Mamar

Jimin passou a mão delicadamente pelos cabelos ruivos flamejantes enquanto observava o peito de Minji subir e descer suavemente. Sua filhotinha finalmente adormecera após um dia cheio de risadas e brincadeiras, com a respiração lenta e uniforme sob o cobertor aconchegante. Do outro lado do quarto, Jungkook estava encolhido na cama, suas bochechas rosadas brilhando levemente sob a luz fraca. O coração de Jimin se encheu de alegria. Seu omega estava em paz agora, mas ele sabia que esse silêncio não duraria muito depois que Minji acordasse novamente. O desejo de Jimin era simples, mas profundo — ele só queria mamar em Jungkook, sentir aquela conexão íntima que acalmava sua alma. Mas Minji, sua pequena guardiã, era ferozmente protetora e não deixava seu pai ter um momento a sós com seu ômega.Agora, com Minji finalmente dormindo, Jimin atravessou o quarto na ponta dos pés. Ajoelhou-se ao lado de Jungkook, seus dedos traçando padrões preguiçosos na pele macia do braço de seu omega. Os olhos de Jungkook se abriram, encontrando o olhar caloroso de Jimin."Ela está realmente dormindo?" Jungkook sussurrou, sua voz quase um sussurro.Jimin sorriu, dando um beijo gentil na têmpora de Jungkook. "Por enquanto. Só por um tempo."Lentamente, Jungkook se aproximou, e Jimin se inclinou, finalmente capaz de saciar aquela fome silenciosa. O mundo fora daquela pequena bolha deixou de existir. Ali, naquele momento terno, eles eram apenas duas almas encontrando paz uma na outra.Os minutos passaram como segundos e, enquanto Jimin mamava, sentiu todo o barulho do dia desaparecer. Minji se mexeu suavemente em seu sono, mas não acordou — o tempo secreto deles permaneceu intocado.O cabelo ruivo de Jimin roçava suavemente na pele rosada de Jungkook, e naquele quarto silencioso, envolto em amor silencioso, tudo parecia perfeito.Por agora. Jimin se afastou um pouco, sua respiração se misturando à de Jungkook enquanto descansavam próximos. Seus dedos encontraram a mão de Jungkook, apertando-a suavemente. "Senti falta disso", murmurou, com a voz carregada de emoção. Jungkook sorriu timidamente, um leve rubor colorindo suas bochechas ainda mais intensamente. "Senti sua falta também, Jimin. Tem sido difícil com o Minji sempre por perto." Jimin assentiu, entendendo perfeitamente. A filhotinha deles era um poço de energia e amor, mas tinha um jeito de sentir quando os pais precisavam de espaço — e então invadir sem avisar. Era parte do que tornava a família deles tão lindamente caótica. Nesse momento, um pequeno bocejo escapou dos lábios de Minji. O coração de Jimin deu um pulo. Ele se afastou delicadamente, depositando um beijo na testa de Jungkook. "Deveríamos voltar antes que ela acorde." Jungkook rolou para o lado e passou o braço em volta da cintura de Jimin. "Promete que teremos mais momentos de silêncio como este?" "Sempre que tivermos oportunidade", prometeu Jimin, com os olhos brilhando de calor. Enquanto se recostavam, com cuidado para não perturbar a filha adormecida, o quarto vibrava com o tipo de paz que só se encontra numa família unida pelo amor e pela paciência. Os cabelos ruivos de Jimin refletiam a tênue luz da lua, e o brilho rosado de Jungkook parecia irradiar de dentro. Lá fora, o mundo continuava girando, mas ali — nesta pequena sala cheia de promessas sussurradas e respirações suaves — o tempo desacelerou o suficiente para que eles pudessem saborear o que realmente importava. E Jimin sabia que, não importava o caos que viesse amanhã, aquela noite seria deles. O luar entrava pela janela entreaberta, projetando suaves padrões prateados no piso de madeira. Jimin estava encolhido ao lado de Jungkook, seus corpos se encaixando como duas metades de um todo. O zumbido silencioso da noite os envolvia, um casulo macio protegendo sua frágil paz. Minji, a filhotinha deles, ainda dormia profundamente em seu berço, seu peito minúsculo subindo e descendo em um ritmo constante. Normalmente, ela era um turbilhão de energia — curiosa, travessa e ferozmente protetora de seu pai ômega. Mas esta noite, a exaustão finalmente a havia conquistado, dando a Jimin e Jungkook o raro presente da solidão. Os olhos de Jimin percorreram a curva do maxilar de Jungkook, o leve rubor em suas bochechas, o modo como seus cílios tremulavam como pétalas delicadas. O aroma do omega — quente, reconfortante, com um toque de lavanda — preencheu o ambiente, amenizando uma fome mais profunda do que a necessidade física. Ele se aproximou, os lábios roçando a pele macia da clavícula de Jungkook. A respiração de Jungkook engasgou, um arrepio percorreu sua espinha enquanto os dedos de Jimin se enroscavam delicadamente em seus cabelos rosados. Havia uma ternura ali que palavras jamais conseguiriam capturar, uma linguagem silenciosa expressa através de toques e suspiros. "Esperei o dia todo por isso", sussurrou Jimin, com a voz carregada de desejo. "Só para estar perto de você." Os olhos de Jungkook encontraram os dele, cheios de confiança e carinho. "Eu sei, mimi. Eu também queria isso. Mas a Min... ela está sempre de olho. Ela não quer dividir." Jimin riu baixinho, o som um bálsamo para os nervos de Jungkook. "Nossa filha tem um coração grande o suficiente para todos nós, mesmo que ela seja um pouco feroz sobre isso." Eles compartilharam um sorriso, daqueles que guardam promessas não ditas e uma compreensão silenciosa. Jimin se aproximou, sentindo a pulsação suave de Jungkook sob a pele, firme e segura. Enquanto ele mamava, o mundo lá fora se dissipou — as preocupações, o barulho, as demandas intermináveis do dia a dia. Os minutos se transformaram em uma hora, e cada segundo era um fio que os unia cada vez mais. Jimin sentiu Jungkook relaxar sob ele, as mãos do ômega repousando levemente em seus quadris, ancorando-o. Isso era mais do que apenas alimentação; era uma comunhão de almas, um santuário do caos. De repente, um leve rangido vindo do berço os fez congelar. Os olhos sonolentos de Minji se abriram, a curiosidade percorrendo seu rosto. Jimin se afastou delicadamente, afastando uma mecha de cabelo da testa dela. "Ei, filhotinha", sussurrou ele, com a voz suave e suave. "Estamos só descansando. O papai chegou." Minji bocejou, aconchegando-se no cobertor, sua proteção feroz se transformando em afeição sonolenta. "Não deixe o papai sozinho com o ômega", murmurou, com a voz rouca de sono. Jimin riu, beijando sua mãozinha. "Nunca. Estamos sempre juntos." Enquanto as pálpebras de Minji pesavam mais uma vez, Jimin e Jungkook trocaram um olhar — um voto silencioso de que esses momentos roubados continuariam, não importava quantas interrupções de sono eles enfrentassem. Horas depois, quando a primeira luz do amanhecer surgiu através das cortinas, Jimin acordou com Jungkook ainda aconchegado por perto. A filha deles dormia pacificamente novamente, e o quarto vibrava com uma magia silenciosa. Jimin deu um beijo suave na têmpora de Jungkook. "Pronto para mais um dia protegendo nosso mundinho?" Jungkook sorriu, os olhos ainda pesados, mas brilhantes de amor. "Sempre, mimi. Com você e a min, estou em casa." E nessa verdade simples, Jimin encontrou tudo o que precisava — o amor feroz de sua filhotinha, a força terna de seu ômega e a promessa de inúmeras noites como esta. Ele só queria mamar ☪︎

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