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Mãe por 15 dias

O Ritual da Inocência

A água morna escorria pelas minhas costas, mas o calor que eu sentia no rosto não vinha do chuveiro. Era o rubor intenso de uma vergonha que eu nunca imaginei sentir na frente da Giovana. Estávamos juntas há anos, compartilhamos segredos, roupas e até namorados, mas a forma como ela me olhava agora — com uma autoridade calma e absoluta — transformava nossa amizade em algo completamente novo e desconcertante.

Senti a esponja macia, densamente carregada com aquela espuma que cheirava a bebê, tocar minha pele. Giovana começou pelos meus ombros, fazendo movimentos circulares e lentos.

— Relaxa, Nathally — ela murmurou, sua voz soando estranhamente próxima ao meu ouvido, competindo com o barulho da água. — Uma boa filha precisa estar impecável. Se você ficar tensa, não vou conseguir limpar direito.

Eu não conseguia responder. Apenas fechei os olhos, sentindo a mão dela guiar a esponja pelos meus braços, descendo para as minhas costas e depois para as minhas pernas. Cada toque parecia um lembrete de que, naquele momento, eu não era a jovem de 22 anos independente que pagava seus próprios boletos. Eu era apenas... dela.

Quando ela terminou de lavar minhas pernas, o silêncio no box se tornou pesado. Eu estava de frente para a parede de azulejos, mas senti quando ela se posicionou atrás de mim.

— Vire-se, querida — ordenou ela.

Eu me virei lentamente, tentando cobrir meus seios com os braços, mas Giovana segurou meus pulsos com firmeza e os abaixou.

— Nada de se esconder. Mamãe precisa ver tudo para saber se você está bem cuidada.

Ela ensaboou a esponja novamente e começou a lavar meu peito e minha barriga. Eu mordia o lábio inferior, desejando que aquele banho acabasse logo. Mas o pior ainda estava por vir. Quando a esponja desceu para a minha virilha, eu travei.

— Afaste as pernas, Nathally — disse ela, o tom de voz subindo um oitavo em autoridade.

— Gio... não... — minha voz saiu como um sussurro estrangulado. — Por favor, essa parte eu lavo sozinha. Eu juro que lavo bem.

— O que foi que eu disse sobre as regras? — Ela parou o movimento e me encarou nos olhos. — Eu sou a mãe. Eu decido como o banho é feito. Agora, abra as pernas.

— Mas é demais! — eu protestei, sentindo as lágrimas de constrangimento pinicarem meus olhos.

— Nathally, você quer mesmo começar o nosso primeiro dia com uma punição? — Ela inclinou a cabeça, e o brilho no olhar dela me disse que ela não estava blefando. — Eu posso ser muito carinhosa, mas não tolero desobediência.

Engoli o seco, o coração disparado. A curiosidade sobre o que ela tinha comprado e o medo real de sua nova postura me fizeram ceder. Com as mãos tremendo, afastei as pernas apenas alguns centímetros. Giovana não se deu por satisfeita; ela mesma usou o pé para afastar os meus, forçando uma abertura maior.

Ela se abaixou um pouco e, com uma naturalidade que me assustava, começou a lavar minha intimidade. O toque da esponja e, depois, dos seus dedos garantindo que cada dobra estivesse limpa, me fez querer desaparecer. Eu olhava para o teto, tentando me desligar do meu próprio corpo.

— Muito bem — ela disse, parecendo satisfeita. — Agora, incline-se para frente. Apoie as mãos na parede.

Eu obedeci mecanicamente. Senti suas mãos, agora sem a esponja, apenas cobertas por uma camada espessa de sabonete, tocarem minhas nádegas. Ela as ensaboou com vigor, e então senti seus dedos lavando meu ânus. O choque daquela invasão me fez soltar um arquejo baixo.

— Pronto, limpinha — ela anunciou, como se estivesse apenas lavando uma louça.

Ela abriu o chuveiro com mais força para enxaguar todo o sabão do meu corpo. A água levou embora a espuma, mas não a sensação de vulnerabilidade extrema. Assim que o registro foi fechado, Giovana pegou uma toalha felpuda e me envolveu com um cuidado quase maternal, secando meu cabelo com movimentos suaves antes de me guiar para fora do banheiro.

— Para o quarto agora. Direto para a cama — ela comandou.

Caminhei pelo corredor frio do apartamento, segurando a toalha contra o corpo como se fosse um escudo. Ao entrar no quarto, vi que ela já tinha preparado o ambiente. A cama estava forrada com um lençol extra e as sacolas que ela trouxera da rua estavam abertas sobre a cômoda.

— Deite-se de costas — disse ela, apontando para o centro do colchão.

Eu me deitei, e ela começou a secar meu corpo com a toalha, parte por parte. Quando ela chegou novamente às minhas partes íntimas, secando-as com batidinhas leves, eu senti que já tinha atingido meu limite de vergonha. Mas eu estava errada. O limite estava prestes a ser ultrapassado.

Giovana se virou para a cômoda e começou a tirar os itens das sacolas. Primeiro, um pacote grande de fraldas descartáveis — mas não eram comuns, eram fraldas geriátricas de alta absorção. Depois, um tubo de pomada para assaduras, um frasco de talco e, por fim, uma caixinha de supositórios de glicerina.

Meus olhos se arregalaram. O pânico subiu pela minha garganta.

— Não! — eu gritei, sentando-me abruptamente. — Fruda não, Giovana! Isso já passou dos limites! Eu não vou usar isso, e eu não vou deixar você colocar esse negócio em mim!

Giovana parou o que estava fazendo. Ela se virou lentamente, segurando a fralda aberta em uma das mãos. O rosto dela estava inexpressivo, o que era muito mais assustador do que se ela estivesse brava.

— Nathally, deite-se agora.

— Não! A brincadeira acabou! — eu disse, tentando me levantar da cama. — Isso é ridículo!

Em um movimento rápido, Giovana me segurou pelos ombros e me empurrou de volta contra o colchão. Ela se inclinou sobre mim, seu rosto a poucos centímetros do meu.

— Eu vou perguntar apenas mais uma vez, e espero que você pense muito bem na resposta, porque eu não vou repetir. Você vai colaborar e deixar a mamãe cuidar de você, ou você quer ser punida agora mesmo?

— Eu não vou usar fraldas! — eu repeti, a voz falhando, mas a teimosia falando mais alto.

Giovana suspirou, um som de decepção que me gelou o sangue.

— Que pena. Eu realmente queria que a nossa primeira tarde fosse apenas de carinho. Mas vejo que você ainda não entendeu quem manda aqui.

Antes que eu pudesse reagir, ela me agarrou pela cintura. Giovana sempre foi mais forte do que eu, mas naquele momento ela parecia ter a força de um gigante. Ela se sentou na beira da cama e, com um movimento brusco, me puxou para cima de suas pernas.

Eu me vi deitada de bruços no colo dela, meu corpo nu exposto, minha bunda para cima, em uma posição humilhante e totalmente indefesa.

— Gio, para! Me solta! — eu comecei a espernear, mas ela pressionou a mão esquerda firme contra a base das minhas costas, me prendendo contra suas coxas.

— Você foi uma menina muito malcriada, Nathally — a voz dela agora era severa, sem espaço para negociação. — E meninas malcriadas precisam aprender a respeitar a mamãe.

*PAFT!*

O som da primeira palmada ecoou pelo quarto silencioso. O choque foi maior que a dor. Minha pele, ainda úmida e sensível do banho, ardeu instantaneamente.

— Ai! Para! — eu gritei, sentindo as primeiras lágrimas quentes escorrerem pelo meu rosto.

*PAFT! PAFT!*

Mais duas palmadas, agora mais fortes, atingiram o centro das minhas nádegas. A ardência começou a se transformar em um calor pulsante.

— Isso é para você aprender a não gritar comigo — disse Giovana, sua voz calma contrastando com a força dos golpes. — E isso...

*PAFT!*

— ... é para você entender que, neste apartamento, a minha palavra é a lei.

Eu chorava agora, soluços curtos que sacudiam meu peito contra as pernas dela. A humilhação de estar naquela posição, sendo espancada pela minha melhor amiga como se eu fosse uma criança de cinco anos, era esmagadora.

— Por favor, mamãe... para... eu prometo... eu prometo que obedeço! — eu implorei, a palavra "mamãe" saindo desesperada dos meus lábios.

Giovana parou a mão no ar. Eu sentia o calor emanando da minha pele, que agora devia estar num tom de vermelho vivo. Ela deixou a mão descansar sobre a minha nádega dolorida por um momento, um gesto que era ao mesmo tempo uma ameaça e um consolo estranho.

— Você promete mesmo? — perguntou ela, inclinando-se para frente para que eu pudesse ouvir seu sussurro. — Sem reclamações? Sem "não"? Vai deixar a mamãe colocar a fralda e o supositório sem lutar?

— Vou... eu vou... — eu solucei, derrotada. — Só para de me bater, por favor.

Ela me levantou com cuidado, mas não me deixou sair do seu colo imediatamente. Ela me abraçou por trás, beijando o topo da minha cabeça enquanto eu ainda tremia.

— Viu só? Não precisava ter chegado a esse ponto se você tivesse sido uma boa menina desde o começo. Agora, vamos enxugar essas lágrimas. Temos muito o que fazer para deixar você prontinha.

Ela me colocou de volta na cama, deitada de costas. Minha bunda latejava, lembrando-me a cada segundo das palmadas. Giovana pegou a caixinha de supositórios.

— Isso é para garantir que você não suje sua fraldinha tão cedo — explicou ela, com um sorriso que agora me parecia genuinamente doce, o que era ainda mais perturbador. — Relaxe para a mamãe, Nathally.

Eu fechei os olhos com força, sentindo o toque gelado do medicamento e a pressão desconfortável. Tentei não lutar, tentei apenas respirar. Logo em seguida, ela pegou o talco. O pó branco e perfumado cobriu minha pele, uma sensação seca e macia que contrastava com a ardência das palmadas.

Então, veio o som do plástico sendo desdobrado. Giovana levantou minhas pernas e deslizou a fralda geriátrica por baixo de mim. O tamanho dela era enorme, cobrindo-me desde o meio das costas até o umbigo.

— Vamos fechar bem justinho para não vazar — ela comentou, puxando as fitas adesivas laterais. O som do *crick-crick* do adesivo colando no plástico parecia selar o meu destino para o resto daquelas férias.

Ela terminou de prender a fralda e deu um tapinha leve, quase carinhoso, no volume de plástico entre as minhas pernas.

— Olhe só para você. Que bebê mais linda a mamãe tem.

Eu olhei para baixo, vendo meu corpo de mulher adulta envolto naquele volume branco e absurdo. A vergonha ainda estava lá, mas agora havia algo mais: uma resignação profunda. Eu tinha aceitado o jogo, e agora as regras da Giovana eram a minha única realidade.

— Agora — disse ela, levantando-se e indo até a mala dela —, vamos colocar um pijama bem bonitinho e vamos para a sala. Mamãe vai preparar um lanchinho para você.

Eu apenas assenti, sentindo o peso da fralda entre as coxas e a humilhação ainda quente nas minhas nádegas. A brincadeira tinha apenas começado, e eu já sabia que nada mais seria igual entre nós.