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O contrato

Corrente de Retorno

A areia úmida parecia queimar sob as solas descalças de Christine enquanto ela recuava mais três passos, os olhos cravados em Leona como se a mulher fosse um raio que acabara de atingir o chão a centímetros de seus pés.

O gosto do sal marinho misturado ao calor escuro e inebriante da boca de Leona ainda ardia em seus lábios inchados. O peito de Christine subia e descia em espasmos curtos, o ar entrando rasgado em seus pulmões, frio demais contra a brisa que soprava do oceano. Ela levou os dedos trêmulos à boca mais uma vez, tentando apagar o fantasma daquela pressão febril, mas o atrito só fez o pulso disparar ainda mais descontrolado em sua garganta.

— Não diga isso — sussurrou Christine, a voz falhando antes de encontrar uma fúria desesperada para se sustentar. — Não diga como se você não tivesse controle sobre o que faz. Você sempre tem controle, Leona. Tudo o que você faz é calculado até a última vírgula.

Leona não se moveu. O vento fustigava os fios castanho-escuros de seus cabelos contra o rosto pálido, e seus olhos castanhos esverdeados brilhavam com uma ferocidade quase desnorteada, como se ela mesma estivesse tentando assimilar o estrago deixado pela colisão. Ela abaixou-se devagar, recolhendo os sapatos de couro da areia, antes de endireitar a coluna com aquela compostura imperial que parecia talhada em mármore.

— Se eu tivesse calculado o que acabou de acontecer, Lovel — respondeu a executiva, a voz áspera e funda, ecoando acima do rugido da ressaca —, eu teria escolhido um lugar sem testemunhas potenciais a quinhentos metros de distância e não teria deixado as minhas mãos tremerem como estão tremendo agora.

Christine olhou involuntariamente para os dedos de Leona. A mulher segurava os próprios sapatos com uma força excessiva, e havia, de fato, uma oscilação mínima e visível nos nós de seus dedos. A admissão atingiu Christine como um soco no estômago. Ver Leona Blair desprovida de sua armadura milimétrica era infinitamente mais perigoso do que enfrentá-la quando ela brandia ameaças e contratos.

— Isso foi um erro — insistiu Christine, dando meia-volta e começando a marchar pela faixa de areia em direção à trilha de madeira que conduzia à mansão. — Um erro colossal de julgamento. Nós estávamos cheias de adrenalina por causa da notícia da Clara, e você... você simplesmente ultrapassou o limite.

O som dos passos rápidos de Leona na areia fofa logo emparelhou com os dela.

— Você me puxou pela gola do suéter, Christine — disparou Leona, a respiração ainda cortada pelo ritmo acelerado da caminhada. — Não venha reescrever os fatos como se eu tivesse arrastado você para aquele beijo à força. O seu corpo respondeu antes mesmo que a sua mente moralista pudesse formular uma objeção.

— Porque eu sou humana! — Christine estacou na base dos degraus da trilha das dunas, virando-se com tanta violência que as pontas de seu cabelo chicotearam o próprio ombro. Os olhos azuis faiscavam com uma mistura dilacerante de ódio e humilhação. — Eu estou sob uma pressão desumana há semanas! A minha irmã quase morreu, eu tive que me vender para uma mulher que desprezo, e você de repente age como se tivesse um coração! É claro que eu me confundi!

Leona parou um degrau abaixo, nivelando seus olhares. A menção ao desprezo fez a mandíbula da executiva travar em um ângulo rígido, uma sombra densa cruzando suas feições esculpidas.

— Se você ainda me despreza tanto assim — disse Leona, o tom caindo para uma frieza cortante que parecia querer mascarar a própria mágoa —, então o seu talento para fingir paixão deveria lhe garantir uma carreira nos palcos da Broadway, não uma mesa de assistente em Wall Street.

— O meu talento foi comprado com o dinheiro que salvou a Clara! — sibilou Christine, as palavras saindo como navalhas. — E é a única razão pela qual eu não pego as minhas coisas e volto para Nova York a pé agora mesmo!

As duas se encararam no sopé das dunas, o mar rugindo às suas costas como um prelúdio de tempestade. O ar entre elas estava tão saturado de eletricidade estática que parecia que a menor palavra poderia deflagrar um incêndio. Christine podia ver a veia pulsando com força no pescoço claro de Leona, a respiração pesada da chefe traindo o caos que fervilhava sob a superfície elegante do suéter branco.

O som de um latido alegre quebrou a redoma de hostilidade.

No topo da escadaria de madeira, o golden retriever dos Sterling farejava o ar marinho, seguido pelos passos calmos de Eleanor, que descia a colina vestindo um casaco de lã pesada e segurando uma cesta de vime com flores secas.

— Meninas! — chamou a anfitriã, abrindo um sorriso radiante ao avistá-las. — Eu estava indo recolher algumas hortênsias para a mesa de hoje à noite. Vocês parecem ter sido pegas por uma ventania e tanto lá embaixo!

Christine engoliu em seco, sentindo o pânico congelar suas feições antes que conseguisse forçar um sorriso relaxado. Ela limpou as mãos cheias de areia na calça bege, lutando para disfarçar o tremor em seus joelhos.

Leona foi mais rápida. Em um segundo, a postura predatória transformou-se em graça impecável. Ela subiu os degraus restantes, estendeu a mão para ajudar Eleanor a descer os últimos degraus e apontou para o oceano com um gesto suave.

— A maré está subindo com bastante força, Eleanor — disse Leona, a voz sedosa e desprovida de qualquer vestígio do embate de segundos atrás. — Fomos apanhadas por uma rajada de vento perto das pedras. Christine quase perdeu os sapatos nas ondas.

Eleanor riu com doçura, lançando um olhar cúmplice para o rosto corado de Christine e, em seguida, para os lábios visivelmente vermelhos de ambas. A senhora de cabelos prateados não fez qualquer comentário direto, mas o brilho divertido e aprovador em seus olhos deixou claro o tipo de "ventania" que imaginava ter ocorrido nas dunas.

— A brisa dos Hamptons tem esse efeito nas pessoas — comentou Eleanor, tocando de leve o braço de Christine com afeto maternal. — Subam para o quarto e tomem um banho quente antes do chá da tarde. Arthur está revisando os termos finais da transição corporativa no escritório, mas quer que jantemos mais cedo hoje. O chefe do conselho da Vance & Sterling enviou uma mensagem confirmando que estará em Manhattan na segunda-feira para a ratificação da sua contratação, Leona.

— Excelente notícia — respondeu Leona com polidez milimétrica, embora seus olhos castanhos esverdeados tenham deslizado de esguelha para Christine, pesados e cheios de advertência silenciosa. — Nós estaremos prontas.

***

O quarto no piso superior parecia menor agora, como se o espaço entre as paredes tivesse encolhido sob o peso do que haviam feito na praia.

Assim que a pesada porta de carvalho se fechou com o costumeiro clique definitivo, o silêncio instalou-se espesso, sufocante. Christine marchou direto para o banheiro sem olhar para trás, trancando a porta com uma volta audível da chave — quebrando abertamente uma das regras que Leona impusera na cobertura de Manhattan.

Ela apoiou as duas mãos na borda da pia de mármore branco e encarou o próprio reflexo no espelho.

Estava lívida, com exceção das bochechas febris e dos lábios escandalosamente vermelhos. Suas pupilas estavam tão dilatadas que a cor azul de suas íris parecia reduzida a uma borda tênue.

— Idiota — murmurou Christine para si mesma, abrindo a torneira e jogando água gelada no rosto repetidas vezes, tentando lavar não apenas o sal, mas a textura da pele de Leona, o perfume de cedro e pimenta que parecia ter penetrado em seus poros.

Ela havia prometido a si mesma que manteria a linha estrita entre trabalho e sobrevivência. Havia jurado que Leona Blair nunca teria acesso a nada que não fosse o seu desdém civilizado e o tempo necessário para pagar o tratamento de Clara. E, no entanto, quando a mulher a segurara contra si na praia, quando vira a vulnerabilidade genuína no olhar de Leona diante da recuperação da irmã, Christine se sentira tragada por uma força que não conseguia controlar nem nomear.

Não era apenas atração física. Era a constatação aterrorizante de que aquela mulher detestável era capaz de enxergá-la com uma profundidade que ninguém jamais tivera.

O banho fervente demorou meia hora para relaxar a rigidez de seus ombros. Quando Christine finalmente destrancou a porta e saiu, envolta em um roupão felpudo e com uma toalha enrolada nos cabelos, encontrou Leona parada junto à lareira apagada.

A executiva já havia trocado de roupa. Vestia uma calça de alfaiataria cinza-chumbo e uma camisa de seda preta com as mangas dobradas até os antebraços, revelando os tendões fortes e a pele alva. Segurava uma taça de vinho branco em uma das mãos, o olhar perdido nas chamas inexistentes da pedra.

Ao som dos passos de Christine, Leona virou a cabeça devagar. Os olhos da executiva varreram a assistente — a pele úmida, as clavículas pálidas que escapavam do decote do roupão, os pés descalços sobre o tapete felpudo. Houve uma contração sutil na garganta de Leona antes que ela erguesse a taça aos lábios para um gole longo.

— Trancar a porta foi uma violação desnecessária das regras — disse Leona, o tom neutro, quase profissional, mas com uma vibração contida por baixo da fala.

Christine pegou a escova de cabelo sobre a cômoda com movimentos ríspidos.

— Eu precisava de privacidade. E você não é dona de todas as fechaduras do mundo.

— Sob este teto, qualquer comportamento que sugira discórdia entre nós coloca o meu futuro em risco — rebateu Leona, dando dois passos lentos em sua direção. O cheiro do vinho misturou-se ao aroma de lavanda que emanava da pele limpa de Christine. — Arthur acabou de me entregar o rascunho do anúncio que será feito à imprensa na segunda-feira. O conselho quer divulgar a minha nomeação e o nosso noivado na mesma nota à coluna do *The Wall Street Journal*.

A escova congelou na mão de Christine. Ela virou-se de frente, o coração dando um solavanco de pura apreensão.

— Na mesma nota? Mas o plano era apenas convencer Arthur no privado! Você me disse que a farsa serviria para conseguir a indicação, não para ser esfregada na capa dos jornais de economia do país inteiro!

— As circunstâncias mudaram na terça-feira no Metropolitan Club, Christine — respondeu Leona, parando a pouco mais de um metro dela, os olhos fixos e impiedosos. — Aquele seu teatrinho humilhando Julian Vance foi testemunhado por metade dos investidores da cidade. Vance tentou contra-atacar espalhando boatos de que o nosso noivado era um golpe publicitário para limpar a minha reputação antes da transição. Arthur quer a nota oficial justamente para calar a boca de Julian e consolidar a minha imagem pública como uma líder estável e comprometida.

— Julian Vance — rosnou Christine, sentindo uma onda de asco subir-lhe pela espinha. — Aquele homem não sabe quando aceitar uma derrota.

— Ele é herdeiro de uma dinastia, querida. Acha que o mundo lhe deve tributos — desdenhou Leona, embora houvesse uma tensão nítida na linha de seus lábios. Ela deu mais um passo, fechando o espaço que restava entre elas até que Christine pudesse sentir o calor do corpo da mulher mais velha contra o ar frio do quarto. — Mas se nós assinarmos os documentos finais com Arthur amanhã à noite, Julian estará acabado na Vance & Sterling. A influência dele será neutralizada.

Christine ergueu o queixo, recusando-se a recuar diante da proximidade esmagadora.

— E nós? O que acontece com a gente depois que essa nota sair no jornal? Você vai me manter presa a esse circo até quando?

Leona baixou a taça de vinho, colocando-a sobre a cômoda ao lado da escova de Christine com um estalo seco. Os olhos castanhos esverdeados da executiva desceram devagar pelo rosto de Christine, pousando na curva de seus lábios antes de subirem novamente para prender seu olhar azul com uma intensidade que fez o chão parecer ceder sob os pés da assistente.

— O contrato diz seis meses, Christine — sussurrou Leona, a voz tão baixa e densa que parecia vibrar diretamente contra a pele do pescoço de Christine. A mulher mais velha estendeu a mão, hesitante por uma fração de segundo, antes de seus dedos tocarem a mecha úmida de cabelo que caía sobre o ombro de Christine. O calor do toque enviou um arrepio elétrico por toda a extensão de sua espinha. — Mas você e eu sabemos que o contrato deixou de ter qualquer utilidade no momento em que você me beijou naquela praia.

— Foi você quem me beijou! — protestou Christine, a voz saindo em um sussurro entrecortado, sem forças para afastar os dedos que agora roçavam suavemente a lateral de sua mandíbula.

— E você não me mandou parar — murmurou Leona, dando mais meio passo à frente, colando os corpos até que a seda de sua camisa preta encostasse no tecido felpudo do roupão de Christine. A respiração compartilhada entre elas tornou-se curta, febril. — Você poderia ter quebrado o meu nariz, como ameaçou fazer na cobertura. Poderia ter me empurrado contra as pedras. Em vez disso, você cravou as unhas nas minhas costas e me implorou por mais sem dizer uma única palavra.

O peito de Christine subiu e desceu com violência. Ela abriu a boca para formular um insulto, para erguer a muralha de desprezo ético que sempre fora a sua maior defesa contra Leona Blair. Mas a proximidade dos lábios desenhados da mulher, os olhos brilhando com uma necessidade crua e sem filtros, desarmou cada um de seus argumentos.

— O que você quer de mim, Leona? — perguntou a assistente, a voz tremendo de vulnerabilidade, os olhos azuis fitando a mulher à sua frente como se estivesse diante de um precipício sem fundo. — Você quer que eu admita que sinto essa atração doentia por você? Quer que eu diga que o seu toque me queima viva para depois usar isso contra mim na primeira oportunidade de negócios?

Leona paralisou por um instante. A expressão da executiva amoleceu, uma rachadura dolorosa abrindo-se no centro de sua postura inabalável.

A mão que tocava o rosto de Christine deslizou para a nuca da garota, os dedos afundando-se com uma possessividade que não tinha nada de cálculo corporativo.

— Eu nunca usaria isso contra você — confessou Leona, a voz rouca, quase quebrada, uma revelação tão crua que parecia arrancada à força de suas entranhas. — Eu passei a vida inteira calculando cada respiração, Christine. Cada sorriso, cada aperto de mão, cada centavo que entrava ou saía das minhas contas. Eu sabia exatamente como manipular o mundo para que ninguém jamais pudesse me ferir. Mas quando estou com você... eu não consigo calcular nada. Eu perco a droga do controle. E isso me apavora mais do que a falência de qualquer império que eu já construí.

As palavras caíram sobre Christine como um choque elétrico.

A arrogante Leona Blair, a mulher temida pelos tubarões de Wall Street, estava confessando terror diante dela. Diante de sua assistente, de uma mulher que não tinha fortuna, nem sobrenome influente, nem poder de mercado.

Antes que Christine pudesse responder àquela confissão estarrecedora, o celular de Leona, deixado sobre a cômoda, começou a vibrar insistentemente com um toque agudo.

O feitiço quebrou-se como vidro fino caindo no piso.

Leona praguejou entre dentes, fechando os olhos por um segundo enquanto encostava a própria testa contra a de Christine em uma expiração pesada e frustrada. Em seguida, afastou-se com relutância, pegando o aparelho.

O visor piscava com uma mensagem prioritária de seu escritório de advocacia em Manhattan.

Leona desbloqueou a tela com o polegar. Christine observou as feições da executiva endurecerem em uma velocidade assustadora. As linhas de vulnerabilidade desapareceram, substituídas por uma máscara de fúria gélida que fez a temperatura do quarto despencar dez graus.

— O que foi? — perguntou Christine, apertando o laço do roupão em torno da cintura, o pressentimento ruim revirando seu estômago.

Leona ergueu os olhos do aparelho, as íris castanho-esverdeadas faiscando como brasas em meio à escuridão.

— Julian Vance acabou de enviar um dossiê anônimo para o comitê de ética da Vance & Sterling.

O sangue de Christine pareceu drenar completamente de seu rosto.

— O quê? Sobre o quê?

— Sobre as faturas médicas do Hospital São Lucas — disse Leona, a voz soando como metal sendo afiado em uma pedra. Ela apertou o telefone com tanta força que Christine temeu que o vidro se estilhaçasse sob a pressão de seus dedos. — Ele rastreou a transferência emergencial de meio milhão de dólares feita da minha conta pessoal para o setor de cardiologia na terça-feira à tarde. E está alegando a Arthur Sterling que eu subornei a minha própria assistente para que ela fingisse um noivado e garantisse a minha contratação moralmente limpa.

O quarto girou ao redor de Christine. A imagem de Clara na cama de hospital, o sorriso orgulhoso de Eleanor no café da manhã e o olhar severo de Arthur Sterling fundiram-se em um pesadelo sufocante.

— Arthur já sabe? — sussurrou Christine, a respiração presa na garganta.

— Ele receberá uma cópia no e-mail em trinta minutos, antes do nosso jantar — respondeu Leona, guardando o aparelho no bolso com um gesto deliberado e assustadoramente calmo.

A executiva caminhou até Christine. Não havia hesitação em seus passos, nem resquício da dúvida que as consumira na praia. Havia apenas uma ferocidade predatória, uma determinação cega que fazia Leona Blair parecer capaz de derrubar arranha-céus inteiros com as próprias mãos.

Ela parou diante de Christine e segurou os dois ombros da assistente com firmeza inabalável.

— Olhe para mim — ordenou Leona, a voz ressoando com uma autoridade que exigia submissão total ao momento.

Christine ergueu os olhos azuis, trêmulos pelo pavor iminente de ver tudo desmoronar.

— Ele quer nos destruir, Christine — continuou Leona, os olhos cravados nos dela com uma intensidade que ardia como fogo vivo. — Ele quer arrancar o seu dinheiro, cancelar o tratamento da sua irmã e me ver humilhada diante da alta sociedade nova-iorquina. Mas Julian Vance cometeu o pior erro da vida dele ao achar que nós somos apenas duas mentirosas improvisando um golpe barato.

— E o que nós somos, afinal? — perguntou Christine, as lágrimas de raiva e ansiedade embaçando sua visão.

Leona levou a mão ao queixo de Christine, erguendo o rosto delicado da assistente para que não houvesse para onde desviar.

— Nós somos as donas deste jogo agora — afirmou Leona, a voz vibrando com uma promessa sombria e definitiva. — Vista o seu vestido mais caro, Christine. Nós vamos descer para aquela sala de jantar. E vamos fazer Julian Vance se arrepender do dia em que pensou em tocar no que me pertence.

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