Meu padrasto
Velocidade Terminal e Segredos de Seda
Mônaco era um palco de vidro, onde cada movimento era observado por lentes de alta precisão e olhos famintos por escândalo. Mas para Lando Norris, o perigo nunca esteve nas pistas de rua ou na pressão da McLaren; o perigo real tinha nome, curvas e um perfume de baunilha que o assombrava nos corredores da cobertura. O acordo com Hannah era sólido, uma aliança de conveniência que blindava ambos. No entanto, o que Lando sentia por Lily era uma força centrífuga, algo que o puxava para fora da curva com uma violência deliciosa.
A discrição era a regra de ouro, mas Lando sempre fora um piloto que gostava de testar os limites do asfalto.
A primeira vez que o risco quase os consumiu foi durante o jantar de gala beneficente da Cruz Vermelha. O salão estava repleto de diamantes, champanhe e a elite europeia. Hannah, deslumbrante em um vestido de alta costura, conversava com o Príncipe Albert, enquanto Lando, impecável em seu smoking sob medida, mantinha a fachada do marido troféu e campeão mundial. Lily estava ao lado deles, usando um vestido de cetim esmeralda que parecia ter sido esculpido em seu corpo.
— Lando, querido, você poderia buscar uma taça de água para a Lily? Ela parece um pouco pálida sob estas luzes — pediu Hannah, tocando levemente o braço do marido.
— Claro, Hannah. Vou cuidar dela — respondeu Lando, sua voz saindo suave, mas seus olhos encontraram os de Lily por um breve segundo, carregados de uma promessa sombria.
Ele fez um sinal discreto para que ela o seguisse. Lando não a levou até o bar. Em vez disso, ele a guiou por um corredor lateral, entrando em uma das antessalas reservadas para os organizadores do evento. Assim que a porta pesada se fechou, o som da orquestra tornou-se um eco distante.
Lando a prensou contra a porta de madeira maciça antes mesmo que ela pudesse protestar.
— O que você está fazendo? — sussurrou Lily, a respiração acelerada. — Minha mãe está a trinta metros daqui!
— Exatamente — murmurou Lando, as mãos subindo pelas coxas dela, levantando a seda do vestido. — O risco é o que torna isso suportável, Lily. Ver você a noite toda sorrindo para aqueles fotógrafos, fingindo ser a enteada perfeita... está me matando.
— Lando... alguém pode entrar... — ela gemeu quando ele encontrou a pele sensível do seu pescoço.
— Que entrem. Eu sou o dono da pista, lembra? — Ele a virou de costas para ele, pressionando o corpo dela contra a porta.
O contraste entre a elegância do smoking dele e a urgência de seus movimentos era inebriante. Lando não foi sutil. Ele a possuiu ali mesmo, com a mão tapando a boca de Lily para abafar os gemidos dela, enquanto, do outro lado da porta, o murmúrio da alta sociedade continuava indiferente. Cada batida na porta, cada passo que passava pelo corredor, fazia o corpo de Lily entrar em espasmos de puro terror e prazer. Quando terminaram, Lando ajeitou o vestido dela com uma calma irritante, limpando o batom borrado com o polegar.
— Volte em cinco minutos. E tente não parecer tão... satisfeita — disse ele, saindo primeiro com a mesma compostura de quem acabara de assinar um contrato de milhões.
***
Semanas depois, o cenário mudou para o iate da família durante o Grande Prêmio. O sol de Mônaco ardia, e o porto estava congestionado com as embarcações mais caras do mundo. Hannah havia organizado um almoço para os patrocinadores no convés superior.
— Lily, ajude o Lando com os fones de ouvido novos, ele está tendo problemas com a conexão para o briefing — pediu Hannah, apontando para a cabine de comando envidraçada, onde Lando fingia mexer em alguns equipamentos.
Lily entrou na cabine. O vidro era fumê por fora, mas por dentro, eles tinham uma visão clara de Hannah sentada a poucos metros, de costas para eles, rindo com um executivo da marca de relógios.
— Onde está o problema técnica, campeão? — perguntou Lily, cruzando os braços.
Lando a puxou pela cintura, sentando-a sobre o painel de instrumentos repleto de botões e telas digitais.
— O problema é que eu não consigo me concentrar na corrida se eu não tiver uma prévia do meu prêmio — disse ele, a voz rouca.
— Lando, ela está bem ali! Se ela virar a cabeça... — Lily olhou por cima do ombro, vendo a silhueta da mãe através do vidro.
— Ela não vai ver. Ela confia em mim, Lily. É o erro dela, e a nossa sorte.
Ele abriu o zíper do short jeans dela com uma agilidade praticada. O perigo de serem pegos em pleno dia, em um iate cercado por paparazzi com lentes telescópicas, agia como um catalisador. Lando a penetrou com força, seus olhos fixos em Hannah através do vidro enquanto ele se movia dentro da filha dela. A audácia de Lando era absoluta. Ele observava a esposa gesticular graciosamente enquanto, a menos de dois metros, ele profanava o laço familiar com uma luxúria que beirava a obsessão.
Lily enterrou o rosto no pescoço dele, mordendo o ombro de Lando para não gritar. O balanço suave do iate escondia o ritmo frenético deles. Quando Lando atingiu o ápice, ele apertou os quadris dela contra o painel, fazendo uma das telas de navegação apitar, um som que foi camuflado pelo barulho de uma lancha passando ao lado.
— Pronto — disse Lando, soltando um suspiro pesado e ajeitando a roupa. — Fones consertados.
Eles saíram da cabine minutos depois. Hannah sorriu para eles.
— Conseguiram? — perguntou ela, entregando uma taça de suco para Lily.
— Sim, Hannah — respondeu Lando, dando um beijo casto na testa da esposa. — Lily é uma assistente muito... eficiente.
***
No entanto, nada se comparou à noite no jato particular da McLaren, voltando de uma vitória em Silverstone. Hannah estava exausta e dormia profundamente em uma das poltronas reclináveis da primeira classe, coberta por uma manta de cashmere. O avião estava na penumbra, apenas com as luzes de leitura suavizadas.
Lily estava sentada no sofá lateral, tentando ler um livro, quando sentiu a presença de Lando. Ele se sentou ao lado dela, a mão deslizando imediatamente para a parte interna de sua coxa, subindo por baixo da saia curta.
— Lando, pare. Ela está logo ali — sussurrou Lily, olhando para a mãe adormecida a apenas três metros de distância.
— Ela tem o sono pesado quando bebe champanhe de vitória — murmurou Lando, aproximando o rosto do dela. — E eu quero comemorar do meu jeito.
Ele a puxou para o chão do jato, no espaço entre o sofá e a poltrona de Hannah. O carpete era macio, mas o ambiente era claustrofóbico de tensão. Lily podia ouvir a respiração ritmada de sua mãe. Lando a despiu parcialmente, seus movimentos lentos e deliberados.
— Você é louco — ela ofegou, sentindo os dedos dele explorarem sua intimidade com uma precisão que a fazia perder o juízo.
— Sou louco por você. E adoro o fato de que ela não tem ideia de que o marido dela está fazendo isso com a filha dela, bem debaixo do nariz dela.
Lando a possuiu ali, no chão do jato, em um silêncio quase absoluto. Era uma dança de sombras e sussurros sufocados. A cada vez que Hannah se mexia na poltrona ou soltava um suspiro durante o sono, Lily congelava, o coração batendo tão forte que ela achava que ele saltaria do peito. Mas Lando não parava; pelo contrário, a possibilidade de serem descobertos parecia dar a ele uma resistência sobre-humana.
Ele a virou de quatro, segurando seus quadris com firmeza, a visão da mãe dela dormindo logo acima deles servindo como o combustível final. Lily sentia-se suja, excitada e completamente dominada. A adrenalina de estar cometendo o maior pecado de sua vida, na presença física da pessoa que mais amava, era um veneno doce.
Quando Lando finalmente descarregou dentro dela, ele a segurou contra o chão por um longo tempo, ambos ofegantes, os corpos suados colados no carpete luxuoso.
— Você vai acabar sendo pego, Lando — disse ela, depois de se vestirem e voltarem para seus lugares, enquanto o avião iniciava a descida para o aeroporto de Nice.
Lando olhou para Hannah, que começava a despertar, e depois para Lily. Ele deu aquele sorriso de lado, o sorriso que o mundo inteiro amava, mas que Lily sabia que escondia um predador.
— Pilotos de Fórmula 1 não têm medo de bater, Lily. Eles só têm medo de não ir rápido o suficiente. E com você... eu nunca quero parar.
Hannah abriu os olhos, espreguiçando-se elegantemente.
— Já chegamos? — perguntou ela, olhando para o marido e para a filha. — Vocês dois parecem cansados. O voo foi muito turbulento?
Lando inclinou-se e pegou a mão de Hannah, beijando-a com uma galanteria impecável.
— Um pouco de turbulência, querida — disse ele, lançando um olhar de soslaio para Lily que a fez queimar por dentro. — Mas nada que eu não pudesse controlar.
Lily desviou o olhar para a janela, vendo as luzes da Riviera Francesa surgirem abaixo. Ela sabia que aquele jogo era perigoso, que a queda seria fatal para todos. Mas enquanto Lando Norris estivesse ao volante, ela sabia que não conseguiria pular fora do carro. Ela estava viciada na velocidade, no risco e, acima de tudo, no homem que a transformara em seu segredo mais proibido.