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Namoro de METEntira

O Eclipse da Razão e a Geometria do Pecado

A luz do sol que entrava pelas janelas altas do auditório de Física Teórica era quase poética, mas o que estava prestes a acontecer ali não tinha nada de romântico. Eu estava sentado na penúltima fileira, com meu notebook aberto, digitando freneticamente sobre a entropia dos sistemas fechados. Mas o meu sistema estava tudo, menos fechado. Ele estava em colapso total desde que Lee Felix entrou na sala.

Ele não apenas entrou; ele desfilou. Aquele desgraçado mimado estava usando uma minissaia plissada branca, tão curta que chegava a ser criminosa, combinada com um suéter de tricô azul-bebê que caía ombro a ombro, revelando as sardas que salpicavam sua clavícula. Ele sabia o efeito que causava. Ele sentia o pescoço de cada homem e mulher naquela sala girar conforme ele passava. E o pior de tudo? Ele veio direto para mim.

— Saia da minha frente, Hwang — disse ele, jogando sua bolsa de grife sobre a mesa ao meu lado com um estrondo desnecessário. — Você está ocupando o espaço do meu café.

— O auditório tem trezentos lugares, Felix — respondi, sem tirar os olhos da tela, embora meu sangue já estivesse começando a latejar nas têmporas. — Sente-se em qualquer outro lugar e me deixe em paz. Tenho um artigo para entregar e não tenho tempo para lidar com o seu ego subdesenvolvido.

— Meu ego está ótimo, querido. O que está subdesenvolvido aqui é o seu senso de moda — ele retrucou, sentando-se e cruzando as pernas de forma que a barra da saia subiu até o limite do que era legalmente permitido. — E como somos o "casal do momento", as pessoas esperam que fiquemos juntos. Olhe para trás. Jisung e Minho estão nos observando.

Olhei de relance. Minho estava sentado algumas fileiras abaixo com Bang Chan — que, como sempre, jurava que ninguém sabia que eles estavam se pegando, apesar de Chan estar praticamente ronronando enquanto Minho acariciava sua nuca. Jisung estava ao lado deles, rindo de algo no celular. Seungmin e Jeongin estavam em um canto, trocando carícias melosas que me faziam querer vomitar.

— Eles não estão olhando para nós, Felix. Estão ocupados demais sendo disfuncionais — eu sibilei, voltando ao meu texto.

— Ah, mas eu estou olhando para você — sussurrou Felix, inclinando-se para perto. O cheiro de pêssego e baunilha dele invadiu meus sentidos. — E eu estou com um problema, Hyunjin. Um problema bem grande.

— Deixe-me adivinhar: seu cartão de crédito foi recusado? — perguntei com um sorriso cínico.

— Não, seu idiota. O problema é que, desde que começamos essa farsa, eu não posso sair com mais ninguém. E eu sou um homem de necessidades — ele disse, a voz descendo para aquele tom de trovão que me dava arrepios. — E como você é o meu "namorado", e como você me fodeu daquele jeito na biblioteca... eu estou com um tesão do caralho. E a culpa é sua.

— Minha culpa? — Eu soltei uma risada seca. — Você é quem aparece nas aulas vestido como se estivesse indo para um teste de vídeo pornô, e a culpa é minha?

— Sim — ele disse, e eu senti a mão dele deslizar por baixo da mesa, encontrando minha coxa. — Porque você é um nerd arrogante com um pau que não combina com esse seu jeito de "sou melhor que todos". E agora, eu quero que você resolva isso.

— Estamos no meio de uma aula, Felix — eu disse, embora minha mão estivesse tremendo sobre o teclado.

— O fundo da sala está vazio. Ninguém vai ver o que acontece debaixo desta bancada de madeira escura.

Eu olhei para ele, pronto para disparar um insulto, mas as palavras morreram quando vi o desafio em seus olhos. Ele estava úmido, eu podia sentir a eletricidade emanando dele. O desprezo que sentíamos um pelo outro era o combustível perfeito.

— Você é um lixo, Felix — eu sussurrei, fechando o notebook com uma mão e agarrando a nuca dele com a outra, puxando-o para um beijo que era mais uma agressão.

— E você é um bruto insuportável — ele respondeu contra meus lábios, ofegante. — Agora para de falar e me fode.

Eu o puxei para o chão, no espaço estreito entre a bancada e o banco fixo. Estávamos escondidos pela estrutura maciça da mesa. O professor continuava a falar sobre partículas subatômicas na frente da sala, a voz monótona servindo como uma trilha sonora bizarra. Levantei a saia branca dele com uma brutalidade que o fez soltar um arquejo. Ele não estava de cueca. De novo.

— Você é um exibicionista doente — eu rosnei, posicionando-me entre as pernas dele.

— E você adora isso — ele rebateu, as mãos puxando minha camisa para fora da calça. — Vai logo, nerd do pau grande. Me cala antes que eu comece a gritar o seu nome para a sala inteira ouvir.

Eu não usei preliminares. Eu apenas abri meu cinto e me enterrei nele de uma vez só. Felix soltou um gemido agudo que eu abafei com a minha mão sobre a boca dele, prensando sua cabeça contra o chão.

— Silêncio — sibilei, meus olhos fixos nos dele. — Se você fizer um som sequer, eu paro agora mesmo e deixo você aqui passando vontade.

Ele balançou a cabeça freneticamente, as unhas cravadas nos meus antebraços. Comecei a me mover, estocadas curtas e violentas que faziam o corpo dele bater ritmicamente contra o piso. A sensação daquela buceta era algo que eu não conseguia explicar através da física. Era um vácuo perfeito.

— Porra, Felix... — eu murmurei, o suor começando a pingar do meu rosto. — Você é tão... apertado. Como pode ser tão gostoso e tão insuportável ao mesmo tempo?

— É o meu maior talento... ah, Hyunjin... mais forte... me quebra...

Eu o fodi com todo o desprezo que acumulava durante as aulas, com todo o ódio que sentia por cada vez que ele me insultava nos corredores. E ele recebia tudo com uma manha que me enlouquecia. Ele se arqueava, o suéter azul subindo até o peito, revelando os mamilos endurecidos.

— Você é só um buraco, Lee — eu disse, minha voz carregada de crueldade. — Um buraco de grife para eu gozar enquanto o professor explica o que é um átomo. Você não vale nada.

— Então me usa como se eu não valesse nada! — ele exclamou em um sussurro desesperado, as pernas envolvendo minha cintura. — Goza dentro de mim, nerd... me marca...

O ritmo se tornou frenético. Eu podia ouvir o som da carne batendo, um som que parecia ensurdecedor no silêncio da aula. Felix estava chegando ao limite. Ele começou a tremer, os olhos revirando, a boca entreaberta em um grito silencioso. Eu segurei seus quadris com força, meus dedos deixando marcas roxas na pele alva, e dei as últimas estocadas, sentindo o prazer subir pela minha espinha.

Quando gozei dentro dele, senti cada pulsação, cada espasmo daquela buceta maravilhosa que eu odiava amar. Felix desabou no chão, o corpo mole, a respiração vindo em soluços curtos e abafados. Ficamos ali por alguns segundos, dois corpos suados e emaranhados debaixo de uma mesa de faculdade.

— Saia de cima de mim — disse Felix, sua voz voltando ao tom mimado. — Você está amassando meu suéter.

— Você é inacreditável — respondi, levantando-me e ajeitando minha roupa. — Acabei de te foder até você perder a consciência e sua primeira preocupação é com a roupa?

— É cashmere, Hyunjin. Você não entenderia.

Nós nos sentamos de volta em nossos lugares bem a tempo. O professor encerrou a aula e os alunos começaram a sair. Felix levantou-se, pegou sua bolsa e me olhou de cima, o brilho de superioridade de volta aos seus olhos.

— A aula foi produtiva, Hwang. Mas da próxima vez, tente ser um pouco menos bruto. Minhas costas estão doendo.

— Se não quisesse ser tratado assim, não teria pedido para o "nerd do pau grande" te comer no fundo da sala — respondi.

Ele soltou uma risadinha e saiu do auditório rebolando.

***

A noite caiu sobre o campus, mas a tensão entre nós não havia diminuído; ela apenas mudou de estado físico, tornando-se mais densa, mais pesada. Estávamos no meu carro, um sedã preto e discreto que cheirava a café e livros antigos, estacionado em uma área isolada perto do observatório da faculdade. Tínhamos saído de uma festa na casa do Bang Chan, onde Felix bebeu o suficiente para ficar ainda mais insuportável, se é que isso era possível.

Ele tinha adormecido no banco do passageiro, a cabeça pendida para o lado, os lábios entreabertos. O suéter de cashmere estava bagunçado e a minissaia branca que ele insistiu em usar novamente estava subida até o quadril. Eu deveria apenas levá-lo para casa, deixá-lo na porta do Minho e seguir com a minha vida organizada. Mas eu não era um homem de decisões simples quando Lee Felix estava por perto.

Eu desliguei o motor. O silêncio da noite era absoluto. Olhei para ele e senti aquele misto de repulsa e atração que me consumia. Sem pensar muito, inclinei-me sobre o console central. Felix era profundo no sono, mas seu corpo parecia sempre em estado de alerta para o prazer.

Eu não o chamei. Em vez disso, deslizei minha mão por baixo daquela saia. Ele estava, novamente, sem nada por baixo. A umidade dele era constante, um convite silencioso que ele deixava para mim como uma armadilha. Meus dedos encontraram sua entrada, descobrindo que ele ainda estava macio e sensível da tarde.

Eu me abaixei, enfiando a cabeça entre as pernas dele. Felix soltou um suspiro longo quando minha língua tocou sua pele sensível. Comecei a comê-lo com calma, lambendo-o com uma lentidão que eu nunca permitia a mim mesmo. Eu queria sentir cada detalhe, cada textura. Felix começou a se mexer, os olhos abrindo devagar, a confusão do sono sendo rapidamente substituída por um reconhecimento luxurioso.

— Hyunjin... — ele murmurou, a voz rouca, as mãos encontrando meu cabelo e me pressionando contra ele. — O que você está fazendo, seu nerd pervertido?

— Calado, Felix — eu respondi, minha voz abafada contra a carne dele. — Apenas aproveite o que você tanto pediu.

Ele arqueou as costas, um gemido manhoso escapando de sua garganta. Eu continuei, usando a língua com uma precisão cirúrgica, explorando cada centímetro até que ele estivesse tremendo, as coxas apertando minhas orelhas. Quando senti que ele estava prestes a explodir, eu parei.

Levantei-me, meus olhos encontrando os dele no escuro do carro. Felix estava com o rosto ruborizado, a respiração curta.

— Agora — eu disse, puxando-o para o meu colo.

O espaço era apertado, mas isso só tornava tudo mais intenso. Eu o posicionei sobre mim, sentindo o peso do corpo dele. Felix segurou meus ombros, as unhas cravando no meu pescoço, e se abaixou lentamente, empalando-se no meu pau.

— Porra... — ele sibilou, a cabeça caindo no meu ombro. — Você é muito grande, Hyunjin. Dói... e é tão bom.

Começamos a nos mover em um ritmo lento, quase torturante. Não havia a pressa da sala de aula ou o medo da biblioteca. Era apenas a fricção constante, a pele suada deslizando uma na outra, o som dos nossos beijos molhados preenchendo o interior do carro. Felix quicava sobre mim, seus quadris girando em uma geometria de prazer que eu nunca tinha estudado.

— Você é meu... — eu sussurrei, minhas mãos apertando a bunda dele com força. — Só meu, Lee Felix.

— Eu odeio você — ele respondeu, embora estivesse se esfregando em mim como um animal no cio. — Eu odeio o quanto você me faz sentir assim.

O ritmo acelerou. A lentidão deu lugar a uma urgência animal. Felix estava cavalgando com uma ferocidade que balançava o carro, seus gemidos ficando mais altos, mais desesperados. Eu o segurava, sentindo que ia perder o controle a qualquer momento. Estávamos agindo como dois bichos, sem lógica, sem razão, apenas carne e desejo.

De repente, no meio de uma estocada profunda que o fez revirar os olhos, Felix parou. Ele ficou imóvel sobre mim, a respiração batendo no meu rosto, o corpo ainda unido ao meu.

— O que foi? — perguntei, minha voz falhando, as mãos ainda firmes em seus quadris. — Por que parou?

Felix me olhou nos olhos. Havia algo diferente ali, algo que não era apenas luxúria ou desprezo. Era uma vulnerabilidade que ele raramente deixava transparecer sob todas aquelas camadas de patricinha mimada.

— Hyunjin... — ele começou, a voz trêmula, o peito subindo e descendo rapidamente. Ele hesitou, mordendo o lábio inferior, antes de soltar a pergunta que mudou tudo. — E se você fosse meu namorado de verdade?

O silêncio que se seguiu foi mais pesado do que qualquer equação que eu já tivesse tentado resolver. O mundo lá fora parecia ter desaparecido, deixando apenas nós dois, presos em um carro, unidos pelo sexo e separados pelo orgulho, cara a cara com a única verdade que nenhum de nós tinha coragem de admitir.