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Mãe por 15 dias

O Ritual da Inocência e o Leite da Mamãe

O som do plástico da fralda roçando nas minhas coxas era um lembrete constante da minha nova realidade. Eu estava ali, deitada na cama, sentindo o peso do absorvente e a ardência residual das palmadas da Giovana. Eu me sentia pequena, vulnerável e, de uma forma que eu não conseguia explicar, completamente à mercê dela. A vergonha era uma onda que ia e vinha, mas o medo de ser punida novamente me mantinha imóvel, esperando o próximo passo da minha "mãe".

Giovana voltou da mala com uma peça de roupa na mão. Era um body de algodão rosa, com botões de pressão na parte de baixo, exatamente como os que bebês usam, mas no meu tamanho. Ela sorriu para mim, um sorriso que misturava doçura e uma determinação inabalável.

— Vamos vestir a roupinha de ficar em casa, Nathally — disse ela, aproximando-se. — Levante os braços para a mamãe.

Eu hesitei por um segundo, mas o olhar dela se estreitou levemente, e eu imediatamente obedeci. Ela deslizou o body pela minha cabeça e passou meus braços pelas mangas curtas. O tecido era macio, mas a sensação de ser vestida por outra pessoa, aos 22 anos, era surreal. Quando ela puxou a parte de baixo para fechar os botões sobre a fralda volumosa, o som dos cliques metálicos pareceu selar minha dignidade.

— Prontinho. Você está uma gracinha de rosa — ela elogiou, passando a mão pelo meu rosto.

Antes que eu pudesse tentar me levantar sozinha, Giovana fez algo que me pegou de surpresa. Ela se inclinou, passou um braço por baixo dos meus joelhos e o outro pelas minhas costas. Com uma facilidade que me deixou boquiaberta, ela me ergueu no colo. Eu não era pesada, mas ela me carregava como se eu não pesasse absolutamente nada.

— Gio! O que você está fazendo? — exclamei, instintivamente passando meus braços pelo pescoço dela para não cair.

— Levando meu bebê para a sala — respondeu ela, caminhando pelo corredor. — E lembre-se do que conversamos sobre o nome que deve usar.

— Desculpa... mamãe — murmurei, escondendo o rosto no ombro dela.

Ela entrou na sala e me colocou sentada no sofá, ajeitando as almofadas ao meu redor para que eu ficasse confortável. O volume da fralda dificultava um pouco o equilíbrio, me deixando em uma posição meio desajeitada, com as pernas entreabertas. Giovana pegou o controle remoto e ligou a TV, colocando em um canal de desenhos animados coloridos e barulhentos.

— Fique aqui quietinha vendo seus desenhos. A mamãe vai na cozinha preparar o lanche — ela disse, dando um beijo na minha testa antes de se afastar.

Fiquei ali, hipnotizada pelas cores vibrantes na tela, tentando processar o que estava acontecendo. O apartamento na Zona Sul, que deveria ser o palco de festas e idas à praia, tinha se transformado em um berçário particular. A sensação da fralda era estranha, mas, estranhamente, o pó de talco e o cuidado dela estavam começando a baixar minha guarda. O cansaço emocional da briga e da punição estava me deixando letárgica.

Alguns minutos depois, Giovana voltou. Ela carregava apenas um sanduíche em um prato. Eu olhei para o sanduíche com fome, esperando que ela o entregasse para mim ou que trouxesse outro para ela. Mas ela apenas colocou o prato na mesa de centro e se sentou ao meu lado, olhando para mim com um brilho faminto e protetor nos olhos.

— Hora de encher essa barriguinha, Nathally — ela disse, com uma voz suave e melodiosa.

— Eu posso comer sozinha, mamãe — eu disse, estendendo a mão para o sanduíche.

— Não, não pode — ela rebateu, segurando minha mão e a colocando de volta no meu colo. — O sanduíche é para a mamãe. Você vai ter um lanche muito mais especial e nutritivo.

Eu não entendi. Olhei para ela, confusa, até que ela me puxou para o seu colo de novo. Dessa vez, ela se acomodou no sofá de forma que eu ficasse meio deitada, com a cabeça apoiada na dobra do seu braço. Com a mão livre, Giovana começou a desabotoar a própria blusa.

Meu coração disparou.

— Gio... quero dizer, mamãe... o que você está fazendo? — perguntei, minha voz falhando.

Ela não respondeu com palavras. Ela terminou de abrir a blusa e afastou o sutiã, revelando um de seus seios. O mamilo estava ereto e a pele parecia tensa. Ela aproximou o seio do meu rosto, o cheiro dela — uma mistura de perfume caro e algo mais natural e quente — invadiu meus sentidos.

— Não! — eu tentei me afastar, virando o rosto para o lado. — Eu não quero! Isso é demais, mamãe! Por favor!

— Nathally, olhe para mim — a voz dela era firme, mas não brava. — A mamãe cuidou de você, deu banho, trocou sua fralda e te deu carinho. Agora você precisa se alimentar para crescer forte. É o ciclo natural. Não lute contra isso.

— Mas você não tem leite, isso é impossível! — eu protestei, sentindo as lágrimas de confusão voltarem.

Giovana deu um sorriso enigmático. Ela levou a mão ao seio e começou a massageá-lo com movimentos circulares e firmes.

— Você ficaria surpresa com o que o corpo humano é capaz de fazer quando a mente assume o controle, ou com o que algumas vitaminas e estímulos certos podem preparar — ela sussurrou. — Agora, abra a boquinha.

Eu continuei negando com a cabeça, apertando os lábios. Giovana, então, pressionou o mamilo contra a minha boca e apertou a base do seio com força. Para meu absoluto choque, um jato fino e morno de um líquido branco espirrou contra meus lábios e entrou um pouco na minha boca.

O gosto era doce. Muito doce, com um toque de baunilha e algo cremoso. Não era apenas leite comum; era morno, reconfortante e delicioso.

— Viu só? — Giovana murmurou, continuando a massagem enquanto o líquido continuava a brotar. — É bom, não é? A mamãe preparou com muito amor para você.

A surpresa e o sabor agiram como um gatilho no meu cérebro. A resistência que eu sentia começou a derreter. Eu estava com fome, estava carente e, de alguma forma, aquele ato parecia a conclusão lógica de tudo o que tínhamos vivido nas últimas horas. Lentamente, abri a boca e deixo que ela guiasse o mamilo para dentro.

Comecei a mamar.

No início, foi hesitante, mas logo encontrei um ritmo. O leite fluía generosamente, e a sensação de sugar era estranhamente relaxante, acalmando a ansiedade que ainda restava no meu peito. Giovana soltou um suspiro de satisfação e começou a afagar meu cabelo com a mão livre.

— Boa garota — ela disse, sua voz transbordando orgulho. — Mame tudo, meu bebê.

Com a situação sob controle, Giovana esticou o braço, pegou seu sanduíche na mesa de centro e começou a comer calmamente, enquanto eu continuava ali, aninhada em seu peito, mamando como se minha vida dependesse daquilo.

A cena era o ápice do absurdo. Eu, uma mulher de 22 anos, usando uma fralda geriátrica e um body rosa, deitada no colo da minha melhor amiga no meio de uma sala na Zona Sul do Rio de Janeiro, sendo amamentada enquanto ela comia um sanduíche e assistia a desenhos animados. A vergonha era latente, queimando no fundo da minha mente, mas eu tentava ignorá-la. Eu me concentrava no calor do corpo dela, no sabor doce do leite e na sensação de segurança que, por mais distorcida que fosse, ela me proporcionava.

Eu fechei os olhos, deixando o som da mastigação dela e os ruídos da TV formarem um ruído branco ao meu redor. A fralda pesava, o body apertava levemente, e eu sabia que, quando aquele momento acabasse, haveria mais regras, mais ordens e, possivelmente, mais punições se eu falhasse. Mas, naquele instante, enquanto o leite morno descia pela minha garganta, eu só conseguia pensar que, talvez, ser o bebê da Giovana não fosse a pior coisa do mundo.

— Está gostoso, Nathally? — ela perguntou, interrompendo sua refeição por um segundo para olhar para baixo.

Eu não conseguia responder com o mamilo na boca, então apenas soltei um pequeno som de concordância e apertei levemente a cintura dela com minhas mãos.

— Que bom — ela sorriu, voltando a comer. — Pode mamar o quanto quiser. A mamãe tem todo o tempo do mundo para você.

O sol lá fora começava a baixar, pintando a sala com tons de laranja e roxo. O Rio de Janeiro continuava lá fora, com seu caos e sua liberdade, mas dentro daquele apartamento, o tempo tinha parado. A hierarquia estava consolidada. Eu era o bebê, e ela era a autoridade suprema. E enquanto eu continuava a mamar, sentindo o carinho dela no meu cabelo, eu comecei a me perguntar quanto tempo eu conseguiria viver naquela fantasia antes que a realidade batesse à porta. Mas, por enquanto, a realidade não importava. Apenas o leite, o colo e a promessa de que a mamãe cuidaria de tudo.