onde a tensão do dia do casamento ainda parecia residir. — E tão bonita. Eu poderia passar a vida inteira apenas admirando cada curva sua.
— E eu poderia passar a vida inteira deixando você fazer isso — respondeu ela, a voz abafada pelo travesseiro. — Suas mãos são mágicas.
Augusto não tinha pressa. Ele usava os polegares para pressionar os pontos certos, sentindo Rafa se derreter sob seu toque. Ele desceu para a região lombar, seus movimentos tornando-se circulares e profundos. A cada toque, Rafa sentia um novo tipo de arrepio, um que não era apenas desejo, mas um carinho profundo, uma conexão que ia além do físico.
— Eu amo o jeito que você cuida de mim — disse ela, virando ligeiramente o rosto para olhá-lo.
— Eu sempre vou cuidar de você, Rafa. No restaurante, quando eu te pedi em casamento, eu prometi a mim mesmo que faria de tudo para que você se sentisse a mulher mais amada do mundo todos os dias. Isso aqui é só o começo.
Ele continuou a massagem, descendo pelas pernas longas e torneadas dela, usando o óleo para hidratar e acariciar. O toque de Augusto era firme, porém carregado de uma ternura que fazia o coração de Rafa transbordar. Ela se sentia protegida, valorizada e, acima de tudo, intensamente desejada.
Rafaella sentiu uma onda de gratidão e amor. Ela se virou, ficando de frente para ele, os olhos brilhando com uma nova intensidade.
— Minha vez — disse ela, pegando o frasco da mão dele.
Augusto riu, surpreso.
— Você deveria estar descansando, noiva.
— Eu descanso depois — respondeu ela, sentando-se e puxando-o para que ele se deitasse. — Agora, deixa eu mostrar o quanto eu aprecio o meu marido.
O resto da madrugada foi uma celebração silenciosa do amor que haviam construído ao longo de três anos. Entre massagens, beijos lentos e sussurros de promessas para o futuro, Augusto e Rafaella reafirmaram que o casamento não era um fim, mas um novo e excitante começo.
Quando os primeiros raios de sol começaram a pintar o céu de tons de laranja e rosa sobre o mar, eles finalmente se deixaram levar pelo sono, abraçados e envoltos no perfume dos óleos e na certeza de que aquela era apenas a primeira de muitas noites inesquecíveis que viriam. A lua de mel estava honrando cada promessa feita sob o altar, e o fogo entre eles, longe de se apagar, brilhava mais forte do que nunca.