Lovely Complex

idiota... mas foi um pouco engraçado. — Um pouco? — Augusto olhou para os cisnes de toalha. — O Leo tentou fazer um cisne e saiu um ganso com escoliose. Eles riram juntos por alguns minutos, a tensão da interrupção sendo substituída por uma cumplicidade leve. Augusto envolveu os ombros de Rafaella com o braço, puxando-a para o seu peito. — Desculpa por eles — murmurou ele, o tom agora mais sério e carinhoso. — Eu queria que essa noite fosse perfeita para você. Sem palhaçadas, sem interrupções. Só a gente. Rafaella olhou para ele, vendo a sinceridade nos olhos castanhos que tanto a encantavam. Ela esticou o braço e pegou uma das pétalas de hibisco da cama, rodando-a entre os dedos. — Augusto, a perfeição é superestimada. O que a gente teve hoje no mar, no chuveiro... isso é o que importa. Seus amigos são uns bobos, mas eles gostam de você. E, de um jeito muito torto, eles estão torcendo pela gente. Augusto sorriu, beijando a testa dela. — Você é gentil demais. Eu ainda vou fazer o Bernardo correr até as pernas caírem, mas talvez eu não os expulse do time. — Justo — concordou ela. Eles ficaram em silêncio por um momento, observando as velas que ainda queimavam espalhadas pelo quarto, criando sombras dançantes nas paredes. O cheiro de baunilha agora parecia menos enjoativo e mais acolhedor. — Então — começou Rafaella, com um brilho travesso nos olhos, apontando para o kit no travesseiro —, o que vamos fazer com todos esses "presentes" que eles deixaram? Augusto olhou para ela, sentindo o desejo reacender com força total. Ele se aproximou, o rosto a milímetros do dela, sentindo o calor que emanava de sua pele. — Bom — disse ele, a voz descendo para aquele tom rouco que a fazia estremecer —, eu sou um capitão que não gosta de desperdiçar recursos. E, já que eles se deram ao trabalho de preparar o campo... acho que o mínimo que podemos fazer é jogar a partida. Rafaella riu baixo, enlaçando o pescoço dele. — Você e suas metáforas de futebol. — Funciona, não funciona? — Funciona perfeitamente. Eles continuaram se amaram como se não houvesse amanhã. Cada toque de Augusto era como ser tocada por anjos. No ápice do amor, Augusto teve um a ideia,:como eles já estavam cansados, resolveu fazer uma massagem em Rafa. Ele começou pelo pescoço, barriga e dps os pés dela. Ele a massageava enquanto conversavam sobre como seria perfeito se eles estivessem fazendo isso a beira do mar. Ela então, de tanto prazer e satisfação misturado com o relaxamento que Augusto havia proporcionado com a massagem, acabou dormindo. Ele a cobriu e deitou de conchinha do lado dela

Personagens

Augusto Rafaella