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Namoro de METEntira

O Altar do Conhecimento e a Profanação da Saia Plissada

A luz da manhã de segunda-feira era uma ofensa pessoal à minha existência. Eu não era uma pessoa matinal, e ter que encarar o campus da faculdade depois daquele jantar caótico na noite anterior era como caminhar voluntariamente para um moedor de carne. Lee Felix não tinha apenas gozado na frente dos pais dele sob uma toalha de renda; ele tinha estabelecido um novo padrão de guerra. E eu, Hwang Hyunjin, o "nerd insuportável" com um coeficiente de inteligência que faria a maioria daqueles playboys chorar, estava perigosamente perto de perder o controle do meu próprio jogo.

Eu estava sentado na primeira fileira da sala de aula de Macroeconomia Avançada, com meus óculos de aro fino devidamente ajustados e meu notebook aberto em uma planilha complexa. Eu exalava arrogância intelectual. Ao meu redor, o burburinho dos alunos era o de sempre, até que o silêncio se fez de forma abrupta, como se alguém tivesse sugado o oxigênio do recinto.

Eu não precisei olhar para trás para saber quem era. O cheiro de perfume de cereja e baunilha caríssima inundou o ar antes mesmo dele sentar.

— Bom dia, Hwang — a voz de trovão de Felix ressoou, mas havia uma doçura ácida nela que me deu um nó no estômago.

Eu me virei lentamente, pronto para disparar um insulto sobre a pontualidade dele, mas as palavras morreram na minha garganta. Felix estava vestindo uma minissaia plissada preta que desafiava todas as leis da decência acadêmica. Era curta. Ridiculamente curta. Combinada com uma camisa branca de seda meio aberta e uma gravata frouxa, ele parecia ter saído de um editorial de moda focado em destruir a sanidade de qualquer um que cruzasse seu caminho.

— Você está na faculdade, Lee, não em uma boate de quinta categoria — eu disse, recuperando minha voz fria, embora meus olhos tenham traído meu desdém ao descerem pelas coxas dele, que estavam cobertas apenas por meias brancas que iam até o joelho. — Essa saia é um atentado ao pudor.

Felix soltou uma risadinha, sentando-se na cadeira ao meu lado e cruzando as pernas de um jeito que a barra da saia subiu até o limite absoluto.

— Engraçado... ontem à noite você não parecia muito preocupado com o pudor quando estava com os dedos enfiados em mim debaixo da mesa do restaurante — ele sussurrou, inclinando-se para perto, o sorriso provocador brincando em seus lábios carnudos. — E para sua informação, o professor adora o meu estilo. Todo mundo adora. Menos você, claro. O grande e culto Hyunjin.

— Eu não sou "todo mundo" — respondi, voltando minha atenção para a tela do computador, embora minha pulsação estivesse martelando nos meus ouvidos. — Eu tenho padrões. E você é apenas uma distração barata e mal-educada.

— Uma distração que você mal pode esperar para comer de novo — ele rebateu, abrindo o caderno de couro da Chanel e pegando uma caneta cheia de glitter. — Admita, nerd. Você está com um tesão do caralho só de olhar para as minhas pernas.

Eu ignorei. Ou tentei. O professor entrou na sala e começou uma palestra monótona sobre taxas de juros e inflação. No entanto, o verdadeiro caos estava acontecendo ao meu lado. Felix não parava quieto. Ele se mexia na cadeira, deixava a caneta cair de propósito para se inclinar e pegá-la, e cada movimento era uma tortura visual.

Eu sentia o peso do nosso "namoro de mentira". No corredor, as pessoas sussurravam. Jisung passou pela porta e piscou para Felix, fazendo um sinal de "legal" com o polegar, enquanto Seungmin e Jeongin, o casalzinho perfeito e insuportável que vivia grudado, trocavam olhares cúmplices no fundo da sala. Minho, o irmão protetor e cínico de Felix, estava três fileiras atrás, provavelmente planejando como me matar se eu magoasse o "bebê" da família Lee, mesmo que ele mesmo estivesse ocupado demais trocando mensagens picantes com o Bang Chan.

— Hyunjin... — Felix murmurou meia hora depois, sua voz soando mais manhosa do que o normal. — Eu não estou aguentando.

— O que foi agora? Esqueceu como se usa uma caneta? — perguntei, sem olhar para ele.

— Eu estou... com calor. Muita pressão aqui embaixo — ele disse, e eu pude ouvir o sorriso em sua voz. — Desde o jantar de ontem, eu não consigo parar de pensar no que você disse no carro. Que ia me foder até eu esquecer meu nome.

Eu senti meu pau dar um solavanco contra o jeans apertado. Maldito seja Lee Felix e sua capacidade de ser um demônio manipulador.

— Estamos em aula, Felix. Controle seus instintos básicos — eu sibilei, tentando manter a fachada de nerd frio.

— O fundo da sala está vazio — ele continuou, ignorando completamente meu aviso. — O professor está focado no projetor. Ninguém está olhando.

— Você é louco? — Eu finalmente olhei para ele. Ele estava com as bochechas coradas, os lábios entreabertos e um brilho de puro desafio nos olhos. — Não vou me rebaixar a esse nível de exibicionismo.

— Ah, entendi. O grande Hwang Hyunjin está com medo? — Ele arqueou uma sobrancelha. — Achei que você fosse o mestre da eficiência. Onde está aquele domínio todo que você demonstrou na biblioteca? Ou será que o seu pau só funciona quando você está em um ambiente controlado?

O insulto ao meu ego foi o gatilho. Ninguém questionava minha capacidade, muito menos uma patricinha que achava que o mundo girava em torno do seu brilho labial.

— Levante-se — eu ordenei, minha voz baixa e perigosa.

Felix sorriu, aquele sorriso vitorioso que me dava vontade de socá-lo e beijá-lo ao mesmo tempo. Nós recolhemos nossas coisas de forma discreta e nos movemos para o fundo da sala, onde as últimas fileiras ficavam na penumbra, protegidas por uma coluna larga e pelo brilho ofuscante do projetor na frente.

Assim que chegamos ao último banco, eu o prensei contra a parede de concreto frio.

— Você quer jogar, Lee? — eu rosnei, minhas mãos agarrando a cintura dele com uma força que o fez soltar um suspiro trêmulo. — Então vamos jogar pelas minhas regras.

— Só me fode, seu nerd arrogante — ele implorou, as mãos puxando minha nuca. — Eu não aguento mais esse tesão. Eu não posso sair com mais ninguém por causa desse namoro idiota, e você é o único que sabe como me calar.

Eu não perdi tempo. Enquanto o professor falava sobre o PIB, eu levantei aquela minissaia maldita. Felix não estava usando nada por baixo de novo. Ele era um exibicionista nato, um manipulador que adorava o perigo.

— Você é uma putinha tão previsível — eu sussurrei no ouvido dele, sentindo a umidade entre as pernas dele contra a minha mão. — Olhe para isso. Você está encharcado no meio de uma aula de economia.

— Culpa sua... — ele ofegou, escondendo o rosto no meu pescoço para abafar os sons. — É tudo culpa sua por ter esse pau tão grande e ser tão imbecil.

Eu abri meu cinto com uma mão só, a destreza de quem já tinha feito aquilo mais vezes do que gostaria de admitir. Quando me libertei, Felix soltou um gemido abafado ao sentir minha ereção contra sua entrada. Eu não fui gentil. Eu nunca era gentil com ele. O desprezo que sentíamos um pelo outro se traduzia em uma fricção bruta, uma necessidade de possessão que beirava a violência.

Eu entrei nele de uma vez, enterrando-me profundamente naquela buceta que, por mais que eu odiasse admitir, era a melhor coisa que eu já tinha experimentado na vida. Era apertada, quente e parecia moldada especificamente para mim.

— Porra... — eu exclamei baixo, minha testa encostando na dele. — Você é um lixo, Felix. Um lixo delicioso.

— Cala a boca e me usa... — ele respondeu, as pernas envolvendo minha cintura, a saia agora amontoada em volta dos seus quadris. — Mais forte, Hyunjin. Me quebra no meio.

Eu comecei a estocar, mantendo um ritmo frenético e silencioso. O risco de sermos pegos era um combustível potente. A cada movimento do professor na frente da sala, Felix apertava mais os braços em volta do meu pescoço, seus dentes cravando no meu ombro para não gritar. O contraste entre o ambiente acadêmico e a depravação que estávamos cometendo ali era inebriante.

— Isso... — ele murmurou, a voz falhando, as lágrimas de prazer começando a surgir nos cantos dos olhos. — O nerd do pau grande... ele sabe o que faz...

— Eu sou o seu pior pesadelo, Lee — eu disse, aumentando a força, sentindo o prazer atingir um nível insuportável. — E você está viciado em mim.

— Estou... eu estou... — ele admitiu entre soluços secos. — Eu odeio você... eu odeio tanto você... ah!

A forma como ele se arqueava, a maneira como sua pele sardenta ficava ruborizada sob a luz fraca, tudo nele me irritava e me excitava em proporções iguais. Eu o fodi com todo o meu desprezo, transformando cada estocada em um lembrete de que, apesar de todo o dinheiro e da influência dele, ali, naquele momento, ele era meu.

Quando o ápice chegou, foi como uma explosão silenciosa. Eu gozei dentro dele, sentindo as paredes internas de Felix pulsarem contra mim em um espasmo violento. Ele tremeu inteiro, a cabeça pendendo para trás, o corpo amolecendo nos meus braços.

Ficamos ali por alguns segundos, respirando erraticamente, o cheiro de sexo se misturando ao pó de giz da sala.

— Limpe-se — eu disse, minha voz voltando ao tom monótono e arrogante de sempre enquanto eu me ajeitava. — A aula termina em cinco minutos.

Felix se separou de mim, ajeitando a saia plissada com as mãos trêmulas. Ele limpou o canto da boca e me olhou com um desprezo renovado, embora seus olhos ainda estivessem nublados pelo orgasmo.

— Você é um bruto, Hwang. Um nerd bruto e sem classe.

— E você continua sendo uma patricinha que precisa de mim para se sentir viva — rebati, ajustando meus óculos e pegando meu notebook. — Não se atrase para o almoço com o grupo. Temos que manter as aparências.

— Vá se foder — ele disse, mas havia um sorriso de canto em seus lábios.

Nós voltamos para nossos lugares originais pouco antes das luzes se acenderem. O professor encerrou a aula e os alunos começaram a se retirar. Jisung e Minho se aproximaram de nós.

— O que vocês dois estavam fazendo lá atrás? — Minho perguntou, cruzando os braços, os olhos estreitados para o irmão. — Felix, você está parecendo que foi atropelado por um caminhão.

— Só estávamos discutindo alguns pontos da tese do Hyunjin — Felix respondeu, recuperando instantaneamente sua postura de herdeiro mimado. — Ele é tão chato que quase me fez desmaiar de tédio.

— Sei... o tédio dele parece ser bem estimulante — Jisung comentou, rindo e dando um tapa no ombro de Hyunjin. — E aí, gênio? Vai vir almoçar com a gente ou vai ficar aqui calculando o sentido da vida?

— Eu tenho coisas mais importantes para fazer do que ouvir as futilidades de vocês — respondi, fechando minha mochila. — Mas como sou obrigado a fingir que suporto o Lee, eu vou.

— Oh, que sacrifício! — Felix exclamou, jogando o cabelo para trás. — Vamos logo, Hyunjin. E tente não usar palavras com mais de três sílabas, não quero que os meus amigos fiquem com dor de cabeça.

Enquanto caminhávamos pelo campus, Felix à frente, desfilando com aquela minissaia e atraindo os olhares de cada ser vivo que passava, eu não pude deixar de sorrir internamente. Ele era insuportável, orgulhoso e manipulador. E eu era arrogante, frio e antissocial. Éramos um desastre anunciado, uma colisão de egos que deveria resultar em destruição total.

Mas, enquanto sentia o peso do segredo do que tínhamos acabado de fazer na sala de aula, eu sabia que aquele namoro de mentira era a coisa mais real que eu já tinha sentido. E o caos estava apenas começando.

— Ei, nerd! — Felix gritou, parando na entrada do refeitório e olhando para trás com um brilho malicioso. — O que foi? Ficou preso em algum pensamento complexo ou está apenas admirando a vista?

— Estou apenas pensando no quanto eu te odeio, Lee — respondi, alcançando-o.

— Ótimo — ele sussurrou para que apenas eu ouvisse. — Porque o ódio é o melhor lubrificante que existe. Nos vemos no banheiro depois do almoço?

— Talvez — eu disse, passando por ele com um esbarrão proposital no ombro. — Se você se comportar.

O riso de Felix me seguiu para dentro do refeitório, e eu soube, naquele momento, que minha vida acadêmica organizada tinha acabado de ser permanentemente pichada pela presença de Lee Felix. E, pela primeira vez, eu não me importava nem um pouco com a bagunça.