Voltar ao resumo

Minhas noites com voce

O Despertar da Pele e o Açúcar Queimado

O silêncio do apartamento de Oscar em Mônaco era quebrado apenas pelo som da respiração descompassada dos dois. Quando a porta se fechou, a atmosfera mudou drasticamente. Aquele homem contido, que o mundo conhecia por sua precisão milimétrica nas pistas, parecia estar lutando contra uma força da natureza que nem mesmo ele conseguia controlar. Lily, com sua doçura inerente e aquele perfume inebriante de baunilha, era o catalisador de um desejo que Oscar vinha reprimindo por toda a sua vida adulta.

Ele a pressionou contra a porta de madeira maciça, as mãos grandes e firmes espalmadas na altura da cintura dela. Oscar era mais alto, e a diferença de estatura fazia com que Lily tivesse que inclinar a cabeça para trás, expondo a linha delicada de seu pescoço.

— Você não tem ideia do que está fazendo comigo — sussurrou Oscar, a voz saindo mais rouca do que ele pretendia.

— Então me mostre — respondeu Lily, desafiando a seriedade dele com um brilhar intenso em seus olhos verdes.

Oscar não esperou. Ele a tomou em um beijo que não tinha nada de técnico. Era faminto, cru, uma colisão de línguas que buscavam domínio e entrega. As mãos dele desceram para as coxas de Lily, levantando-a com uma facilidade que a deixou sem fôlego. Ela entrelaçou as pernas ao redor da cintura larga dele, sentindo a firmeza dos músculos de suas costas sob a camisa de linho. O tecido fino era a única barreira, e Oscar logo se livrou dele, revelando a extensão de seus ombros largos e o peito definido, resultado de anos de treinamento rigoroso.

Ele a carregou para o quarto, mas não a colocou imediatamente na cama. Oscar a depositou no chão, mantendo-a presa entre seu corpo e a parede próxima à janela, onde a lua banhava a pele de ambos. Ele se ajoelhou diante dela, um gesto que misturava devoção e luxúria. Com dedos trêmulos pela antecipação, ele deslizou o zíper do vestido verde de Lily. O tecido escorregou como água, revelando a pele clara e as curvas suaves que Oscar tinha imaginado desde o primeiro momento no bar.

— Você é... perfeita — ele murmurou, a voz falhando enquanto seus lábios traçavam o caminho da clavícula dela até o início dos seios.

Lily soltou um gemido baixo, os dedos enterrados nos cabelos castanhos dele, puxando-o para mais perto. Ela sentia o calor que emanava dele, um calor que parecia incendiar o ar ao redor. Oscar continuou sua descida, seus beijos tornando-se mais ousados, mais profundos, até que ele estivesse totalmente entregue à exploração do corpo dela.

Em um movimento fluido, Lily se afastou apenas o suficiente para guiá-lo até a beira da cama. Ela se ajoelhou entre as pernas dele, olhando-o nos olhos. Oscar sentiu o coração martelar contra as costelas. Ele nunca tinha permitido que ninguém chegasse tão perto, nunca tinha se sentido tão vulnerável e, ao mesmo tempo, tão poderoso.

— Minha vez — disse Lily, a voz carregada de uma doçura pecaminosa.

Ela começou a desabotoar a calça dele com uma lentidão torturante. Oscar fechou os olhos, a cabeça tombada para trás, as mãos agarrando os lençóis com força enquanto ela o libertava. Quando o toque dela finalmente encontrou a pele dele, Oscar soltou um rosnado baixo, uma mistura de choque e prazer absoluto. Lily era delicada, mas seus movimentos eram seguros, conduzindo-o por um território que ele só conhecia em teoria.

— Lily... — ele arquejou, o nome dela saindo como uma prece.

— Shh... apenas sinta, Oscar.

Ela o envolveu com uma ternura que o desarmou completamente. O contraste entre a gentileza de Lily e a intensidade da reação dele era avassalador. Oscar sentia cada terminação nervosa disparar, uma sobrecarga sensorial que superava qualquer velocidade que ele já tivesse alcançado em um carro de corrida. Ele a puxou para cima, incapaz de ficar apenas assistindo, e a deitou sobre os lençóis de algodão egípcio.

Oscar se posicionou sobre ela, o peso de seu corpo forte sendo suportado por seus braços potentes. Ele olhou para baixo, vendo Lily desgrenhada, os lábios inchados pelos beijos e os olhos verdes nublados pelo desejo. Ele era um homem gentil, um homem que respeitava o espaço feminino acima de tudo, mas ali, naquela penumbra, ele queria ser tudo para ela.

— Eu quero que você se lembre disso — sussurrou ele, roçando o nariz no dela. — Eu quero ser o único que você vai sentir assim.

— Você já é — respondeu ela, puxando-o para si.

A união deles foi um encontro de extremos: a força bruta de Oscar e a suavidade acolhedora de Lily. Ele se movia com uma cadência que parecia seguir o ritmo de seus batimentos cardíacos, cada estocada profunda sendo acompanhada por um suspiro dela. Oscar a segurava com firmeza, as mãos grandes prendendo os pulsos dela acima da cabeça por um momento, antes de descerem para acariciar seu rosto com uma delicadeza quase dolorosa.

Ele estava em transe. O aroma de baunilha dela agora estava misturado ao cheiro de suor e desejo, criando uma fragrância única que ele sabia que nunca mais esqueceria. Lily o envolvia com as pernas, puxando-o cada vez mais para o fundo de seu ser, enquanto suas unhas marcavam as costas largas e suadas dele.

— Oscar, por favor... — ela implorou, a voz quebrada pela proximidade do ápice.

Ele não respondeu com palavras. Em vez disso, aumentou o ritmo, a entrega tornando-se total. Ele sentia que estava perdendo o controle, a fachada de piloto calculista desmoronando para dar lugar ao homem que, pela primeira vez, entendia o que significava estar verdadeiramente conectado a alguém. Quando o clímax os atingiu, foi como uma explosão silenciosa, um clarão que iluminou a escuridão do quarto e deixou ambos exaustos, agarrados um ao outro como se fossem a única coisa sólida em um mundo que girava rápido demais.

Minutos depois, Oscar ainda estava sobre ela, a cabeça escondida na curva do pescoço de Lily, tentando recuperar o fôlego. Ele sentia o coração dela batendo contra o seu peito, um ritmo frenético que aos poucos se acalmava.

— Você está bem? — perguntou ele, a voz abafada pela pele dela.

Lily soltou uma risadinha fraca, acariciando os cabelos dele.

— Eu estou maravilhosa, Oscar. Você... você não parece alguém que nunca tinha feito isso antes.

Oscar se ergueu sobre os cotovelos, um pouco de rubor subindo às suas bochechas, o que Lily achou adorável.

— Eu estudo muito — ele brincou, embora a seriedade em seus olhos permanecesse. — E eu queria que fosse especial. Com você, foi mais do que eu imaginei.

Ele saiu de cima dela e a puxou para o seu lado, cobrindo ambos com o lençol. O ar condicionado do quarto soprava uma brisa fria, mas o calor entre eles era suficiente. Oscar a abraçou por trás, sua mão grande repousando protetoramente sobre o ventre dela, enquanto Lily se aninhava em seu peito.

— Sabe — disse ela, o sono começando a pesar —, você é muito diferente do que eu esperava de um piloto.

— E o que você esperava? — ele perguntou, beijando o topo da cabeça dela.

— Alguém barulhento. Alguém que só falasse de si mesmo. Mas você... você é silencioso, Oscar. É como se houvesse um mundo inteiro dentro de você que ninguém vê.

Oscar apertou o abraço.

— Poucas pessoas se dão ao trabalho de olhar.

— Bem, eu sou confeiteira — Lily bocejou, fechando os olhos. — Eu sei reconhecer quando algo tem um recheio bom, mesmo que a cobertura pareça simples.

Oscar sorriu no escuro. Ele passou o resto da noite acordado por mais algum tempo, apenas sentindo o peso reconfortante dela em seus braços. A mídia, as pressões da McLaren, os pontos no campeonato... tudo aquilo parecia estar a galáxias de distância. Ali, naquele quarto em Mônaco, com o cheiro de baunilha impregnado em seus lençóis e a pele de Lily contra a sua, Oscar Piastri finalmente entendeu por que tinha esperado tanto tempo.

Ele não queria apenas uma noite. Ele queria acordar todos os dias com aquele aroma. Ele queria descobrir cada detalhe da vida dela, assim como ela tinha descoberto as vulnerabilidades dele naquela noite.

— Lily? — ele chamou baixinho, percebendo que ela já estava quase dormindo.

— Hum?

— Amanhã... eu vou à sua confeitaria. E não aceito um não como resposta.

Ela sorriu contra o braço dele, um sorriso que Oscar sentiu mais do que viu.

— Estarei esperando, piloto. Mas chegue cedo, os croissants acabam rápido.

Oscar fechou os olhos, finalmente permitindo que o sono o levasse, sentindo-se, pela primeira vez, um campeão em algo que realmente importava.

Entrar com Telegram

Confirme o login no bot.