Voltar ao resumo

Minhas noites com voce

O Doce Sabor da Rendição e o Despertar dos Sentidos

A luz dourada do sol de Mônaco filtrava-se pelas cortinas de linho fino, criando padrões de luz e sombra sobre o corpo de Oscar. Ele acordou sentindo um peso reconfortante sobre o peito e o aroma inconfundível de baunilha que agora parecia estar tatuado em seus sentidos. Lily ainda dormia, a respiração calma e profunda, o rosto sereno contra a pele dele. Para um homem que vivia a vida em frações de segundo, aquele momento de lentidão era o maior luxo que ele já havia experimentado.

Oscar deslizou a mão pelas costas nuas dela, sentindo a textura macia da pele. Ele era um homem de hábitos, de disciplina férrea, mas naquela manhã, a ideia de sair daquela cama parecia uma heresia. Ele queria mais. A noite anterior tinha sido uma revelação, mas agora, com a luz do dia, o desejo por ela não havia diminuído; pelo contrário, parecia ter ganhado raízes.

Lily começou a se mexer, soltando um murmúrio baixinho. Ela abriu os olhos verdes, piscando devagar até focar no rosto de Oscar, que a observava com uma intensidade que a fez corar instantaneamente.

— Bom dia — disse ele, a voz ainda mais grave e rouca pelo sono.

— Bom dia — respondeu ela, com um sorriso tímido. — Que horas são?

Oscar esticou o braço para ver o relógio de pulso na cabeceira, mas logo desistiu.

— Cedo demais para nos preocuparmos com o mundo lá fora.

Lily espreguiçou-se, sentindo cada músculo que Oscar tinha despertado na noite anterior. Ela se lembrou da força dele, da maneira como ele a segurava, e um calor subiu por seu ventre.

— Eu adoraria concordar, mas... — Ela suspirou, tentando se sentar enquanto segurava o lençol contra o corpo. — Eu sou a dona da confeitaria, Oscar. Se eu não chegar para começar a massa, não haverá doces hoje. Tenho clientes que aparecem às sete da manhã para o café.

Oscar envolveu a cintura dela com o braço, puxando-a de volta para o colchão com uma firmeza possessiva, mas gentil.

— Deixe que comprem em outro lugar hoje. Ou diga que a batedeira quebrou. Fica aqui, Lily. Só mais um pouco.

— Oscar Piastri, você está tentando me levar para o caminho do mau exemplo? — brincou ela, embora estivesse adorando a atenção. — O piloto focado e disciplinado está implorando para eu faltar ao trabalho?

— Estou — admitiu ele, aproximando o rosto do dela. — Eu não sou de festas, não sou de casos de uma noite... e definitivamente não sou de deixar o que eu quero ir embora tão cedo. E agora, eu quero você.

O olhar dele desceu para os lábios dela, e Lily sentiu sua resistência desmoronar. A seriedade de Oscar, misturada com aquela vulnerabilidade nova, era uma combinação letal.

— Só mais meia hora — cedeu ela, mas Oscar já estava selando o trato com um beijo profundo.

O que começou como um carinho preguiçoso de manhã rapidamente se transformou em algo mais urgente. A mão de Oscar desceu pelo corpo de Lily, explorando cada curva que ele havia memorizado no escuro. Ele a beijou com uma fome que a deixou sem fôlego, as mãos grandes perdidas na pequena estatura dela.

Lily, tomada por uma ousadia que só Oscar conseguia despertar, deslizou para baixo dos lençóis. Ela queria retribuir a entrega dele. Quando a boca dela o envolveu, Oscar soltou um gemido que pareceu vibrar por todo o quarto. Ele jogou a cabeça para trás, os dedos enterrando-se nos lençóis, enquanto Lily o levava ao limite com uma doçura que contrastava com a intensidade do prazer que causava.

— Lily... porra... — ele arquejou, a compostura de piloto da McLaren desaparecendo completamente.

Ele não aguentou por muito tempo. Precisava sentir o gosto dela também. Oscar a puxou para cima e inverteu as posições com um movimento ágil. Ele a abriu para ele, admirando a beleza dela sob a luz da manhã, antes de se entregar à exploração de sua intimidade. Lily arqueou as costas, gritando o nome dele enquanto as ondas de prazer a atingiam. Oscar falava palavras sujas e carinhosas em seu ouvido, uma mistura que a levava à loucura, revelando um lado dele que ninguém no paddock jamais ousaria imaginar.

— Você é minha, Lily — sussurrou ele contra a pele dela. — Toda minha.

Ele a penetrou com uma urgência renovada, o ritmo ditado pela paixão que ardia entre os dois. A cama de luxo rangia sob o peso da entrega deles. Oscar a fodeu com uma mistura de possessividade e adoração, os olhos fixos nos dela, buscando cada reação, cada espasmo de prazer.

Quando terminaram, ambos estavam ofegantes, o suor brilhando em seus corpos. Mas o desejo de Oscar parecia insaciável.

— Eu preciso de café — ofegou Lily, rindo entre beijos. — E você precisa me soltar se quiser que eu sobreviva ao dia.

— Eu faço o café — disse Oscar, levantando-se e exibindo sua forma física impecável, sem a menor ponta de timidez. — Mas você vem comigo.

Eles foram para a cozinha minimalista e moderna. Oscar, vestindo apenas uma calça de moletom cinza que ficava baixa em seus quadris, começou a mexer na máquina de café expresso de última geração. Lily usava apenas uma camisa social dele, que ficava enorme nela, cobrindo-a até o meio das coxas.

Enquanto o aroma do café preenchia o ar, Lily se encostou no balcão de mármore frio. Oscar se aproximou dela, cercando-a com os braços, as mãos apoiadas no balcão de cada lado do corpo dela.

— Sabe — disse ele, a voz baixa e perigosa —, eu ainda estou pensando no que você disse sobre ser exigente com seus clientes.

— Ah, é? — Lily sorriu, passando os braços pelo pescoço dele. — E o que o senhor piloto decidiu sobre isso?

— Decidi que quero ser o seu cliente mais exclusivo. Em todos os sentidos.

Ele a ergueu e a sentou no balcão de mármore. O contraste entre o frio da pedra e o calor das mãos de Oscar fez Lily estremecer. Ele afastou a camisa, expondo-a novamente, e não houve espaço para mais conversas. Ali mesmo, entre as xícaras de café esquecidas e o brilho do sol que entrava pela cozinha, eles se perderam um no outro novamente.

— Você é muito mais do que eu esperava, Oscar — gemeu Lily, enquanto ele a possuía ali mesmo, o corpo dele se encaixando perfeitamente ao dela, as costas largas de piloto servindo de apoio para as mãos dela.

— E você — disse ele, parando por um segundo para olhar no fundo dos olhos verdes dela — é a única coisa que me fez querer desacelerar em toda a minha vida.

A manhã passou em um borrão de carícias e descobertas. Oscar, o homem que todos achavam ser um robô focado apenas em telemetria, tinha encontrado sua humanidade — e sua paixão — nos braços de uma confeiteira que cheirava a baunilha.

Quando Lily finalmente se vestiu para sair, Oscar a acompanhou até a porta. Ele a beijou uma última vez, um beijo que prometia muito mais do que apenas um adeus momentâneo.

— Eu vou te ver mais tarde — afirmou ele, não como uma pergunta, mas como um fato.

— Eu estarei na loja — respondeu Lily, sorrindo. — Tente não quebrar nenhum recorde de velocidade no caminho até lá, Piastri.

Oscar sorriu, o tipo de sorriso que ele guardava apenas para as pessoas que amava.

— Por você, eu posso tentar ir um pouco mais devagar. Só para aproveitar a vista.

Ele a viu caminhar pelo corredor, sentindo uma satisfação que nenhum pódio jamais lhe deu. A mídia podia continuar falando, a pressão podia continuar aumentando, mas Oscar Piastri tinha encontrado seu refúgio. E o sabor era muito mais doce do que ele jamais poderia ter imaginado.

Entrar com Telegram

Confirme o login no bot.