Voltar ao resumo

nos tres, num so jeito

Sinfonia de Adrenalina e Possessão

O Grande Prêmio de Monza não era apenas uma corrida; era um espetáculo de velocidade, história e uma paixão avassaladora que parecia vibrar no próprio asfalto do "Templo da Velocidade". Para Anna Williams, no entanto, o barulho dos *tifosi* nas arquibancadas e o zumbido constante dos motores eram apenas um pano de fundo para a tempestade emocional que a habitava desde a Bélgica.

A chegada à Itália fora um turbilhão. Lily, sempre a personificação da elegância e do planejamento, tivera que se ausentar logo após o check-in no hotel de luxo que ficava nos arredores do circuito. Um compromisso inadiável com uma fundação beneficente em Milão a chamara, deixando Anna sozinha com a promessa de um reencontro no jantar.

— Prometo que volto antes que você sinta muito a minha falta — dissera Lily, dando um beijo casto, mas carregado de promessa, nos lábios de Anna antes de entrar no carro preto que a esperava.

Anna, ainda tentando processar a nova realidade de sua vida, subiu para a suíte. O luxo de Monza era diferente do de Spa; era mais clássico, com afrescos no teto, móveis de madeira maciça e uma vista deslumbrante para os jardins da vila histórica que servia de hotel para a elite da McLaren. Tudo o que ela queria era um banho longo e quente para tirar a poeira do paddock e o cansaço dos primeiros treinos livres.

Ela entrou na suíte silenciosa, acreditando que Oscar ainda estaria no circuito para as reuniões de debriefing com os engenheiros seniores. Ela não era necessária naquela reunião específica, o que lhe dera a rara oportunidade de escapar cedo.

Anna jogou a mochila de lado e começou a se despir enquanto caminhava em direção ao banheiro de mármore carrara. O uniforme da McLaren, tão prático e rígido, caiu no chão, seguido pela lingerie de renda que ela começara a usar por influência — ou melhor, por insistência silenciosa — de Lily. Nua, ela entrou no box espaçoso, ligando a água na temperatura máxima. O vapor começou a subir, embaçando os vidros e criando um santuário de calor.

Ela fechou os olhos, deixando a água escorrer pelas costas, relaxando os músculos tensos. Anna pensava no beijo de Lily, na intensidade de Oscar e em como sua vida se tornara um gráfico de desempenho que ela não conseguia mais prever.

Ela não ouviu a porta da suíte abrir. Não ouviu os passos abafados pelo carpete grosso, nem o som metálico da chave sendo colocada sobre a mesa.

Oscar Piastri estava exausto, mas era uma exaustão elétrica. Ele tinha acabado de destruir o recorde da pista no segundo setor e sua mente ainda estava operando a trezentos quilômetros por hora. Ele esperava encontrar Lily, mas quando viu a mochila de Anna e as roupas espalhadas pelo chão, seu sangue ferveu de uma forma que nenhuma vitória no pódio conseguia replicar.

Ele caminhou até o banheiro, o som da água caindo guiando seus passos. Através do vidro embaçado, ele viu a silhueta de Anna. Ela estava de costas, os braços apoiados na parede, a cabeça baixa sob o jato d'água. A visão era uma tortura e um presente.

Sem fazer barulho, Oscar despiu-se. O macacão foi deixado de lado com impaciência. Ele abriu a porta de vidro do box. O ar frio que entrou fez Anna estremecer e se virar rapidamente, mas antes que ela pudesse soltar um grito de surpresa, mãos fortes e calejadas pelo volante a seguraram pela cintura, girando-a de volta para que ficasse de costas para ele.

— O-Oscar? — Anna gaguejou, o coração saltando na garganta enquanto sentia o peito largo e úmido dele pressionar-se contra suas costas. — Você não deveria estar no circuito?

— Terminei cedo — sussurrou Oscar, sua voz soando como um rosnado baixo contra a nuca dela. — E a única coisa que eu conseguia pensar enquanto olhava para a telemetria era no quanto eu queria você exatamente assim.

Ele não deu tempo para conversas. Oscar segurou os pulsos de Anna e os pressionou contra o mármore frio da parede do box, mantendo-a presa entre o mineral gelado e o calor vulcânico de seu corpo. A água caía sobre os dois, mas Anna sentia apenas o toque dele.

— Você achou que eu ia deixar a Lily ter toda a diversão em Spa? — perguntou ele, mordendo o lóbulo da orelha dela, um gesto possessivo que a fez arquear as costas. — Eu vi o jeito que você olhou para ela hoje de manhã. Eu vi as marcas que ela deixou em você. Mas agora você é minha, Anna. Só minha.

Anna sentiu a ereção dele, rígida e pulsante, pressionando-se contra suas nádegas. O desejo que ela tentara conter o dia todo explodiu. A timidez foi afogada pela necessidade bruta que emanava de Oscar.

— Oscar, por favor... — ela murmurou, sem saber se estava pedindo para ele parar ou para ele continuar.

— "Por favor" o quê, Anna? — Ele soltou os pulsos dela, apenas para descer as mãos e apertar suas coxas, abrindo-as enquanto ele se posicionava. — Diga o que você quer. Diga que você é nossa. Diga que você quer que eu te foda aqui mesmo, enquanto a Lily não volta.

— Eu sou de vocês — ela arfou, a cabeça pendendo para a frente enquanto sentia os dedos dele explorarem sua intimidade por trás, preparando-a com uma urgência que a deixava sem fôlego. — Eu quero você, Oscar. Agora!

Ele não esperou mais. Com um impulso firme e certeiro, Oscar a possuiu por trás. Anna soltou um grito que foi abafado pelo som da água, as mãos buscando apoio desesperado no mármore. A sensação de preenchimento era avassaladora, uma conexão física que parecia tão técnica e perfeita quanto o encaixe de uma peça de motor de alta performance.

Oscar começou a se mover com um ritmo frenético, uma cadência que refletia a velocidade que ele vivia nas pistas. Cada estocada era profunda, uma reivindicação de território. Ele não era o piloto calmo e reservado das entrevistas; ali, no vapor do banheiro, ele era um homem dominador, movido por um desejo que beirava a obsessão.

— Você tem ideia do que faz comigo? — ele rosnou no ouvido dela, as mãos agora subindo para apertar os seios de Anna, puxando-a para mais perto, se é que isso era possível. — Ver você na garagem, tão séria, tão inteligente... e saber que por baixo desse uniforme você é toda fogo. Você é a minha melhor volta, Anna. O meu melhor setor.

Anna mal conseguia processar as palavras. O prazer estava subindo em ondas, uma sobrecarga sensorial que a fazia ver flashes de luz atrás das pálpebras fechadas. Ela se movia com ele, entregando-se àquela dança primitiva e luxuosa. O contraste entre o mármore frio e o corpo quente de Oscar, entre a água doce e o sabor salgado da pele dele, era inebriante.

— Mais rápido, Oscar... — ela implorou, as unhas arranhando a parede.

Ele obedeceu, aumentando a velocidade e a profundidade. A suíte de luxo, com todo o seu silêncio aristocrático, era agora o palco de uma entrega absoluta. Oscar falava coisas no ouvido dela, palavras sujas e possessivas, descrevendo como ele e Lily planejavam cada momento com ela, como eles a queriam em todos os sentidos possíveis.

— Nós vamos te levar ao limite, Anna — dizia ele, a respiração curta. — Em todas as pistas, em todos os hotéis. Você nunca mais vai se sentir sozinha. Você é a peça que faltava no nosso motor.

O prazer atingiu o ponto crítico. Anna sentiu os músculos de suas pernas tremerem, o ápice chegando como uma bandeira quadriculada no final de uma corrida intensa. Ela soltou um grito alto, o corpo inteiro retesando-se quando o orgasmo a atingiu em cheio. Segundos depois, com um esturro de satisfação, Oscar seguiu-a, despejando toda a sua tensão e desejo dentro dela, mantendo-a firme contra a parede enquanto sua própria liberação o consumia.

Eles ficaram ali por um longo tempo, a água ainda caindo sobre seus corpos exaustos. Oscar escondeu o rosto na curva do pescoço de Anna, os braços envolvendo-a com uma ternura que contrastava com a agressividade de momentos antes.

— Você está bem? — perguntou ele, a voz voltando ao tom suave e calmo que o mundo conhecia.

— Eu estou... — Anna tentou encontrar as palavras, mas apenas conseguiu se virar nos braços dele e abraçá-lo. — Eu nunca me senti assim.

Oscar sorriu, um sorriso genuíno e vitorioso. Ele a beijou, um beijo longo e profundo que selava o pacto que haviam feito.

— Isso é só o começo, Anna. Monza é apenas a segunda etapa.

Eles saíram do banho e se secaram com as toalhas de algodão felpudo, o clima entre eles agora preenchido por uma intimidade confortável, mas ainda vibrante. Oscar ajudou Anna a se vestir com um roupão de seda branca, tratando-a como se ela fosse o troféu mais valioso de sua carreira.

Enquanto Anna se sentava na borda da cama, ainda um pouco atordoada, a porta da suíte se abriu novamente. Lily entrou, carregando algumas sacolas de compras de grifes famosas de Milão. Ela parou ao ver os dois, notando o cabelo úmido de ambos e o brilho nos olhos de Oscar.

— Pelo visto, o debriefing foi mais produtivo do que o esperado — disse Lily, um sorriso cúmplice e travesso surgindo em seus lábios perfeitos.

— O melhor da temporada até agora — respondeu Oscar, caminhando até a esposa e dando-lhe um beijo rápido.

Lily caminhou até Anna e sentou-se ao lado dela, passando a mão pelo rosto levemente corado da engenheira.

— Sinto muito por ter perdido a festa — sussurrou Lily no ouvido de Anna. — Mas não se preocupe, querida. A noite é longa, e eu trouxe algumas coisas de Milão que acho que você vai adorar experimentar... para nós dois.

Anna olhou de Lily para Oscar. Ela estava cercada por beleza, poder e um tipo de amor que desafiava todas as convenções. Ela sabia que o mundo da Fórmula 1 era implacável, que a pressão era constante e que o perigo estava sempre à espreita em cada curva. Mas ali, naquela suíte em Monza, entre o piloto mais talentoso da sua geração e a mulher mais sofisticada que já conhecera, Anna Williams sentia que finalmente tinha encontrado a sua velocidade máxima.

— O que vocês estão planejando? — perguntou Anna, com uma curiosidade que já não tinha mais medo.

— Planejando? — Lily riu, trocando um olhar com Oscar. — Nós não planejamos mais nada, Anna. Nós apenas vivemos. E agora, você vive conosco.

Oscar sentou-se do outro lado de Anna, prendendo-a em um abraço triplo.

— Amanhã temos a classificação — disse ele. — Mas esta noite... esta noite é sobre a nossa equipe.

E assim, enquanto o sol se punha sobre o circuito de Monza, tingindo o céu de um vermelho Ferrari, Anna Williams aceitou que sua vida não seria mais regida por dados e gráficos, mas pelas mãos de Oscar e pelos sussurros de Lily. Ela era a engenheira do desejo deles, e a corrida estava apenas começando.

Entrar com Telegram

Confirme o login no bot.