Minhas noites com voce
O Delírio de Açúcar e a Geometria do Prazer
A decisão foi tomada com um olhar. Quando Lily fez menção de se afastar para buscar suas roupas e seguir para a confeitaria, a mão de Oscar se fechou em torno de seu pulso com uma firmeza que não aceitava discussões. Não era agressivo; era uma súplica silenciosa disfarçada de comando. O piloto, acostumado a controlar máquinas de milhões de dólares com a ponta dos dedos, percebeu que não tinha controle algum sobre a vontade de tê-la por mais uma hora, ou doze.
— Esqueça os croissants, Lily — sussurrou ele, puxando-a para o seu colo ainda ali no balcão da cozinha. — Eu pago o prejuízo de um dia de loja fechada. Eu pago o dobro. Só não saia daqui agora.
Lily olhou para os olhos castanhos de Oscar, geralmente tão analíticos e frios nas transmissões de TV, e os encontrou em chamas. Havia uma fome ali que a assustava e a excitava na mesma proporção.
— Meus clientes vão me matar — ela brincou, embora já estivesse entrelaçando os dedos na nuca dele, sentindo os cabelos curtos e macios.
— Deixe que morram de fome — rebateu Oscar, antes de atacar o pescoço dela com mordidas curtas e lambidas que a fizeram arquear as costas. — Eu estou faminto há vinte e três anos, Lily. Você não tem ideia do que despertou.
O que se seguiu foi um desvio completo de qualquer rotina que Oscar Piastri já tivesse seguido. O homem da disciplina, do cronômetro e da dieta rigorosa entregou-se a um hedonismo absoluto. Eles não voltaram para o quarto imediatamente. O balcão de mármore frio tornou-se o cenário de uma urgência renovada. Oscar a possuiu ali mesmo, com Lily sentada na pedra fria enquanto ele, de pé entre suas pernas, a fodia com uma cadência poderosa e rítmica, observando cada expressão de prazer que cruzava o rosto dela.
Oscar era, de fato, um homem de detalhes. Ele não apenas a possuía; ele a estudava. Seus dedos traçavam as linhas do corpo de Lily como se estivesse mapeando cada curva de um circuito novo. Ele descobriu que, se pressionasse o polegar em um ponto específico de seu quadril enquanto entrava nela, Lily soltava um som agudo, quase um ganido, que o deixava louco.
— Você é tão apertada — ele rosnou, a voz vibrando contra o peito dela. — Parece que foi feita sob medida para mim.
Depois de um tempo que pareceu suspender as leis da física, eles migraram para a sala de estar. O tapete felpudo e caro foi o próximo destino. Oscar a deitou de costas e, com uma audácia que Lily não esperava daquele homem tão sério, ele a fez experimentar o que era ser adorada por completo. Ele se ajoelhou entre as pernas dela, abrindo-as o máximo que podia, e mergulhou.
Lily enterrou as mãos no tapete, a cabeça jogada para trás, enquanto a língua de Oscar trabalhava com a mesma precisão com que ele fazia uma curva em alta velocidade. Ele era incansável. A cada vez que Lily achava que tinha chegado ao seu limite, ele a levava um pouco mais longe, sussurrando palavras sujas, incentivando-a a se soltar, a ser tão depravada quanto ele se sentia naquele momento.
— Gosta disso, Lily? — ele perguntou, erguendo o olhar por um segundo, os lábios brilhando. — Gosta de saber que o piloto certinho da McLaren está aqui embaixo, perdendo a cabeça por você?
— Eu te odeio por ser tão bom nisso — ela arfou, as pernas tremendo.
— Você ainda não viu nada — prometeu ele, com um sorriso de canto que exalava uma autoconfiança perigosa.
Horas se passaram. O sol subiu ao topo do céu de Mônaco e começou sua descida, mas para os dois, o tempo era medido em batimentos cardíacos e troca de fluidos. Em um momento de calmaria, eles voltaram para a cama, exaustos, mas a pele de Lily contra a dele agia como um combustível inesgotável.
Lily, sentindo-se mais corajosa sob o olhar devoto dele, empurrou-o para trás nos travesseiros. Ela se ajoelhou sobre ele, observando a imensidão daquele homem. As costas de Oscar eram largas, os ombros definidos pelo esforço das corridas, e o abdômen era uma sucessão de músculos rígidos. Mas era o que estava entre as pernas dele que prendia sua atenção agora.
Ela deslizou pelo corpo dele, sentindo o calor da pele de Oscar contra a sua. Quando sua mão se fechou em torno do membro dele, ouviu o suspiro pesado que ele soltou. Lily começou devagar, lambendo a ponta, provocando-o com o olhar, antes de envolvê-lo completamente.
Oscar fechou os olhos, as mãos agarrando os lençóis com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos. Lily não tinha pressa. Ela usava a língua e os lábios com uma doçura que contrastava com a volúpia do ato. Ela o chupava com vontade, fazendo movimentos de sucção que faziam Oscar arquear o corpo, os músculos das coxas tensionando-se ao extremo.
— Lily... por favor... — ele murmurou, a voz quebrada. — Eu vou... eu não vou conseguir me segurar.
Ela parou por um segundo, apenas para olhá-lo com um sorriso travesso, antes de voltar ao trabalho com ainda mais intensidade. Oscar não aguentou. Ele a puxou para cima com uma força bruta, girando-a na cama até que ela estivesse de quatro.
— Minha vez de novo — ele disse, a respiração quente na nuca dela.
Ele a segurou pelos quadris, os dedos afundando na carne macia, e a penetrou por trás com uma estocada profunda que fez Lily perder o fôlego. Era uma posição que permitia que ele fosse mais fundo, e Oscar não teve piedade. Ele a fodia com uma selvageria que parecia purgar todos os meses de estresse e solidão. A cada impacto, o som da carne batendo contra a carne preenchia o quarto silencioso.
— Você é tão gostosa, Lily — ele dizia, as palavras saindo sem filtro. — O cheiro de baunilha está em todo lugar... eu sinto o seu gosto em cada poro.
Ele a puxou pelos cabelos, não com força para machucar, mas o suficiente para que ela olhasse para trás, para que visse o rosto dele transfigurado pelo prazer. Oscar era um homem devoto, e ali, ele estava rendendo culto ao corpo dela. Ele mudou a posição, deitando-a de lado e levantando uma de suas pernas, entrando nela em um ângulo que a fazia ver estrelas.
— Você não cansa? — Lily perguntou entre gemidos, sentindo que suas pernas eram feitas de gelatina.
— Eu treino para aguentar duas horas a trezentos por hora sob um calor de quarenta graus, Lily — ele respondeu, dando uma palmada leve na bunda dela que a fez soltar um grito de surpresa. — Eu posso fazer isso o dia todo. E eu vou.
E ele cumpriu a promessa. Eles exploraram cada centímetro daquela cama, do chão e até do box do chuveiro quando decidiram, tardiamente, que precisavam de água. Mas mesmo sob o jato de água morna, o sabonete deslizava pelos corpos e as mãos de Oscar encontravam novos caminhos. Ele a prensou contra os azulejos frios, as pernas de Lily entrelaçadas em sua cintura enquanto a água lavava o suor, mas não apagava o fogo.
Foi uma maratona de sentidos. Oscar revelou-se um amante inventivo, quase obsessivo em garantir que Lily atingisse o ápice inúmeras vezes antes que ele se permitisse o próprio alívio. Ele gostava de vê-la perder o controle, de ouvir seu nome sendo chamado em meio a delírios de prazer.
Quando a noite finalmente caiu sobre Mônaco, eles estavam de volta à cama, envoltos em um silêncio exausto e satisfeito. O apartamento estava escuro, iluminado apenas pelas luzes da marina que entravam pela janela. Oscar estava deitado de lado, observando Lily, que parecia estar em um estado de transe pós-coital.
— Eu acho que quebrei você — disse ele, a voz suave, passando a mão pelo braço dela.
Lily soltou uma risada fraca e se aninhou no peito dele.
— Eu acho que nós dois estamos quebrados, Oscar. Mas foi a melhor forma de quebrar que eu já experimentei.
Oscar sorriu, beijando a testa dela. Ele sentia uma paz estranha. O sexo tinha sido incrível, o melhor de sua vida — embora a amostragem fosse pequena, ele sabia que nada superaria aquilo —, mas era a conexão que o assustava. Ele se sentia seguro com ela.
— Amanhã eu realmente preciso ir trabalhar — Lily murmurou contra a pele dele. — Meus funcionários vão achar que eu fui sequestrada.
— E foi — afirmou Oscar. — Pelo homem mais egoísta de Mônaco. Eu não queria dividir você com ninguém hoje.
— Você é muito mais safado do que a televisão mostra, Piastri. Se o Christian Horner ou o Toto Wolff vissem esse seu lado, eles teriam medo de você.
Oscar riu, uma risada aberta e vibrante.
— Eles não têm o que é necessário para ver esse lado. Só você tem, Lily. Só você.
Ele a apertou mais forte contra si. O silêncio voltou, mas não era mais o silêncio pesado de antes. Era um silêncio preenchido pelo aroma de baunilha, pelo suor seco e por uma promessa implícita. Oscar sabia que sua vida privada, aquela que ele tanto protegia, tinha acabado de ganhar uma nova protagonista. E ele estava disposto a lutar por ela com a mesma garra com que lutava por uma posição na pista.
— Lily? — chamou ele, percebendo que ela estava pegando no sono.
— Hum?
— Eu acho que estou viciado em açúcar.
Lily sorriu, fechando os olhos, sentindo o coração de Oscar batendo forte contra seu ouvido.
— Então é bom você se preparar, piloto. Minha confeitaria tem estoque ilimitado.
Oscar fechou os olhos também, sentindo-se, pela primeira vez, completamente em casa. O mundo lá fora podia esperar. A Fórmula 1 podia esperar. Naquela noite, o único pódio que importava era aquele onde Lily estava, e ele não pretendia descer dele tão cedo.